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terça-feira, 7 de julho de 2015

Richard Dawkins afirma que psicanálise não é ciência

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Biólogo critica
conceito de Freud
por explicar tudo
A psicanálise não é uma ciência, mas se apresenta como tal, o que é perigoso, afirmou Richard Dawkins. Trata-se apenas de um sistema fechado que, portanto, não admite refutação, acrescentou.

Para o biólogo evolucionista e divulgador científico, a psicanálise não se encaixa no método científico de pesquisa, porque os conceitos criados por Freud têm explicação para tudo. “Quando as evidências apontam para o oposto de sua explicação, baste dizer que algo foi ‘reprimido’”.

Dawkins citou como exemplo um psicanalista freudiano segundo o qual o naturalista inglês Charles Darwin tinha um ódio reprimido de seu pai e, por isso, elaborou uma teoria, a da evolução das espécies, para “matar o pai divino” [Deus].

Com ironia, contou Dawkins, o biólogo Peter Medawar reagiu assim: “Todo esse ódio dele pelo pai, o dr. Robert Darwin, fica evidenciado pelo fato de que Charles o chamara de ‘o homem mais gentil e mais sábio que conhecia’”.

De passagem pelo Brasil para o lançamento do seu livro “Fome de Saber”, Dawkins deu entrevistas a jornalistas falando sobre ciência, religião e ateísmo.

A Alexandre Versignassi, de Superinteressante, ele disse que o cientista que declara ser um pesquisador para entender como Deus fez tudo comete “uma covardia intelectual, uma traição a todo o espírito da ciência”.

Isto porque, explicou, a biologia evolutiva e a ciência em geral demonstram que a explicação de coisas complexas começa pela simplicidade.

“A ciência moderna detalhou como você consegue escalar pequenos degraus, começando com o que há de mais simples, até chegar ao nível de complexidade de um cérebro humano”, disse.

“Engenheiros humanos podem criar coisas complexas: foguetes, aviões, computadores. Mas engenheiros humanos não surgiram do nada. Eles aparecem como o produto final de um processo longo, lento e gradual de mudanças: a seleção natural cumulativa. Ter descoberto isso é um triunfo da ciência.”

Com informações da Superinteressante.





Sai livro onde Dawkins relata seu percurso rumo à ciência


segunda-feira, 6 de julho de 2015

Estudo mostra que países mais religiosos são menos inovadores

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Tendência no Brasil de patente
per capita é de queda acentuada
Os países mais religiosos têm menos patentes de inventos em relação àqueles menos apegados às crenças. É o que revela um estudo de correlações entre ciência, religião e crescimento econômico. 

Roland Benabou, economista da Universidade de Princeton (EUA) e um dos autores do estudo, disse ter verificado esse padrão ao examinar a taxa per capita de patentes de cada país.

Entre os exemplos mais eloquente estão os 46% maiores países muçulmanos do mundo. Eles respondem por apenas 1,16% do total da produção de patentes.

O Brasil está na lista dos mais religiosos. Cerca de 90% da população declara ter uma crença.

No estudo, o país está na faixa de 1 patente por 10.000 habitantes — abaixo do Irã e Polônia.

Os Estados Unidos são exceções. Embora sejam do grupo dos mais religiosos, estão na faixa de 1 patente a cada 100 habitantes.

Benabou observou que, além do maior ou menor envolvimento de um país com a religião, há outras determinantes que estabelecem a taxa de inovação.

De acordo com ele, qualquer ideologia excessivamente rígida funciona como empecilho para o desenvolvimento da ciência.

Como exemplo, o economista citou a União Soviética de 1930 a 1960, quando a repressão do regime comunista se refletiu no “conhecimento científico e metodologia na biologia evolutiva e agronomia, com repercussões adversas em outras áreas”.

Com informações do WSJ e de outras fontes.





População de países pobres é a mais religiosa, diz pesquisa


domingo, 5 de julho de 2015

'Castelo' de grupo católico avança em área de preservação

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Arautos do Evangelho
 têm uma basílica em
local de mananciais
Uma basílica inaugurada em 2008 pelo grupo católico Arautos do Evangelho na serra da Cantareira, no município de Caieiras (SP), está aumentando sua área construída em pelo menos 25% do seu tamanho para abrigar uma biblioteca da altura equivalente a um prédio de 18 andares.

Os ambientalistas gostariam que as obras de agora, iniciadas há nove meses, não tivessem obtido a autorização das autoridades ambientais, porque elas se encontram em área de preservação ambiental. A serra da Cantareira tem mananciais, mata nativa e animais silvestres.

Na região já existe muita ocupação ilegal ou irregular de terrenos, como favelas.

Chamada pela população local de “castelo” por causa de sua proporção, a Basílica Nossa Senhora do Rosário tem 60 metros de altura e 96 metros quadrados. Moram no local 160 seminaristas de 42 países.

Os Arautos do Evangelho são um grupo dissidente da ultraconservadora entidade católica TFP (Tradição, Família e Propriedade).

As informações são de Felipe Souza, da Folha de S.Paulo. Os Arautos informaram ao repórter que as obras estão sendo financiadas por doações de todo o mundo e pela edição de uma revista católica, entre outros empreendimentos, mas não revelaram a soma do dinheiro.

A biblioteca ficará pronta em 2017 e terá capacidade para 150 mil livros.

Em 2012, ambientalistas já tinham criticado o grupo católico por erigir um “castelo” de 9 mil metros quadrados de área construída em praias isoladas no litoral norte paulista, em Ubatuba, que é uma região cercada por Mata Atlântica.

De acordo com moradores da região na época, os Arautos registraram o “castelo” como igreja, ficando assim dispensada de obter autorização ambiental da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado).

Com informação da Folha de S.Paulo e de outras fontes e foto de divulgação.





Católicos chamam castelo de igreja para burlar lei ambiental


Se existe um deus, ele é muito bom em matança, diz astrofísico

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por Filipe Vilicic
para Veja.com

Tyson diz que ciência
é inimiga da polícia
do pensamento
O astrofísico nova-iorquino Neil deGrasse Tyson (foto) é um dos rostos mais conhecidos da ciência por saber traduzir, com graça e elegância, o intrincado linguajar de estudiosos. Em suas palavras, "mostra as reais maravilhas do conhecimento". Ele faz isso por meio de livros best-sel­lers, a exemplo do mais famoso deles, Origens, lançado em 2004 nos Estados Unidos, mas que só na semana passada chegou ao Brasil.

Dr. Tyson se assume como herdeiro de Carl Sagan, astrofísico que popularizou a exploração espacial com o programa televisivo Cosmos, dos anos 80. Não por acaso, é dele a reedição da série, que apresenta na Fox. Tyson é defensor ferrenho do método científico como a melhor forma de explicar a origem de tudo o que existe.

Para ele, acreditar em uma divindade sem provas é burrice.

Afirmou na entrevista abaixo que o deus mais famoso do Ocidente, o judaico-cristão, por estar no controle de tudo, é muito bom em matança.

Seu livro busca compreender a origem de tudo, seja a vida, seja o universo. Por que esse tema é tão recorrente na ciência?

Se queremos analisar uma laranja, por exemplo, podemos verificar que ela é redonda, tem gosto cítrico. Se na experiência de laboratório destruímos a fruta, basta buscar outro exemplar e o trabalho prossegue. Essa lógica, de estudar a existência, vale para tudo, de organismos a estrelas. Mas e se decidirmos compreender a origem da laranja? Aí a situação se complica. Primeiro, é simples notar que ela vem de uma árvore. E de onde veio a árvore? De uma semente. E a semente? Mais complicação. Quando se pergunta sobre a origem de qualquer coisa, os questionamentos não param. Em dado momento, é inevitável chegarmos a essa indagação filosófica clássica: "Qual é a origem da vida?". Para responder a essa questão, é preciso elaborar argumentos cuidadosos, factíveis, mas extraordinariamente imaginativos. Por isso, tantas das mentes brilhantes da humanidade se dedicaram ao desafio.

Diante da dificuldade de chegarmos à origem de tudo o que está aí, uma busca infindável, aparentemente eterna, não seria o caso de aceitar com mais naturalidade e compreensão as interpretações religiosas?

A religião de cada um tira conclusões precipitadas sobre o funcionamento do universo. A ciência, no entanto, realiza medições capazes de mostrar que essas impressões são falsas. Até hoje as pessoas dizem "God bless you" (Deus te abençoe, em inglês) quando alguém espirra. Por quê? No passado, acreditava-se, para valer, que, quando isso ocorria, a alma saía do corpo e deixava a pessoa vulnerável a demônios. Um religioso pode ver o mundo dessa maneira. A ciência verifica que há bactérias que causaram o espirro, e ponto. Um religioso pode aceitar as descobertas e passar a usar passagens de suas escrituras, a exemplo da Bíblia, como metáfora, fonte de inspiração. Ou entrar em conflito conosco. Há muitos, contudo, que souberam separar os tópicos, ver a religião como motivação moral, e a ciência como a forma de realmente explicar a natureza. Exemplo contemporâneo é o geneticista Francis Collins, cristão e um dos intelectuais mais respeitados da atualidade. Ele tira sua base moral da Bíblia, mas jamais responderá a uma pergunta sobre a origem do universo dizendo: "Bem, vamos verificar no Gênesis".

Os religiosos veem a aparente ordem do universo, regida pelas leis da física, como prova de que há uma lógica superior organizando tudo...

Sim, a natureza se repete, e por isso definimos regras, como a lei da gravidade. Mas é preciso tomar cuidado com essa abordagem. O.k., Deus então fez as leis da física, como já definia o filósofo Baruch Espinosa no século XVII. Só que isso quer dizer que Ele ouve suas preces? Ou que ajuda religiosos a vencer guerras contra outros religiosos? Ou que Ele tem barba? Foi esse Deus que falou com Moisés? Se tudo isso for tomado como verdade, então podemos dizer que Deus deixa pessoas inocentes ser atropeladas na rua. Ele permite, portanto, que uma criança morra de leucemia. Ou ainda faz vista grossa diante de furacões e vulcões que matam milhões, incluindo jovens e humanitários. Para acreditar em Deus, é preciso levar tudo em conta. Se Ele está por trás de tudo, é muito bom em matanças. Afinal, mais de 99,9% das espécies de seres vivos que passaram pela Terra foram extintas. Isso é o acaso da natureza? Ou é Deus? Seja qual for a resposta escolhida, é preciso assumi-la tanto para o lado belo como para o terrível.

O senhor acredita em Deus?

Dediquei tempo para pesquisar listas de deuses na internet. Demora muitos minutos só para passar com o mouse, sem ler, por um compilado de divindades nas quais a humanidade acredita. São milhares! Quer dizer que a escolha de um desses deuses pressupõe, sem escapatória, a ilegitimidade de todos os outros? Esse conflito de ideias não é tranquilo, levou a muitas guerras. Indo além, debrucei-­me sobre o Deus mais popular do Ocidente, o judaico-cristão. Quais são suas propriedades celebradas? A bondade, o poder absoluto e a onisciência. Visto quanto a natureza mata, quer dizer que Ele é assassino? Se sim, não é bondoso. Se não, Ele não é onisciente, ou todo-­poderoso. Para mim, essas escolhas parecem randômicas. Não vejo evidências que corroborem a existência de Deus. Se há um terremoto, não é fúria divina. Geólogos avisaram que a área era vulnerável. Não adiantava rezar pelo Haiti. O terremoto que abalou o país recentemente ocorreria de qualquer jeito. Não me importo se acreditam em deuses. Só acho que quem segue essa linha cega não pode distribuir culpas por aí.

O senhor utiliza frequentemente o termo "polícia do pensamento". É uma forma de definir a postura religiosa que ignora solenemente o pensamento científico?

Quando emprego essa definição, é para falar das pessoas que tentam ter e exercer poder pela força de seus pensamentos. Ou seja, impondo o que todos podem, ou devem, acreditar. Essa é a "polícia". Na ciência, não fazemos isso. A ciência é inimiga da "polícia do pensamento".





Não há como conciliar ciência com religião, afirma Hawking


sábado, 4 de julho de 2015

Com impeachment, Cunha pode virar presidente por três meses

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Cunha na presidência
realizaria o sonho dos
neopentecostais
Como o crescente mar de corrupção está enlameando também a olhos vistos a campanha eleitoral da presidente, a hipótese de haver o impeachment da Dilma Rousseff parece a cada dia mais viável.

Se o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) “convidar” a Dilma para se retirar, o que ocorrerá no dia seguinte? Quem ocupará o lugar vago?

Se o Tribunal decidir que o vice-presidente Michael Temer (PMDB-SP) também tem de sair, por ele ter sido eleito na chapa da Dilma, a Presidência da República poderá ficar com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pelo menos por três meses, que é o tempo necessário para convocar novas eleições.

Se isso acontecer, estará se realizando o sonho dos evangélicos neopentecostais de assumirem o cargo mais importante do Executivo brasileiro. Eles poderão fincar defronte ao Palácio do Planalto a placa "O Brasil é do Senhor Jesus".

E o que seria do Brasil tendo o Cunha como presidente, ainda que por 90 dias?

Não é aconselhável fazer especulações em cima de hipótese, a de que Cunha se torne presidente da República.

Mas é possível dizer com certeza que Cunha, como presidente da Câmara, tem demonstrado ser um político inescrupuloso, a ponto de introduzir em uma Medida Provisória do ajuste fiscal uma emenda que beneficia pastores com isenção de impostos. Ele é rápido e age na calada da noite.

Seguidor da Assembleia de Deus, Cunha é um cristão fundamentalista — estaria mais bem encaixado no tempo se tivesse nascido na Idade Média.

Com arrogância, ele prega que o casamento necessariamente tem de ser entre um homem e uma mulher, como está na Bíblia, e nega igualdade de direitos aos homossexuais.

Cunha também está na lista de suspeitos da Operação Lava Jato, porque teria sido um dos que receberam grana do doleiro Alberto Youssef. A Polícia Federal está investigando.

Isso enfraquece a hipótese de ele ocupar a vaga de Dilma, se houver impeachment.

Outra hipótese de substituição à presidente Dilma seria dar posse a Temer, a exemplo do que ocorreu com Collor de Mello em dezembro de 1992, quando o vice Itamar Franco assumiu a presidência.

Uma terceira possibilidade seria empossar o segundo classificado nas eleições, Aécio Neves (PSDB-MG).

Mas tudo depende do rumo que tomar a crise política, que ainda está no começo.

Com informações das agências.





Cunha e Malafaia criam ‘jabuti’ que livra pastores de imposto


quarta-feira, 1 de julho de 2015

Estado laico não é o mesmo que Estado bobo, afirma jornal

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Estadão comenta
favorecimento aos
líderes religiosos
Ao comentar a manobra de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, que introduziu na Medida Provisória 668 uma emenda para beneficiar líderes religiosos com isenções fiscais, o jornal “O Estado de S. Paulo” afirmou em editorial que “Estado laico não é o mesmo que Estado bobo”.

O “Estadão” afirmou que o objetivo da emenda é livrar pastores da cobrança de impostos nas suas comissões por obter mais fiéis ou dízimo, o que é ilegal porque a renúncia fiscal prevista na Constituição se refere às atividades religiosas de instituições, e não a pessoas físicas que ganham dinheiro com a pregação de religião.

“[...] o texto da constituinte foi claro ao dizer que essa imunidade recai apenas sobre as entidades religiosas e suas ‘finalidades essenciais’”.

A MP 668 foi apresentada pelo governo para elevar a tributação sobre produtos importados, dentro do pacote de ajuste fiscal.

Ou seja, o seu objetivo nada tem a ver com a emenda que beneficia as comissões dos pastores, as quais, inclusive, contrariam a lógica do ajuste fiscal de elevar a arrecadação de impostos.

A emenda foi ali colocada sorrateiramente, de modo a tirar proveito do esforço governamental para a aprovação do ajuste fiscal.

O jornal afirmou que a aprovação da emenda significa também que o poder político está fechando os olhos, por exemplo, “ao fato de que alguns fundadores de igrejas no Brasil figuram entre os maiores bilionários do país”.

Com informação do Estadão.





Cunha e Malafaia criam ‘jabuti’ que livra pastores de imposto


terça-feira, 30 de junho de 2015

Justiça de Oklahoma manda tirar Dez Mandamentos de capitólio

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Cristãos alegaram
 que monumento
 não é religioso
A Corte Suprema de Oklahoma (EUA) mandou que os Dez Mandamentos sejam retirados do jardim do Capitólio do Estado (sede do parlamento), que fica na Cidade de Oklahoma.

A decisão dos juízes por 7 a 2 teve como base o artigo da Constituição do Estado que proíbe que quaisquer crenças religiosas sejam beneficiadas pelo governo.

Com 1,8 metro de altura, o monumento de pedra foi instalado em 2012 e custeado por cristãos. Ele é defendido por parlamentares cujo argumento é de que se trata de um marco histórico, e não religioso.

Esse argumento tem sido rebatido por ateus e crentes de outras religiões, com os hindus, em uma polêmica que durou mais de um ano.

Igreja Satânica também
queria ter um monumento
Os ateus da Igreja do Monstro do Espaguete Voador reivindicaram a construção de seu monumento no local, caso prevalecesse a tese de que o marco não tem nada a ver com religião.

Da mesma opinião é uma igreja satanista, que chegou a providenciar o esboço de uma estátua para doar ao Capitólio.

Com 2,7 metros de altura, o monumento dedicado à divindade Baphomet teria a função de cadeira para que pessoas sentassem em seu colo e “refletissem sobre a compaixão que todos devem ter para com os seres vivos”, de acordo com Lucien Greaves, porta-voz da igreja.

Alguns cristãos não se conformaram com o julgamento da Corte, porque um monumento quase idêntico instalado no Texas foi considerado constitucional pelo Supremo Tribunal dos Estados Unidos.

Com informações das agências e fotos de divulgação.





Tony Bellotto não entende louvação a Deus em Estado laico

MP quer saber se cocaína de culto da Universal é verdadeira

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Suposto ex-drogado
é submetido a 'teste'
por Formigoni
  
O MP (Mistério Público) de São Paulo pediu à CIPP (Central de Inquéritos Policiais) que investigue se são verdadeiras a cocaína e a maconha que o bispo Rogério Formigoni (na foto à direita), 40, usou para fazer um “teste” em um suposto drogado.

Vídeo dinível o Youtube [ver abaixo] mostra o bispo da Igreja Universal oferecendo as drogas a Raul (à esquerda) para provar que esse fiel se livrou delas graças a uma rápida à conversão dele ao evangelho.

"Hoje a sua história mudou", disse o bispo. Foi o que bastou para que o fiel se curasse, de acordo com o vídeo.

O Ministério Público mandou uma cópia do vídeo ao órgão policial para fazer parte da abertura de um inquérito.

Se a cocaína e a maconha forem verdadeiras, Formigoni terá de informar onde ele as comprou. Se não forem, ele acabará admitindo, ainda que indiretamente, que se tratou de uma encenação para enganar os fiéis.

No vídeo, o bispo diz: “Cadê a cocaína? Antes de jogá-la [fora], a gente vai fazer um teste [no fiel]".

Também foi feito o teste da “cerveja”.

Raul rejeitou as drogas e a bebida alcoólica. “Dá nojo", disse.

Não é a primeira vez que Formigoni expõe drogas a fiéis durante culto. Ele próprio admitiu em dezembro de 2014 que foi viciado em crack.

Em nota, a Igreja Universal informou que não incentiva o porte de drogas. Explicou que em alguns casos pastores expõem substâncias ilícitas a fiéis para provar que eles deixaram de ser dependentes.

O show pastor


Com informações e imagens do Youtube (1 e 2) e outras fontes.





Culto-show estimula cérebro como droga, diz pesquisador


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