quarta-feira, 23 de abril de 2014

Cardeais do Vaticano moram em luxosos mega-apartamentos

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por Valeria Pacelli
para Il Fatto Quotidiano

O cardeal aposentado Bertone mora em
 uma cobertura de 600 metros quadrados
Enquanto o papa escolheu um apartamento de um quarto, Tarcisio Bertone (foto) tem uma cobertura de 600 metros quadrados com terraço de 100 metros quadrados. Os cardeais se permitem de 200 a 250 metros quadrados. A Igreja tem imóveis de 2 bilhões de dólares – os 700 metros quadrados de Bertone e os mega-apartamentos de outros cinco purpurados. Enquanto para Francisco bastam dois quartos, e o seu novo secretário de Estado, Parolin, vive em um apartamento de um quarto.

O papa Francisco só soube há dois dias que o ex-secretário de Estado, Tarcisio Bertone, decidira viver em uma megacobertura com um grande terraço. O papa sabe que Bertone não ficou satisfeito com o apartamento comum desde 20 de dezembro do ano passado, quando Marco Lillo, no jornal Il Fatto, publicou a notícia.

Agora, o La Repubblica relata a reação de Bergoglio, irritado com a escolha do ex- secretário de Estado de unir dois apartamentos em um: aquele atribuído a ele, onde antes vivia o ex-chefe da Gendarmeria vaticana, Camillo Cibin, que morreu em 2009; e o de Dom Bruno Bertaglia, vice-presidente do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos, que morreu em 2013.

Total da super cobertura: cerca de 600 metros quadrados (segundo o La Repubblica) com 100 metros quadrados de terraço. O apartamento onde Bertone passará a sua aposentadoria está localizado no Palazzo San Carlo, a poucos passos da Domus Sanctae Marthae, onde reside o papa Francisco, que escolheu um apartamento de dois quartos de 70 metros quadrados.

Aí também vive o secretário de Estado, Pietro Parolin, que se contentou com um simples apartamento de um quarto. E no mesmo edifício também vivem (em apartamentos de dois quartos) os dois secretários de Bergoglio, Mons. Alfred Xuereb e Mons. Fabian Pedacchio Leaniz.

Mas nem todos, incluindo cardeais e altos prelados, fizeram a mesma escolha do papa e dos seus fidelíssimos. Muitos vivem em apartamentos muito maiores do que o de Bergoglio. Entre os imóveis em reforma, por exemplo, está o do chefe da Gendarmeria, Domenico Giani, interceptado pela Procuradoria de Roma enquanto escrevia em papel timbrado aos órgãos italianos de polícia para ajudar Dom Nunzio Scarano (agora em julgamento por ter recebido ilegalmente 20 milhões de euros na Itália) para recuperar 400 mil euros dados ao agente dos serviços secretos Giovanni Zito.

Giani, em um primeiro momento, tinha ido morar em uma casa em Aurelia, em território italiano. Alojamento temporário. De fato, estava terminando a reforma do seu apartamento com vista para a Via di Porta Angelica. Acima do terceiro andar, apareceu de repente um novo andar, com três janelas e duas grandes vidraças, às quais se acrescentam dois banheiros com banheira de hidromassagem e um terraço.

Mas, passeando dentro dos muros vaticanos, há muitos palácios suntuosos, com apartamentos que variam de 200 a 250 metros quadrados. Muitas deles são habitados por cardeais, que não os usam totalmente, deixando muitos quartos completamente fechados. No Palazzo Sant’Ufficio, ao lado da Praça de São Pedro, por exemplo, mora, juntamente com duas irmãs, o cardeal Velasio De Paolis, presidente da Prefeitura dos Assuntos Econômicos da Santa Sé.

O cardeal Giuseppe Bertello, presidente do Governatorato do Estado da Cidade do Vaticano, vive no último andar doPalácio do Governatorato. Também nesse caso é utilizada apenas uma parte da casa. O cardeal Angelo Sodano, por outro lado, vive em um andar do palacete que abriga o Colégio Etíope, atrás de São Pedro, depois de ter que abandonar o apartamento mais suntuoso na primeira Loggia do Palácio Apostólico.

E esses são apenas alguns exemplos. Do lado de fora dos muros vaticanos – sempre em grandes apartamentos de propriedade da Santa Sé – vivem outros altos prelados. No mesmo palácio, na praça da cidade leonina, vivem, por exemplo, o cardeal Walter Kasper, teólogo alemão, e o bispo bávaro Gerhard Ludwig Müller, que teve o privilégio de viver no mesmo apartamento que antes era de Ratzinger e onde ainda se encontra parte da sua biblioteca. Esses exemplos citados são apenas alguns dos imóveis de propriedade do Vaticano.

Não existe uma estimativa pública do valor imobiliário de todos esses palácios. Nos últimos anos, segundo algumas notícias da imprensa, o patrimônio imobiliário disseminado no mundo de propriedade do Vaticano chegava a cerca de 2 bilhões de euros. Cerca de metade se encontra na Itália e se trata de 20% do
patrimônio nacional.

Com um patrimônio desse porte, há anos discute-se a possibilidade de cobrar o IMU, o imposto sobre imóveis, da Igreja também. Mario Monti [ex-primeiro-ministro italiano], para evitar a multa europeia, em 2012, estabeleceu que as entidades eclesiásticas deviam pagar pela parte comercial dos seus imóveis. A regulamentação normativa, porém, não foi aprovada antes dos termos das declarações. O jogo, portanto, será decidido este ano.

Com tradução de Moisés Sbardelotto para IHU Online.

Vaticano gastou R$ 58 mi em complexo que abriga sauna gay
março de 2013







terça-feira, 22 de abril de 2014

Deus judaico-cristão tem perfil psicológico de um serial killer

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Diagnóstico é de que Jeová sofre
de graves conflitos emocionais
E se o deus judaico-cristão, Jeová, tivesse se deitado no divã de Freud, quais seriam os diagnósticos? Provavelmente Freud, que era ateu, concluiria que estava tendo delírio e ele mesmo se trataria.

Mas vamos supor que por alguns instantes, o suficiente para uma sessão de psicanálise, Freud passasse a acreditar em Deus. O que ele concluiria de um sujeito que mandou matar milhares pessoas (muitas vezes por vingança) e que se acha onipresente, mas tem baixa autoestima (gosta de ser adorado)?

Freud não chegou a traçar o perfil psicológico da divindade judaico-cristã, mas outras pessoas têm feito, em um exercício de questionamento da cristandade ou mesmo de brincadeira, como fez o estudante americano de psicologia que se assina na internet como A.B. Normal.

Normal classificou Deus como um “assassino desorganizado”, porque não há um padrão em suas matanças: comete grandes inundações, incêndios, terremotos e por aí vai. Isto, para o estudante, são sintomas de raiva e frustração. O que explicaria, segundo ele, o fato de Deus ser solitário, mas não esconde seus crimes — na verdade, Ele mandou divulgá-los no livro onde é protagonista, a Bíblia.

O estudante escreveu que a vingança extremamente agressiva de Deus — relatada principalmente no Antigo Testamento — é indício de que Ele sofre de grandes conflitos emocionais, levando-o a explosões de violência.

Outro diagnóstico é que Deus é maníaco pelo poder, gosta de propagandear que está em todos os lugares e sabe de tudo. Se perder o controle de alguma situação, Ele pode ficar furioso. Em Êxodo 14:18-26, afogou o exército egípcio.

Também é sádico. Em alguns momentos, é destrutivo e em outros oferece a salvação.

Usa a teatralidade para chamar a atenção para Ele, mesmo que isso signifique a morte de muitas pessoas. Inunda o mundo, promove fome e pragas de gafanhotos e mata filhos primogênitos. Ele tem a necessidade de provar que é o todo-poderoso. Isso pode ser sintoma tanto de insegurança como de arrogância.

De qualquer forma, a sua falta de sofisticação — promove muita violência explícita, cinematográfica — revela que Ele é imaturo.

O estudante de psicologia observou que Deus tem prazer em atear fogo em cidades. Jeová é incendiário. Como é onipresente, o deus judaico-cristão provavelmente presenciou o sofrimento das pessoas que morreram no incêndio de Sodoma e Gomorra. Outra demonstração de sadismo.

A.B. Normal escreveu que muitos incendiários gostam de ver a destruição do fogo que ateou porque isso lhe dá sensação de poder sobre a vida e a morte. Eles sentem prazer em ver pessoas com medo e pânico.

Segundo o estudante, os incendiários são movidos pela busca do lucro ou pela vingança. Mas alguns deles podem simplesmente ser vândalos.

Geralmente, os incendiários são socialmente incompetentes, têm problema de autoconfiança e com o sexo oposto. No caso do deus judaico-cristão, Ele engravidou Maria sem fazer sexo com ela.

O estudante sugeriu que Deus sofre de Transtorno de Personalidade Borderline (Limítrofe). Trata-se de uma desordem mental provocada por um desequilíbrio químico no cérebro.

Essa talvez seja a causa de Deus querer que tudo ocorra em função Dele e que suas decisões sejam absolutas. Exige a subserviência. Diante de contrariedade reage com raiva e sentimento de rejeição.

Ele tem o perfil de líder de seita. É carismático e parece estranho, esquisito. Mais velho que a maioria das pessoas, Ele é inteligente, sociopata e manipulador. Como o todo líder religioso, consegue convencer seus seguidores que é honesto e sincero. Deus criou o seu próprio vocabulário, para controlar o pensamento de seus seguidores.

De tudo, o que fica mais evidente, na avaliação do estudante de psicologia, é que Deus é o serial killer mais prolífico de todos os tempos. Freud com certeza concordaria com esse diagnóstico.

Com informações do Live Journal, entre outras fontes





Bíblia relata mais de 2,5 milhões de mortes em nome de Deus
janeiro de 2013


segunda-feira, 21 de abril de 2014

Intelectuais dizem a ministro que Grã-Bretanha não é cristã

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David Cameron
Primeiro-ministro Cameron tem
feito discursos com apelo religioso 
Intelectuais, cientistas e escritores publicaram uma carta no Daily Telegraph onde pedem ao primeiro-ministro David Cameron (foto) que pare de dizer que a Grã-Bretanha é cristã, embora constitucionalmente o país ainda esteja ligado à Igreja Anglicana.

“Respeitamos o direito do primeiro-ministro de ter suas crenças religiosas e o fato de que isso afeta sua própria vida como político, mas nos opomos à caracterização que ele faz de que o país é cristão”, diz a carta. “[Isso tem] consequências negativas para a política e a sociedade.”

Afirmaram que a Grã-Bretanha é uma “sociedade plural constituída por pessoas não religiosas, na maioria”.

O grupo de intelectuais é formado por 55 personalidades, entre elas o cientista vencedor do prêmio Nobel John Sulston.

Cameron tem feito pronunciamentos evocando a (suposta) virtude de o país ser cristão.

Recentemente, por exemplo, ele disse que os britânicos, em vez de se sentirem cada vez mais seculares, “deveriam ser mais confiantes sobre nosso status como um país cristão, deveriam ser mais ambiciosas em expandir o papel das organizações baseadas na fé, e, francamente, mais evangélicas sobre a fé que nos leva a chegar lá e fazer uma diferença em nossa vida”.

A carta destacou que esse tipo de discurso do líder conservador “alimenta desnecessariamente debates sectários que não estão presentes nas vidas da maior parte dos britânicos, que não querem que religiões ou identidades religiosas sejam priorizadas por seus governos eleitos".

De acordo com o censo de 2011, o número de pessoas na Inglaterra e no País de Gales que declararam cristãs caiu de 72% para 59%, o que deu 33,2 milhões. Os sem religião totalizaram 14 milhões.

Com informação das agências.





Grã-Bretanha libera filme das fantasias de santa com Jesus
fevereiro de 2012


Lições de mortalidade que recebi do meu pai, Carl Sagan

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Sasha escreve sobre as conversas que teve com seu pai

por Sasha Sagan

Morávamos em uma casa de pedra cor de areia com uma serpente alada gravada em um disco solar acima da porta. Parecia algo saído de antiga Suméria ou do Indiana Jones — mas, em ambos os casos, não seria algo que você esperaria encontrar em Ithaca [no Estado de Nova Iorque].

Na virada do século passado, a casa tinha sido sede de uma sociedade secreta ligada à Universidade de Cornell chamada Sphinx Head Tomb. Na segunda metade do século foram adicionados, nela, alguns quartos e uma cozinha. Na década de 1980, se tornou em uma casa particular onde eu morava com minha maravilhosa mãe e pai.

Meu pai, o astrônomo Carl Sagan, ensinou ciências espaciais e pensamento crítico na Universidade de Cornell. Por esse tempo, ele se tornou bem conhecido porque aparecia com frequência na televisão, onde ele inspirou milhões de pessoas com sua curiosidade contagiante sobre o universo. Mas foi em casa que ele e minha mãe, Ann Druyan, escreveram juntos livros, ensaios e roteiros juntos, trabalhando para popularizar a filosofia do método científico em contraposição à superstição, misticismo e fé cega, que estavam ameaçando dominam a cultura.

Meu pai e minha mãe estavam profundamente apaixonados — e agora, adulta, posso ver que suas colaborações profissionais eram mais uma expressão da sua união, um outro tipo de amor. Um desses projetos foi a série televisiva "Cosmos", organizado em 1980 pelo meu pai.

Naquela época, depois da escola e durante conversa à mesa de jantar, eu me envolvia com temas do "Cosmos", como a história secular do universo e a importância do exercício do pensamento crítico.

Meus pais pacientemente respondiam aos meus intermináveis "por quês?". As respostas nunca eram do tipo "porque eu disse isso" ou "é assim que é."

Cada pergunta era recebida como uma indagação que merecia uma resposta honesta. Mesmo as perguntas para a quais não existem respostas.

Um dia, quando eu ainda era muito jovem, perguntei ao meu pai sobre os pais dele. Eu conhecia intimamente os meus avós maternos, mas queria saber por que nunca tinha conhecido os pais do meu pai.

"Porque eles morreram", disse ele melancolicamente. "Será que você vai vê-los novamente", perguntei. Ele elaborou sua resposta cuidadosamente. Finalmente, disse não haver nada de que ele gostaria mais no mundo do que ver sua mãe e o pai de novo, mas que não tinha razão — e não há evidência — para apoiar a ideia de uma vida após a morte. Por isso ele não poderia se entregar a essa tentação.

"Por quê?" Então ele me disse, com muita ternura, que pode ser perigoso acreditar que sejam verdadeiras coisas só porque você deseja que elas sejam reais. Nessas circunstâncias, explicou, você pode ser enganada se não perguntar a si mesma e a outras pessoas.

Ele me disse que tudo o que é verdadeiramente real pode resistir a uma análise. Tanto quanto me lembro, esta é a primeira vez que comecei a entender a permanência da morte.

Como eu, naquela conversa, senti uma espécie de minicrise existencial, meus pais me confortaram sem se desviar de sua visão de mundo científica. "Você está viva neste exato segundo, e isso é uma coisa incrível", disseram-me.

Eles argumentaram que quando eu considerar o número quase infinito de bifurcações que levam a uma pessoa a nascer, eu ficaria grata por existir. Eles me falaram da enormidade dos potenciais universos alternativos onde, por exemplo, meus bisavós nunca se encontrariam, e eu nunca vir a ser.

Além disso, eles me disseram que eu tenho o prazer de viver em um planeta onde nós evoluímos para respirar o ar, beber a água e sentir o calor da estrela mais próxima.

Afirmaram que eu estava conectada com as gerações ancestrais por intermédio do DNA. E também ao universo, porque cada célula do meu corpo tinha vindo do coração das estrelas.

Meu pai é o autor da famosa frase de que “nós somos substâncias das estrelas”, e ele me fez entender que estou a caminho delas, de volta.

Este texto foi publicado originalmente no New York Magazine e adaptado para o português por este site.





'Tudo veio do nada, e quem dá sentido à vida somos nós'
janeiro de 2012


domingo, 20 de abril de 2014

Uruguai lidera avanço da secularização na América Latina

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Afastamento das religiões coincide com progresso econômico do país  
Estudo do instituto chileno Latinobarómetro mostra que entre 1995 e 2013 o secularismo acelerou o seu ritmo no Uruguai. O número de ateus, agnósticos e sem religião subiu de 18% da população em 1996 para 38% em 2013 — a diferença é de 20 pontos percentuais. No mesmo período a população de católicos caiu de 60% para 41%. Houve, portanto, a queda de 19 pontos percentuais.

O instituto comparou o Uruguai a países europeus desenvolvidos onde a população tem se distanciado nos últimos anos de maneira expressiva das religiões. Quatro em cada dez uruguaios são agnósticos.

O Uruguai é o país mais democrático da América Latina e um dos mais desenvolvidos da região, na avaliação do estudo. 

O Chile se destaca na América Latina como o segundo país onde a secularização tem mais avançado, ainda que o ritmo não seja tão forte quanto o do Uruguai.

No país, o número de ateus, agnósticos e sem religião aumentou de 10% em 1995 para 25% em 2013 — a diferença é de 15 pontos percentuais. No mesmo período, os católicos caíram de 74% para 57%.

No Chile, a secularização é um processo recente. Até duas décadas atrás, não havia no país a tradição do agnosticismo, diz o estudo. Nesse período, o catolicismo deixou de ser a religião dominante.

No Chile, o crescimento econômico coincide com o avanço da secularização, indicando que aquele fenômeno leva a esse.

Trata-se de uma das poucas teses de Karl Marx que não tem sido questionada, afirma o estudo “Religiões em tempo do papa Francisco”. “Esse processo de transformação ainda não se verificou nos demais países da América Latina.”

O estudo conclui que o papa Francisco não tem conseguido conter na América Latina a debandada de fiéis da Igreja Católica para cultos evangélicos.


Fenômeno da secularização e novo no país

Com informação do estudo "Las Religiones en Tiempos Del Papa Francisco".





quinta-feira, 17 de abril de 2014

Deputado propõe distribuição de kit bíblico evangélico e católico

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Kennedy Nunes
Para Kennedy Nunes, falta de religião
transforma ser humano em androide
O deputado estadual do PSD Kennedy Nunes (foto), de Santa Catarina, apresentou projeto de lei para que o Estado financie e distribua um kit bíblico às escolas da rede estadual, abrangendo alunos de 6 a 12 anos.

Pela proposta, o kit vai contemplar “todas as religiões”, mas curiosamente se apresentará em apenas duas versões, uma com a Bíblia evangélica e outra com a católica. Não haverá livros sagrados de outras religiões, como Corão e Torá.

Filho de missionários da Assembleia de Deus, Nunes há mais de 30 anos é harpista do grupo “Dedos de David”, de acordo com a Wikipédia.

O projeto de lei é inconstitucional porque a laicidade do Estado impede que qualquer instância de governo se envolva direta ou indiretamente com crenças religiosas.

Apesar disso, o deputado não vê qualquer “problema” em se falar de religião nas escolas. “Querem falar de religiosidade e até de gêneros, e por que a religião não?”

No Twitter ele escreveu: “Falta de religião faz do ser humano um androide”.

Cássia Ferri, especialista em educação, disse que o projeto de lei pode causar desconforto nos alunos se não contemplar todas as religiões.

“As escolas públicas precisam aceitar toda a diversidade religiosa, e a leitura dos textos bíblicos é válida, mas não pode ser a única opção aos alunos”, disse ela, sem mencionar que a descrença é também um direito assegurado pela Constituição.

O projeto de lei tem repercutido nas redes sociais, com mais críticas do que elogios.

Na página do Facebook de Nunes, por exemplo, Ricardo Gama escreveu: “Deputado, androide é um ser automatizado que imita a figura humana. Sou ateu e digo-lhe que essa carapuça não serve para mim, e sim para esse monte de religiosos que acredita num suposto deus como se fossem robots, obedecendo a regras arcaicas de um livro primitivo escrito por pessoas primitivas e delirantes”.

O projeto de lei ainda precisa passar por comissões da Assembleia Legislativa, para, se aprovado, ser votado em plenário.

Com informação do Clic RBS e do Facebook do deputado, entre outras fontes.





Ateu sofre preconceito igual ao gay dos anos 50, afirma filósofo
maio de 2010


quarta-feira, 16 de abril de 2014

'SBT Brasil' veta opiniões de Sheherazade; Malafaia protesta

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Pastor acusou SBT de ceder a pressões
e censurar a jornalista evangélica  
O SBT emitiu nota informando que a jornalista Rachel Sheherazade, na foto, deixará de dar sua opinião durante a apresentação do principal jornal da emissora, o “SBT Brasil”. O mesmo vale para o colega dela de bancada, Joseval Peixoto.

“Em razão do atual cenário criado recentemente em torno de nossa apresentadora Rachel Sheherazade, o SBT decidiu que os comentários em seus telejornais serão feitos unicamente pelo Jornalismo da emissora em forma de Editorial. Essa medida tem como objetivo preservar nossos apresentadores Rachel Sheherazade e Joseval Peixoto, que continuam no comando do SBT Brasil”, diz a nota.

A emissora tomou a decisão após a intensa repercussão do comentário da jornalista se solidarizando com um grupo de vingadores que, no Rio, agrediram um jovem negro e suposto infrator e o amarram nu a um poste. “A atitude dos vingadores é até compreensível”, disse a jornalista na época, justificando a justiça com as próprias mãos diante da falta segurança.

A jornalista foi colocada em “férias” pelo SBT, e ela chegou a pensar que seria demitida. Após uma reunião de cúpula da emissora, ela se sentiu aliviada, porque foi mantida no cargo, mesmo só para leitura do noticiário. Ela disse a colegas que, no fim, tudo “saiu barato”.

Ela voltou hoje (16) ao telejornal. Afirmou que sentiu a falta do espaço para opinião, mas que não cabe a e "discordar de uma determinação da emissora, porque não fui contratada para definir as estratégias da empresa, o formato do jornal nem os rumos do jornalismo”.
Sheherazade foi cautelosa ao se referir à decisão do SBT. Falou que não se sente censurada, porque vai continuar expressando suas opiniões na internet.

Para o pastor Silas Malafaia (foto), contudo, o SBT impôs censura à jornalista (que é evangélica), cedendo às pressões do PSOL, PC do B e do PT, “partidos que idolatram Fidel Castro, o governo da Venezuela e suas ideologias baseadas em Marx". “A democracia do Brasil corre risco”, disse.

O pastor acusou o governo de ameaçar a emissora de cortar parte das verbas publicitárias oficial, no valor aproximado de R$ 150 milhões por ano. “Que vergonha!” A emissora não confirmou qualquer tipo de pressão.

Com informações das agências.





Jornalistas do SBT têm vergonha de Rachel Sheherazade
janeiro de 2014


Internet aumenta número dos não crentes nos Estados Unidos

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do MITT Technology Review

Mais norte-americanos passaram a declarar não ter
 religião com o aumento da audiência da internet

Em 1990, cerca de 8% da população dos Estados Unidos não tinha nenhuma preferência religiosa. Em 2010, esta porcentagem mais que duplicou, chegando a 18%. Estamos falando de uma diferença de 25 milhões de pessoas que de algum modo perderam sua religião.

Isto coloca uma pergunta óbvia: Por quê? Por que os norte americanos estão perdendo a fé?

Atualmente, há uma resposta possível graças ao trabalho de um cientista em informática do Colégio de Engenharia Olin de Massachusetts (Estados Unidos), Allen Downey, que fez uma detalhada análise dos dados. Ele afirma que a diminuição é o resultado de vários fatores, mas o mais polêmico deles é o crescimento da internet. Chega à conclusão de que o aumento no uso da internet nas últimas duas décadas provocou uma diminuição significativa da filiação religiosa.

Os dados de Downey provêm da General Social Survey, uma pesquisa sociológica muito respeitada realizada pela Universidade de Chicago (EUA), e que mede com frequência as atitudes e as características demográficas da população desde 1972.

Desde aquela época, a General Social Survey perguntou à população coisas como: “qual é a tua preferência religiosa?”, e “em que religião cresceste?” Também reúne dados sobre a idade de cada entrevistado, o nível de educação, o grupo socioeconômico, etc. E na era da internet, pergunta quanto tempo cada pessoa passa on-line. O conjunto total de dados que Downey utilizou consiste nas respostas de quase 9.000 pessoas.

O enfoque de Downey consiste em determinar como se relaciona a queda da filiação religiosa com outros elementos da pesquisa, tais como: a educação religiosa, o status socioeconômico, a educação e assim sucessivamente.

Ele descobriu que a maior influência na filiação religiosa é a educação religiosa, ou seja, as pessoas criadas em uma religião são mais propensas a estar filiadas a essa religião mais tarde.

No entanto, o número de pessoas com educação religiosa diminuiu desde 1990. Há uma clara relação entre isto e a inevitável queda no número de pessoas que mantêm a religião mais adiante em suas vidas. De fato, a análise de Downey mostra que este é um fator importante. Contudo, não explica a totalidade da diminuição nem de longe. De fato, os dados só explicam aproximadamente 25% da queda.

Também mostra que a educação em nível universitário se correlaciona com a diminuição. Uma vez mais, não é difícil ver como o contato com um grupo mais amplo de pessoas na universidade pode contribuir para a perda da religião.

Desde a década de 1980, a porcentagem de pessoas que recebe educação de nível universitário aumentou de 17,4% para 27,2% na década de 2000. Assim, não é de se estranhar que isto se reflita na queda dos números das filiações religiosas atuais. Mas embora a correlação seja estatisticamente significativa, representa apenas cerca de 5% da queda, razão pela qual deve haver algum outro fator.

E é aí que entra em jogo a internet. Também na década de 1980 o uso da internet era praticamente zero, mas em 2000 53% da população passa duas horas por semana on-line e 25% navega mais de sete horas.

Este aumento coincide estreitamente com a diminuição da filiação religiosa. De fato, Downey calcula que pode supor aproximadamente 25% da queda.

É um resultado fascinante. Implica que a partir de 1990, o aumento do uso da internet teve uma influência na filiação religiosa tão grande quanto a queda na educação religiosa.

Chegados a este ponto, seria preciso falar sobre a natureza destas conclusões. O que Downey encontrou são correlações e qualquer estadista dirá que as correlações não implicam causalidade. Se A se correlaciona com B, pode haver várias explicações possíveis. Pode ser que A cause B, B poderia causar A, ou algum outro fator poderia causar tanto A como B.

Mas isso não quer dizer que seja impossível tirar conclusões a partir das correlações, apenas que é preciso observá-las com cuidado. “A correlação proporciona evidência a favor da causa, sobretudo quando podemos eliminar explicações alternativas ou há razões para acreditar que são menos prováveis”, afirma Downey.

Por exemplo, não é difícil ver que a educação religiosa provoca uma filiação religiosa no futuro. No entanto, é impossível que a correlação funcione pelo contrário. A filiação religiosa mais adiante na vida não pode causar uma educação religiosa (embora possa influenciar a opinião que uma pessoa tenha sobre sua educação).

Também não é difícil ver que passar tempo na internet pode levar a uma desfiliação religiosa. “Para as pessoas que vivem em comunidades homogêneas, a internet oferece oportunidades para encontrar informação sobre pessoas de outras religiões (ou nenhuma), e para interagir com elas em nível pessoal”, assinala Downey. “Pelo contrário, é mais difícil (mas não impossível) imaginar possíveis razões pelas quais a desfiliação poderia causar um aumento no uso da internet”.

Evidentemente, também existe outra possibilidade: que um terceiro fator não identificado provoque tanto um maior uso da internet como a desfiliação religiosa. Mas Downey descarta esta possibilidade. “Controlamos as variáveis na maior parte dos candidatos óbvios, entre elas a renda, a educação, o status socioeconômico e o meio rural/urbano”, afirma.

Se existe este terceiro fator, deve ter características específicas. Teria que ser algo novo cuja prevalência tenha aumentado durante os anos 1990 e 2000, assim como a internet. “É difícil imaginar qual poderia ser esse fator”, assegura Downey.

Isso deixa poucas dúvidas sobre a razoabilidade da sua conclusão: “O uso da internet diminui a possibilidade da filiação religiosa”, assinala.

Mas há algo mais. Downey encontrou três fatores: a diminuição da educação religiosa, o aumento da educação de nível universitário e o aumento do uso da internet, que, em conjunto explicam 50% da queda da filiação religiosa.

Mas, o que acontece com os outros 50%? Nos dados, o único fator que se correlaciona com isto é a data de nascimento, posto que as pessoas nascidas mais tarde são menos propensas a ter uma filiação religiosa. Mas, como assinala Dowley, o ano do nascimento não pode ser um fator causal. “Desse modo, cerca da metade da mudança observada permanece sem explicação”, afirma.

Isso nos deixa diante de um mistério. A diminuição da educação religiosa e o aumento do uso da internet parecem ser as causas pelas quais as pessoas perdem a fé. Mas há algo mais sobre a vida moderna que não se reflete nestes dados e que está tendo um impacto ainda maior.

Com tradução de André Langer para IHU Online.






Pastor afirma que internet deixa crianças vulneráveis aos ateus
agosto de 2011

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