segunda-feira, 28 de julho de 2014

Veja as semelhanças entre marido truculento e deus cristão

Nenhum comentário:
por Austin Cline para About


Padres, pastores e cristãos em geral pregam que a obediência a Deus é fundamental para um bom relacionamento no casamento. Afinal, Deus é o “homem” da casa, e é a quem a família deve obediência, respeito e honra.

Temer a Deus é, assim, imprescindível para manter acesa a chama do amor no lar. Mas, deixando a pregação de lado, Deus, como ele é descrito nas escrituras cristãs, tem um comportamento semelhante ao marido truculento, que expressa seu “amor” por intermédio da intimidação e da violência. É tipo de homem presente em todas as sociedades, mas principalmente nas de países pobres e nas dos em desenvolvimentos, como o Brasil.

A convivência de um marido truculento com sua mulher é tão abusiva quanto ao relacionamento de Deus com a humanidade. Pelos seguintes pontos:

1 – O marido truculento se impõe a sua mulher por intermédio do medo. O Deus cristão age da mesma forma. O cônjuge violento é imprevisível, dado a mudança drástica de humor. Deus das escrituras também oscila entre amor e raiva ou ódio. A parceira de homem truculento evita abordar certos assuntos por temer irritá-lo. O mesmo ocorre com crente em relação a Deus, cuja ira pode despertar a qualquer momento, seguida de eventual punição.

2 – O homem truculento também usa a violência contra objetos, animais e outras coisas para incutir medo na parceira, de modo que ela não ouse desobedecê-lo. Deus tem um comportamento parecido. Por vezes é contundente ao descarregar sua ira na natureza, promovendo tempestades, terremotos, tsunami. Alem disso, Deus manda os rebeldes para o inferno e pode punir toda uma nação por causa de supostas transgressões de poucas pessoas.

3 – Para exercer mais controle sobre sua vítima, o marido truculento pode aumentar a dependência de sua mulher, monitorando suas compras e cancelando seu cartão de crédito, por exemplo. Deus também impõe seu controle à humanidade, deixando claro que é ele quem manda, escasseando, por exemplo, a chuva que garante boa colheita.

4 – O marido truculento também pode recorrer ao abuso psicológico, fazendo com que a sua mulher se sinta inútil, inadequada para enfrentar problemas, incapaz de fazer qualquer coisa certa. Deus também arrasa a autoconfiança dos crentes, que têm a sensação de que para tudo precisam da ajuda divina, e não apenas de seus próprios esforços.

5 – Sempre que possível, o homem truculento manobra a sua parceira para que acredite que merece ser castigada. Faz parte do processo da destruição de sua autoestima. Em descrições da Bíblia, os castigos divinos são apresentados como justificados, justos, e o crente deve estar consciente disso. Para o Deus cristão, todos já nascem pecadores e, por isso, precisam fazer esforço para se regenerarem. Ou terem a esperança de obter a piedade divina, alcançando a salvação.

6 – Outra coisa em comum é que o homem “machão” não confia em sua mulher, da mesma forma que Deus não confia nos crentes. A mulher não pode tomar decisões próprias, como escolher o que vestir. Frequentemente ela é mantida isolada de modo a não ter ajuda da família e de amigos. Deus também não dá liberdade ao crente de tomar suas próprias decisões, principalmente em questões morais, embora a Bíblia diga que haja o livre árbitro. Nas escrituras, Deus da o seguinte recado: “Você pode fazer o que quiser, desde que siga os meus ensinamentos, porque, caso contrário, irá para o inferno”.

7 – O homem agressor mostra que, na verdade, é ele que tem uma dependência emocional de sua vítima, embora nunca admita. Isso que explica, da parte dele, o ciúme extremo e o comportamento controlador. Deus também é descrito como dependente do culto do humano. Ele precisa de adoração, de reverência e submissão.

8 – A mulher é compelida a se sentir responsável pelos atos de violência contra ela. É comum, assim, ela dizer que a culpa é dela quando o seu companheiro tem raiva ou mesmo quando alguma coisa dá errado no relacionamento entre os dois. Da mesma forma, para o Deus cristão, como é descrito, a culpa por todos os males do mundo e dos transtornos da natureza é inteiramente da humanidade.

9 – Por que a mulher que sofre violência permanece, na maioria dos casos, vivendo com seu algoz? Por que ela simplesmente não o abandona para ter novo relacionamento com quem a respeite e a tenha como um ser humano independente? A resposta é que essa mulher está tão emocional e psicologicamente abatida que não tem força para reagir.

10 – A associação entre o marido truculento e a maioria dos deuses das religiões faz sentido porque os crentes sofrem lavagem cerebral para acharem que, sem o divino, são incapazes de realizar qualquer coisa de valor. Acreditam que sem Deus são inúteis. Eles se acham pecadores por natureza e que, por isso, vão sempre depender de Deus, que é infinitamente amoroso e que ama a todos. E se virarem as costas para Deus, serão punidos por toda a eternidade no inferno.

Esse Deus, se fosse humano, certamente já estaria trancafiado em uma prisão por seu comportamento imoral e violento. E o mesmo deveria ocorrer com todos os homens que tratam sua parceira como de saco de pancada.

Este texto foi adaptado para o português por este site.





Hitchens afirma que Jesus supera Deus em crueldade
dezembro de 2011


sexta-feira, 25 de julho de 2014

Estudo sugere que apenas 8,2% do DNA tem funcionalidade

Nenhum comentário:
Pesquisadores descobrem que "lixo"
 compõe mais de 90% do DNA humano
Estudo sugere que somente 8,2% do DNA humano tem funcionalidade — ou seja, os 91,8% restantes são “lixo”. Isso significa que, do total dos mais de 2 bilhões da “letras” do DNA, apenas 250 milhões estão em uso.

Na estimativa anterior, o percentual de “DNA útil” era menor ainda, de 3% a 5%. Em 2012, o ENCODE (Encyclopedia of DNA Elements), um projeto de pesquisa pública liderado pelo Instituto do Genoma Humana (dos EUA), projetou o percentual era de 80% — uma superestimativa, como se sabe agora.

O novo estudo foi publicado no dia 24 de julho de 2014 pela revista PLoS Genetics.

Chris Ponting (na foto abaixo), professor da genômica na Universidade de Oxford (Inglaterra) e um dos autores do estudo, disse que a diferença entre os percentuais pode ser atribuída, em parte, às variações de definições de “DNA funcional”.

Ele explicou que, nesse estudo, os pesquisadores usaram um modelo evolutivo para estimar a porcentagem funcional e o de “lixo” do genoma humano. Eles consideraram como mais importantes os códigos genéticos que menos passaram por mutações por serem mais essenciais à composição do organismo humano.

Os pesquisadores também compararam as sequências de DNA de 12 mamíferos — incluindo gado, furões, coelhos e panda — para ver as mutações que tinham ocorrido desde o seu último ancestral em comum, há cerca de 100 milhões. Nesse processo, foram contados os elementos preservados pela seleção natural.

Esses animais também apresentaram 8,2% de DNA funcional.

Os pesquisadores descobriram que os animais que estão intimamente relacionados com os humanos têm sequências de DNA mais semelhantes com nós do que com seus parentes mais distantes. Os ratos e os humanos, por exemplo, compartilham entre si 2,2% do DNA funcional.

Ponting disse que descoberta
facilita estudo de doenças
Dan Graur, professor de biologia evolutiva molecular da Universidade de Houston, Texas (EUA), que não fez parte da equipe de pesquisadores, comentou que, “gostem ou não as pessoas, a grande parte do nosso genoma é lixo”.

O professor disse que há organismo que têm genomas muito maiores do que os dos humanos e outros menores. O do trigo, por exemplo, é cinco vezes maior do que o do humano. “[Mas] o tamanho do genoma não é o que importa”, disse.

Ponting afirmou que o fato de o DNA funcional do humano ser menos de 10% do seu total vai ajudar os cientistas a estudarem a origem de doenças e distúrbios. “Nós só temos de estudar uma pequena parte do DNA”, afirmou.

Com informação da PLoS Genetics e outras fontes.





Genes influenciam orientação sexual masculina, mostra estudo
fevereiro de 2014


quinta-feira, 24 de julho de 2014

Ritual da sucção de circuncisão contamina mais dois bebês

Nenhum comentário:
Prefeitura de Nova Iorque informou que
herpes foi transmitida em ritual judaico
Relatório de julho de 2014 do Departamento de Saúde e Higiene Mental de Nova Iorque (EUA) registrou mais dois casos de bebês contaminados pelo vírus de herpes por intermédio de ritual de circuncisão.

De acordo com a tradição seguida por judeus ultraortodoxos, os mohels (rabinos que celebram esse ritual) sugam o sangue do pênis do bebê no momento da circuncisão. O ritual significa a confirmação da aliança dos judeus com Deus, o que tem de ser celebrado no oitavo dia de vida da criança.

Só em 2014, houve 16 casos de contaminação, incluindo os reportados em julho. Desde 2000, Nova Iorque registrou o total de 16 casos, com dois óbitos. Dois bebês sofreram danos mentais.

O ateu e crítico de religiões Christopher Hitchens (1948-2011) escreveu no livro “Deus não é Grande” que há forte conotação sexual nesse ritual.

Em 2012, a prefeitura de Nova Iorque proibiu o ritual da sucção do sangue do pênis de bebê, mas teve de recuar por causa de forte pressão da comunidade judaica ortodoxa, que argumentou estar sob ameaça a sua liberdade religiosa. Ainda assim, a prefeitura determinou em 2013 que o ritual só poderia ser celebrado com a autorização por escrito dos pais do bebê.

Humanistas de países europeus estão questionando a prática da circuncisão (principalmente em hospitais públicos) por considerá-la uma violação dos direitos da criança.

Com informação do Departamento de Saúde de Nova Iorque e outras fontes.





Alemanha cede às pressões e aprova circuncisão religiosa
julho de 2012


quarta-feira, 23 de julho de 2014

Governador de Minas veta lei da guarda sabática adventista

Nenhum comentário:
Projeto de lei dá aos adventistas o
direito de não ir à escola aos sábados
O governador Alberto Pinto Coelho (PP), de Minas Gerais, vetou o projeto de lei que concede aos estudantes adventistas em escolas públicas do direito de não se submeterem às aulas e aos exames de avaliação aos sábados.

Os adventistas seguem a interpretação da Bíblia segundo a qual o período entre o pôr-do-sol na sexta e o começo da noite de sábado tem de ser dedicados exclusivamente a Deus. Judeus e fiéis da Igreja Batista do Sétimo Dia mantêm a mesma tradição.

Para vetar o projeto, Coelho usou o argumento de que o assunto deve ter tratamento nacional porque “a guarda sabática não constitui peculiaridade nem especificidade verificadas apenas em Minas Gerais”.

Além disso, segundo ele, cabe ao Executivo estadual, e não ao Legislativo, decidir a “operacionalidade dos estabelecimentos de sua rede de ensino”.

Um projeto idêntico já tinha sido vetado pelo governo anterior, de Antônio Anastácia (PSDB).

A deputada Liza Prado (Pros), uma das autoras do projeto mais recente, estranhou o veto porque, disse, o governo tinha se comprometido com a bancada evangélica a aprová-lo.

Ela disse que o objetivo do projeto é minimizar o preconceito contra os adventistas, que “acabam sempre desrespeitados por professar uma fé”.

A deputada argumentou que o seu projeto pretende, na prática, que os alunos tenham a opção de remarcas os exames de avaliações realizados aos sábados.

A Secretaria Estadual de Educação informou ao G1 que isso já ocorre porque as escolas criam alternativas compensatórias aos alunos que não podem participar das aulas aos sábados. Aulas que nesse dia já são excepcionais.

Com informação do G1 e outras fontes.





Escola adventista é condenada por demitir divorciada
março de 2013


Prefeito de Nova Odessa veta lei que impõe Bíblia às escolas

Nenhum comentário:
Evangélico autor do projeto argumentou que
livro cristão serve para reflexão e bons exemplos
O prefeito Benjamin Bill Vieira de Souza (PSDB), de Nova Odessa (SP), vetou a lei que impunha a leitura diária de um trecho da Bíblia nas escolas municipais aos alunos do 1º ao 5º ano, atingindo 4.000 alunos de 12 estabelecimentos.

Bill admitiu ter simpatia pela lei, mas reconheceu que não dá para aprovar algo “ilegal”.

Ele acatou orientação do Departamento Jurídico da Prefeitura e da Secretaria de Educação de que a lei é inconstitucional por ter propósito religioso. A Constituição impede que quaisquer instâncias de governo se envolvam direta ou indiretamente com crenças.

O autor do projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal é do vereador evangélico Vladimir Antônio de Fonseca (SDD), ligado à Igreja Batista Nova Aliança.

Na defesa de seu projeto, Fonseca contestou o óbvio ao argumentar que a leitura da Bíblia nas escolas não é um ato religioso.

Disse que sua intenção, ao propor o projeto, é de “incentivar uma reflexão sobre os bons hábitos e a questão do respeito [às outras pessoas].”

Na Bíblia, de fato, existem bons exemplos, mas há também violência, genocídio, traição, incesto e por aí vai. Fonseca parece desconhecer isso.

Apesar do veto, a lei religiosa ainda pode ser imposta às escolas, porque os vereadores poderão derrubar a decisão do prefeito.

Com informação do TN Online.





Deputado propõe distribuição de 'Kit Bíblico' às escolas de SP
novembro de 2013


terça-feira, 22 de julho de 2014

Empresário conta em livro ter sido vítima de pedofilia de padre

Nenhum comentário:
Sacerdote se defendeu dizendo que
está na 'moda' denunciar abusos
 
O empresário Marcelo Ribeiro, 48, escreveu um livro que começa assim:

“Fui abusado na infância. Só quando consegui pronunciar essa frase para minha mulher, aos 42 anos, é que pude começar a viagem em busca de meu passado. Ele estava enterrado pelo sofrimento, pela vergonha e pelo medo de falar. O silêncio é o melhor amigo da pedofilia.

Não sofri um abuso apenas sexual — o que já seria muito. Também fui abusado moral e psicologicamente. Sofri violência física. Minha família foi induzida à mentira e aos subterfúgios que me afastaram de meus pais e meus irmãos. Quase perdi minha mulher, que é tudo para mim.”

O livro se chama “Sem medo de falar — relato de uma vítima de pedofilia” (Ed. Paralela).

Ribeiro não revelou, no livro, o nome do estuprador, mas em uma entrevista à Folha de S.Paulo ele disse de quem se trata: o maestro de coral de crianças João Marcos Porto Maciel, padre católico na época dos abusos. Atualmente tem 74 anos.

O então menino Ribeiro fazia parte de um coral. “Com 12 anos, acordei com ele na minha cama e com minha calça abaixada”, afirmou. “Durante dois anos, fui abusado diariamente.”

Em 2009, Maciel deixou a Igreja Católica e hoje está ligado a um templo independente, de uma religião que ele chama de “veterodoxa”. Mora em Caçapava do Sul (RS).

O sacerdote nega as acusações de abuso e minimiza o livro com a afirmação de que hoje em dia “está na moda” fazer denúncias de pedofilia.

Ribeiro disse que resolveu revelar o nome do sacerdote porque, após a publicação do seu livro, mais três pessoas afirmaram que foram vítimas do sacerdote.

Uma delas afirmou ter sofrido abuso na paróquia de Hamburgo Velho quando tinha 11 anos. “Um dia ele [Maciel] me chamou para levar roupa à lavanderia no subsolo. Fechou a porta, baixou minhas calças, me deixou nu de costas e me penetrou”, disse ao jornal.

No livro, Ribeiro afirmou ser difícil escrever como vítima de pedofilia. “[Mas] o mais difícil foi ter vivido e, principalmente, sobrevivido. Levei três décadas — com muitas reviravoltas — para entender que é necessário expor minhas memórias, meus sentimentos e minhas reflexões. Já estou há mais de cinco anos nesse processo. Escrever este livro é parte da minha cura.”

Com informação da Folha de S.Paulo e da Editora Schwarcz.





Padre acusado de pedofilia não deveria ser preso, diz frade
agosto de 2012


segunda-feira, 21 de julho de 2014

Órgão antimáfia acusa padre de ter defendido chefão da Calábria

Nenhum comentário:
por Giuseppe Baldessarro
para La Repubblica

Nuccio Cannizzaro teria mentido
à Justiça para proteger mafioso
Acolheram a notícia tocando os sinos em festa e com fogos de artifício. Depois, alguns começaram a circular de carro buzinando. A absolvição do seu pároco movimentou os paroquianos e o bairro. Todos solidários com o padre Nuccio Cannizzaro (foto) e todos felizes porque, dizem, a justiça foi feita.

Embora não se trate de uma prescrição nem precisamente de uma absolvição plena, o bairro de Condera não se poupou para manifestar abertamente o seu entusiasmo. Por outro lado, a paróquia sempre defendeu ao máximo o padre sob processo, por ser acusado pela Direção Distrital Antimáfia (DDA) de ter mentido para beneficiar Santo Crucitti, suposto chefe da máfia da periferia norte de Reggio Calabria.

O pároco, ex-cerimoniário do bispo e capelão da polícia municipal havia sido acusado no processo de Raccordo-Sistemajunto com Crucitti e um grupo de homens considerados pela Procuradoria como próximos ou cúmplices de um clã da 'Ndrangheta.

Uma tese que, no entanto, não se sustentou diante dos juízes, que, na terça-feira à noite, consideraram como não provado o crime de associação criminosa de marca mafiosa. Circunstância que derrubou todos os agravantes, reduzindo o falso a um crime já prescrito.

Mesmo assim, uma vitória judicial para o padre Nuccio, mas também para Crucitti, condenado apenas por crimes "menores" a quatro anos de prisão, mas imediatamente liberado, tendo em vista a absolvição pelo crime de associação.

Uma decisão que pôs fim a uma longa fase de debate, durante a qual a acusação descrevera o pároco como o eixo de um complexo sistema de poder feito de relações nem sempre cristalinas. O padre Nuccio tinha acabado dentro do caldeirão porque, durante um processo anterior contra Crucitti, ele tinha feito declarações em defesa do principal acusado, declarações que, depois, interceptado, ele admitira que tinha feito em favor de Crucitti.

A DDA, além de contestar o fato em si, tinha levado o padre ao tribunal, acusando-o de ter agido para favorecer explicitamente o suposto 'ndranghetista, aplicando-lhes os agravantes do caso.

No entanto, o processo não demonstrou a associação mafiosa e, tendo caído a principal acusação, desapareceram também os agravantes, com a consequente prescrição do falso.

Dentre outras coisas, o pároco e alguns dos outros réus haviam sido acusados no tribunal por Tiberio Bentivoglio, um comerciante testemunha da Justiça que descreveu uma série de episódios de danos e ameaças que o tinham como protagonista do processo.

Assunto espinhoso, seja por causa da sentença, seja pela sequência das festividades. Tanto que a associação Libera não hesitou em recordar que a associação do padre Ciotti tinha denunciado "bem antes que tais fatos entrassem no tribunal o entrelaçamento opaco e perverso que condicionou por muito tempo a vida do bairro Condera, de Reggio Condera".

Acrescentando que "as responsabilidades daqueles que detêm papéis públicos (a referência é ao pároco) não podem se esgotar nas salas da Justiça e, acima de tudo, nunca caem em prescrição".

Sobre o caso das comemorações no bairro, o procurador Federico Cafiero de Raho, amargurado, disse que "as coisas vão mudar com o tempo". E assim também acrescentou Nicola Gratteri, embora, para o magistrado, "o caminho ainda é longo".

David Mattiello, componente da Comissão Parlamentar Antimáfia, no entanto, não usou meios termos, comparando a vergonha dos fogos de artifício para o padre Cannizzaro e Crucitti "à reverência de Nossa Senhora em Oppido Mamertino".

A procissão de Oppido foi um episódio que deixou a sua marca, tendo também consequências. Tanto que, no dia 16, em Vibo Valentia, o Comitê para a Ordem e a Segurança Pública decidiu cancelar a procissão de Nossa Senhora do Carmo que deveria se realizar à noite.

Uma decisão tomada com base em algumas informações por parte das forças de ordem que identificaram entre os carregadores da estátua personagens próximos do clã da 'Ndrangheta dos Lo Bianco. Na prática, com o risco muito forte de que, entre os carregadores da estátua, houvesse expoentes de um clã, o prefeito propusera às autoridades religiosas que transportassem Nossa Senhora em um caminhão dirigido por um representante da Proteção Civil.

Mas, diante da proposta do prefeito, as autoridades religiosas cancelaram a procissão.





Vaticano teria recebido US$ 1 mi para sepultar mafioso com papas
maio de 2014


quarta-feira, 16 de julho de 2014

Cadastro de Cidadão de Barueri não tinha 'ateu' nem 'agnóstico'

Nenhum comentário:
Ateu foi obrigado a se cadastrar
assinalando "outras religiões" 
A prefeitura de Barueri (SP) atendeu a reclamação de um morador e incluiu no cadastro do cartão de cidadão, no campo referente a crenças religiosas, as classificações “ateu” e “agnóstico”.

A cidade fica na Grande São Paulo e tem cerca de 250 mil habitantes. O atual prefeito é Gil Arantes (DEM).

O “Cartão Barueri”, ainda na fase de cadastramento, foi criado para “facilitar” o acesso dos moradores da cidade aos serviços municipais nas áreas de saúde, educação, transporte, cultura e esporte.

Entre os moradores, há reclamação de que o serviço de saúde, por exemplo, está sendo "invadido" por pessoas de cidades vizinhas, principalmente de Carapicuíba.

O cartão, então, seria uma solução da administração pública para garantir o atendimento prioritário aos moradores da cidade. A prefeitura de Barueri diz gastar mais em saúde do que as cidades vizinhas.

O ateu que reclamou à prefeitura foi cadastrado como seguidor de “outras religiões” — a única opção que lhe sobrou no sistema.

O cadastramento começou em agosto de 2013, o que significa que, daquela época e até recentemente, não foi possível assinalar no formulário eletrônico a “descrença” no campo de “religião”. Assim, ao menos nesse quesito, o valor estatístico do formulário é nulo.

De acordo com o censo do IBGE de 2010, os brasileiros sem religião são 15,3 milhões — nesse total estão inclusos 615, 1 mil ateus e 124,4 mil agnósticos.

Com informação deste site e foto de divulgação.





Professora expulsa da classe ateu que se recusou a rezar
abril de 2012


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...