sábado, 22 de novembro de 2014

TAM muda voo com medo de tragédia de sonho de vidente

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Jucelino registrou sua premonição
em cartório e avisou a empresa
A TAM alterou o número do voo de 26 de novembro de 2014 que sai às 8h30 do Aeroporto de Congonhas, São Paulo, para Brasília porque um vidente disse que o avião dessa rota poderá se chocar com o prédio que fica no cruzamento da avenida Paulista com a Alameda Campinas, o Edifício Barão de Serro Azul. Somente naquele dia, o voo mudará de JJ3720 para JJ 4732.

A companhia aérea, ao menos nesse caso, demonstrou confiar mais em uma pessoa com supostos poderes sobrenaturais do que na habilidade de seus pilotos, na manutenção de sua aeronave e nas previsões meteorológicas.

No dia 24 de outubro de 2014 o vidente Jucelino Nóbrega da Luz (na ilustração) registrou em um cartório a premonição que teve em um sonho de que o avião daquele voo poderá ter um problema em uma turbina, causando uma tragédia às 9h.

A TAM não quis falar com a imprensa sobre o assunto, talvez para não assumir oficialmente os critérios “técnicos” de algumas de suas decisões. Mas o SRPV (Serviço Regional de Proteção ao Voo de São Paulo), da Aeronáutica, informou que não há nenhum voo comercial que passa sobre aquela região da cidade.

Nóbrega enviou à TAM sugestão para que cancele o voo. “Pedimos amigavelmente para que a empresa retirasse esse avião e fizesse uma vistoria para localizar o defeito”, disse o vidente.

Segundo ele, a TAM respondeu que tomaria providência e ela também fez uma notificação via cartório. O vidente disse ainda que houve passageiros que cancelaram sua reserva de voo daquele dia e horário.

Severino Alves de Lima, 67, síndico do Edifício Barão de Serro Azul, também está preocupado. Ele disse que comunicou às pessoas que trabalham no prédio sobre a premonição.

O vidente, em sua página na internet, tem um calendário mensal de premonições. Para hoje (22 de novembro de 2014), por exemplo, ele prevê um terremoto na Indonésia, que poderá ter "muitas vítimas”. A previsão falhou.

De qualquer forma, a TAM, para tranquilizar seus funcionários e passageiros, talvez possa contratar o vidente Nóbrega para cuidar da programação dos voos.

Com informação do G1 e do site do vidente e foto de divulgação.





Igreja diz que Santa Vó impede que haja terremoto no Brasil
setembro de 2011


sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Filme conta história do padre pedófilo acobertado por JP 2

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Padre devasso Marcial Maciel sempre
teve apoio de João Paulo 2, seu amigo
Lançado no México, o filme “Obediência Perfeita” tem como base a história do padre mexicano Marcial Maciel (1920- 2008), que se notabilizou por ser o fundador da ordem Legionários de Cristo e pedófilo, mulherengo e cocainômano. Teve vários filhos — dois deles sofreram abuso do próprio padre.

Em diferentes momentos, houve denúncias contra Maciel, mas ele nunca foi punido pela Igreja.

O padre, que mandava anualmente substanciosa contribuição para o Vaticano, tinha a simpatia do papa João Paulo 2, que chegou a citá-lo como exemplo a ser seguido por sacerdotes.

O diretor de "Obediência Perfeita" é Luis Urquiza. O padre Ángel de la Cruz (Juan Manuel Bernal) representa Maciel e o personagem Sebastián Aguirre, interpretado por Sacramento, é o garoto por quem o sacerdote se apaixona.

No filme, não há cenas explícitas de pedofilia, só muitas insinuações. Há uma cópia em espanhol do filme no Youtube (ver abaixo).

A intenção de Urquiza foi abordar uma história já conhecida no México — e ao mesmo tempo denunciar o problema da pedofilia dentro da Igreja Católica — sem recorrer a cenas chocantes. Por isso, no México, alguns críticos afirmaram que o filme “pegou leve”.

A filmagem foi feita secretamente e com a presença de psicólogos e dos pais de Sacramento, para evitar algum abalo emocional no garoto.

O nome do filme se inspirou na “Carta de Obediência”, de Inácio de Loyola, para quem, entre outras coisas, a obediência dignifica o homem porque ela implica numa submissão da parte inferior em relação a vontade superior. “Aquele considera este como representante de Deus nesta terra e submete sua vontade alegremente, disposto a superar todos os sacrifícios que lhe são exigidos, ainda que experimente uma involuntária repugnância, nascida de sua natureza, em relação à ordem recebida.” Era o que Maciel exigia de seus meninos violentados.

João Paulo 2 só afastou Maciel de suas atividades sacerdotais e sexuais quando o padre já estava velho e doente, Maciel se recolheu para orações sem sofrer qualquer punição mais drástica do Vaticano. Logo depois ele morreu.

Até recentemente, uma filha do padre com uma espanhola reclamava uma herança milionária. A Legionários de Cristo abafou o caso por intermédio de um acordo com Norma Hilda Rivas Baños, a filha.

Diretor e atores falam sobre o filme


Íntegra do filme






Pervertido se passou por santo com as bençãos do Vaticano
maio de 2010

Mais sobre Marcial Maciel


Justiça condena retífica por impor oração a funcionário

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Empresário pressionava quem 
não orava, segundo testemunhas
A Justiça do Trabalho condenou a Retsul (Retífica e Recuperação de Cabeçotes Ltda.) a pagar a um ex-funcionário a indenização de R$ 30 mil por obrigá-lo a participar de orações no início do expediente. Cabe recurso.

A empresa tem sede em Trombudo Central, Santa Catarina. Ela faz parte do grupo empresarial que também detém a Zoar Confecções Roupas Profissionais e a Fazenda Zarpago, de criação de gados.

A Retsul alegou, na Justiça, que a oração não era obrigatória, mas testemunhas disseram que havia pressão do empresário sobre os funcionários que não aderissem.

O juiz Roberto Masami Nakajo, da 2ª Vara do Trabalho do Rio do Sul, disse que o Brasil é um país laico, o que significa que empresa alguma pode impor a seus funcionários ritos e práticas religiosas.

Nakano sentenciou que a liberdade religiosa é um princípio constitucional e que ninguém pode ser discriminação por causa de sua crença ou pela ausência dela.

Ele disse que o empresário não pode promover na retífica sessões oração mesmo para os funcionários que têm a mesma religião dele.

Na sentença, Nakajo citou o doutrinador José Afonso da Silva:

“Na liberdade de crença entra a liberdade de escolha da religião, a liberdade de aderir a qualquer seita religiosa, a liberdade (ou o direito) de mudar de religião, mas também compreende a liberdade de não aderir a religião alguma, assim como a liberdade de descrença, a liberdade de ser ateu e de exprimir o agnosticismo”.





Evangélica forçada a rezar pelo deus católico vai à Justiça
janeiro de 2012


quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Livro orienta ateus a vivenciar luto em sociedade de religiosos

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Carol teve ouvir pêsames
 como "Deus tem um plano" 
Quando a americana Carol Fiore (foto) perdeu o marido, ela teve de ouvir tentativa de consolo como “Seu amado está em lugar melhor” e “Deus tem um plano”.

Essas palavras não ajudaram Carol a enfrentar o luto porque ela não acredita em “um lugar melhor” nem em Deus. Ela é ateia.

O marido Eric, piloto de teste, morreu no dia 15 de novembro de 2.000 em consequências de queimaduras, após 36 dias de internação em um hospital. Ele tinha 43 anos e deixou duas filhas, uma de 10 e outra de 13, na época. Carol tinha 41.

Como estava sendo procurada para dar orientação como passar pelo luto sem a muleta do sobrenatural, Carol escreveu o livro A Grief Workbook for Skeptics: Surviving Loss without Religion (“Um livro de luto para céticos: sobrevivendo à perda sem religião”, na tradução literal para o português).

Trata-se de um livro de autoajuda onde Carol aborda itens específicos, como, por exemplo, lidar com declarações do tipo “Ponha sua vida nas mãos de Deus” e como construir um memorial a entes queridos.

Ela também sugere a adoção de animal de estimação e dedicação ao trabalho voluntário, dentro de um projeto de reconstrução do sentido de vida.

Como mostra o trecho abaixo do livro, Carol, a partir de sua experiência, não propõe uma fórmula única, mas alternativas, de acordo com o temperamento de cada pessoa ou as particularidades de cada ocasião.

Trecho do livro

Autora escreveu o livro com
base em sua experiência
Algumas destas afirmações lhe parecem familiar?

- Deus não comete erros.

- Você vai ficar melhor se aceitar o Senhor Jesus Cristo em sua vida.

- Deus tem um plano.

- Estou orando por você.

- Sua amada foi para um lugar melhor.

- Deus está testando você.

- Há uma razão e um propósito para tudo.

- É a vontade de Deus.

- Venha para a minha igreja e ore comigo.

- Deus ama a pessoa que você perdeu.

- A sua amada é mais feliz agora.

- Tenha fé.

- Ponha a sua vida nas mãos de Deus.

- Poderia ser pior.

- Deus nunca nos dá mais do que podemos suportar.

Existem três principais respostas para as pessoas que dizem esses tipos de coisas a quem é ateu: ignorá-las, rechaçá-las ou agradecê-las. O que você deve fazer?

Eu não posso responder a essa pergunta para você porque não há resposta certa ou errada. Mas posso lhe dizer o que fiz.

No início, agradeci às pessoas porque estava em choque. Eu sabia que elas estavam com boas intenções e tentei se o mais agradável possível.

Com o tempo, fiquei irritada e revidei aos comentários.

Lembro-me que agarrei a uma pessoa e disse: "Por que um Deus amoroso forçou duas crianças a verem seu pai sofrer e morrer?"

Eventualmente perdi a energia para discutir.

As minhas respostas que seguem abaixo são reais e, admito, algumas delas podem não ter sido as mais adequadas.

Eu passei por fases, dando respostas diferentes com base em diferentes pessoas e diferentes circunstâncias, às vezes indo e voltando entre a raiva e a aceitação, entre a tolerância e a intolerância.

Eu estava escondida no armário ateu e só saí quando Eric estava no hospital e, mesmo assim, não para todos.

Seus amigos [leitor], talvez até mesmo sua família, podem não saber que você é descrente. Se preferir mantê-lo assim, tudo bem, mas eu conclui que é preferível não mentir ou fingir.

Resposta sem argumentação

Pessoa religiosa (PR): Deus tem um plano.

Eu: Obrigado. Por favor, desculpe-me, eu preciso ir.

Resposta irritada

PR: Seu marido está em um lugar melhor.

Eu: Um buraco no chão não é um lugar melhor.

Resposta educada e sincera

PR: As coisas acontecem por uma razão.

Eu: Aprecio sua boa intenção, mas não acredito nisso.

Outra resposta educada e sincera

PR: Seu marido está com o Senhor Jesus.

Eu: Respeito o seu ponto de vista religioso, mas não acredito em vida após a morte.

Resposta gentil e verdadeira

PR: Eu estou orando por você.

Eu: Você tem sido um grande amigo. Espero que continue assim, mas sinto que devo ser honesto. Eu sou um ateu.

Resposta curta e grossa

PR: Deus nunca faz nada sem uma razão.

Eu: Eu sou ateu.

Resposta seca (para segurar comentário desagradável)

PR: Deus nunca nos dá mais do que podemos suportar.

Eu: Ok.

Resposta com comentário ríspido

PR: O seu marido está no céu e você vai vê-lo novamente.

Eu: Respeito a sua religião, mas não sou um crente. Eu sei que você está tentando me ajudar a me sentir melhor e eu aprecio isso. Mas você não precisa exagerar em sua condolência.

Resposta rude

PR: As coisas poderiam ser piores.

Eu: Claro. Qualquer tragédia poderia ser pior. .

Este próximo conselho é para as pessoas que tentam ajudar alguém que sofreu uma perda.

É difícil saber o que dizer a um amigo na dor emocional. Muitos de nós tropeçamos nas palavras e podemos dizer palavras inadequadas.

Que todos, religiosos ou não, precisam dizer a alguém com sofrimento de perda é simples: "Eu sinto muito".

Não fale sobre um plano de Deus ou em um lugar melhor. Pergunte o que seu amigo precisa. Talvez um passeio com as crianças dele ou um encontro para um almoço lhe ajude a suportar o luto.

A coisa mais reconfortante que alguém já me disse foi: "Minha vida era melhor porque sabia que podia contar com Eric".

Com informação do Reporter Herald, entre outras fontes, e foto de divulgação.





Cemitérios da França se adaptam à laicização da morte 
novembro de 2012


Papa foi imoral ao impor sua crença, diz mãe de Brittany

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Debbie defendeu o direito de sua filha
 Brittany de ter morte com dignidade
Debbie Ziegler (na foto à esquerda), mãe da americana Brittany Maynard (foto), que no dia 1º de novembro se submeteu a um suicídio assistido por estar com câncer terminar, criticou duramente o papa Francisco por ter considerado a morte como “repreensível” e “pecado contra Deus”.

“Censurar uma escolha pessoal como repreensível porque ela não vai de acordo com a crença de outra pessoa é imoral”, escreveu Debbie em uma carta que foi divulgada pela ong Compassion & Choices (Compaixão e Escolhas), que luta pelo direito à morte com dignidade.

Brittany tinha 29 anos e sofria de tumor no cérebro. Ela teria, no máximo, seis meses de vida com muito sofrimento.

Na carta, Debbie escreveu que só mesmo quem não conhecia Brittany, quem não conviveu com ela, poderia tê-la como “repreensível”.

Ela afirmou que, como professora, reserva a palavra “repreensível” para os tirânicos e pedófilos.

“A escolha de minha filha por morrer gentilmente em invés de sofrer uma degradação física e mental e dores intensas não merece ser classificada como repreensível por estranhos em um continente distante, que não sabem das particularidades da situação”, afirmou.

Segue a íntegra da carta

Eu sou a mãe de Brittany Maynard. Estou escrevendo em resposta a uma variedade de comentários feitos na imprensa escrita e online por indivíduos e instituições que tentaram impor o seu sistema de crença pessoal sobre o que Brittany e a nossa família consideramos ser uma questão de direitos humanos.

A imposição de uma "crença" em uma questão de direitos humanos está errada. Censurar uma escolha pessoal como repreensível, porque não está em conformidade com a crença de outra pessoa, é imoral. A escolha de minha filha de vinte e nove anos de idade de morrer calmamente em vez de sofrer uma degradação física e mental, além de dor intensa, não merece ser rotulada como repreensível por estranhos que estão a um continente de distância, que não a conhecem ou sabem das particularidades de sua situação.

Repreensível é uma palavra dura. Significa: "muito ruim; que merece censura". Repreensível é uma palavra que usava quando era professora para descrever as ações de Hitler, outros tiranos políticos e a exploração de crianças por pedófilos. Como mãe de Brittany Maynard, acho difícil de acreditar que alguém que a conheceu jamais selecionasse essa palavra para descrever suas ações. Brittany era uma doadora. Ela era uma voluntária. Ela era uma professora. Ela era uma advogada. Ela trabalhou para fazer do mundo um lugar melhor para se viver.

Essa palavra foi usada publicamente em um momento em que a minha família estava ainda sofrendo. De luto. Essa forte crítica pública de pessoas que você não conhece, nunca conheci - é mais do que um tapa na cara. É como nos chutar enquanto lutamos para respirar.

As pessoas e as instituições que sentem ter o direito de julgar as escolhas de Brittany podem me ferir e causar-me uma dor indizível, mas elas não me dissuadem de apoiar a escolha de minha filha. Atualmente, existe grande confusão e arrogância no caminho dos americanos que desejam terminar suas vidas suavemente. Exorto aos americanos a pensar por si mesmos. Deixe claro seus desejos enquanto você ainda tem essa capacidade. Certifique-se de que tenha todas as opções enunciadas se você for diagnosticado uma doença dolorosa, debilitante e incurável. Faça sua própria pesquisa. Peça à sua família para investigar e enfrentar a dura realidade com você. Peça a seu médico para ser brutalmente honesto com você. Então, faça a sua escolha pessoal sobre como você pretende prosseguir. É a SUA escolha.

A "cultura da cura" tem levado a uma crença de conto de fadas de que os médicos podem sempre corrigir nossos problemas. Perdemos de vista a realidade. Toda a vida termina. A morte não é necessariamente o inimigo em todos os casos. Às vezes, uma morte suave é um presente. Médicos equivocados, pegos em uma crença aspiracional de que eles devem prolongar a vida, seja qual for o custo, causam sofrimento desnecessário aos indivíduos e às famílias. Brittany levantou-se contra os "bullies". Ela sempre pensou que ninguém tinha o direito de lhe dizer quanto tempo deveria sofrer. Para o doente terminal, o direito de morrer é uma questão de direitos humanos. Puro e simples.


Debbie Ziegler
Mãe de Brittany

Com informação das agências e foto de divulgação.





Livro de Hitchens é exemplo de como um ateu enfrenta a morte
fevereiro de 2013


Islamismo se torna principal causa do terrorismo global

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Atentados religiosos lideram o terrorismo internacional
O extremismo religioso superou o extremismo nacional-separatista — como o do Ira e do rebeldes chechenos — e, desde 2001, se tornou a principal causa do terrorismo global.

O Índice Global de Terrorismo, edição de 2014, registrou 18.000 mortes em 2013, com aumento de 60% em relação ao ano anterior.

O índice é calculado pelo Institute for Economics & Peace, que contabiliza dados de 162 países, cobrindo 99,6% da população mundial.

Do total dos atos de terrorismo, 66% foram cometidos por grupos islâmicos: Estado Islâmico (Isis) no Iraque e Síria, Boko Haram na Nigéria, Taliban no Afeganistão e Al Qaeda.

Nesses países, com o acréscimo do Paquistão, ocorreram mais de 80% das mortes por terrorismo em 2013. As maiores vítimas também foram pessoas que seguem o Islã.

Cerca de 90% dos ataques terroristas se registraram em países que têm graves violações de direitos humanos.

Iraque é o mais afetado. Em 2013, houve no país 2.492 ataques, matando 6.362 pessoas.

Desde os atentados às torres gêmeas de Nova Iorque, em 11/09, o número de mortes por terrorismo aumentou cinco vezes.

Com informação do relatório do Índice Global de Terrorismo.





'Matem ateus do jeito que der', determina Estado Islâmico
setembro de 2014


quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Professores evangélicos vetam a cultura afro, diz pesquisadora

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Evangélicos associam elementos da
cultura de afrodescendentes ao diabo
Os professores evangélicos estão boicotando o ensino obrigatório de história e cultura afro-brasileira, denunciou a pesquisadora Ana Célia da Silva, da UFBA (Universidade Federal da Bahia).

Ela disse que a aplicação da lei 10.639, de janeiro de 2003, em escolas públicas e particulares tem sido difícil por causa da resistência de professores que seguem orientação de igrejas evangélicas, além da falta de pessoal com formação adequada.

Afirmou que a cultura afro-brasileira está mesclada com uma religiosidade a qual, para os evangélicos, é coisa do demônio.

Para a pesquisadora, o maior desafio hoje é neutralizar a demonização por parte das igrejas evangélicas de elementos culturais dos afrodescendentes.

Silva disse saber de casos de professores evangélicos que não comunicam aos alunos e à direção de escola que recebem do MEC livros sobre o assunto.

A pesquisadora disse que a lei não abrange os cursos de formação de professores, o que “foi intencional”.

Tanto que, segundo ela, o lobby evangélico conseguiu que fosse vetado, na lei, o artigo que tornava a formação obrigatória para os professores de licenciatura.

Em 2012, em uma escola de Manaus (AM), houve um caso de alunos evangélicos do ensino médio que se recusaram a fazer um trabalho sobre cultura africana porque acharam que isso seria ofensa a sua religião.

Com informação do Portal EBC.





Alunos evangélicos recusam trabalho de cultura africana
novembro de 2012


Missionário mórmon questiona sua pregação e se torna ateu

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O jovem Hawkins não aceitou
as contradições das escrituras
O americano Elder Hawkins (foto), 21, passou 23 meses nas Filipinas como missionário da Igreja Mórmon. Disse que perdeu a conta das abordagens às pessoas, que eram assim:

"Olá! Meu nome é Elder Hawkins, e este é o meu companheiro Élder Thompson. Somos missionários da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e gostaríamos de compartilhar as verdadeiras palavras de Cristo. Podemos partilhar com você a nossa mensagem da expiação de Cristo?"

A sua adaptação nas Filipinas foi difícil por causa do choque cultural e da diferença de qualidade de vida. “Chorei todas as noites da minha primeira semana nas Filipinas.”

Ele teve de morar em uma casa sem banheiro e infestada de ratos e baratas. E temeu pela sua segurança. Rezou para que não levasse um tiro ou fosse molestado sexualmente.

Contudo, o que mais incomodava Hawkins foram as contradições das doutrinas mórmons.

Contou que, antes mesmo de iniciar o seu trabalho de “campo” nas Filipinas, nas nove semanas de sua preparação no Centro de Treinamento de Missionários, em Utah, ele começou a questionar os ensinamentos da religião.

Hawkins se lembrou do dia em que, na sala de aula, ao estudar a seção 132 da Doutrina e Convênio, achou que não estava conseguindo entender o texto, que, suspeitava, era intrincado demais para seu conhecimento sobre o mormonismo.

Pela sua interpretação d\quele texto, o mórmon tem de se casar com pessoa da mesma religião e em templo da Igreja. Se não for assim, ele não obterá a vida eterna. E terá de se conformar com a designação de sua mulher para um homem mais digno, aqui na Terra e no céu.

Hawkins disse que, na época, ficou preocupado porque, pelo seu entendimento, parte de sua família e de seus melhores amigos que não são mórmons estavam sem esperança alguma de salvação, com
lugar já garantido no inferno.
Ele procurou esclarecimentos de seus professores, mas o que obteve foi a confirmação do que já suspeitava ser a doutrina mórmon.

Por procurar acabar com suas dúvidas, ele foi repreendido pelos professores por estar dando ouvidos ao Satanás, colocando o livro sagrado sob suspeição.

Além disso, líderes da igreja escreveram na ficha dele que tinha dificuldade para se levantar cedo e que suas opiniões sobre o aborto e casamento entre pessoas do mesmo sexo eram “vergonhosas”.

Depois, nas Filipinas, Hawkins ficou constrangido ao receber a incumbência de ter de investigar por que um fiel — o Ed, pai de quatro filhos — estava pagando, como dízimo, menos de 10% de seus vencimentos, descumprindo o texto bíblico.

Para fortalecer seus argumentos contra a desobediência de Ed, Hawkins se aprofundou no estudo da Bíblia e foi quando tomou consciência dos horrores propagados pelas escrituras: genocídios, estupro, mutilação genital, escravidão, poligamia, incesto e subjugação das mulheres.

Ele resolveu, então, aprofundar sua leitura do Livro do Mórmon na expectativa de encontrar, ali, “correções” da Bíblia.

Constatou, contudo, que o “livro mais perfeito desde sempre” corroborava a Bíblia, além de haver, entre as duas escrituras sagradas, contradições e desencontro de informações.

Quando voltou para os Estados Unidos, Hawkins procurou esclarecimentos em outras leituras e na internet. Começou pelo autor Reza Aslan, cujo livro “ Zealot: The Life and Times of Jesus of Nazareth” reconta a vida de Jesus do ponto de vista histórico e humanista.

Um autor foi levando a outro, e Hawkins acabou chegando a Christopher Hitchens, Sam Harris e Richard Dawkins, escritores ateus. “E o diabo então começou a me arrastar para o inferno”, disse Hawkins em tom de brincadeira.

E ele próprio se tornou se tornou ateu, passando a experimentar o prazer da liberdade de pensamento.

“Claro, isso não ocorreu com tranquilidade”, disse. “Meus parentes mais próximos e amigos mórmons ficaram chateados. Minha família se recusa a falar sobre o assunto. Para ela, eu sou um fracasso. Minha mãe chorou quando soube da minha desconversão. Ela acha que o seu filho está indo para o inferno. E eu ainda estou tentando lidar com essa angústia dela.”

Hawkins renunciou oficialmente a sua fé em 2013. Atualmente, ele estuda ciência política e filosofia
na Universidade de Utah. Pretende ser advogado.

Ele citou Hitchens para resumir como se sente hoje: “Assuma o risco de pensar por si próprio. Em compensação, receberá mais felicidade, beleza, verdade e sabedoria”.

Com informação da revista American Atheist.





Ex-bispo diz como Igreja dos Mórmons faz lavagem cerebral
fevereiro de 2012
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