quinta-feira, 17 de abril de 2014

Deputado propõe distribuição de kit bíblico evangélico e católico

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Kennedy Nunes
Para Kennedy Nunes, falta de religião
transforma ser humano em androide
O deputado estadual do PSD Kennedy Nunes (foto), de Santa Catarina, apresentou projeto de lei para que o Estado financie e distribua um kit bíblico às escolas da rede estadual, abrangendo alunos de 6 a 12 anos.

Pela proposta, o kit vai contemplar “todas as religiões”, mas curiosamente se apresentará em apenas duas versões, uma com a Bíblia evangélica e outra com a católica. Não haverá livros sagrados de outras religiões, como Corão e Torá.

Filho de missionários da Assembleia de Deus, Nunes há mais de 30 anos é harpista do grupo “Dedos de David”, de acordo com a Wikipédia.

O projeto de lei é inconstitucional porque a laicidade do Estado impede que qualquer instância de governo se envolva direta ou indiretamente com crenças religiosas.

Apesar disso, o deputado não vê qualquer “problema” em se falar de religião nas escolas. “Querem falar de religiosidade e até de gêneros, e por que a religião não?”

No Twitter ele escreveu: “Falta de religião faz do ser humano um androide”.

Cássia Ferri, especialista em educação, disse que o projeto de lei pode causar desconforto nos alunos se não contemplar todas as religiões.

“As escolas públicas precisam aceitar toda a diversidade religiosa, e a leitura dos textos bíblicos é válida, mas não pode ser a única opção aos alunos”, disse ela, sem mencionar que a descrença é também um direito assegurado pela Constituição.

O projeto de lei tem repercutido nas redes sociais, com mais críticas do que elogios.

Na página do Facebook de Nunes, por exemplo, Ricardo Gama escreveu: “Deputado, androide é um ser automatizado que imita a figura humana. Sou ateu e digo-lhe que essa carapuça não serve para mim, e sim para esse monte de religiosos que acredita num suposto deus como se fossem robots, obedecendo a regras arcaicas de um livro primitivo escrito por pessoas primitivas e delirantes”.

O projeto de lei ainda precisa passar por comissões da Assembleia Legislativa, para, se aprovado, ser votado em plenário.

Com informação do Clic RBS e do Facebook do deputado, entre outras fontes.





Ateu sofre preconceito igual ao gay dos anos 50, afirma filósofo
maio de 2010


quarta-feira, 16 de abril de 2014

'SBT Brasil' veta opiniões de Sheherazade; Malafaia protesta

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Pastor acusou SBT de ceder a pressões
e censurar a jornalista evangélica  
O SBT emitiu nota informando que a jornalista Rachel Sheherazade, na foto, deixará de dar sua opinião durante a apresentação do principal jornal da emissora, o “SBT Brasil”. O mesmo vale para o colega dela de bancada, Joseval Peixoto.

“Em razão do atual cenário criado recentemente em torno de nossa apresentadora Rachel Sheherazade, o SBT decidiu que os comentários em seus telejornais serão feitos unicamente pelo Jornalismo da emissora em forma de Editorial. Essa medida tem como objetivo preservar nossos apresentadores Rachel Sheherazade e Joseval Peixoto, que continuam no comando do SBT Brasil”, diz a nota.

A emissora tomou a decisão após a intensa repercussão do comentário da jornalista se solidarizando com um grupo de vingadores que, no Rio, agrediram um jovem negro e suposto infrator e o amarram nu a um poste. “A atitude dos vingadores é até compreensível”, disse a jornalista na época, justificando a justiça com as próprias mãos diante da falta segurança.

A jornalista foi colocada em “férias” pelo SBT, e ela chegou a pensar que seria demitida. Após uma reunião de cúpula da emissora, ela se sentiu aliviada, porque foi mantida no cargo, mesmo só para leitura do noticiário. Ela disse a colegas que, no fim, tudo “saiu barato”.

Ela voltou hoje (16) ao telejornal. Afirmou que sentiu a falta do espaço para opinião, mas que não cabe a e "discordar de uma determinação da emissora, porque não fui contratada para definir as estratégias da empresa, o formato do jornal nem os rumos do jornalismo”.
Sheherazade foi cautelosa ao se referir à decisão do SBT. Falou que não se sente censurada, porque vai continuar expressando suas opiniões na internet.

Para o pastor Silas Malafaia (foto), contudo, o SBT impôs censura à jornalista (que é evangélica), cedendo às pressões do PSOL, PC do B e do PT, “partidos que idolatram Fidel Castro, o governo da Venezuela e suas ideologias baseadas em Marx". “A democracia do Brasil corre risco”, disse.

O pastor acusou o governo de ameaçar a emissora de cortar parte das verbas publicitárias oficial, no valor aproximado de R$ 150 milhões por ano. “Que vergonha!” A emissora não confirmou qualquer tipo de pressão.

Com informações das agências.





Jornalistas do SBT têm vergonha de Rachel Sheherazade
janeiro de 2014


Internet aumenta número dos não crentes nos Estados Unidos

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do MITT Technology Review

Mais norte-americanos passaram a declarar não ter
 religião com o aumento da audiência da internet

Em 1990, cerca de 8% da população dos Estados Unidos não tinha nenhuma preferência religiosa. Em 2010, esta porcentagem mais que duplicou, chegando a 18%. Estamos falando de uma diferença de 25 milhões de pessoas que de algum modo perderam sua religião.

Isto coloca uma pergunta óbvia: Por quê? Por que os norte americanos estão perdendo a fé?

Atualmente, há uma resposta possível graças ao trabalho de um cientista em informática do Colégio de Engenharia Olin de Massachusetts (Estados Unidos), Allen Downey, que fez uma detalhada análise dos dados. Ele afirma que a diminuição é o resultado de vários fatores, mas o mais polêmico deles é o crescimento da internet. Chega à conclusão de que o aumento no uso da internet nas últimas duas décadas provocou uma diminuição significativa da filiação religiosa.

Os dados de Downey provêm da General Social Survey, uma pesquisa sociológica muito respeitada realizada pela Universidade de Chicago (EUA), e que mede com frequência as atitudes e as características demográficas da população desde 1972.

Desde aquela época, a General Social Survey perguntou à população coisas como: “qual é a tua preferência religiosa?”, e “em que religião cresceste?” Também reúne dados sobre a idade de cada entrevistado, o nível de educação, o grupo socioeconômico, etc. E na era da internet, pergunta quanto tempo cada pessoa passa on-line. O conjunto total de dados que Downey utilizou consiste nas respostas de quase 9.000 pessoas.

O enfoque de Downey consiste em determinar como se relaciona a queda da filiação religiosa com outros elementos da pesquisa, tais como: a educação religiosa, o status socioeconômico, a educação e assim sucessivamente.

Ele descobriu que a maior influência na filiação religiosa é a educação religiosa, ou seja, as pessoas criadas em uma religião são mais propensas a estar filiadas a essa religião mais tarde.

No entanto, o número de pessoas com educação religiosa diminuiu desde 1990. Há uma clara relação entre isto e a inevitável queda no número de pessoas que mantêm a religião mais adiante em suas vidas. De fato, a análise de Downey mostra que este é um fator importante. Contudo, não explica a totalidade da diminuição nem de longe. De fato, os dados só explicam aproximadamente 25% da queda.

Também mostra que a educação em nível universitário se correlaciona com a diminuição. Uma vez mais, não é difícil ver como o contato com um grupo mais amplo de pessoas na universidade pode contribuir para a perda da religião.

Desde a década de 1980, a porcentagem de pessoas que recebe educação de nível universitário aumentou de 17,4% para 27,2% na década de 2000. Assim, não é de se estranhar que isto se reflita na queda dos números das filiações religiosas atuais. Mas embora a correlação seja estatisticamente significativa, representa apenas cerca de 5% da queda, razão pela qual deve haver algum outro fator.

E é aí que entra em jogo a internet. Também na década de 1980 o uso da internet era praticamente zero, mas em 2000 53% da população passa duas horas por semana on-line e 25% navega mais de sete horas.

Este aumento coincide estreitamente com a diminuição da filiação religiosa. De fato, Downey calcula que pode supor aproximadamente 25% da queda.

É um resultado fascinante. Implica que a partir de 1990, o aumento do uso da internet teve uma influência na filiação religiosa tão grande quanto a queda na educação religiosa.

Chegados a este ponto, seria preciso falar sobre a natureza destas conclusões. O que Downey encontrou são correlações e qualquer estadista dirá que as correlações não implicam causalidade. Se A se correlaciona com B, pode haver várias explicações possíveis. Pode ser que A cause B, B poderia causar A, ou algum outro fator poderia causar tanto A como B.

Mas isso não quer dizer que seja impossível tirar conclusões a partir das correlações, apenas que é preciso observá-las com cuidado. “A correlação proporciona evidência a favor da causa, sobretudo quando podemos eliminar explicações alternativas ou há razões para acreditar que são menos prováveis”, afirma Downey.

Por exemplo, não é difícil ver que a educação religiosa provoca uma filiação religiosa no futuro. No entanto, é impossível que a correlação funcione pelo contrário. A filiação religiosa mais adiante na vida não pode causar uma educação religiosa (embora possa influenciar a opinião que uma pessoa tenha sobre sua educação).

Também não é difícil ver que passar tempo na internet pode levar a uma desfiliação religiosa. “Para as pessoas que vivem em comunidades homogêneas, a internet oferece oportunidades para encontrar informação sobre pessoas de outras religiões (ou nenhuma), e para interagir com elas em nível pessoal”, assinala Downey. “Pelo contrário, é mais difícil (mas não impossível) imaginar possíveis razões pelas quais a desfiliação poderia causar um aumento no uso da internet”.

Evidentemente, também existe outra possibilidade: que um terceiro fator não identificado provoque tanto um maior uso da internet como a desfiliação religiosa. Mas Downey descarta esta possibilidade. “Controlamos as variáveis na maior parte dos candidatos óbvios, entre elas a renda, a educação, o status socioeconômico e o meio rural/urbano”, afirma.

Se existe este terceiro fator, deve ter características específicas. Teria que ser algo novo cuja prevalência tenha aumentado durante os anos 1990 e 2000, assim como a internet. “É difícil imaginar qual poderia ser esse fator”, assegura Downey.

Isso deixa poucas dúvidas sobre a razoabilidade da sua conclusão: “O uso da internet diminui a possibilidade da filiação religiosa”, assinala.

Mas há algo mais. Downey encontrou três fatores: a diminuição da educação religiosa, o aumento da educação de nível universitário e o aumento do uso da internet, que, em conjunto explicam 50% da queda da filiação religiosa.

Mas, o que acontece com os outros 50%? Nos dados, o único fator que se correlaciona com isto é a data de nascimento, posto que as pessoas nascidas mais tarde são menos propensas a ter uma filiação religiosa. Mas, como assinala Dowley, o ano do nascimento não pode ser um fator causal. “Desse modo, cerca da metade da mudança observada permanece sem explicação”, afirma.

Isso nos deixa diante de um mistério. A diminuição da educação religiosa e o aumento do uso da internet parecem ser as causas pelas quais as pessoas perdem a fé. Mas há algo mais sobre a vida moderna que não se reflete nestes dados e que está tendo um impacto ainda maior.

Com tradução de André Langer para IHU Online.






Pastor afirma que internet deixa crianças vulneráveis aos ateus
agosto de 2011

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Linchamentos se proliferam em todas as regiões do Brasil

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por Beatriz Borges
para El País

Nos últimos dois meses, houve pelo
 menos dez casos de linchamento
As notícias sobre linchamentos proliferam nos jornais locais de todos os Estados brasileiros, mas não constam nas estatísticas. Segundo o Código Penal, o linchamento não é reconhecido como crime e por isso é difícil de calcular quantos atos ocorrem no país.

A lista de ações de violência que têm como argumento penalizar crimes de rua é grande. Nos últimos dois meses, pelo menos 10 casos foram noticiados no Brasil. A situação é similar à que acontece na Argentina, que vive uma onda de linchamentos desde meados de março, já levou até mesmo o Papa a se pronunciar sobre a brutalidade dos atoscontra ladrões. Apesar da repetição, que prova que não se trata de uma atividade isolada, o Brasil é imbatível em linchamentos, segundo o sociólogo José de Souza Martins, especialista no tema. "Há três anos atrás, eram três ou quatro por semana. Depois das manifestações de junho, passou a uma média de uma tentativa por dia. Hoje estamos a mais de uma tentativa de linchamento diária", explica.

Discurso de Sheherazade prospera: crescem as chacinas

A humilhação pública é o princípio do fim, que muitas vezes não acaba na delegacia, mas sim em morte. Um dos casos mais recentes foi o de um adolescente de 17 anos que morreu nesta sexta em Serra, em Espírito Santo (sudeste do Brasil). O jovem Alailton Ferreira foi espancado por um grupo de pessoas que o agrediu com pedras, pedaços de madeira e ferro. Até o momento em que a polícia chegou ao local, segundo o blog Negro Belchior, da revista Carta Capital, não se sabia ao certo a motivação do espancamento. Especulava-se que o rapaz havia tentado praticar um roubo, abusar de uma criança ou estuprar uma mulher. Mas nada foi comprovado. Também na sexta, em São Francisco, no Maranhão, um assaltante foi linchado na rua depois de roubar bolsas, joias e celulares de clientes de uma clínica, segundo o jornal local O Dia. Felizmente, outros vizinhos impediram que a agressão continuasse e ele foi encaminhado à delegacia.

Na quinta-feira, dia 10, um homem conseguiu escapar da ira dos vizinhos em Campina Grande, na Paraíba. Ele foi espancado depois que a polícia o flagrou com dois menores, uma menina de 12 e um menino de 11 anos, em sua casa. Segundo o site de notícias Paraíba Agora, os menores passariam por exame de corpo de delito para comprovar se o abuso chegou a ser consumado.

A mesma sorte não teve um jovem de 24 anos em Nova Crixás, Goiás, que morreu na segunda-feira, dia 7, depois de ser linchado por um grupo de moradores. O site Goiás News publicou um vídeo gravado pelo celular, em que a cena de extrema violência foi registrada. Isaías dos Santos Novaes, que já tinha passagem pela polícia por estupro, foi detido pela polícia sob suspeita de ter realizado um furto horas depois de uma criança de seis anos ter sido estuprada na cidade. Não havia indícios de que ele havia sido o autor deste crime. Por causa do furto, ele foi autuado e levado para um hospital, onde realizaria um exame de corpo de delito antes da prisão. Mesmo acompanhado de um grupo de policiais, centenas de moradores invadiram o hospital e bateram no rapaz até a morte, conta o site de notícias G1. Outro linchamento, de um suspeito de assalto em Teresina, Piauí, no dia 8 de abril, também foi gravado e as imagens podem ser vistas aqui. Somente esta semana, oito vídeos de linchamento foram colocados no YouTube.

Ex-chefe de jornalismo do SBT critica a defensora de chacinas

Em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, um jovem de 15 anos foi linchado pelos moradores no domingo passado, dia 5, por acertar o irmão de cinco anos com uma faca, mas acabou morto com tiros na cabeça. Segundo a Polícia, o homicídio se deve a uma ação de gangue, motivada por vingança, o que não tira o peso do espancamento que sofreu na porta de sua casa, vítima de familiares e vizinhos, segundo conta o portal de notícias Terra.

Em março, os crimes já eram notícia. No dia 22, segundo o Correio de Uberlândia, um homem foi encaminhado ao hospital em estado grave depois de ser agredido por vizinhos que o acusavam de furto, em Uberlândia, Minas Gerais. No mesmo dia, a polícia conseguiu impedir a continuidade de um linchamento em Macapá, no Amapá. Os dois suspeitos de assaltar uma adolescente foram agredidos pelos pedestres que presenciaram o roubo. O G1 colheu depoimentos dos transeuntes e um deles, o auxiliar de serviços gerais Domênico Marques, de 41 anos, chegou a dizer que iam dar uma lição "nesses 'caras' porque não tem cabimento as pessoas suarem no trabalho para um homem desse vir e roubar à luz do dia", um discurso repetido também no ato de violência em Botafogo, no Rio de Janeiro. Naquele dia, um adolescente havia sido amarrado em um poste com um cadeado de bicicleta.

No mesmo final de semana dos linchamentos de Uberlândia e Macapá, um homem foi morto e duas mulheres foram espancadas depois de roubarem um táxi, em São Luis, Maranhão. Segundo informações do jornal O Imparcial, outros taxistas conseguiram localizar o veículo e atuaram por conta própria, junto a cidadãos que passavam pelo local, a dez quilômetros do centro da cidade. No dia 26 de março, o suspeito de estupro Jeferson de Souza Ramalho, de 18 anos, foi morto a pauladas e pedradas antes que a polícia chegasse ao local, próximo à Lagoa Mundaú, em Maceió, Alagoas. Segundo o site Folha do Sertão, ninguém foi incriminado, o que geralmente ocorre quando esses atos de violência coletivos são executados.

"A atitude dos vingadores é até compreensível"

video





Civilização de Yvonne e barbárie de Sheherazade dividem país
fevereiro de 2014


domingo, 13 de abril de 2014

Pastor Everaldo confirma que será candidato a presidente

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Campanha de religioso vai combater casamento gay
O Pastor Everaldo (PSC), na foto, confirmou que vai concorrer à Presidência da República — desde o ano passado ele tinha essa intenção.

O político acrescentou “Pastor” ao seu nome para atrair os votos dos evangélicos que não o conhecem. De acordo com o IBGE, os evangélicos representavam 22% da população em 2010.

Everaldo é pastor da Assembleia de Deus em Madureira, Rio. O que significa que terá de tentar obter o apoio do PRB, braço político da Igreja Universal que tem apoiado os candidatos majoritários do PT.

A campanha eleitoral do Pastor poderá ser polêmica, dependendo do tom que ele usar. Ele vai dar ênfase na defesa da “vida” e da “família”, o que, traduzindo, combaterá a legalização do aborto e do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Ele já tem o apoio declarado do deputado Jair Bolsanaro (PP-RJ).

O Pastor  também promete criticar a vocação estatizante do governo, embora seu partido faça parte da base de apoio à presidente Dilma.

 Everaldo teve 3% das intenções de voto em pesquisa recente do Ibope e 2% na do Datafolha.

Levando em conta que a maioria dos brasileiros ainda é católica, dificilmente um pastor ganharia as próximas eleições. Mas o objetivo de Everaldo é obter o maior número possível de votos de modo a fortalecer o seu partido, com quem planta sementes para colher no futuro.





Religião não deve interferir no debate público, diz professora
maio de 2013

sábado, 12 de abril de 2014

Vereadores querem dar arena pública esportiva a evangélicos

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Ponta Grossa já gastou R$ 8,8 milhões nas obras
Vereadores Pastor Ezequiel e Adélia
atuam contra o interesse da população
O pressuposto é que vereadores cuidem da infraestrutura da comunidade, como a  de esportes e lazer, por exemplo. Mas em Ponta Grossa (Paraná), os vereadores pretendem tirar o pouco que a população tem para dar a evangélicos.

A Câmara Municipal aprovou em primeira discussão a proposta dos vereadores Pastor Ezequiel (PRB), na foto, e Adélia Aparecida Sousa (PSD), na foto, para que a arena poliesportiva (ainda em construção) seja usada como centro ecumênico cristão, onde se realizariam cultos, batismo e outras atividades religiosas. Ezequiel é pastor da Igreja Quadrangular. Ele se coloca como “Vereador do Povo de Deus”.

Os dois vereadores, com apoio de seus colegas, estão tentando confiscar a área de esportes porque, alegam, trata-se de instalação adequada para as atividades das religiões cristãs. O local possui uma concha acústica que garante bom som para shows e cultos, a iluminação é adequada e a piscina seria transformada em bastistério.

As obras da arena estão atrasadas e já custaram aos cofres públicos R$ 8,8 milhões. Ponta Grossa tem 331 mil habitantes e fica a 103 km de Curitiba, a capital.

Machado é contra
o projeto de lei
O projeto de lei do pastor Ezequiel e de Adélia foi vetado pela Comissão de Legislação, Justiça e Redação da Câmara. Mas os vereadores derrubaram o veto, mesmo diante do parecer do IBAM (Instituto Brasileiro de Administração Municipal) de que se trata de uma inconstitucionalidade.

Agora o projeto será submetido a segunda votação em data ainda não marcada. Se ele for aprovado, a manutenção do centro religioso ficará por conta dos cofres públicos. .

Aliel Machado (PCdoB), presidente da Câmara, na foto, disse ser contra o projeto de lei porque a arena poliesportiva, por ser um prédio público, não pode ter finalidade religiosa. Afirmou que os seus colegas vereadores deveriam garantir o “direito dos cidadãos”. Para ele, além de ser inconstitucional, o projeto prejudica uma população que “já padece de serviços públicos”.

Com informação de A Rede.





Prefeito de Vilhena doa terreno de praça para igreja evangélica
dezembro de 2011


quarta-feira, 9 de abril de 2014

Iurd prega na Nova Zelândia que óleo cura doença e casamento

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Bispo acabou admitindo a um jornal
 que óleo santo não cura, mas a fé sim
Um jornal de Nova Zelândia publicou que a Iurd (Igreja Universal do Reino de Deus) está “empurrando” para seus fiéis um óleo cura-tudo, desde tumores e esquizofrenia a problemas no casamento. Informou que o fundador da igreja é o brasileiro Edir Macedo, que se tornou “um bilionário dos dízimos”.

A Universal apresentou o “óleo santo” aos seus fiéis recentemente em um culto de domingo, em um centro de eventos em Manukau, que, com 360 mil habitantes, é a terceira maior cidade do país.

Dias antes do culto, a Igreja distribuiu pelo correio um boletim onde expõe o suposto poder de cura do óleo, que teria sido abençoado em locais bíblicos de Israel.

O The New Zealand Herald entrou em contato com o responsável pelo tempo-sede da Igreja, em Otahuhu, para que apresentasse provas de que o óleo cura, mas o bispo Victor Silva (foto) negou que o líquido seja milagroso. Alegou que o uso do óleo é “um ato de fé” que pode ajudar no processo restaurativo.

Provavelmente por temer problemas com a Justiça, o bispo disse que os doentes que aparecem na igreja são aconselhados a procurar um médico.

O texto do boletim, contudo, garantiu que a oferta do óleo se trata de “uma oportunidade única para aqueles que precisam de um milagre”.

O boletim de oito páginas transcreveu relatos de fiéis que teriam conseguido cura com o líquido santo. Uma seguidora afirmou que, depois de período de unção, ela se livrou de um tumor. “Os médicos não conseguiram encontrar nada.”

"O óleo santo foi escolhido por Deus como um instrumento de fé para curar os doentes", disse o boletim.

"Saiba como usá-lo para ungir os doentes, os deprimido, seus entes queridos e familiares, seu local de trabalho e objetos que representam dificuldades ou desafios em sua vida."

Mas em letras miúdas o boletim avisa que o Centro de Ajuda da Iurd não tem a pretensão de curar as pessoas, porque os doentes devem seguir as orientações do médico, mas “acredita no poder de Deus”.

A versão online do jornal apresentou aos leitores uma pesquisa com três opções: “Eu não compraria o óleo, mas as pessoas acreditam no que quiserem”, que até hoje obteve 23% dos votos, “A igreja está se aproveitando das pessoas vulneráveis” (69%), e “Eu acredito na cura pela fé” (8%).

Com informação do The NewZealand.





Nos EUA, ateus removem benção de rodovia com ‘água profana’
março de 2012


terça-feira, 8 de abril de 2014

Ruanda denuncia Igreja Católica por encobrir genocídio de 1994

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Milhares de crianças, mulheres e homens foram trucidados,
e sacerdotes se mantiveram em silêncio, disse embaixador
por André Langer
para o jornal belga DH

O representante da Ruanda na Unesco denunciou na segunda-feira, dia 07, a atitude da Igreja católica durante o genocídio de 1994, afirmando que “alguns de seus membros encobriram essas ações criminosas".

O embaixador francês junto à Unesco, Philippe Lalliot, não se manifestou depois da cerimônia na tribuna da agência da ONU, contrariamente ao que anunciou no programa da “Jornada internacional de reflexão sobre o genocídio de 1994 na Ruanda”.

“A Igreja católica, poder moral, instituição importante na vida internacional, refugiou-se no silêncio”, declarou o embaixador da Ruanda na França e representante junto à Unesco, Jacques Kabalé.

“Seu abandono foi vivamente sentido, mais ainda porque alguns de seus membros encobriram essas ações criminosas”, acrescentou. “Muitas igrejas na Ruanda tornaram-se lugares de memória de massacres de dezenas de milhares de tutsis que foram até elas para encontrar refúgio”.

O papa Francisco exortou, na quinta-feira, os bispos ruandeses a tomar “a iniciativa” de trabalhar pela reconciliação nacional, “fortalecendo as relações de confiança com o Estado” e apoiando as famílias feridas. Ele pediu à Igreja católica ruandesa para “falar uma só voz” “superando os preconceitos e as divisões étnicas”.

A diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, convidou para “tirar lições desse drama”. “Construir a paz é, é verdade, virar a página, disse. Mas, antes de virar a página é preciso lê-la e não omitir nada, nem esquecer nada, nem esconder nenhuma ação, da passividade da comunidade internacional”.

Sábado, Paris cancelou a participação da sua ministra da Justiça, Christiane Taubira, das cerimônias em Kigali, após as acusações feitas pelo presidente ruandês Paul Kagame contra a França. No domingo à noite, o embaixador da França foi visto retirando a acreditação do governo ruandês permitindo-lhe participar das cerimônias oficiais desta segunda-feira, comemorativas do genocídio de 1994.

100 dias de ferocidade

Cem dias de matança sistemática
sem que o mundo nada fizesse 
No dia 7 de abril de 1994, começaram os 100 dias mais ferozes da história da Ruanda e, talvez, da humanidade inteira depois do fim da Segunda Guerra Mundial. Por mais de três meses, perpetrou-se um massacre sistemático que o mundo não soube prever nem enfrentar, muito menos parar.

O detonador da explosão de horror que resultou em décadas de conflito entre as etnias hutu e tutsi foi um atentado: no dia anterior, haviam sido mortos o presidente ruandês, Juvénal Habyarimana, e burundês, Cyprien Ntaryamira, quando foi derrubado o seu avião que estava aterrissando no aeroporto da capital ruandesa, Kigali. Com eles morreram dois ministros do Burundi, cinco funcionários da Ruanda e os três membros da tripulação francesa do avião.

Os dois presidentes voltavam de uma cúpula de chefes de Estado da África Central, realizada em Dar-es-Salaam, naTanzânia, e dedicada justamente à guerra que, há anos, via a contraposição entre os hutu e os tutsi que vivem nos dois países.

Não foram suficientes para parar o conflito nem mesmo os acordos assinados no dia 4 de agosto do ano anterior, em Arusha, também na Tanzânia, que previam um governo de transição na Ruanda, também com expoentes da Frente Patriótica Ruandesa (FPR), o grupo armado dos tutsi, liderado pelo atual presidente Paul Kagame.

Nenhuma investigação internacional jamais determinou quais foram os responsáveis pelo atentado. Mas a violência transbordou imediatamente, antes na capital Kigali e depois no resto da Ruanda, contra os tutsi e os hutu moderados.

Os soldados hutu da guarda presidencial se lançaram contra o bairro de Kigali onde estavam alojadas as milícias da FPR, que consideravam como os autores do atentado. Entre as primeiras vítimas, estavam dez soldados das forças de paz belgas da UNAMIR, a missão da ONU que começou em outubro do ano anterior. Os militares belgas foram capturados quando tentavam proteger a fuga da primeira-ministra, Agathe Uwilingiyimana, também ela morta, assim como outros expoentes do governo.

Por 100 dias, centenas de milhares de mulheres e de homens, de idosos e de crianças, foram trucidados em todas as localidades, durante uma caçada humana aterrorizante. Um ano depois, também foi atroz a vingança dos tutsi que chegaram ao poder. No campo de Kibeho, milhares de hutu foram mortos, incluindo mulheres e crianças, enquanto, emKigali, o novo governo reivindicava "o direito de separar os refugiados dos autores do genocídio".

As forças da ONU, depois de terem assistido, impotentes, ao primeiro e aterrorizante ataque, conseguiram resgatar milhares de crianças, muitas vezes encontradas ao lado dos cadáveres das mães. Aquelas horas marcaram para sempre a memória de quem as viveu. Aquelas crianças não falavam, não choravam, algumas estavam enlouquecidas. Também vacilou a razão daqueles que fizeram o máximo para tornar aquele horror, embora minimamente, menos cruel ou daqueles que tiveram que relatá-lo.

Um aspecto do conflito entre hutu e tutsi, populações de grande maioria católica, não pode ser calado: o do envolvimento de muitos religiosos. Desde o início, o sangue marcou a Igreja ruandesa muitas vezes com a cor do martírio, mas às vezes – e é algo que ainda surpreende – manchando mãos culpadas.

Não por acaso, recebendo os bispos ruandeses justamente nessa semana, o Papa Francisco recordou os "tantos sofrimentos e feridas, ainda longes de serem cicatrizadas" e os exortou a "seguir resolutamente em frente, testemunhando incessantemente a verdade", ressaltando que "a Igreja tem um lugar importante na reconstrução de uma sociedade reconciliada".

Uma impressão amarga se difundiu nas consciências naquela primavera de 1994. Mas a comunidade internacional não captou imediatamente o assustador porte dos acontecimentos. O Conselho de Segurança da ONU se limitou a solicitar que o então secretário-geral, Boutros Boutros-Ghali, tomasse "as medidas necessárias para assegurar a segurança" dos cidadãos estrangeiros na Ruanda.

Uma década depois, Kofi Annan, o sucessor de Boutros-Ghali, que em 1994 era responsável pelas missões militares da ONU, admitiu, ele mesmo, que tinha subestimado a situação. Assim como, um ano depois, em julho de 1995, as forças de paz francesas da ONU demonstraram ser impotentes diante de outro genocídio, o de Srebrenica, na Bósnia eHerzegovina.

Além disso, nem mesmo a trágica história balcânica realmente envolveu o norte rico e poderoso do mundo, onde se viviam os anos do fim do bipolarismo leste-oeste com um alívio que as décadas posteriores se encarregariam de demonstrar que era infundado.

O que estava sendo preparado e o que depois aconteceu nos Bálcãs e na região dos Grandes Lagos pegou despreparada a comunidade internacional. No entanto, aquelas imagens, aquelas notícias de massacres, de campos de concentração que viam encadeados homens concretos e a própria dignidade do homem, valas comuns onde se enterravam cadáveres e a própria humanidade, não eram novas.

Não eram tão inéditas a ponto de parecerem incríveis. Acontecia de novo, como acontecera 50 anos antes na Europa. A imprensa propunha evidências cruas e ressuscitava memórias dolorosas. Mas essa insistência da memória não soube se tornar compaixão ativa, reflexão atenta, vigilância solícita.

Declinava, entregando os seus horrores ao duro julgamento da posteridade, um século marcado pelas atrocidades, o século que inventara os campos de concentração, as limpezas étnicas, os genocídios sistemáticos, que tinha proposto a epidemia recorrente dos totalitarismos, que devastara a fisiologia das nações com a patologia dos nacionalismos, que havia transformado a identidade étnica na máscara zombeteira do racismo.

Centenas de caveiras lembram que a omissão pode ser criminosa
Igreja ajudou fascismo até com fornecimento de armas
agosto de 2012
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