quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Movimento defende separação entre Estado e religião

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Entidade questiona adoção
do ensino religioso
da Agência Brasil

O Movimento Estratégico pelo Estado Laico fez ato na Rodoviária de Brasília em defesa da separação entre Estado e religião. Eles criticaram, o que chamam, de interferência religiosa nas decisões políticas do país.

O grupo entregou um manifesto para quem passava pelo local para explicar a laicidade, que significa um Estado com posição neutra no campo religioso.

Entre as reivindicações do movimento estão: a aprovação do projeto que criminaliza a homofobia, a descriminalização do aborto e a implementação das leis que determinam o ensino nas escolas da história afro-brasileira e de povos indígenas. Eles também questionam o ensino religioso nas instituições públicas.

De acordo com uma das organizadoras do ato, Tatiana Lionço, o grupo quer garantir a diversidade religiosa para assegurar a democracia no Brasil. 

O ato encerra o Seminário Nacional do Movimento pelo Estado Laico. Durante 3 dias, representantes de cerca de 70 entidades se reuniram para debater a separação entre estado e crenças religiosas.





Por que Estado laico interessa mais aos cristãos que aos ateus
março de 2012


sábado, 23 de agosto de 2014

Dawkins defende 'decisão lógica' de abortar feto com Down

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Muita gente ficou furiosa com resposta
 do biólogo à mulher com "dilema ético"
O biólogo evolucionista britânico Richard Dawkins escreveu em seu site que, de acordo com o seu desejo de que se aumentem as possibilidades de felicidade às pessoas, o que implica redução de sofrimento, ele é favorável ao aborto de feto com síndrome de Down. Trata-se assim, segundo entende, de uma decisão lógica, e não emocional. De qualquer maneira, ressaltou, essa decisão cabe obviamente à mulher grávida.

A explicação de Dawkins é uma resposta àqueles que o criticaram fortemente por ter sugerido a uma mulher, caso ela estivesse grávida de um feto com Down, que fizesse um aborto e tentasse ter outro filho. “Seria imoral trazê-lo ao mundo, se você tem a escolha [de ter nova gravidez]”, escreveu o biólogo no microblog, onde tem mais de um milhão de seguidores.

O biólogo disse que, em consequência de seu twitter, tornou-se alvo de “cães” que na internet o acusaram de ser vil, de ter ideias monstruosas e nazistas. Acrescentou que, em sua direção, foram arremessadas “bolas de fogo e de ódio”.

Mesmo assim, Dawkins lamentou não ter conseguido nos 140 toques do Twitter ser suficiente claro, magoando pais por conta de um mal-entendido. Dawkins pediu desculpas a essas pessoas que não entenderam estar ele se referindo no Twitter somente aos fetos, e não às crianças com Down. Além disso, para ele, houve pessoas que demonstraram "uma ânsia desenfreada por não compreender" a sua sugestão à mulher, no Twitter.

Na internet, em meio às críticas, houve quem defendesse Dawkins com a argumentação de que há grande diferença entre um feto e uma criança já nascida. O próprio biólogo lembrou, em seu site, que feto não possui sistema nervoso desenvolvido.

A DSA, associação que representa pais de portadores de Down, emitiu nota defendendo que a síndrome, por si só, não deveria ser motivo para a realização de um aborto, mas ressaltou que a decisão cabe a cada família, o que é a mesma avaliação feita pelo biólogo.

No Brasil, a mulher não pode abortar feto com Down, ao menos legalmente, porque esse tipo de procedimento ocorre com frequência em clínicas particulares. O aborto só é possível se a gestação oferece risco de morte à mãe ou quando se trata de consequência de estupro ou ainda, conforme decisão em 2012 do STF (Supremo Tribunal Federal), no caso de o bebê ser anencefálico.

Com informação das agências.





Peter Higgs acusa Dawkins de ser ateu fundamentalista
janeiro de 2013


Evento gospel joga Estado laico no ralo, escreve professora

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por Maria Angela Mirault
professora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP

'Quinta Gospel', de Campo Grande,
é expressão do fundamentalismo
O fundamentalismo surgiu no protestantismo norte-americano em meados do século 19, cunhado por professores de teologia da Universidade de Princeton, expressos em doze livros – Fundametals.

A Testeimony of teh Truth –, e fazia a proposição de um cristianismo, excessivamente rigoroso, ortodoxo e dogmático, em contraste com o liberalismo norte-americano. Sob essa perspectiva, a Bíblia – por ser de inspiração divina – só deve ser encarada como o fundamento básico da fé cristã e tomada sob o estrito rigor da letra. Qualquer interpretação, ou contestação, será obra de satanás.

Essa concepção a respeito do texto sagrado coloca todo militante como um crente dessa “verdade inconteste”. Note-se que se pode identificar o fundamentalista em toda e qualquer religião e, mesmo expansivamente, o convertido, em qualquer ideologia.

Do mesmo modo, ressalve-se que nem todo protestante é um fundamentalista. Afirma, Leonardo Bof, em sua obra “Fundamentalismo – a Globalização e o Futuro da Humanidade” (Sextante) que o próprio Lutero já declarava: “a Bíblia toda tem a Deus como autor, mas suas sentenças devem ser julgadas a partir de Cristo”. Esclarece, ainda, Boff: “Com o Concílio Vaticano II, a Bíblia é inspirada e inerrante [que não pode errar] só com referência às verdades importantes para nossa salvação”. Por isso, dizem os católicos que “na Bíblia está contida a Palavra de Deus” e não “a Bíblia é a palavra de Deus”.

Desse modo, qualquer pessoa que confere caráter absoluto ao seu ponto de vista é um fundamentalista, pois passa a acreditar-se senhor da verdade incontestável, daí sua intolerância aos pensamentos opostos. Na visão de Boff, “ ... a intolerância gera o desprezo aos outros, a agressividade, e agressividade, a guerra contra o erro a ser combatido e exterminado”.

Dito isso, afirmamos que o Estado de Direito e Laico do Executivo de Campo Grande [Mato Grosso do Sul] foi para o ralo, exterminado, com a realização exclusivista, discricionarista, segregacionista e inconstitucional da malfadada “Quinta Gospel”, como um “presente para a cidade”.

Muito longe de espalhar luzes, deu vazão à ação nefasta da treva.

A Lei nº 5.092, de 20 de julho de 2012, que “institui na Praça do Rádio Clube a ‘Quinta Gospel’ no Município de Campo Grande”, prevê sua realização “na quinta-feira que antecede a ‘Noite da Seresta’ utilizando a mesma estrutura que é utilizada na ‘Noite da Seresta’” e a “apresentação de artistas nacionais e regionais”, sob o patrocínio da Fundação de Cultura de Campo Grande, por si só, não exclui a expressividade musical de outros segmentos religiosos, porém, seu teor deu margens à interpretação dúbia por parte da diretora-presidente (sra. Juliana Zorzo) da Fundac e garantiu a exclusividade de apresentação de um único segmento religioso, em detrimento dos demais.

Em maio deste ano, o ICE-MS (Instituto de Cultura Espírita de Mato Grosso do Sul), representado pelo seu presidente, João Batista Paiva, encaminhou ofício à fundação, solicitando participação de artistas espíritas no show. Em resposta (4 de agosto de 2014), a diretora manifestou-se com a argumentação de que “a indicação de artistas espíritas seria impossível” porque foge da proposta do evento destinado ao “público evangélico cristão”.

Angela denuncia
ato inconstitucional
O fato é que, apesar da ignorância do segmento religioso que “batalhou” a lei, não podemos admitir que houvesse qualquer mínima discrepância nas decisões de gestores com relação a dotações orçamentárias dos recursos públicos; o privilégio de uns e a exclusão de outros. 

Se o local é público, os recursos são provenientes dos cofres públicos, organizado e patrocinado por um órgão público – que se qualifica como uma Fundação de Cultura – e sob o princípio que deve reger o Estado Laico expresso na Constituição Federal, que a “Quinta Gospel” garanta nas próximas edições a participação de todos os segmentos religiosos que nesse espaço queiram manifestar sua religiosidade, por meio da linguagem musical. 

Caso o espírito fundamentalista – que vem pouco a pouco corroendo os espaços da gestão pública municipal – persista, que o Ministério Público faça valer a sua função de resguardar os direitos do cidadão (católico, espírita, ateu...) e interfira pela revogação imediata dessa lei municipal, para que sirva de exemplo de forma que expedientes semelhantes não se perpetuem nessa gestão, impondo-se às leis que garantem, ao Estado Laico brasileiro, o direito à livre expressão e manifestação religiosa em nosso País.

Esse texto foi publicado originalmente no blog de Maria Angela Mirault. As fotos são de divulgação.





Uruguai é exemplo de que Estado laico é possível
dezembro de 2013

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Interpol agora procura Larissa, a mulher de Abdelmassih

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Reprodução de foto do casamento
do ex-médico com ex-procuradora
A Interpol (Polícia Internacional) quer saber onde está Larissa Maria Sacco, 35, para poder interrogá-la porque é “suspeita de ajudar delinquente”, o seu marido e ex-médico Roger Abdelmassih, 70, que é tido como o maior estuprador do Brasil de todos os tempos. Ele foi condenado a 287 anos de prisão sob a acusado de ter violentado pelo menos 39 de pacientes da clínica de reprodução humana assistida que tinha em São Paulo.

Larissa e seus dois filhos gêmeos de três anos teriam deixado Assunção, Paraguai, na terça-feira (19) à noite rumo ao Brasil, em um carro Kia Carnival com chofer. Na tarde daquele dia a polícia paraguaia prendeu Abdelmassih, que tinha documento com o nome de Ricardo Galeano.

Francisco Javier Cristaldo Gómez, subchefe da Interpol no Paraguai, afirmou não ter sido expedida ordem de prisão a Larissa, mas um pedido foi envidado às autoridades brasileiras para que a mantenham monitorada.

O Ministério Público Federal do Brasil também tem interesse em ter a informação sobre o paradeiro de Larissa, porque ela está sendo investigada de participar de um esquema de lavagem de dinheiro que vinha cobrindo as despesas do casal no Exterior.

Abdelmassih e Larissa se casaram em uma cerimônia discreta no dia 6 de fevereiro de 2010. Antes, em 2009, o médico tinha passado pelo presídio de Tremembé, interior de São Paulo, por ser acusado de ter estuprado mais de 50 pacientes. Em dezembro desse mesmo ano, ele obteve um habeas corpus do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, para responder em liberdade as acusações. Em janeiro de 2011, o médico desapareceu do Brasil. Ao ser preso agora, ele afirmou à polícia que a ideia de fugir para o Paraguai foi de sua mulher.

Quando se casou com Abdelmassih, Larissa estava licenciada do cargo de procuradora do Ministério Público Federal em São Paulo. “Por motivos particulares” ela estava desfrutando de licença-prêmio e de férias. Não voltou ao trabalho. Em abril de 2011, já foragida com Abdelmassih, se exonerou após o MP recusar o seu pedido de uma renovação da licença, sem remuneração. O salário dela era em torno de R$ 20 mil.

Já na época, ela e a sua irmã Elaine Therezinha Sacco Kouri já estariam sendo usadas por Abdelmassih como “laranjas” — ambas eram sócias na Agropecuária Coelma, de Avaré (SP), empresa de fachada que “esquentava” o dinheiro do médico que estava congelado pela Justiça a pedido do Ministério Público.

Com informação das agências.





Resumo das acusações de abuso de 39 vítimas de Abdelmassih

Caso Roger Abdelmassih


quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Abdelmassih inseminava pacientes com seu sêmen

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Ex-médico também é acusado de manipulação genética
Roger Abdelmassih (foto), 72, especialista em reprodução humana in vitro, inseminou algumas de suas pacientes com seu próprio sêmen, sem que elas e seus maridos soubessem. A informação é de Ivanilde Vieira Serebrenic, que hoje (20) falou à imprensa no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, no momento em que a Polícia Federal desembarcava com Abdelmassih, que foi preso ontem de manhã em Assunção, no Paraguai.

Ivanilde é uma das dezenas de vítimas de Abdelmassih, que foi condenado em primeira instância a 278 anos de prisão por ter estuprado em sua clínica cerca de 40 mulheres. Ela disse que tinha sido procurada por um casal que descobrira com exame de DNA seu filho obtido por inseminação não lhe pertence biologicamente. Apesar disso, de acordo com Ivanilde, o casal não vai mover ação contra Abdelmassih para não constranger o filho e a família. O Ministério Público de São Paulo tem a mesma informação.

Em 2009, quando o caso Abdelmassih estourou na imprensa, a Veja divulgou que o então médico garantiu em 1993 a um empresário do Espírito Santo e a mulher dele que poderia contornar com um tratamento inovador a infertilidade do casal. A mulher ficou grávida de gêmeos, e anos mais tarde o casal descobriu que as crianças eram biologicamente de outro pai.

Independentemente da condenação, a Delegacia da Mulher abriu em 2009 um inquérito para investigar acusações de casais de que Abdelmassih fazia manipulação genética, transplantando sem autorização, por exemplo, óvulos fecundados de algumas pacientes em outras.

Populares e vítimas de Abdelmassih o chamaram de “maníaco”, entre outras coisas, quando ele foi entregue pela Polícia Federal à Delegacia de Polícia do Aeroporto de Congonhas. “Eu tenho nojo desse homem, tenho medo, vontade de vomitar, seja bem-vindo ao inferno”, afirmou Vanuzia Leite Lopes, 54.

Ainda no aeroporto, ao ser abordado por uma jornalista, o ex-médico disse ser inocente e espera que a “Justiça faça justiça”. Na delegacia, ele chorou ao falar de seus filhos gêmeos.

A Polícia mandou Abdelmassih para o presídio de Tremembé (no interior do Estado), onde já esteve por cinco meses em 2009 antes de obter habeas corpus concedido pelo ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Abdelmassih e  Larissa em reprodução
do porta-retrato do casamento deles
Abdelmassih, sua mulher, Larissa Maria Sacco, 35, e seus dois filhos pequenos viviam em Assunção havia três anos. O menino e a menina nasceram no Paraguai.

O ex-médico usava documentos falsos nos quais seu nome consta como "Ricardo Galeano", nascido em 6 de fevereiro de 1949, em uma localidade chamada de Dr. Francia.

A polícia brasileira suspeita que Abdelmassih tenha comprado de policiais paraguaios a identidade de uma pessoa morta. Larissa usava o seu próprio nome, ao menos na escola de seus filhos.

 De acordo com o que apurou a Rádio Estadão, a ideia da fuga para o Paraguai foi de Larissa, então grávida.

Morava em uma casa de luxo em um bairro de classe média alta, a poucos metros da residência do presidente do Paraguai. Pagava aluguel de R$ 5 mil.

O ex-médico se apresentava com investidor brasileiro. Tinha um chofer e dois carros, um deles para levar os filhos à escola. Também contava com empregada, babá e cozinheira. O casal frequentava um restaurante onde consumia vinhos de primeira linha.

Disse a um delegado não ter mais bens.

Larissa já teria saído de Assunção com os filhos. Não há informação se ela também estava com documentação falsa. Ela é a segunda mulher de Abdelmassih. Sônia, a primeira, morreu de câncer em 2008. Esse casamento durou 40 anos.

O Ministério Público está investigando o esquema que deu apoio financeiro e logístico ao casal no tempo em que esteve foragido. As operações envolviam lavagem de dinheiro.

Com informações das agências, emissoras de TV e deste site e foto da Secretaria Nacional de Antidrogas do Paraguai.

Abdelmassih teria manipulado células de animais em clínica
agosto de 2009





Caso Roger Abdelmassih


Pastor nigeriano socorre vítimas do Ebola com água benta

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Pastor JB Joshua diz
curar câncer e HIV
O pastor nigeriano Temitope Balogun Joshua (foto) enviou 4.000 garrafas de água benta a Serra Leoa, no Oeste Africano, para socorrer as vítimas do Ebola. Ele também mandou US$ 50.000. Usou o seu jatinho particular, cujo valor aproximado é de US$ 50.000. De acordo com a revista Fortune, o pastor tem fortuna estimada em US$ 15 milhões.

TB Joshua é televangelista, fundador da “A Sinagoga” (Igreja de Todas as Nações - SCOAN), proprietário da emissora Emmanuel TV e tem forte presença na internet, com mais de 1 milhão de seguidores no Facebook. Possui grande prestígio junto às autoridades da Nigéria. Joshua é, portanto, uma espécie de Edir Macedo da Nigéria.

País mais populoso da África, com mais de 175 milhões de habitantes, a Nigéria faz parte da região onde tem se alastrado uma epidemia de Ebola. Naquele país, até agora, pelo menos 15 pessoas morreram em consequência de febre hemorrágica.

O pastor afirma que tem o poder de cura do câncer e HIV.

Organizações internacionais de saúde temem que a água benta de Joshua leve portadores de Ebola a acreditar que estão curados, evitando, assim, a quarentena, o que ajudará a espalhar ainda mais o vírus da doença.

Com informação das agências e foto de divulgação.





Paciente procura em farmácia água benta receitada por médica
novembro de 2011


terça-feira, 19 de agosto de 2014

Polícia do Paraguai prende o médico estuprador

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Momento em que Abdelmassih foi preso em Assunção
A Polícia do Paraguai prendeu hoje (19) à tarde em Assunção, capital daquele país, Roger Abdelmassih (foto), 70, especialista em reprodução humana in vitro que foi condenado pela Justiça brasileira a 278 anos de prisão por ter cometido pelo menos 56 estupros em pacientes, em sua clínica em São Paulo.

Com ajuda da Polícia Federal brasileira, o ex-médico (ele teve o registro profissional cassado) foi pego sem oferecer resistência quando saía de uma loja. Ele, sua mulher (a ex-procuradora Larissa Maria Sacco), e seus dois filhos gêmeos estavam morando em Assunção em uma casa de luxo. Antes, ele estaria em uma país europeu.

O ex-médico se encontrava foragido desde 2011, quando tinha obtido do ministro Gilmar Mendes um habeas corpus do STJ (Superior Tribunal de Justiça) para poder recorrer da sentença em liberdade. Antes, o Ministério Público vinha alertando a Justiça sobre a possibilidade de fuga.

A localização de Abdelmassih se deu por intermédio de investigações policiais que contou com a ajuda do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado, do Ministério Público de São Paulo, que obteve informações em uma escuta telefônica.

As mulheres eram atacadas pelo médico quando estavam sozinhas em salas de consultas ou de recuperação. Algumas foram estupradas quando estavam dopadas com medicamentos para a intervenção cirúrgicas.

A empresária Ivanilde Vieira Serebrenic, 48, que foi a primeira mulher a denunciar publicamente o médico, disse que, quando soube da notícia da prisão, ficou tão emocionada que, ao mesmo tempo, teve vontade de rir e de chorar.

Afirmou que, desta vez, espera que Abdelmassih permaneça trancafiado, sem concessão de habeas corpus.

O ex-médico foi deportado
 para o Brasil
Contou que o médico atendia as pacientes com um terço nas mãos e se apresentava como emissário divino. "Dizia que tudo o que fazia era em nome de Deus."

As mulheres eram atacadas pelo médico quando estavam sozinhas em salas de consultas ou de recuperação. Algumas foram estupradas quando estavam dopadas com medicamentos para a intervenção cirúrgicas.

O estuprador foi deportado para o Brasil por Foz do Iguaçu, cidade na fronteira com o Paraguai. Amanhã, quinta-feira, a PF o colocará em um avião com destino a São Paulo.

O advogado José Luís de Oliveira Lima, defensor de Abdelmassih, disse que só vai se manifestar quando for comunicado formalmente da prisão pela Polícia Federal.
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Ivanilde afirma que acordou sofrendo abuso de Abdelmassih
janeiro de 2009

Caso Roger Abdelmassih


domingo, 17 de agosto de 2014

Crianças expostas à religião têm dificuldade de saber o que é real

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Crianças religiosas confundem o
 real com o fantástico, diz estudo
Crianças mais expostas aos ensinamentos religiosos têm maior grau de dificuldade de distinguir entre ficção e realidade, sugere estudo publicado na edição de julho de 2014 da revista científica Cognitive Science.

O estudo foi feito com 66 crianças de cinco e seis anos de escolas públicas e paroquiais. Elas foram submetidas a histórias religiosas, fantásticas e reais.

As crianças que frequentavam igreja ou escola paroquial foram menos capazes de associar, por exemplo, animais falantes à ficção. Elas tendiam a relacionar personagens de histórias fantásticas à realidade.

Já as crianças seculares identificaram com maior frequência histórias bíblicas — a Arca de Noé, por exemplo — como ficcionais.

Os autores do estudo são Kathleen H. Corriveau, Eva E. Chen e Paul L. Harris. Eles concluíram que não há respaldo para a hipótese de que as crianças já nascem com uma predisposição para fé.

Para o biólogo evolucionista e ateu militante Richard Dawkins, o correto não é afirmar que crianças têm religião, mas, sim, que elas são filhos de pais que seguem uma crença. Assim, no entender dele, não existe, por exemplo, crianças católicas, mas filhos de católicos.

Ele defende que os pais não imponha nenhuma religião aos filhos, os quais, acrescenta, poderão decidir por qual crença optar ou não escolher nenhuma quando tiverem maturidade suficiente para tanto.

Com informação da Cognitive Science e outras fontes.





Ensino religioso é armadilha para catequizar, diz antropóloga
maio de 2011


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