sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Islâmicos de Bangladesch matam blogueiro ateu com golpes de facão

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Roy escrevia em
defesa do Estado laico
O blogueiro ateu americano Avijit Roy (foto), 42, que vivia em Atlanta (EUA), foi assassinado a golpes de facão em Daca, capital de Bangladesch, por dois militantes islâmicos. Ele morreu quando estava sendo transportado para o hospital. Rafida Ahmed Bonya, 45, sua mulher, foi golpeada na cabeça e se encontra hospitalizada em estado crítico.

A polícia está investigando um grupo de islâmico local que elogiou o ataque. Houve protesto em ruas de Daca contra a violência.

O médico que fez a autópsia do corpo disse que Roy foi morto por assassinos profissionais, que lhe desferiram três golpes de facão “muito precisos” na cabeça dele, causando graves hemorragias.

A família de Roy informou que ele escrevia no blog "Mente Aberta" textos sobre defesa do Estado laico, ciência e questões sociais. Ele também escrevia como convidado para revistas e jornais e era autor de sete livros.

Recentemente, no Facebook, Roy escreveu que o ateísmo é “um conceito racional que se opõe a qualquer crença não científica e irracional”.

A sua família disse que Roy vinha sofrendo ameaça de radicais islâmicos havia tempo.

Em 2014, um ativista islâmico disse que Roy, por viver nos Estados Unidos, seria assassinado quando saísse do seu país. “Ele será morto quando vier a Blangladesh.”

Em dois anos, Roy é o segundo blogueiro ateu assassinado em Bangladesch. O país tem 160 milhões de habitantes. Desse total, 90% são muçulmanos.

Em uma entrevista coletiva, Jennifer Psaki, porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, lamentou a morte de Roy e disse que se tratou mais do que um ataque contra uma pessoa, "mas de uma covardia contra princípios universais de livre manifestação consagrados na Constituição de Bangladesh", um pais onde há liberdades intelectual e religiosa.
Arifur Rahman, outro blogueiro que esteve na feira de livros em Daca, disse que o governo do país não tem demonstrado esforço para combater o radicalismo religioso.

Por isso, disse, a violência contra ateus deve continuar.

Com informação das agências.





Em Bangladesch, radicais do islã exigem pena de morte a ateus

Saudação de Spock vem de rito judaico e significa 'Todo Poderoso'

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Nimoy se inspirou em ritual de
culto judeu para criar saudação
O ator judeu Leonard Nimoy se inspirou no rito judaico para criar o gesto de saudação do seu personagem Sr. Spock (foto), na série “Jornada nas Estrela” (Star Trek), que se tornou cult. Nimoy morreu no dia 27 de fevereiro de 2015, aos 83 anos em decorrência de doença pulmonar.

Quando teve de criar o gesto, Nimoy lembrou-se que, quando criança, sempre lhe chamava a atenção durante o serviço religioso o momento em que os rabinos abriam as mãos e separava os dedos (ver ilustração ao abaixo).

Origem do gesto está na
"Benção dos Cohanim"
A origem desse gesto está na "Bênção dos  Cohanim" (plural de Cohen), ou "Birkat Kohanim", em hebraico.  Formam  os Cohanim  uma casta de sacerdotes judeus (é uma linhagem familiar),  que seriam descendentes de Aarão, o irmão mais velho de Moisés  —  hoje identificados pelo haplotipo chamado Cohen Modal Haplotype (CMH). 

Acompanhado de três versos, o gesto é feito com ambas as mãos. E reproduz a sefiroth (letra hebraica) Shih, que significa "Todo Poderoso".

Gestual reproduz "Todo
 Poderoso" em hebraico
Nas sinagogas, os rabinos de linhagem cohen fazem o gesto, mas quem pronuncia os versos é o chazan (cantor litúrgico), e só então os cohanim os  repetem:  “Que D'us te abençoe e te guarde! / Que a face de D'us brilhe sobre ti e que Ele faça que encontre graça (a Seus olhos)! / Que D'us erga Sua face para ti e te dê a paz!”

É curioso que Nimoy tenha recorrido à religião para compor o personagem de orelhas pontiagudas que é a antítese de um religioso.

O mestiço de vulcano com humano Spock, oficial de ciência da nave, se diferencia dos demais integrantes da Enterprise por ser extremamente racional. Suas orientações ao capitão Kirk são com base em informações lógicas, sem qualquer tipo de contaminação da emoção ou de alguma fé. Spock é apresentado como uma espécie de símbolo da superioridade da razão absoluta.

Gesto é usado por uma casta de sacerdotes judeus
Em uma entrevista à Veja em outubro de 2003, Nimoy disse ter estranhado que os judeus ortodoxos nunca tenham reclamado do uso por Spock do gesto dos rabinos.

Ainda mais porque ele, Nimoy, foi criticado por religiosos ortodoxos por ter feito um livro de fotografias, o Shekhina, com modelos femininas vestidas com objetivo rituais tradicionalmente masculinos, como o xale de orações.

“O meu livro eleva as mulheres ao mais alto patamar do judaísmo, e isso perturba alguns homens”, disse Nimoy na entrevista.

Ele contou que chegou a ser “desconvidado” pela Federação Judaica em Seattle (EUA) para um jantar e uma palestra na qual falaria sobre o livro.

Outra curiosidade é que, nos anos 60, os fundamentalistas religiosos americanos fizeram uma campanha para que o seriado “Jornada nas Estrelas” não fosse levado ao ar porque Spock era a representação do Satanás.

“Jornada nas Estrelas” abordou diretamente o tema “deus” no roteiro Who Mourns for Adonais, exibido em 1967.

No episódio 33, a nave é aprisionada por um ser poderoso que se identifica como Apolo, o deus grego-romano.

Apolo comunica ao capitão Kirk que pode libertar a nave e proporcionar uma vida de prazer aos seus integrantes, desde que eles o adorem.

Kirk rejeita a proposta porque conclui que Apolo quer, na verdade, transformá-los em escravos de luxo. E o capitão dá um jeito de se livrar do suposto poderoso Apolo.

Derrotado, Apolo não consegue entender porque a sua proposta generosa foi recusada.

Kirk responde com a lógica de Spock: “Crescemos, e a humanidade não mais precisa de deuses”.

Em outro episódio, uma referência à divindade cristã, o próprio Spock diz: “Se isto é seu deus, ele não é muito impressionante. Ele tem problema psicológicos e é tão inseguro que existe que seus fiéis o louvem sete dias por semana. Ele criou homens imperfeitos e depois os culpa pelos seus próprios erros. Para um ser supremo, ele realmente deixa muito a desejar”.
Com informação de Veja, deste site e outras fontes e fotos de divulgação.





Julianne Moore se assume como ateia: 'Não existe um lá'


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Igreja do Monstro Espaguete Voador alemã quer ser legalizada

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Weida, o Irmão Espaguete, diz
que às vezes tem dúvida sobre a
divindade do Monstro Voador
Rüdiger Weida (foto), 63, está decidido a tornar legal a Igreja do Monstro Espaguete Voador na Alemanha. Ela também é conhecida como pastafarianismo: uma junção de ‘pasta’ (massa, em italiano) com o movimento ‘rastafári’. Os crentes dessa "religião" são incentivados a comer espaguete e a beber cerveja, porque acreditam que é assim que vão obter a salvação.

A Igreja é uma sátira às religiões e aos seus rituais. Ela foi criada em 2005 por Bobby Henderson em protesto contra Kansas (EUA), que pretendia substituir nas escolas públicas o ensino da biologia evolucionista pelo criacionismo. Tem adeptos entre ateus militantes de todo o mundo. Alguns deles conseguiram tirar foto para documento oficial, como carteira de motorista, com seu chapéu religioso, um escorredor de macarrão.

Weida fundou em Templin, uma pequena cidade no nordeste da Alemanha, o primeiro templo da Igreja do Monstro Espaguete Voador.

As orações realizam-se às 10h de cada sexta-feira e os ritos são semelhantes aos do catolicismo. O pão e o vinho, corpo e sangue de Jesus para os católicos, é no pastafarianismo espaguete e cerveja. A hóstia é um fio de macarrão. E o "amém" (que significa ‘assim seja’) é "ramen": um tipo de massa consumida no Japão.

Placa indica a proximidade
da Igreja do Monstro Voador
Rüdiger Weida, conhecido nos meios do pastafarianismo como o Irmão Espaguete, disse que às vezes tem dúvidas sobre a divindade do Monstro Espaguete Voador.

“É uma questão difícil para um pastafari. É como termos duas pessoas cá dentro. Uma acredita, claro, mas a outra sabe que não existe.”

O Irmão Espaguete disse que a sua igreja merece o mesmo tratamento que as outras organizações religiosas, que na Alemanha se beneficiam de algumas condições favoráveis.

“As leis permitem que as igrejas contratem ou despeçam com base nas crenças das pessoas. Além disso, as principais religiões recebem financiamentos governamentais para desempenhar certas atividades”, disse Rüdiger Weida.

Ele disse que o prefeito de Templin, Detlaf Tabbert, não vai criar obstáculos ao movimento religioso: “Vivemos numa comunidade tolerante e não discriminamos as minorias. Além disso, as pessoas têm de saber resolver as situações com espírito crítico e humor”, afirmou Tabbert.

Hóstia do pastafarianismo é fio de macarrão
Telejornal mostra templo da igreja



Com informação e texto do PT Jornal.





Ateu checo obtém direito de usar 'chapéu' religioso em identidade


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Católicos tentam impedir evento sobre 'Dia da Mulher' na PUC-RJ

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Mulheres pró aborto incomodam
guardiões da doutrina católica
O grupo “Política e DSI – RJ”, formado por católicos que defendem a doutrina da Igreja por intermédio da política, está tentando impedir que o Centro Acadêmico de Ciências Sociais da PUC-RJ realize em dependências da universidade a "Semana do Dia Internacional da Mulher".

Em uma petição hospedada no Citizengo.org, o grupo fixou a meta de obter 2.000 assinaturas para tentar convencer o reitor da universidade, Padre Josafá Carlos de Siqueira, a cancelar o evento, porque o movimento “feminista possui bandeiras que são contrárias à fé católica”. Até a tarde de hoje (25), a petição conseguiu mais de 1.200 adesões.

Para o redator da petição, é uma contradição PUC, uma universidade católica, fornecer palanque a um movimento que defende a legalização do aborto. “Existem inúmeros espaços que apoiam essa ideologia e podem receber tais eventos.”

Pedro Duarte, presidente do Centro Acadêmico, não acredita que o reitor possa impedir a realização do evento. “A universidade é o ambiente máximo da liberdade acadêmica e de expressão, devendo se pautar pela diversidade e pelo contraditório”, disse ele ao jornal “O Globo”.

A organização “Católicas pelo Direito de Decidir” comentou no Facebook que é “triste ver que o conservadorismo de certos católicos, especialmente os jovens, é tão grande, que eles chegam ao ponto de querer impor censura à liberdade de expressão e de manifestação de pessoas que lutam por direitos”.

Com informação de agências, Facebook e outras fontes.





Padre impede que mãe solteira batize criança


terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Evangélico vai ao MPF contra ‘Galinha Preta Convertidinha’

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Deputado da Renascer acha que
'Convertidinha' ofende sua religião
O deputado Marcelo Aguiar (DEM-SP), na foto abaixo, apresentou no dia 23 de fevereiro representação ao MPF (Ministério Público Federal) contra “Tá no Ar”, com a alegação de que esse programa humorístico da Rede Globo praticou intolerância religiosa.

Evangélico e músico da Igreja Renascer, Aguiar não gostou do quadro “Galinha Preta Convertidinha”, apresentado pelo programa no dia 19. Segundo ele, a personagem, em um suposto anúncio comercial, canta uma música ofensiva aos cristãos evangélicos.

Diante de uma TV, estão crianças que riem da “Convertidinha” quando ela canta uma musiquinha, cuja letra é: “Joelho dobrado / Mantenha-se fiel / Se não orar direito / Não vai entrar no céu / Ir pro inferno é fogo / A verdade é universal / Cuidado com a hora / Do juízo final".

Um cão pastor alemão, representando um pastor, prossegue: "Joaquim estava incorporado / recebeu um santo / Credo, tá amarrado / Foi o meu pastor que disse assim / Fora desse corpo seu exu mirim".

A música prossegue: “Meu pastor é animadinho / Canta e dança de montão / Quando quer mais dinheirinho / Compra um horário na televisão / Ele fala alto / Ele dá pulinho / Ele gosta mesmo é de conversão".

“Tá no Ar” estreou em 10 de abril de 2014. Ele foi criado pelos humoristas Marcelo Adnet, Marcius Melhem e Maurício Farias. A proposta do programa é mostrar a TV na TV. Programas da própria Globo são satirizados.

O deputado pediu ao MPF que apurasse “a incitação do preconceito contra os evangélicos” que o programa fez por intermédio da “ridicularização, em rede nacional, dos seus símbolos e sinais e do modo de expressar a sua fé em Deus”.

Marcelo Aguiar é réu no
Tribunal Superior Eleitoral
Os líderes da igreja de Aguiar são Estevam Hernandes e sua mulher Sônia. Ambos ficaram presos em uma penitenciária de Miami por 140 dias por terem entrado em 2007 nos Estados Unidos sem declarar cerca de US$ 50 mil. A polícia americana encontrou na bagagem deles cédulas de dólares escondidas até dentro de uma Bíblia.

No Brasil, o próprio deputado Aguiar está com pendência na Justiça. O processo 1077244/2011 que tramita no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) se reporta à reprovação da prestação de contas do evangélico em relação às eleições de 2010.

Com informação do site do deputado e do TSE, entre outras fontes, e fotos de divulgação. 





Mãe evangélica alerta que Galinha Pintadinha é diabólica


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Escritor desmente mito de que não há ateu em leito de morte

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Oliver Sacks disse estar grato com a
relação sexual que teve com o mundo
Os crentes fanáticos gostam de afirmar que não há ateu em leito de morte, porque, antes do último suspiro, o infeliz acaba “aceitando Jesus”. Trata-se, evidentemente, de um mito, porque a descrença se encontra na ampla esfera da razão natural, de onde só se sai em caso de demência.

O ateu Oliver Sacks (foto) é mais um que desmente esse mito. Com câncer, o neurocientista e escritor inglês de 81 anos está morrendo. A doença começou em um de seus olhos e, nove anos depois, se espalhou por outros órgãos, incluindo o seu fígado.

No The New York Times ele escreveu uma despedida admitindo estar com medo da morte, mas, acrescentou, o seu sentimento predominante é o de gratidão. Disse que ama e tem sido amado pelas pessoas, o que lhe dá prazer. “Eu tive uma relação sexual com o mundo”, escreveu, referindo à interação entre escritor e leitores.

Entre outros livros, Sacks escreveu “Tempo de despertar” e “O homem que confundiu sua mulher com um chapéu”.

Ele afirmou que o fato de ter apenas alguns meses de vida não significa que tenha decidido ficar em um leito à espera do fim. “Pelo contrário, eu me sinto intensamente vivo, e quero e espero continuar a aprofundar minhas amizades, para dizer àqueles que amo, para escrever mais, para viajar, e, se tiver força, alcançar novos níveis de compreensão.

Antes de perder um olho para o câncer, Sacks deu uma entrevista dizendo que é um judeu ateu, mas não um militante do ateísmo porque não tem o tipo de argumentação de Richard Dawkins, Daniel Dennett e Sam Harris — autores de cujos livros ele gosta muito.

Falou que cresceu em um mundo darwiniano e que, quando se mudou para os Estados Unidos, ficou assustado quando descobriu que no país há milhões de pessoas que não acreditam na teoria da evolução.

O seu susto se transformou em preocupação quando percebeu que o fanatismo religioso está se expandindo em várias regiões, contrariando a sua expectativa de que o mundo se tornaria cada vez mais secular.

Disse que estava preocupado principalmente com a influência da crença na política educacional dos Estados Unidos.

“Parece-me monstruoso que o criacionismo, ou o chamado design inteligente, seja ensinado tanto quando a teoria da evolução. Isso é quase uma forma de loucura.”

Com informação do NYT e outras fontes e foto de divulgação.





Hitchens é exemplo de como um ateu enfrenta a morte


Justiça nega a estudante adventista privilégio de abono de faltas

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Estudante quer que escola se submeta não só
à Bíblia, como também a uma interpretação dela
O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás negou à estudante Thais Gonçalves Molina Lucas o privilégio de obter abono de faltas no curso de administração da UEG (Universidade Estadual de Goiás), em Anápolis, a 55 km de Goiânia.

Thais é da Igreja Adventista — religião cujos seguidores não podem ter qualquer atividade entre o pôr do sol de sexta-feira e o de sábado.

O que ela pretende é que a UEG, um estabelecimento de ensino público — portanto, do Estado laico brasileiro — compatibilize sua grade horária e calendário de provas a um dogma adventista. Ou seja, pelo que pediu na Justiça, Thais quer que a universidade não só se submeta à Bíblia, como também a uma interpretação muito particular dela, a adventista.

Para Anísio Pereira Araújo, advogado de Thais, a sua cliente não está reivindicando um privilégio da universidade, mas o que quer é apenas o que está na Constituição, que garante a liberdade de crença.

“Ela não pede nenhum favor”, disse ele ao G1. Argumentou que, para compensar as faltas na universidade, Thais pode fazer trabalho escolar ou assistir aulas e fazer provas em dias e horários compatíveis com sua religião.

Valter Campos, coordenador geral da Pró-Reitoria, disse que, de fato, a Constituição garante a liberdade de culto, mas inexiste uma legislação que obrigue uma instituição de ensino a se pautar por dogmas religiosos.

No entendimento dele, há, no caso, o agravante de que a universidade teria de abrir um precedente, e alunos de outras religiões poderiam também pedir tratamento diferenciado. “Imagine [o que ocorreria] em um universo de milhares de alunos com diversos credos.”

Moreira: abono
seria uma afronta
Antes da decisão do Tribunal, Thais Lucas tinha obtido uma liminar de um juiz que lhe garantia provisoriamente o privilégio. A UEG entrou com recurso, pedindo o julgamento do mérito da questão. Agora, é a estudante que poderá recorrer contra a decisão do Tribunal. A esse respeito, seu advogado ainda não se manifestou publicamente.

O recurso da universidade foi julgado no dia 13 de janeiro, tendo como relator o desembargador Fausto Moreira (foto).

Para Moreira, a concessão à estudante de abono das faltas seria uma afronta ao princípio constitucional da isonomia.

Além disso, o desembargador argumentou em sua sentença que Thais, quando se matriculou, sabia dos dias e horário das aulas, cabendo à estudante, portanto, seguir as regras que se aplica a todos, “e não buscar subterfugiu fora por causa de uma crença”.

Com informação da íntegra da sentença e de outras fontes e fotos de divulgação.





Estudante expulsa acusa escola adventista de homofobia


sábado, 21 de fevereiro de 2015

Livro mostra por que Platão é o pai da perseguição aos ateus

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Filósofo defendeu pena
 de morte aos descrentes
Na Grécia antiga, até determinado momento, havia liberdade de crença e de descrença. A discussão sobre a existência ou não de deuses era assunto corriqueiro entre os filósofos e as classes populares.

O historiador Georges Minois, autor do livro “História do Ateísmo”, conta que os ateus, pela sua quantidade crescente, começaram a preocupar os crentes mais devotos a partir da primeira metade do século IV antes de nossa era. E a perseguição aos ateus foi inaugurada em grande estilo por Platão (427 a.C. – 347 a.C.). Perseguição que se prolonga até hoje, mais de 2.000 anos depois.

No livro X das Leis, o filosofo registra o que é considerado o primeiro relato do “problema” que significava a disseminação da descrença.

Platão foi o primeiro a associar ateísmo à imoralidade, dando à palavra “ateu” uma conotação pejorativa que persiste até hoje.

Escreveu Minois: “A partir de então, o ateísmo, amplamente associado a adjetivos como “vulgar”, “grosseiro”, vai se opor à atitude nobre dos idealistas, que se reportam ao mundo puro das ideias, do espírito”.

A pregação feroz de Platão contra os ateus foi muito bem recebida na época pelas pessoas cujas atividades só tinham a perder com o avanço da descrença na população. Pessoas como sacerdotes e adivinhos. “O delito de descrença estava ligado, portanto, a uma conjuntura passageira, [mas] Platão vai enraizá-lo numa concepção metafísica e ética fundamental que o transformará em verdadeiro crime.”

Para Platão, os ateus representavam um perigo para a sociedade porque, ao rejeitarem os deuses, eles também se negavam a aceitar as virtudes das divindades, demonstrando, assim, “incapacidade de dominar os gozos e as paixões”.

Em outras palavras: para ele, como para muitos até hoje, a moralidade, para ser verdadeira, tem de estar fincada na lei divina transcendente, absoluta.

Minois assinalou que Platão, com seu discurso persecutório, antecipou a célebre fórmula: “Se Deus não existisse, tudo seria permitido”.

Depois de transformar os ateus em seres imorais, Platão sugeriu uma legislação de repressão a esses "bandidos", que, segundo ele, estavam corrompendo principalmente os jovens.

O filósofo então propôs que a população denunciasse os ateus às autoridades, e aqueles que não o fizessem também seriam considerados como ímpios.

De acordo com o filósofo, o ateísmo era como se fosse uma doença contagiosa. E os doentes estavam divididos em dois grupos. O primeiro era de pessoas que tinham atitudes corretas, mas ainda assim eram perigosas por causa de suas ideias. O segundo grupo era composto por ateus depravados, que serviam e se colocavam como mau exemplo para os cidadãos.

A aplicação das sanções seria proporcional à gravidade da prática da descrença.

Para os ateus do primeiro grupo, Platão sugeriu inicialmente a condenação de pelo menos cinco anos em prisão isolada.

“Nenhum cidadão poderá se relacionar com eles, com exceção dos membros do Conselho Noturno, cujas relações terão como adjetivos admoestá-los e, ao mesmo tempo, prover à salvação de suas almas.”

Completado o tempo da condenação, esses ateus só seriam libertados caso parecessem recuperados, demonstrando bons sentimentos. Só assim eles teriam autorização para voltar a “viver na sociedade das pessoas de bom senso”, a dos crentes.

Se esses condenados, ao término de sua pena, continuassem descrentes, a Justiça deveria emitir nova sentença, desta vez a de morte.

Platão defendeu para os ateus do segundo grupo, o dos depravados, a prisão perpétua em penitenciária no deserto, em “local mais selvagem possível, cujo nome evoque a ideia de que se trata de um lugar de castigo”. Eles receberiam apenas os alimentos prescritos pelos Guardiões da Lei.

A perversidade do filósofo se aplacava sobre os descrentes até mesmo após a morte deles. Ele sugeriu que os cadáveres desses condenados ficassem sem sepultura, à mercê das aves de rapina e outros bichos.

“No caso de algum homem livre se interpor, querendo dar-lhes sepultura, que ele seja, da parte da autoridade competente, passível de perseguição por crime de impiedade”, escreveu Platão.

O filosofo achava que todos deviam seguir os deuses da religião oficial, da religião de Estado. Ele também defendeu a pena de morte aos feiticeiros e aos praticantes de sortilégios em geral.

Minois conclui que Platão foi ao mesmo tempo o precursor da perseguição e repressão aos ateus, da intolerância religiosa e do campo de concentração.





Livro relata história do ateísmo a partir de perspectiva positiva


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