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Vitória-régia floresce no Jardim Botânico de São Paulo pela primeira vez

Um projeto de pesquisa artística da Universidade de São Paulo (USP) introduziu a vitória-régia no Jardim Botânico de São Paulo.   


A Victoria cruziana, símbolo da cultura brasileira, nunca havia sido cultivada no local, que possui mais de 12 mil espécies vegetais.

O trabalho, intitulado Nymphographia, foi realizado pelo artista visual Chriss Cass, que estudou as ninfeias do Jardim Botânico e doou mudas de vitórias-régias para a instituição. 

As plantas foram colocadas no Jardim de Lineu, cartão-postal do local, onde podem ser vistas pelo público.


Planta é considerada
uma das mais belas
do Brasil
FOTO: CHRISS CASSs

"A vitória-régia me chamou a atenção por sua beleza e simbolismo, mas também pela questão da transformação, da vida e da morte", explica Cass. 

"Ao cuidar das plantas, eu penso sobre elas e aprendo com elas. Elas são interlocutores com os quais eu crio."

A vitória-régia é uma planta nativa da Amazônia e não se adapta facilmente ao clima de São Paulo. "Ela não tolera águas frias, baixas temperaturas do ar ou sombreamento", explica o professor Gregório Ceccantini, do Instituto de Biociências da USP. "Ela precisa estar em pleno sol."

Para garantir o sucesso da planta no Jardim Botânico, foi necessário construir um tanque especial com água aquecida e proteção contra o vento e a chuva. A equipe também precisou controlar a fauna do tanque para evitar que a planta fosse devorada por peixes herbívoros, caramujos ou outros invertebrados.

A introdução da vitória-régia no Jardim Botânico de São Paulo é um marco para a instituição. "É um símbolo da nossa cultura e da nossa biodiversidade", afirma o diretor do Jardim Botânico, Fernando Seabra. "A presença da vitória-régia nos permitirá realizar pesquisas, educar o público e promover a conservação dessa espécie."

> Com informação do Jornal da USP.

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