domingo, 31 de julho de 2011

Evangélico estuprador se justifica com a palavra de Deus: ‘A carne é fraca'

O ex-pastor Pereira Neto
citou a Bíblia em sua defesa
As imagens do vídeo feito pelo estuprador pedófilo Abner Machado Pereira Neto (foto), 34, publicitário e ex-pastor evangélico, são tão chocantes, que a delegada Joana D’Arc, ao vê-las, se sentiu mal. A vítima, nesse caso, era uma menina de 11 anos. A delegada, depois, disse à imprensa que Pereira tem de “morrer na cadeia”.

Ele foi preso na quinta-feira (28), em Lagoa Seca, região de Campina Grande, cidade paraibana de 380 mil habitantes que fica a 112 km de João Pessoa, a capital.

Pereira vinha sendo investigado pela polícia havia meses e foi pego sob a suspeita de ter abusado de três crianças e matado uma adolescente. Após sua prisão, familiares de mais de dez supostas vítimas se apresentaram à polícia. Ele já confessou vários estupros, de acordo com a polícia.

O ex-pastor usou um vocabulário bíblico para se justificar. Disse que sucumbia a uma voz que lhe induzia a atacar as meninas. “A palavra de Deus fala que a gente é traída pela fraqueza do nosso próprio corpo, pelo próprio desejo”, afirmou. Ele colocou a culpa de seus atos no crack.

Em João Pessoa, ele abordou cada uma de suas vítimas se apresentando como policial e a levava em sua moto para uma casa. Lá, ele a dopava com um coquetel de bebidas alcoólicas, antidepressivos e refrigerantes. Então começava a sessão de abusos, que podia durar até 12 horas, como no caso da menina do vídeo que deixou a delegada sem ar.

Na casa dele, a polícia encontrou em CDs e DVDs fotos de pornografia infantil. Em seu notebook, também havia vídeos de crianças violentadas.

Em 2008, como pastor, Silva coordenou em Areia Branca um programa de reabilitação para viciados. No Youtube, em vídeos daquela época, ele aparece dando palestra a jovens.

A mulher de Pereira disse não saber dos abusos. Ela já estava se separando dele por causa do crack. O casal tem três filhas – uma de 2 anos e gêmeas de 1. Quando houve a prisão, ela perguntou a Pereira se as próximas vítimas seriam as filhas deles.

Pereira vai responder à Justiça por estupro de vulneráveis e a sua condenação poderá chegar 15 anos de prisão em regime fechado.

"Eu ouvia uma voz"


Com informação da imprensa de Paraíba.

No noticiário, casos de pastores pedófilos superam os de padres.
julho de 2011

Casos de pastor evangélico pedófilo

No Canadá, entidade aborda crianças com doce e versículo para decorar

Na semana passada, Kathleen Crowe (foto) perguntou a Angeline (foto), sua filha, de onde tinha vindo aquele papel com a transcrição de um trecho da Bíblia.

A menina de 9 anos contou que tinha sido um casal que lhe dera junto com um doce, pedindo que ela memorizasse o versículo para ter como recompensa outra guloseima.

Kathleem ficou indignada com a abordagem tão insidiosa a sua filha e se queixou às autoridades de sua cidade, Edmonton, Canadá.

As autoridades municipais descobriram que o casal é da Victory Christian Center, uma entidade que se dedica ao  proselitismo de jovens.

Victory Christian informou que levar o evangelho às crianças e adolescentes é a sua missão e é o que tem feito há muitos anos no Canadá e Estados Unidos. A imprensa canadense apurou que, de fato, a entidade vinha assediando com docinhos crianças nos parques já havia cinco anos.

As autoridades determinaram que a abordagem seja feita somente em recintos fechados, e nunca em locais públicos, em parques infantis, sem o conhecimento dos pais.
Com informação das agências.

Pais não deveriam impor uma religião aos filhos, afirma Dawkins.
julho de 2009

Será que o desenvolvimento científico criou um vazio espiritual?

Título original: Em busca de significado


por Marcelo Gleiser para Folha

Abordamos tanto questões mais imediatas, como o aquecimento global e a crise energética, como as mais fundamentais, como o significado do tempo e o debate entre a ciência e a religião.

Hoje, gostaria de abordar uma questão que, a meu ver, está no cerne do antagonismo entre a ciência e a religião: será que o desenvolvimento científico criou um vazio espiritual? Será que a ciência só serve para gerar fatos e dados sobre o mundo natural?

Ou será que pode ir mais fundo, talvez criando uma nova forma de espiritualidade?

Para começar, cito meu livro "O Fim da Terra e do Céu": 

"O desenvolvimento da ciência nos séculos 18 e 19, baseado na interpretação racional dos fenômenos naturais, foi seguido, ao menos no Ocidente, por um abandono progressivo da religião. O conforto espiritual encontrado na fé foi gradualmente abandonado, em nome de um sistema de pensamento secularizado. O historiador da religião S. G. F. Brandon expressou claramente tal preocupação quando escreveu: 'Para os pensadores do Ocidente, nenhuma missão pode ser mais urgente do que a resolução desse dilema, se possível produzindo uma filosofia da história adequada, isto é, que justifique o sentido da vida dos homens dentro de sua duração temporal finita'."


Explicações da ciência descartam a 'hipótese Deus', diz filósofo italiano.
dezembro de 2011


Logo a seguir, pergunto se, ao vermos a ciência além de seu papel de quantificadora da Natureza, podemos talvez encontrar ao menos parte desse "sentido": "Talvez fosse isso que Einstein tinha em mente quando introduziu o seu 'sentimento cósmico religioso', a inspiração essencialmente religiosa por trás do ato racional de compreendermos o Cosmos. A ciência e a religião nascem das mesmas ansiedades que torturam e inspiram o espírito humano. E a conexão entre as duas é a nossa existência finita em um Cosmos aparentemente infinito".

Obviamente, o tempo também complica as coisas, pois a perda dos que amamos e a nossa própria mortalidade são causas de muita dor.

Nessas horas, encontro consolo em muitas coisas. Mas uma das mais significativas é o que a ciência nos ensina sobre nossa íntima relação com o Universo: a matéria da qual somos feitos é também a matéria das estrelas, dos planetas e de suas luas, e de todos os seres vivos.

O tempo que usamos para descrever as transformações que experimentamos é o mesmo da expansão cósmica. 

O tempo passa para o Universo também. Como escreveu o naturalista americano John Muir, "ao movermos uma única coisa na Natureza, descobrimos que ela está presa ao resto do Universo".

Não existe uma solução única para os nossos anseios. Não sei onde você encontra sentido para a sua vida. No meu caso, a busca se desdobra em muitas trilhas.

Ao tentar entender um pouco mais sobre os mistérios do mundo natural; na convivência com minha família e amigos; em saber que sou um ser humano no nosso raro planeta Terra. Para mim, o sentido não está na ciência em si, mas na busca pelo conhecimento. Talvez seja assim também com um músico, que dá sentido à sua busca tocando o seu instrumento. As técnicas nos dão os meios, mas não são um fim em si mesmas. É tocar, e dividir a música com os outros, que importa.

Marcelo Gleiser é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor do livro "Criação Imperfeita"

Religião ajudou a evolução humana, mas 'secou', afirma psiquiatra.
junho de 2011

Direita euroupeia se inspira nos piores vilões da cristandade - os templários

Título original: O baú dos templários

por Edson Aran para Folha

Até que demorou para a extrema direita europeia buscar inspiração nos templários para seus atos terroristas, como fez Anders Breivik.

O norueguês homicida afirma pertencer a uma nova Ordem dos Cavaleiros do Templo, que reúne europeus engajados em combater o multiculturalismo em geral e o islã em particular.

Faz sentido. Dependendo do ponto de vista, os templários são os maiores heróis da cristandade -ou os piores vilões.

A ordem foi fundada no 19º ano do Reino Cristão de Jerusalém, que havia sido conquistado meio por acaso em 1099, durante a Primeira Cruzada. Como a população da cidade fora dizimada pelos invasores -que não fizeram distinção entre cristãos ortodoxos, judeus e muçulmanos-, os novos soberanos passaram a pregar a imigração de europeus para a Terra Santa.

O problema é que as rotas eram infestadas de criminosos. Em 1118, Hugo de Payens e mais oito cavaleiros criaram uma organização autônoma de monges combatentes para proteger os peregrinos. A ordem jurava fidelidade apenas ao papa e, financiada por impostos eclesiásticos, se tornou o primeiro exército regular do Ocidente desde a queda de Roma em 476 d.C.

Com a conquista de Jerusalém por Saladino, em 1187, os templários voltaram sua atenção para a Europa, onde adquiriram vastas extensões de terra e organizaram um rudimentar sistema bancário. As lendas, no entanto, os transformaram em guardiões do Santo Graal, o místico cálice que Jesus Cristo usara na Santa Ceia e que servira para recolher seu sangue na cruz.

Os mitos do Graal são uma espécie de compensação cultural pela perda da Terra Santa para o islã.

Não por acaso, em narrativas posteriores, o cálice se transforma na própria descendência de Cristo e Maria Madalena, que, refugiada no sul da França, dá origem à dinastia dos reis merovíngios e, mais tarde, à casa dos Habsburgos, soberanos do Império Austro-Húngaro. A linhagem, como o cálice, estaria sob a proteção dos templários, braço armado de organização ainda mais misteriosa, o Priorado de Sião.

Ao contrário da trama de "O Código Da Vinci", de Dan Brown, os guardiões do Graal não querem promover filosofia "new age", mas restaurar a monarquia na França e restabelecer o Reino Cristão de Jerusalém. Afinal, Jesus Jr., além de merovíngio e Habsburgo, também descende do rei Davi e, portanto, é legítimo soberano da Terra Santa.

Nada agrada mais à extrema direita do que sociedades secretas excludentes e elitistas. O nazismo sempre foi associado a ordens esotéricas, que, no entanto, não o salvaram da derrota. Os templários não tiveram melhor sorte.

A ordem foi exterminada em 1307, quando o último grão-mestre, Jacques De Molay, foi condenado à fogueira por heresia. A Inquisição acusava os cavaleiros de adorarem um demônio de três cabeças chamado Bafomé. Entre os ocultistas, a criatura é associada à sabedoria, mas há também quem veja em seu nome uma corruptela de "Maomé", que a ordem teria aprendido a cultuar na Terra Santa.

Se deus existe, ele tem mesmo um senso de humor dos diabos.

Edson Aran é autor de "Conspirações - Tudo o que Não Querem que Você Saiba" e diretor de Redação da revista "Playboy".

> Atirador da Noruega diz ser de uma nova ordem de Cavaleiros de Cristo.
julho de 2011

> Atirador da Noruega.    > Religião na política.


sábado, 30 de julho de 2011

Filme de terror se inspira em igreja fundamentalista americana

Michael Parks interpreta um pastor homofóbico
O cineasta Kevin Smith está lançando nos Estados Unidos o filme Red State que se inspirou na Igreja Batista de Westboro, que é uma seita fundamentalista famosa por seus protestos antigays, inclusive em funerais de soldados americanos. 

O nome do filme é uma referência aos “Estados vermelhos”, como o Kansas, onde o conservador Partido Republicano sempre obtém votação expressiva.

O enredo é também de Smith. Um grupo de jovens desajustados acaba sendo atraído pela seita. Tem sexo grupal, tortura e muitos tiros. O pastor Fred Phelps, interpretado por Michael Parks, transpira ódio, sobretudo pelos homossexuais.

Também fazem parte do elenco John Goodman, Kevin Pollack, Melissa Leo, Michael Angarano, Kerry Bishe e Kyle Gallners.

É um filme de baixo orçamento, de US$ 4 milhões. O próprio Smith está fazendo o lançamento de Red Smith, percorrendo os Estados Unidos e recorrendo às redes sociais.

Lideranças da igreja já estão preparando protestos contra o filme, o que acabará ajudando a sua divulgação.

Em nome de Jesus


Com informação de sites americanos sobre cinema.

> Filme de Hollywood surpreende ao apresentar um ateu benevolente.
julho de 2011

Casos de fanatismo religioso.

Católicas pelo Direito de Decidir é só mais um grupo de fast-food da fé

por José Geraldo Gouvêa a propósito de
Católica afirma que invasão muçulmana na Europa é real
por Regina Chacon, da Católicas pelo Direito de Decidir

Católicas pelo Direito de Decidir é só mais um exemplo de religião “faça você mesmo”. Gostam do lado fofucho da ICAR, mas não estão dispostas a engolir a pílula inteira. Então escolhem quais aspectos interessam e quais não são aceitáveis e formam o seu fast-food da fé.

A tendência à multiplicação das seitas é resultado da incapacidade do ser humano aceitar in totum o que outro ser humano prega, notadamente agora, em um mundo tão livre e cheio de escolhas. Todos se acham pensantes e no direito de fazer ressalvas, inclusive na hora de aderir ao passadismo e ao obscurantismo.

Vamos crer em coisas da Idade do Bronze, mas cuidadosamente podadas de suas arestas mais óbvias. Afinal, essa coisa de sacrificar animais, apedrejar adúlteros, etc. Essas coisas não são compatíveis com nossas mentes “modernas”. Mas ainda precisamos crer no Grande Velho Barbudo do Céu.

A religiosidade moderna consiste, em grande parte, desta filtragem, a que cada um se julga habilitado. Como pessoas diferentes têm conceitos diferentes de certo e errado e de aceitável e inaceitável, o resultado é a fragmentação da religião em milhares de seitas, uma para cada perfil de “consumidor”.

A era do “tamanho único” para as ideologias já acabou. Um fenômeno como o nazismo, por exemplo, não acontecerá mais. Hoje as ideologias se concentram em poucos pontos essenciais e toleram em si mesmas as divergências secundárias.

O PT tem “tendências”, os partidos oficiais do bipartidarismo americano têm suas correntes e seus “setores”. Existe uma direita dentro da esquerda e uma esquerda dentro da direita, e elas não se encontram no centro. Existe um centrismo radical e um fundamentalismo “soft”. Um sabor para cada paladar.

Daí temos católicas favoráveis ao aborto, cristãos que duvidam da divindade de Jesus, judeus seculares etc. O fenômeno é o mesmo que deu origem às crenças do norueguês que pirou na batatinha e resolveu assassinar inimigos imaginários no corpo de pessoas de seu próprio país. Mesmo fenômeno, manifestações múltiplas: alguns matam inocentes, outros abrem centros espíritas, outros formam “correntes” dentro de sua religião favorita. Que seria da luz sem a sombra?

Aliás, não estou lamentando este fenômeno. Ele é positivo. Haverá outros atiradores como o norueguês psicopata, mas mesmo ele é parte das dores do parto da consciência livre.

Atirador da Noruega é adepto da religião 'faça você mesmo'.
julho de 2011

Artigos de José Geraldo Gouvêa.

Casal vai à Justiça contra Universal por ter pago por cura que não houve

Casal ficou sem recursos
para cuidar do filho doente
Wenderson Reis da Silva (foto) e Paola Amália Souza (foto) recorreram à Justiça contra a Igreja Universal do Reino de Deus porque se sentiram enganados. Em 2009, o casal deu à igreja, durante o evento chamado de “Fogueira Santa”, um carro, joias e R$ 800 em troca de uma cura divina, que não ocorreu.

Eles têm um filho de 5 anos que aos dois meses de idade contraiu hidrocefalia (acúmulo de líquido no cérebro). Trata-se de uma doença grave, mas, segundo eles, um pastor da Universal afirmou que Deus poderia curá-lo, desde que fizessem doações à Fogueira Santa.

Silva é mecânico e sua mulher, dona de casa. Eles moram em Nova Ponte, uma cidade de 13 mil habitantes do Triângulo Mineiro que fica a 178 km de Belo Horizonte.

O mecânico disse ter ficado decepcionado porque, além de não ter havido o milagre, o menino piorou – teve meningite cinco vezes e paralisia cerebral.

Hoje, a vida do casal está mais difícil. Paola afirmou que, se o casal ainda tivesse o carro, não precisaria agora pagar táxi. “Fomos enganados.”

Na quinta-feira (28), houve a primeira audiência entre o casal e representantes da Universal. O casal reivindica a devolução das doações e uma indenização por danos morais.

Os advogados da Universal não falaram à imprensa sobre a versão da igreja e o pastor que teria garantido a cura divina desapareceu da cidade.

Com informação e foto do MegaMinas.

julho de 2011

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Católica afirma que invasão muçulmana na Europa é real


por Regina Chacon, da Católicas pelo Direito de Decidir, a propósito de
por Headbanger Ateu

Cada pessoa vê o mundo com suas próprias lentes, tanto faz se naturais ou próteses que a idade ou miopia fazem necessário se usar. Sou descendente de holandeses e cheguei a morar em Gand. Não tenho amigos, mas parentes escandinavos. A Finlândia, a Dinamarca e a Noruega são países onde vivem alguns dos meus filhos e gostamos de os visitar.

O que posso constatar in loco (e qualquer um pode observar por si mesmo) é que os escandinavos são pessoas com autoafirmação positiva, natural e aparentemente orgulhosa. Espécie de autoestima elevada, porém com bases reais, não ficcionais, nem falaciosas, como aqui, por exemplo, baseada em carros importados, griffes, etc..

Uma pessoa chegar aos 40, 50 anos sem nunca ter tido problema de saúde, nem ter se submetido a nenhum tipo de cirurgia, nunca ter visto na vida desemprego (nem ter ouvido falar por meio de seus pais!) ou crise, é coisa que realmente os brasileiros não sabemos realmente nem como é avaliar.

A invasão muçulmana (posso afiançar também, pois tenho ido anualmente sem faltar desde 2008 ao Continente) é real. A crise nos demais países europeus é grave, não é midiática, é real. A Europa está falida. Ou melhor, como diz meu marido, é o Euro, pois o real não está em crise, quem diria.

Então é compreensível que haja temor, e agora depois destes lamentáveis episódios, pânico por conta da presença de tantos imigrantes ali, os quais representam, mesmo na imaginação, um perigo ou ameaça supostamente evidentes, que antes sequer se podia cogitar.

Estou escrevendo este pequeno comentário não para contraditar ou refutar quem quer que seja, de modo polido (espero), porém embasado, quero apenas ressaltar que, se pudermos, devemos evitar que certos "desvios" psicológicos comuns a jovens, adolescentes, mais passíveis de bravatas e exageros, não sejam tomados como xenofobia reversa, preconceito contra os escandinavos, contra os europeus, ou quem quer que seja, simplesmente por conta de incompreensões derivadas de análise superficial e, convenhamos, bem reduzida.

Os noruegueses têm o melhor sistema penal do mundo, avalio por este prisma pois sou profissional do direito, e acredito que, quando todos os povos tiverem aquele grau de desenvolvimento, não haverá motivos para imigrações forçadas nem violências dissimuladas, sob preconceitos oriundos do fundamentalismo religioso, sempre detestável.

Sou católica romana, mas relaciono-me bem com minhas noras sueca e norueguesa, e posso afirmar que estudei o documento de aproximação com a Igreja Luterana.

Há apenas um pequeno equívoco na questão da doutrina da justificação pela fé, mas os batismos são mutuamente aceitos assim como os demais sacramentos, tanto que meus filhos não se fizeram rebatizar, o que para mim seria apostasia.

Julgo que o erro dos jovens escandinavos, como é tão peculiar aos noruegueses, de mim mais próximos, talvez seja o autocontrole. Eles são às vezes apontados como “excessivamente baderneiros” pelos alemães, por exemplo, e “descontrolados”.

Também é comum virem ao Nordeste brasileiro, para "aventuras" onde parecem reviver aquele filme "curtindo a vida adoidado". Mas isso é característico dos tempos da juventude, não de nacionalidades, portanto não confundamos particularidades com o que é universal.

Caso norueguês mostra que religião aliada à política amplifica conflitos

por Headbanger Ateu a propósito de

Os escandinavos realmente "sofrem" de identity crisis. Tenho amigos noruegueses, suecos e finlandeses e sei exatamente como é. Eles agem como certos brasileiros fazem ao lidar com argentinos.

A diferença é que eles, muito além de somente futebol, apelam para questões raciais de identidade para ficar insultando-se entre si.

Eles têm o "orgulho" de ser noruegueses, suecos ou finlandeses. Há questão cultural viking, as lendas, mitos, guerras e histórias de cada um deles. Não é difícil vê-los abarcar esses assuntos em suas conversas quotidianas.

Quase sempre notei que eles gostam de justificar o ódio - ainda que de brincadeira - como base para tais coisas. E toda ideologia (principalmente religiosa) é bem-vinda como uma "justificativa".

Acho que o caso de Anders foi só um aperitivo mais extremista do que realmente ocorre na Escandinávia em sentidos culturais.

Há, sim, uma podridão naqueles países. Os argumentos do alto Índice do Desenvolvimento Humano (os noruegueses, que detêm o mais alto desse nível atualmente, são os primeiros a se orgulharem disso), da riqueza e do progresso a todos, da liberdade naqueles países, nunca me enganaram.

E tal podridão está na ferrenha paixão do orgulho racial aquecido por um histórico de guerras, conquistas e tomadas de povos; dos ideais políticos extremistas (que chegam a ser xenófobos, como é o caso de Anders) e, finalmente, do risco da religião como sendo o cerne para esses ideais políticos.

O cristianismo protestante luterano - que é a religião oficial da Noruega e reconhecida oficialmente por Estados laicos escandinavos, sendo um deles a Finlândia - que tem esse caráter de protestar contra outras religiões em nome do autêntico cristianismo deles, é um iminente risco àqueles países. Pois aumentam as chances de atentados políticos-extremistas ligados à religião.

Não há como negar que Anders, apesar de ser um criminoso - e não um cristão criminoso - teve bases religiosas para a sua luta política contrária aos islâmicos que avançam na Europa com também outros interesses religiosos e culturais.

As tentativas de se inocentar a religião nesse caso chegam a ser idiossincráticas em escalas infantis. Porém, trágicas, pois a possibilidade do uso dos ideais do cristianismo (assim como do islamismo ou outra convicção religiosa ou política a exemplo de comunismo) de ser usada como um "errado ideal" é sempre iminente.

"Self-made religion oriunda do secularismo", como usou o autor, é só mais um argumentum ad hominem - muito comum na mídia, principalmente religiosa - para tentar inocentar a religião e ocultar os fatos ligados a ela.

Vivemos tempos em que está cada vez mais evidente que aliar religião e política é algo nocivo e ampliador de conflitos. Há toda uma história que não oculta ou distorce isso. O uso das cegas convicções, dos sonhos exacerbados, dos amores incondicionais a si e ao próximo continua a ser o agravante dos erros pessoais, políticos e religiosos.

Católica afirma que invasão muçulmana na Europa é real.
por Regina Chacon em julho de 2011

por Jean Wyllys em julho de 2011

abril de 2011


Deputado quer anistiar diretores caloteiros de entidades religiosas

O deputado evangélico Roberto Santiago (foto), 53, do PV-SP, pediu o desarquivamento do Projeto de Lei 4986/2009 que concede anistia a diretores de entidades religiosas do setor hospitalar que deixaram de recolher a contribuição previdenciária de trabalhadores.

A autoria do PL é do próprio Santiago. O arquivamento ocorreu em janeiro deste ano em decorrência do regimento interno da Câmara que estabelece esse procedimento às propostas de lei em tramitação no ano anterior que não foram submetidas à votação do plenário.

Diz o artigo 1º do PL: “Esta Lei concede anistia aos diretores, gestores e empregados das Santas Casas de Misericórdia, entidades hospitalares sem fim econômico, hospitais de natureza religiosa e entidades de saúde de reabilitação física de deficientes sem fins lucrativos que, durante sua administração, praticaram as condutas descritas no artigo 168-A, caput e § 1°, do Código Penal”.

O artigo do Código Penal ao qual o deputado se refere estabelece prisão de dois a cinco anos, além de multa, a quem não recolheu a contribuição da Previdência Social dos trabalhadores.

Ou seja, o deputado Santiago quer livrar esses devedores da Justiça.

Como justificativa, ele argumentou que “muitas vezes” os responsáveis pela administração desses estabelecimentos não recolhem a contribuição por causa de dificuldades financeiras. “As entidades assistenciais vivem asfixiadas por cobranças que se elevam conforme aumenta a demanda pelos seus serviços.”

O deputado não levou em consideração que as entidades filantrópicas e de assistência social, além das ongs, têm sido alvos prediletos de golpes dos criminosos de colarinho branco.

Ele também se “esqueceu” dos trabalhadores que foram prejudicados.

Com informação das Câmara dos Deputados

Deputado evangélico quer estender isenção fiscal às entidades das igrejas.
julho de 2011

Curandeiro 'Deus do Amor' convence jovem a fazer sexo para ter ex de volta

Fabiana, 22, ficou angustiada quando seu namorado, o Ari, a abandonou. Ela procurou o curandeiro Deus do Amor para trazê-lo de volta.

Memésio da Silva Furtado, 52, o curandeiro, disse que poderia resolver o problema, desde que ela se submetesse a uma simpatia: teria de fazer sexo com ele, dizendo, no momento do orgasmo, “Ari, Ari, Ari”.

Fabiana topou.

Após dois anos tendo relações sexuais com o “Deus do Amor”, a jovem suspeitou que se tratasse de um falso curandeiro porque o Ari nem sequer deu indício de que voltaria.

Ela reclamou algumas vezes, e ele dizia que a “cura sentimental” demandava “tempo e paciência”.

Mas a jovem acabou desconfiando que o curandeiro estava abusando dela. Na manhã de quinta-feira (22), ela compareceu a uma delegacia de polícia de São Luís, Maranhão, para dar queixa do “Deus do Amor”.

Furtado, que é também mecânico, negou que estivesse abusando da jovem. Na sua versão, ele estava tendo um caso com Fabiana, e ela inventou essa história porque não queria que o relacionamento se acabasse.

“Deus do Amor” foi liberado após o depoimento, mas a sua história não convenceu. A Polícia Civil abriu um inquérito para investigá-lo e ouvir testemunhas, inclusive o Ari.

Com informação do iG, entre outros sites.

Charlatões do ocultismo cobram até R$ 3.000 por enganação.
junho de 2010

Atirador da Noruega é adepto da religião 'faça você mesmo'


por Paolo Naso para L'Unità

A raiz do massacre na Noruega não está no fundamentalismo religioso, mas sim em um confuso identitarismo cultural-religioso, alimentado pelo teorema do choque de civilizações.

A loucura não pode explicar toda a tragédia de Oslo e da ilha de Utoya. O delírio anti-islâmico de Anders Breivik tem uma moldura que não podemos ignorar nem simplificar recorrendo ao rótulo fácil do fundamentalismo cristão, que pode até ter muitas responsabilidades – por exemplo no extremismo de certos sectores da direita religiosa norte-americana –, mas, neste caso específico, não tem nada a ver.

O fundamentalismo cristão é um fenômeno muito articulado e complexo, não necessariamente violento ou politizado. Podemos até afirmar que a maioria dos crentes que se referem a essa corrente teológica são bastante desencantados com relação à cidade do homem e dirigem o seu olhar, o seu coração e as suas esperanças à cidade de Deus, à Jerusalém celeste que descerá do céu.

A radicalização e, às vezes, a violência dessa corrente que surgiu no interior do protestantismo do século passado é um fato recente, politicamente muito relevante, mas quantitativamente minoritário.

Ontem como hoje, os fundamentalistas são, sobretudo, crentes evangélicos que interpretam a Bíblia em sentido literal e rigorista, extraindo dela valores precisos, dogmas teológicos restritos e seletivos e normas de comportamento vinculantes individuais. É com base em uma leitura "literalista" da Bíblia, por exemplo, que eles fundamentam a convicção criacionista contra o evolucionismo ou a sua concepção da família tradicional em oposição a todo reconhecimento dos casais homossexuais ou das uniões de fato.

Do diário-manifesto de Anders Breivik, surge um quadro totalmente diferente e distante do quadro do fundamentalismo e do literalismo bíblico: o assassino em massa deOslo tinha fé e intimidade com a maçonaria, alimentava-se da ideologia dos templários, frequentava textos esotéricos. Sua biografia diz que ele aceitou conscientemente a fé protestante e que, mais recentemente, no entanto, teria desejado um "retorno" das igrejas reformadas para a grande Igreja Católica. Salvo depois o fato de ter lançado dardos contra o papa e o Vaticano, a seu ver já inclinados ao Islã.

No blog de Breivik, mais do que a Bíblia, são citados textos militares e políticos. Mais do que de amor cristão, fala-se de ódio anti-islâmico. Mais do que a cruz, discutem-se armas e técnicas de assassinato em massa. A raiz de tudo isso não está no fundamentalismo religioso, embora extremado, mas sim em um confuso identitarismo cultural-religioso, alimentado pelo teorema do choque de civilizações.

No alvo de Breivik, estão, junto com as vítimas inocentes de um acampamento de jovens trabalhistas, o papa e as Igrejas, o amor cristão e a tolerância iluminista, o espírito de acolhida e o pluralismo religioso, a cultura do mundo moderno e a sua complexidade. No repleto panteão ideal do assassino em massa norueguês, a religião cristã convive com a maçonaria e com os templários, com o esoterismo e com o paranormal.

Esse quebra-cabeças desordenado faz de Breivik o filho confuso de uma secularização em estado terminal, em que a religião faz parte da vida privada e pública, mas trivializada e reduzida a pequenos fragmentos que convivem e se confundem com ideias e comportamentos que nada têm a ver com ela.

Nesse sentido, Breivik interpreta ao extremo aquela tendência, já conhecida há anos, àself-made religion, uma fé “faça-você-mesmo”, construída na própria garagem e veiculada pelo próprio computador: discutível, problemática, estranha, mas, em tempos normais, inócua. 

No entanto, se os tempos não são normais, se alguns setores políticos chamam para uma nova cruzada pós-moderna, e se muitos meios de comunicação competem em amplificar o apelo à guerra de civilizações, essa self-made religion, filha da secularização, pode se tornar excepcionalmente violenta e devastadora.

Paolo Naso é politólogo e mestre em religião e mediação cultural pela Universidade La Sapienza de Roma. A tradução do artigo é de Moisés Sbardelotto para IHU On-Line.

Atirador da Noruega diz ser de uma nova ordem de Cavaleiros de Cristo.
julho de 2011

> Atirador da Noruega.   > Atirador de Realengo.

Atirador da Noruega

Vocalista do Iron Maiden chama terrorista cristão de ‘cuzão’.
agosto de 2011

Atirador norueguês é irmão de sangue de Bin Laden, afirma escritor.
agosto de 2011

Direita euroupeia se inspira nos piores vilões da cristandade - os templários.
por Edson Aran em julho de 2011

Caso norueguês mostra que religião aliada à política amplifica conflitos.
por Headbanger Ateu em julho de 2011

Atirador da Noruega é adepto da religião 'faça você mesmo'.
por Paolo Naso em julho de 2011

Massacre do cristão fanático na Noruega tem a ver com o Brasil.
por Jean Wyllys em julho de 2011

Atirador da Noruega diz ser de uma nova ordem de Cavaleiros de Cristo.
julho de 2011

Ideias erradas continuam a ser o verdadeiro motor da história.
por João Pereira Coutinho em julho de 2011

Para atirador norueguês, 'mistura de raças no Brasil é devastadora'.
julho de 2011

Polícia prende suspeito dos ataques a Oslo - é um norueguês hostil ao islã.
julho de 2011

Atirador de Realengo.   >  Fanatismo religioso.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Exposição recolhe foto de ator representando Cristo nu

A direção do Festival de Mérida, Espanha, cedeu a pressões de católicos e retirou de exposição uma foto do ator Asier Etxeandía na qual ele está caracterizado como Jesus seminu. 

Com 56 mil habitantes, Mérida foi fundada 25 a.C. A exposição se chama “Camerinos” e se realiza em diferentes pontos da cidade.

A foto em preto e branco censurada pelos religiosos  foi feita por Sérgio Parra quando Etxeandía se preparava para a peça “Inferno”, de Dante Alighieri e versão do esloveno Tomaz Pandurem. Na foto, a genitália do ator está coberta por um crucifixo – “uma blasfêmia”, na avaliação dos cristãos.

Em nota, Blanca Portillo e Chusa Martín, responsáveis pelo festival, afirmaram que o propósito da exposição não é insultar ou ofender quem quer que seja. Acrescentaram que se trata de um “espaço de liberdade” para estimular a reflexão a partir da arte. 

Cristo de Michelangelo
Elas informaram que uma pesquisa apurou que mais de 90% dos que viram a foto não se sentiram ofendidos. Mesmo assim, a obra foi censurada, e a direção do festival agradeceu "a compreensão" de Parra. 

A Bíblia diz que a Jesus foi acoitado nu (Mt 27,28) e talvez por isso a sua representação sem roupa não tenha causado tanta comoção em outras épocas. O Museu Arqueológico de Madri, por exemplo, tem um Cristo nu crucificado esculpido em madeira por Michelangelo (1475-1564). É uma das obras mais visitadas.

Com informação das agências.


abril de 2011

Fabricante de lingerie faz campanha publicitária para lésbicas


Pela primeira vez, uma campanha publicitária mostrará duas mulheres abraçadas. Trata-se do anúncio que a fabricante de lingerie DuLoren começa a veicular em agosto em revistas femininas e em 22 mil pontos de venda.

O anúncio faz referência à aprovação da união estável de casais do mesmo sexo pelo STF (Supremo Tribunal Federal). ‘Aprovada a união homoafetiva. Jura? Achei que já estava tudo liberado.’

Agnelo Pacheco, que produziu a campanha, admitiu que se trata de uma ousadia, mas acredita que o anúncio será bem recebido.

Disse que, no Brasil, as mulheres têm preferência por lingerie com apelo erótico, diferentemente do que ocorre, por exemplo, nos Estados Unidos, onde as consumidoras levam mais em consideração o conforto.

Pacheco é também o criador de uma campanha polêmica da DuLoren na qual uma mulher de lingerie mostra uma cruz a um padre supostamente pedófilo. Ele foi acusado de ser anticristão.

Com informação das agências.

setembro de 2010

No Paraná, houve mais um caso de quebra de imagens de igreja

A Polícia Civil de Telêmaco Borga (PR) prendeu na segunda-feira (25) a evangélica Marisa de Souza Neris (foto), 40, sob a acusação de ter destruído imagens da igreja matriz. A cidade tem 70 mil habitantes e fica a 249 km de Curitiba, a capital do Estado. 

Marisa quebrou quatro imagens, entre elas a de Nossa Senhora de Fátima, a padroeira da cidade.

Policiais afirmaram que a mulher justificou o ato com a necessidade de acabar com “aquelas coisas do demônio”. Ainda segundo eles, Marisa aparentava ter transtornos mentais. Ela vai responder à Justiça por dano qualificado e crime contra o sentimento religioso.

Os evangélicos se opõem à idolatria dos católicos, sobretudo à de Nossa Senhora.

Nos últimos meses, tem aumentado no país o número de casos de destruição de imagens.

Em referência a um deles, dom Anuar Battisti, arcebispo metropolitano de Maringá (Paraná), disse que os fiéis não têm culpa “pelo fato histórico de ser o povo brasileiro majoritariamente católico” e, consequentemente, de “a cultura estar impregnada de símbolos da nossa fé”.

Com informação do Jornale.

Suposto evangélico quebra imagem de Nossa Senhora. (vídeo)
julho de 2011


Ibope revela que 77% dos evangélicos são contra a união de casais gays

Os evangélicos (incluindo quem se declara protestante) são o grupo religioso que mais repudia a união de casais de pessoas do mesmo sexo. Deles, 77% são contra esse tipo de união, de acordo com pesquisa nacional feita pelo Ibope entre os dias 14 e 18 de julho com 2.002 pessoas de 142 cidades.

Os católicos estão divididos: 50% são favoráveis à união estáveis entre homossexuais e 50%, contra. Praticamente, o mesmo ocorre entre os ateus, com 51% e 49%, respectivamente.

No grupo das pessoas que se declararam de “outras religiões”, 60% são favoráveis à união homoafetiva e 40% contra.

Na média, 55% dos brasileiros são contra esse tipo de união. Ou seja, se dependesse de um plebiscito, a união estável entre casais do mesmo sexo – recentemente legalizada pelo Supremo Tribunal Federal -- não seria aprovada.

O mesmo vale para a adoção de criança por casais homossexuais. A rejeição é maior por parte dos homens, com 62%, e entre as pessoas maiores de 50 anos (70%).

A rejeição declina quando se trata da convivência com os homossexuais. Dos entrevistados, 73% afirmaram que não se afastariam de quem dissesse ser homossexual. Do total, 24% afirmaram que afastariam muito ou pouco e 2% não souberam responder.

A pesquisadora Laure Castelnau disse que os resultados mostram que os brasileiros de maneira geral não têm dificuldades em se relacionar no dia a dia com os homossexuais, como amigos e profissionais, mas são conservadores em relação à igualdade de direitos reivindicada por esse segmento da sociedade.

Com informação do Ibope.

Brasil é 3º país onde mais se crê em Deus, afirma pesquisa.
abril de 2011

Estatística das religiões.

Silas Malafaia acusa ativistas gays de querer amordaçar a sociedade

Malafaia disse que gays 
não querem ser criticados
O pastor Silas Malafaia (foto), da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, disse que os ativistas gays querem impor uma mordaça em toda a sociedade, impedindo que a conduta sexual deles seja criticada. Argumentou que essa minoria o critica, mas não admite ser criticada.

Malafaia fez essas afirmações no sábado (23), em seu programa na TV Bandeirantes, a propósito da representação ao CFP (Conselho Federal de Psicologia) de uma ong de homossexuais para que o seu registro de psicólogo seja cassado.

Falou que não exerce a profissão de psicólogo e que os ativistas foram "ridículos" porque se basearam em seu programa na TV de pastor, não sobre psicologia, e em uma revista do seu ministério. Destacou a inconsistência da representação porque ali os gays se referem a ele como "pastor".

Irônico, agradeceu os ativistas gays por mais essa tentativa, a terceira, de anulação do seu registro de psicólogo, porque eles provaram ser “o grupo mais intolerante” da atualidade. “Eles não estão brigando pelos direitos deles, mas para cercear os meus [de livre expressão].”

Malafaia afirmou que vai continuar lutando contra o Projeto de Lei 122 que criminaliza a homofobia.  Disse duvidar da aprovação desse PL porque os parlamentares sabem que os evangélicos e católicos estão unidos na questão de poder criticar as práticas homossexuais.

Mas se ainda assim a chamada Lei da Homofobia for aprovada, Malafaia disse que recorrerá ao STF (Supremo Tribunal Federal) para reivindicar a validade do artigo 5º da Constituição, segundo o qual todos são iguais perante à lei, sem qualquer distinção, incluindo a de religião.

Ele citou o ministro Celso Mello, do STF, que, ao dar voto favorável à Marcha da Maconha, disse que “o pensamento deve ser livre, sempre livre, permanentemente livre”.

julho de 2011

Morador silencia sino de igreja e vira 'persona non grata' de Nova Petrópolis

por Felipe Bächtold, da Folha

O sino de uma igreja luterana transformou o técnico em manutenção hospitalar Walter Ricardo Freese, 46, em "persona non grata" na cidade onde mora, Nova Petrópolis, na serra gaúcha.

O motivo: incomodado com o barulho, ele conseguiu que o instrumento parasse de tocar de manhã cedo. A ação revoltou moradores, e a Câmara aprovou, por unanimidade, moção de repúdio a Freese. Um dos motivos alegados é que ele tomou a medida apesar de "residir há pouco tempo na cidade".

Após audiência de conciliação na Justiça, ficou decidida uma redução por duas semanas dos toques, mas a tradição já foi retomada.

Freese diz que é vítima de preconceito da comunidade de descendentes alemães. Vindo de Porto Alegre, ele mora na cidade de 19 mil habitantes desde o fim de 2010.

As correntes pró-sino e contra a tradição fizeram abaixo-assinados. Foram 6.000 assinaturas de quem não se importa com o barulho e só 44 de incomodados.

"Em um dia, dá em torno de 670 badaladas. Se houver anúncio de morte e de casamento, vai a mil", diz Freese.

Autor da iniciativa de repúdio, o vereador Jerônimo Stahl Pinto (PDT), 30, diz que se indignou pela falta de diálogo antes da ação na Justiça. "Se ele fosse da cidade, a comunidade não iria ficar tão desagradada."

A igreja diz que não teve relação com a moção e que nunca teve problemas com pessoas de outras cidades.

maio de 2010

Como é possível Deus ter criado toda a existência se Ele já existia?

por  Austin Cline, do About.com

Gênesis 1:1: “No princípio criou Deus os céus e a terra.”

No primeiro versículo do Gênesis, Deus cria o céu e a terra. Os cristãos acreditam que esse é o começo de toda a existência, a origem de tudo. Mas como isso é possível se, antes, Deus já existia?

Para os cristãos, Deus já existia na inexistência, ou seja, antes de tudo existir. Isso não faz sentido.

A nossa noção de “existência”pressupõe "existir" em um lugar e não em outro, em determinado tempo e não em outro, e em determinações condições e não em outras. Mesmo assim os cristãos acreditam na existência desde sempre de seu Deus, embora tal existência  não faça sentido pelo significado de “existir”.

Os cristãos argumentam que a existência de Deus ocorre em condições sobrenaturais no sentido de que Ele está fora do tempo do espaço. Mas quando criou a existência, tudo, Ele precisou estar em um lugar e em algum ponto do tempo, que são referências da natureza. Então, como Deus pode ser descrito como “sobrenatural” ?

Outra questão é saber o que Deus estava fazendo antes de criar o universo. Estava cochilando ou planejando a “existência”, incluindo a Dele próprio?

Muitos cristãos podem tentar insistir que as respostas a essas perguntas são mistérios e que acreditar, nesse caso, trata-se de uma questão de fé. Mas a falta de qualquer explicação razoável torna tudo isso difícil de engolir. Principalmente quando os cristãos tentam vender isso como mais razoável do que as explicações da ciência, como se a história bíblica da criação pudesse ser comparada com a precisão empírica e a razoabilidade científica.

por Austin Cline em julho de 2011

Textos bíblicos têm contradições, mas as teorias científicas também.
por Demetrius dos Santos Silva em julho de 2011

 Contradições da Bíblia.      Mais sobre a Bíblia.     Ciência versus religião.

Massacre do cristão fanático na Noruega tem a ver com o Brasil


do deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) para CartaCapital

Seria loucura e descaso se todos descartássemos o massacre praticado pelo cristão fundamentalista Anders Behring Breivik em Oslo como se fosse apenas um problema norueguês. Não é. Em todo o Ocidente, a direita religiosa tem ganhado força e se expressado da maneira mais assustadora possível, ao menos para pessoas pautadas por princípios humanistas e minimamente a par das conquistas da ciência no último século.

A Noruega está entre as sociedades menos religiosas do mundo e, em contrapartida, também entre as mais saudáveis, segundo os indicadores da ONU para expectativa de vida, alfabetização, renda per capta, nível educacional, igualdade entre os sexos, taxa de homicídios e mortalidade infantil.

Se nessa sociedade do bem-estar social e progressista, o cristianismo fundamentalista de direita levou a esse massacre, o que esperar de nosso país, o Brasil, onde atualmente as crenças dos cristãos conservadores exercem uma enorme influência sobre o discurso público – em escolas, juizados e principalmente no Legislativo – ao ponto de intervirem em políticas de governos e silenciar, sob ameaça de danos eleitorais, políticos de boa fé?

Algo disso já podem ser observados por aqui, como no recente massacre perpetrado por um cristão fanático na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, subúrbio do Rio de Janeiro, no qual a velha mídia optou por não dar ênfase ao seu fanatismo cristão. Também está presente nas campanhas difamatórias orquestradas e tocadas por cristãos fundamentalistas nas redes sociais contra aqueles que defendem os direitos dos homossexuais e dos adeptos da umbanda e do candomblé, a legalização do aborto e a laicidade do Estado brasileiro.

No meu caso específico, há, além de campanha que busca me difamar (e que inclui e-mail apócrifo em que me acusam de “declarar guerra aos cristãos”, e-mail mentiroso que os ignorantes e de má fé passam adiante como se verdadeiro fosse), as constantes ameaças de morte. As pessoas que me ameaçam se dizem “transformadas por Cristo” numa primeira frase para, na seguinte, expor sua intolerância assassina, quase sempre justificada por versículos da Bíblia.

Sendo assim, o massacre na Noruega tem mais a ver conosco do que possamos pensar. Ele desafia os cristãos que não são fundamentalistas nem fanáticos e que não desprezam as descobertas científicas do último século; e que estão mais conectados com as coisas profundas sobre o amor, a solidariedade e o perdão ditas por Jesus de Nazaré – coisas ditas bem antes por outros sábios como Zoroastro, Buda e Confúcio, por exemplo – a tomarem uma atitude em relação ao crescimento do fundamentalismo.

Os cristãos de boa fé e bom senso não podem deixar que os fundamentalistas falem e ajam em seu nome. Eu quero acreditar que, assim como os devotos de religiões minoritárias e os ateus, os cristãos de boa fé também estejam perturbados com os bizarros atos e convicções da direita cristã fundamentalista. Então, já passou da hora de regirem, pois o silêncio, seja por medo ou por indiferença, só serve para dar abrigo a extremistas criminosos e enganadores.

julho de 2011

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Evangélica é suspeita de ter usado dinheiro público para gravar DVD

Valadão é líder da banda Diante do Trono
O MP (Ministério Público) suspeita que a cantora gospel Ana Paula Valadão (foto), líder da Banda Diante do Trono, tenha usado dinheiro da prefeitura de Natal (RN) e do governo do Estado para gravar um DVD. 

A prefeitura pagou à cantora R$ 250 mil para uma apresentação da banda que ocorreu no dia 16 de julho em uma praia, mas o que teria havido na verdade foi uma gravação de DVD com “músicas ao vivo”, aproveitando a presença do público, estimado em 60 mil pessoas pela Polícia Militar.  Do governo do Estado, evangélica obteve R$ 40 mil, o que dá o total de R$ 290 mil

Não está claro quem pagou os custos da gravação e quem assumirá os gastos com as cópias do DVD. Ana Paula é pastora da Igreja Batista de Lagoinha.

De acordo com o Diário Oficial do Município, a cantora firmou um convênio com a Fundação Osásis, que é subsidiada pelo município, para “proporcionar a divulgação turística da cidade de Natal” por intermédio da apresentação da banda. O convênio não prevê nenhuma gravação.

Durante a gravação, Valadão deu entrevista negando que o DVD fosse ter patrocínio da prefeitura. Mas admitiu ter “apoio logístico”. "O apoio da Prefeitura e do Governo é com a estrutura de segurança, banheiros, trânsito. Enfrentamos dificuldades em outras cidades para esse apoio. Aqui, não", disse.

 O Ministério Público pediu à prefeitura esclarecimento sobre a destinação do dinheiro que, de acordo com o Diário Oficial, foi liberado para Valadão.

Com informação da Tribuna do Norte.

dezembro de 2010

Jesus aparece em mordida de barra de chocolate em propaganda da Nestlé


Uma foto se espalhou rapidamente em blogs e portais americanos e europeus como sendo a prova de mais uma aparição da imagem do rosto de Jesus em locais insólitos – desta vez na mordida de uma barra de chocolate.

Tudo começou quando um holandês mandou a foto por e-mail para um portal contando sobre a aparição. Em poucos dias, a foto se tornou em um viral. Sabe-se agora que se tratou de uma peça de publicidade feita pela UbachsWisbrun/JWT sob encomenda da Nestlé da Europa. A agência tirou proveito da imaginação das pessoas que veem Jesus em lugares  inesperados.

 Na foto, não aparece o nome do chocolate e nem o falso consumidor holandês faz menção à marca, mas pela embalagem se deduz que se trata do KitKat, da Nestlé. A empresa conseguiu, assim, uma enorme publicidade de graça, tendo gasto apenas com a agência.

Na internet, alguns elogiam a criatividade da propaganda e outros criticam a empresa por ter enganado as pessoas, pelo menos inicialmente. Há ainda os religiosos extremados que, como sempre, afirmam ter havido uma blasfêmia.

O fato é que hoje o chocolate na internet é conhecido como KitKat Jesus. Com informação do bNet, entre outros sites.
novembro de 2010

Brasileiro convertido ao islã afirma: 'Mundo precisa de apedrejamento'

Título  original: Aprendiz de aiatolá

O paulistano Rodrigo Jalloul, 25, se converteu aos 18 e mudou-se três anos depois para o santuário iraniano de Qom, onde são formados os principais líderes do xiismo. De passagem por São Paulo, dá aulas na mesquita do Brás. Quer se tornar clérigo para ajudar a difundir o islã xiita no Brasil. Orgulha-se de já ter ajudado a converter quatro pessoas em 2010. Elas também estudarão no Irã.

depoimento a Samy Adghirni, da Folha

Nasci numa família de comerciantes. Meu avô paterno era libanês muçulmano sunita, minha avó era brasileira.

A família da minha mãe é espanhola e brasileira. Fui criado num ambiente católico não praticante, sou batizado, mas não fiz comunhão.

Por causa do alcoolismo do meu pai, trabalho duro desde os 12 anos de idade. Já entreguei folheto em farol, vendi saco de lixo e trabalhei em feira. Cresci na Zona Leste de São Paulo.

Me converti ao islã num período de muita briga lá em casa. Precisava de algo que me acalmasse espiritualmente.

Tinha 17 anos e resolvi ir à mesquita do Brás, frequentada por muitos libaneses com que eu trabalhava na Santa Efigênia [bairro comercial no centro de São Paulo].

Gostei e comecei a ir às aulas de religião aos sábados. Aos 18 me tornei xiita. Xiita é quem segue a linhagem da família de Maomé, especialmente Ali, primo e genro do profeta. Os sunitas seguem os companheiros de Maomé, que não têm os mesmos laços com a família dele.

Aos 21 anos, decidi estudar fora para me tornar um religioso dedicado a ensinar o islã no Brasil. Há uma necessidade para atender o grande número de pessoas que vêm atrás da religião islâmica.

Em 2006 quis ir ao Líbano, mas veio a guerra contra Israel. Um xeque iraniano que visitava nossa mesquita sugeriu então que eu fosse para Qom, no Irã, coração dos xiitas do mundo inteiro.

A Embaixada do Irã no Brasil me deu o visto, mas não teve nenhum envolvimento na minha ida. Um amigo me deu a passagem e US$ 1.000 para passar um mês. Fui ver se gostava, sem compromisso, e acabei ficando.

Era a primeira vez que eu ia ao exterior. Não falava inglês nem farsi [idioma do Irã]. Ao chegar em Qom, a universidade me submeteu a entrevistas, testes de lógica, exames de sangue, urina etc. Fiquei um ano aprendendo farsi até começar os estudos.

Sou o único brasileiro no curso. Além dos iranianos, há russos, turcos, americanos, ingleses, indonésios etc.

A escola dá dormitório e comida. Recebo uma bolsa mensal de estudos de US$ 150. Parece pouco, mas no Irã tudo é muito barato.

Quando visito o Brasil, como agora, a universidade paga minha passagem. Em troca, dou aulas na mesquita. Há alunos católicos, evangélicos e até um judeu. Cheguei faz alguns dias e fico até o mês de setembro. Em 2010 quatro alunos se converteram. Eles vão comigo ao Irã.

Daqui a dois anos devo passar os exames para me tornar xeque. Gostaria de me tornar um aiatolá, nível mais alto dos estudos xiitas, mas é difícil e levaria décadas. Pretendo mesmo é retornar à mesquita do Brás.

Sim, o Irã está divulgando o xiismo no Brasil, e daí?

A Constituição de 1988 não estipula liberdade de culto? Vamos proibir universidades católicas por causa dos padres pedófilos? Por que outras religiões, incluindo o islã sunita, podem ser divulgadas e o islã xiita, não?

É um problema político. Se eu estivesse no Líbano, ninguém ligaria para o que faço.

Fiquei chocado com a matéria da "Veja" [de abril de 2011, que o citava] falando que o Irã divulgava ideias terroristas no Brasil.

Conheço o Moshen Rabbani [acusado de ser mentor de atentados contra alvos judaicos em Buenos Aires nos anos 90], ele tem escritório na nossa universidade. Já fui à casa dele, mas não somos amigos.

Ele ficou irritado com a matéria e botou a culpa em mim.

Discutimos, mas não acredito que ele tenha cometido aquilo. Na única vez em que tocou no assunto, ele chorou e disse acreditar que um dia acabará inocentado.

Não há nada no Corão ou no islã que estimule bombas e mortes, são pessoas desviadas que cometem isso.

Muita gente fala mal do Irã. Algo como o apedrejamento é, para nós, brasileiros, algo cruel. É uma regra dura, sim, mas o mundo precisa disso. O Brasil tem assassinatos, estupros etc. No Irã a segurança é total, já que as leis são temidas. Além disso, ninguém fala que nos EUA existe pena de morte com tortura.

Também fala-se muito da rixa entre o presidente Mahmoud Ahmadinejad e o líder supremo Ali Khamenei. São coisas de política, acontece em todo o mundo.

Muçulmano se complica ao dizer que não pode mas pode bater em mulher.
julho de 2011

Casos de fanatismo islâmico.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Polícia apura morte de mulher que se perdeu em caminhada de Santo Daime

Sede da Céu de Mantiqueira
A Polícia Civil de Minas Gerais está investigando em que circunstância se deu a morte da aposentada Maria Aparecida Pereira, 52, que era fiel da Céu da Mantiqueira, uma seita de consumidores do chá alucinógeno Santo Daime.

Ela desapareceu quando participava de uma caminhada com cerca de 70 pessoas de mais de 200 km, que partir no dia 15 da zona rural de Camanducaia, no sul de Minas, rumo ao Santuário de Aparecida, em São Paulo.

A polícia quer saber, entre outros pontos, se a mulher se perdeu porque estava sob o efeito da droga e se foi deixada para trás sem que houvesse uma busca por parte dos responsáveis pela seita.

O corpo dela foi encontrado em uma mata na segunda-feira (25) por trabalhadores de Sapucaí Mirim. A família dela estava em sua busca havia já havia uma semana.

O site da Céu da Mantiqueira informa que a seita foi fundada em 1998. Seus responsáveis são Padrinho Chico (Francisco Cavalcanti de Lima) e a Madrinha Udi (Maria de Lourdes Dornellas Volpi).

Ainda de acordo com o site, a caminhada se realiza todo ano e dura de 4 a 5 dias, seguindo por trilhas e estradas da Serra da Mantiqueira. “A caminhada é um trabalho de cura pessoal bastante profundo que se utiliza da bebida do Santo Daime como veículo para a expansão da consciência.”

Um irmão de Maria Aparecida disse que a seita só avisou a família dias depois do desaparecimento e que a busca demorou seis dias para começar.

Um integrante da seita afirmou que a devota tinha o costume de ser perder e, por isso, a Céu da Mantiqueira não quis preocupar a família dela.

Com informação do site da Céu da Mantiqueira e da EPTV.com.

Quem controla o chá alucinógeno Santo Daime?
março de 2010

Mais sobre Santo Daime e chá de ayahuasca

Religiosos obrigam alunos a engolir papel com pedido de desculpas

De volta da escola, Luis perguntou à mãe por que teve de pedir desculpas na sala de aula.

- Você fez algo errado, filho?

- Não sei, mãe. Nós tivemos que escrever desculpas em um papel e em seguida engolir.

Foi assim que Celia Mullen, 46, soube que o seu filho tinha sido obrigado na sua escola de ensino fundamental, em Northallerton (Reino Unido), a participar de um ritual de membros da Igreja Batista Nova Vida que foram convidados para dar assistência espiritual às crianças.

Celia pressionou a escola e soube que os religiosos promoveram um ritual para inocentar as crianças de todos os pecados que tinham cometidos até aquele dia.

“Fiquei horrorizada. Que pecados uma criança de 7 anos cometeu para ter de pedir perdão a Deus?”

Um pai comentou: “Eu tenho minhas crenças religiosas, tenho minha fé, mas o que foi feito é uma doutrinação de mentes jovens e é inaceitável".

Celia já desconfiava que a escola submetia as crianças a um pesado proselitismo religioso porque um dia o seu filho apareceu em casa com uma Bíblia de adulto, não de criança.

A direção da escola prometeu investigar o caso, como se ela já não soubesse.

Célia não esperou pelo fim da apuração e transferiu Luis de escola porque ele ficou abalado. O menino estava se recusando a dormir sozinho e passou a desenhar o capeta ao lado de um anjo.

Um capeta ao lado de um anjo

Com informação das agências.

>  Mulher teria matado filho de 19 meses por não dizer 'amém'.
agosto de 2008

> Mundo bizarro.

Mundial aceita pagar R$ 300 milhões por ano pelas madrugadas do SBT

Após negociações de quase um ano, a Igreja Mundial do Poder de Deus aceitou a proposta do SBT de pagar R$ 300 milhões por ano pelo seu horário das madrugadas.

Sílvio Santos, o dono da emissora, tem resistido ao assédio das igrejas pentecostais, mas agora teria mudado de ideia porque precisa de recursos para investir na programação do SBT, que vem tendo forte concorrência da TV Record.

A direção do SBT e Valdemiro Santiago (foto), fundador da Mundial, deverão assinar um contrato nos próximos dias, informou Ricardo Feltin, da Folha.com.

O contrato só não foi ainda assinado porque Valdemiro quer todas as madrugadas, de segunda a domingo, e Silvio Santos pretende preservar a programação da emissora de sexta-feira para sábado e de domingo para segunda.

A Mundial tem interesse de assinar o contrato logo porque quer sair do canal 21, da Band, uma emissora de tradicional baixa audiência.

Até agora, o SBT é a única rede nacional de televisão que não tem horário religioso.

julho de 2011

Ateus pedem na Justiça a retirada de cruz do memorial das torres gêmeas

Vigas encontradas
nos escombros
A Associação dos Ateus Americanos encaminhou a um tribunal estadual de Nova Iorque (EUA) pedido para que o memorial do ataque às torres gêmeas do World Trade Centre, em março de 2001, deixe de exibir uma cruz por ser um símbolo religioso, incompatível com o Estado laico. A ação judicial cita como réus o governador de Nova Jersey, Chris Christie, e o prefeito de Nova Iorque, Michael Bloomberg.

Feita de vigas de aço, a cruz foi encontrada nos destroços dos edifício por um trabalhador, que disse na época ter tropeçado "em um milagre". Ela estava em uma igreja próxima, de onde foi removido para o memorial no sábado, quando houve uma missa de benção pelo monge franciscano Brian Jordan.

Joe Daniels, presidente do memorial, defendeu a presença ali da cruz por ser uma homenagem àqueles que morreram no ataque terrorista.

Dave Silverman, presidente da associação, disse que a cruz da WTC é um ícone dos cristãos cujo Deus, acrescentou, nada fez para deter os fanáticos muçulmanos e impedir a morte de 3.000 pessoas.

Por isso, ele disse, a exibição desse “entulho” é ridícula.

Com informação da CNN, entre outras fontes.

Deputado de SP quer crucifixo na escola por representar ‘moralidade’.
junho de 2011

Ateísmo.

Ideias erradas continuam a ser o verdadeiro motor da história

Título original: O Terrorista da Noruega




por João Pereira Coutinho para Folha

Há algo de podre no reino da Noruega. Ou não há? Lendo os jornais, acreditamos que não. Tudo é silêncio. Nenhum sermão sobre esse tipo de massacre.

Estranho: quando um louco entra numa escola americana e abre fogo sobre os estudantes, a mídia é inundada por sábios, dispostos a explicar tudo, exceto o óbvio. 

A culpa é da América. A culpa é de uma história nacional de violência que sempre promoveu a violência. A culpa é das armas, vendidas em todo o lado, sem restrições. A culpa é dos filmes. Da televisão. Da MTV. Do sr. Marilyn Manson. Do Mickey Mouse. A culpa é de todo mundo, exceto de quem premiu o gatilho.

Esse raciocínio não se aplica apenas às matanças americanas. Aplica-se também ao terrorista clássico, leia-se islamita, que o 11 de Setembro catapultou para as primeiras páginas. Uma bomba em Londres, Madri ou Tel Aviv?

A culpa não é dos terroristas. A culpa, deliciosa ironia, é novamente da América. Ou do seu irmão mais novo, Israel, que "roubou" a terra dos palestinos. A culpa é da pobreza. A culpa é da fome. A culpa é do colonialismo. A culpa é nossa, nunca dos outros.

Nada disso existe nas reações conhecidas ao massacre da Noruega. Os sábios ficaram sem roteiro e olham, pasmados, para os números: das vítimas e, já agora, da excelência do país. 

Anthony Browne, no "Sunday Telegraph", recordava alguma dessa excelência. Segundo as Nações Unidas, a Noruega está no top dos países com melhor qualidade de vida. É presença permanente nas missões de paz em zonas de conflito. É o maior doador de ajuda externa per capita do mundo. 

Também não existe nenhuma sombra colonial, ou imperial, a pairar sobre os noruegueses. Em matéria econômica, a Noruega conjuga o supremo sonho dos progressistas: igualdade social com crescimento econômico. E sobre as armas, sim, elas existem num país de caçadores; mas a legislação sobre a compra e o porte de armas é das mais rigorosas da Europa. O que resta, depois de tudo isso? 

Restam três palavras: Anders Behring Breivik. Ou, como o próprio assinou no seu manifesto de 1.500 páginas, Andrew Berwick. Não é preciso procurar as causas imaginárias quando é o próprio a explicar o seu pensamento. E o seu pensamento, já traduzido pela revista "Foreign Policy", é indistinguível do pensamento radical jihadista que nos assalta sazonalmente.

Encontramos o mesmo desprezo pela democracia liberal e pelas sociedades pluralistas do Ocidente. A mesma náusea pela "cultura de tolerância" e pelo reles materialismo dos ocidentais. O mesmo toque de misoginia e puritanismo em relação ao "sexo frágil" -as páginas sobre os hábitos sexuais "devassos" da mãe e da irmã arrepiam qualquer um.

E, surpresa das surpresas, uma admiração assaz heterodoxa pela Al Qaeda e pelo seu defunto líder, Osama bin Laden. Bizarro? Nem por isso. Breivik despreza a "islamização" da Europa e deseja travá-la pela força das armas. Mas, nessa fobia demente, existem palavras de admiração sobre a disciplina, a tenacidade e até o manual de treino da turma de Bin Laden. Aliás, os objetivos de ambos são similares: reconquistar a Europa para uma fé perdida. No caso de Bin Laden, reconquistar a Europa para o profeta. 

Para Breivik, reconquistá-la para a cristandade. "Tal como os guerreiros jihadistas são as ameixoeiras da Ummah [o mundo islâmico]", escreve Breivik no manifesto, "nós seremos as ameixoeiras da Europa e do cristianismo." Quem disse que os inimigos não nutriam admiração mútua? Hitler era um admirador sincero da violência e da implacabilidade de Stálin. Regresso ao início: não vale a pena tanto silêncio perante o massacre da Noruega. 

No seu inefável horror, ele ensina como as ideias erradas, na cabeça errada, continuam a ser o verdadeiro motor da história. E o fato de nós, ocidentais, vivermos num estágio pós-ideológico onde nada é importante porque nada tem importância não significa necessariamente que os outros nos acompanham nessa doce viagem relativista. Como o próprio Breivik confessou pela internet, "uma pessoa com convicção tem a força equivalente a 100 mil que tenham interesses apenas". 

No melhor e no pior, a história da humanidade é a confirmação desse pensamento.

julho de 2011

> Atirador da Noruega.

Vaticano reage à critica da Irlanda de que acobertou pedófilos

O Vaticano convocou ontem seu representante na Irlanda para consultas depois das duras críticas do primeiro-ministro irlandês, Enda Kenny, contra a Santa Sé em um caso de pedofilia.

Segundo o porta-voz da Santa Sé, padre Ciro Benedettini, o arcebispo Giuseppe Leanza, núncio apostólico da Irlanda, foi chamado de Dublin para consultas. A medida é uma forma comum de "retaliação diplomática" entre Estados, mas raramente é usada pelo Vaticano. Reflete a crescente tensão da relação com o governo irlandês.

Na semana passada, o premiê irlandês acusou a Igreja Católica e a Santa Sé de obstruírem as investigações depois da publicação de um relatório sobre atos de pedofilia cometidos em 1996 e 2009 por 19 sacerdotes da diocese de Cloyne, no sul da Irlanda. O informe, divulgado no último dia 13, conclui que a resposta das autoridades católicas irlandesas neste caso havia sido "inadequada". 

"Pela primeira vez na Irlanda, um informe sobre os abusos sexuais cometidos contra crianças expõe uma tentativa da Santa Sé de obstruir uma investigação em uma república soberana e democrática", disse Kenny. 

O governo irlandês declarou em comunicado que não estava surpreso com a retirada do núncio de Dublin e esperava uma resposta oficial do Vaticano para as acusações de que a Igreja teria encoberto os casos de pedofilia. 

A Irlanda endureceu críticas ao Vaticano depois que foi divulgada uma carta da Santa Sé aos bispos irlandeses, datada de 1997, em que se minimizavam as diretrizes do governo sobre abusos sexuais, referindo-se às normas como um "estudo". 

É a primeira vez, em 17 anos de escândalos de pedofilia envolvendo padres na Irlanda, que o governo confronta o Vaticano em vez de líderes locais da igreja. Para analistas, revelações sobre casos de abusos e espancamentos abalaram a autoridade da Igreja Católica no país.

Com informação das agências.

julho de 2011

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