Hollywood surpreende ao apresentar um ateu benevolente

Gavin se apaixona pela mulher de um cristão extremado e resolve se matar
Por ter a convicção de que há um único mundo, este, de chão poeirento e de asfalto, o suicídio é para o ateu, em tese,  mais dramático do que para um crente, que acredita que a morte o levará a outra vida, no paraíso ou no  inferno. 

Essa é uma questão que perpassa um filme que acaba de ser lançado nos Estados Unidos, The Ledge, com ingredientes de um thriller, como suspense, paixão, infidelidade, ciúme e vingança. A moral de um ateu versus a de um religioso fundamentalista incrementam essa fórmula.

O filme começa com o protagonista Favin, interpretado por Charlie Hunnam, na beirada de um edifício com o propósito de se matar. Por uma janela, o policial Hollis (Terrence Howard) tenta convencê-lo a sair dali. É quando começa a se desenrolar o enredo da história, por intermédio do relato do protagonista e do dialogo entre ele e o policial.

Gavin se apaixonou por Shana (Liv Tyler), que é a mulher de um novo vizinho, e ela por ele. O marido é Joe (Patrick Wilson), um cristão fundamentalista. O ateu tenta libertar Shana daquela paixão proibida e do ciúme do Joe, mas os amantes acabam se envolvendo cada vez mais. Gavin conclui que a solução seria o seu suicídio. Se ele o comete ou não, só se ficará sabendo ao final do filme. Quem já assistiu The Ledge, diz que o seu desfecho é imprevisível.

Talvez o mais imprevisível mesmo seja o próprio filme, que apresenta por um ângulo benevolente um protagonista declaradamente ateu. O “bandido” do filme é o cristão extremado, mas não menos humano, obviamente. Trata-se de uma abordagem até então inexplorada por Hollywood.

Gavin é um personagem simpático, alegre e que tem compaixão pelas pessoas sofridas – traços de uma personalidade os quais em outro filme seriam de um religioso bondoso e tolerante, um seguidor, talvez, de dom Helder Câmara, para citar um exemplo brasileiro.

A blogueira que se assina como Greta Christina, uma conhecida ateia americana, disse que o filme não é perfeito, mas ela o recomenda a ateus e crentes. "The Ledge é inteligente, instigante, complexo, emocionalmente envolvente e visualmente lindo”, escreveu.

O filme foi escrito e dirigido por Matthew Chapman, bisneto de Charles Darwin, o pai da teoria da evolução das espécies.  

Descrença, crença e paixão

 

Com informação de sites americanos sobre filmes.

janeiro de 2011

Comentários

Anônimo disse…
Porque os filmes americanos adoram colocar ateus como suicidas?
O filme The Sunset Limited é quase a mesma coisa.
Marcos disse…
É uma mudança bem-vinda. Em geral na ficção quando um personagem é declaradamente ateu é vilão ou, na melhor das hipóteses, um anti-herói sem escrúpulos.
Nada de errado com isso, mas é interessante ver um personagem ateu em outro papel que não esse.
Aliás, vale lembrar que, de maneira geral, esse estereótipo do ateu vilão não reflete a realidade (vide população carcerária).
Yuri S. C. disse…
"Filme de Hollywood surpreende ao apresentar um ateu benevolente"
hahaha!
É costume de hollywood apresentar ateus "malvados"?
Pedro Lobo disse…
Yuri, é costume de Hollywood apresentar ateus como "bonzinhos"?
J. Irineu disse…
The Sunset Limited conta a história de um professor ateu que foi "salvo" por um evangélico.

Não creio que o ateu Chapman, diretor do The Ledge, contaria uma história como a do The Sunset.

Vamos aguardar.
Anônimo disse…
Por favor, poderiam citar filmes em que ateus são os vilões?
Até agora só vi um filme de temática cristã chamado A Última Colheita.
Cristão disse…
Interessante, mas pergunto, será mas fácil tirar a própria vida do que fazer o que é certo? Isso demostra covardia e desequilíbrio emocional. No caso do filme, não advogo nem um e nem outro personagem, mas sim, a conduta de ambos. Quanto ao que disse o autor da matéria, "o suicídio é para o ateu, em tese, mais dramático do que para um crente, que acredita que a morte o levará a outra vida, no paraíso ou no inferno." O suicídio é condenado por Deus e nunca levará a pessoa que o comete para o céu onde há somente a vida. "Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?
Se alguém destruir o templo de Deus,( O Corpo) Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo. 1 Corintios 3:16,17.
Anônimo disse…
A grande maioria dos suicidas possui crenças religiosas, de todas as especies.

Nao adianta fazer recitacoes de versiculos, ameacinhas de condenacoes de um deus vingativo e colerico, etc.

Esse Cristão é o Fernando. Já esta bem obvio e todo mundo percebeu isso.
Cristão disse…
Irmãos,examinem, o meu comentário acima e vejam se há algo ofensivo, há apenas a verdade. Ao passo que o de "alguns", não ajudam mas perseguem, A ESTES digo com todas as letras, são psicopatas, desequilibrados.
Yuri S. C. disse…
Pedro Lobo disse...

"Yuri, é costume de Hollywood apresentar ateus como "bonzinhos"?"

Pedrinho, que brincadeira ridícula.
Fato é que 'hollywood provavelmente está se lixando' para ter que apresentar uma categoria assim ou assado.
Cresça.
Agora, se você é daqueles ateus imbecis fanáticos, deve saber muito bem em que filmes os ateus são representados como malvados.
Estou curioso para saber da lista. É sério.
Pode começar.
Yuri disse…
Sinto pena do Cristão, a vida dele se resume a comentar esse blog...
Anônimo disse…
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AlyneS2 disse…
Hum...eu nunca vi um ateu fanático. A partir que ele não acredita em Deus não vai ter como provar que ele não existe.
Pelo que o Cristão disse: "o suicídio é para o ateu, em tese, mais dramático do que para um crente, que acredita que a morte o levará a outra vida, no paraíso ou no inferno". Se o ateu pensar nisso na hora de morrer eu o classificaria como um covarde^^ Se ele passou a vida inteira sem acreditar em Deus vai se preocupar na hora da morte?
Bem eu fiquei ansiosa para ver o filme^^
Anônimo disse…
Yuri, voce deveria sentir por voce mesmo, pois tem mais comentários do que ele neste post.
Anônimo disse…
O Yuri não escreve nada, só aparece pra criticar. Não dêem pérolas aos poucos, isto é,
a ele e seus trilemas de munchausen revisitados, não solicitados e nem autorizados.
ôps, eu também não escrevo nada...fui.
Yuri disse…
Ao anônimo acima:

Essa é a segunda vez que posto nesse blog, vc acha que pode tirar alguma conclusão sobre a minha pessoa ou eu não devo criticar nada na net? Eu tenho que me calar diante de tanta bo*** que o Cristão posta?
Anônimo disse…
Cara não importa nem um pouco o enredo do filme pra mim, só de ter a gostosa da Liv Tyler sensualisando e de camisola dando uns amasos já vale, é muito confirir este filme!
Thiago Urameshi disse…
Será que esse filme chegará aos cinemas brasileiros dublado? Ou será que vamos ficar com ele só na base de download e legendado mesmo?
Anônimo disse…
Tem um manezão, que sempre faz confusão nos posts, se fazendo passar por outras pessoas ao mesmo tempo, e usurpando a assinatura dos outro. Como seria bom se o Paulo Lopes pudesse fazer algo contra isso. Mas creio que ele é uma pessoa ocupada.
Caruê disse…
Todos aqui sabemos que segundo aquele livro velho, quem comete suicídio vai para o inferno. É completamente desnecessário citar trechos de tal livro, por incrível que pareça ateus conhecem muito bem a Bíblia. Quem comete suicídio vive o ´´inferno`` na terra dizer que vai para o inferno ou não pouco importa, o que essas pessoas precisão é de uma razão para viver. É fácil condenar os outros o difícil é compreender o que leva a uma decisão dessas.
Não quero vilões e mocinhos, quero personagens humanos com seus defeitos e virtudes. De qualquer forma é bom ver um personagem ateu na TV.
Anônimo disse…
Caruê o que leva a uma decisão dessas é a incredulidade. E a arrogância de pensar de que não precisamos de Deus. E mais fácil para as pessoas quando em aperto extremo tirarem a própria vida do que buscarem a Deus. Por isso não há perdão.
Anônimo disse…
Quem ta falando que o ateu do filme é suicida é porque não viu o filme.
Anônimo disse…
Engraçado, nunca vi um cristão adorar Alá. Seria ele então arrogante por não necessitar de Alá. Respeito todas as crenças, mesmo que elas não respeitem nada...
Porém, acho que deveriamos refletir sobre o que consideramos correto, e ter sempre em mente: Será que eu estou certo?
Anônimo disse…
É verdade. A coisa é bem outra e, com certeza, os cristãos não vão gostar nem um pouquinho...