57 anos depois, Justiça dos EUA condena padre que matou miss


Igreja acobertou
John Feit

A Justiça dos Estados Unidos condenou em dezembro de 2017 John Feit (foto), 84, à prisão perpétua por ele ter matado em abril de 1960 a professora e miss Irene Garza (na foto abaixo), na cidade de McAllen [mapa], no condado de Hidalgo, no sul do Texas.

Na época, Feit era padre e ele atacou Irene quando ela foi se confessar na Igreja.


Feit espancou, estuprou e sufocou a miss, de acordo com a autópsia.

Cinco dias depois, populares encontraram o corpo em um canal da cidade.

Em 1970, Feit deixou o sacerdócio, casou-se e teve três filhos. Manteve-se ligado à Igreja Católica como voluntário da Sociedade de São Vicente de Paula.

Ele figurou como suspeito desde o começo das investigações, porque, três semanas antes do assassinato, outra jovem tinha acusado-o de espancamento.

Por isso, na época, a Justiça apenas multou Feit em US$ 500.

Padre atacou a miss

As investigações não evoluíram porque, entre outros motivos, a Igreja Católica não colaborou com a polícia, abafando o caso.

A Igreja estava preocupada, também, em não prejudicar a campanha eleitoral de um candidato católico à Presidência, John F. Kennedy, de acordo com uma correspondência trocada entre sacerdotes.

O advogado da família de Irene usou essa correspondência como parte das provas contra Feit.

A polícia prendeu o ex-sacerdote em 2016, colocando-o à disposição da Justiça.

Feith acabou admitindo a sua culpa.

Com a saúde abalada, sua perpétua deve durar pouco. 



Com informações de El País e de sites internacionais.




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