quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Papa Francisco canoniza nos EUA padre que açoitava índios

Serra batia nos
 índios para salvar
a alma deles 
O papa Francisco canonizou em sua viagem aos Estados Unidos o padre franciscano espanhol Junípero Serra [na gravura ao lado] por ele ter evangelizado milhares de pessoas que contribuíram para o surgimento das cidades de Los Angeles, San Francisco e San Diego, naquele país.

Como mostra a história, a evangelização no Novo Mundo representou a total submissão da cultura dos “nativos”, por assim dizer, ao cristianismo. E o padre Serra cumpriu muito bem essa missão, inclusive com certa perversidade.

O historiador Elias Castillo, que pesquisou por seis anos a vida de Serra, contou em um livro que o espanhol açoitava e chicoteava os índios para salvar suas almas.

Em uma entrevista, Castilho afirmou que Serra e outros missionários mantinham registros detalhados do modo operandi de sua evangelização.

"Registros de punição nomeavam os índios, e quantas chibatadas eles receberam, e por que eles estavam sendo punidos. Alguns deles estavam sendo punidos simplesmente por pedirem mais comida. Os índios eram frequentemente chicoteados por tentar fugir das missões.”

O livro de Castillo se chama The Enslavement of California’s Indians by the Spanish Missions [Cruz de espinhos: a escravização dos índios da Califórnia pelas missões espanholas].

O Vaticano não, mas a Conferência de Bispos Católicos dos Estados Unidos ao menos admitiu que Serra batia nos índios, mas só quando eles “desrespeitavam as regras [católicas]”.

“Junípero Serra era paternalista”, afirmou a entidade representativa dos bispos.

Graças a esse tipo de paternalismo, de sacerdotes e leigos, que os povos indígenas — que estavam a mais de 10.000 anos nas terras que passaram a ser chamadas de Estados Unidos — foram dizimados por doenças europeias, trabalho duro e desnutrição.

Quando esteve em maio de 2015 na Bolívia, Francisco pediu desculpas pelos “pecados graves” que a Igreja Católica cometeu contra os povos nativos da região “em nome de Deus”.

Nos Estados Unidos, o papa deveria dizer algo parecido, em vez de canonizar um fanático religioso.

Com informação das agências e imagem de divulgação.





Anchieta, novo santo do Brasil, aceitava a matança de índios

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