Justiça confirma que estudante de biologia é obrigado a dissecar animal

Bachinski disse que vai recorrer da decisão
O TJ (Tribunal de Justiça) do Rio Grande do Sul confirmou a sentença de primeira instância de que estudantes do curso de ciências biológicas têm de participar das aulas práticas de dissecação de animais. 

Em 2007, Róber Bachinski (foto), então estudante de biologia da Universidade do Rio Grande do Sul, obteve uma liminar (decisão judicial provisória) para que fosse liberado dessas aulas com o argumento de que a sua consciência não permite que sacrifique animais.

Na época, o caso levantou polêmica. Organizações de proteção aos animais deram apoio a Bachinski e dentro da universidade ele foi criticado porque teria escolhido um curso errado.

Um professor disse que o estudante era adepto do criacionismo científico e de ideias obscurantistas político-religiosas. Para ele, Bachinski jamais seria um autêntico biólogo, um cientista, porque tinha abdicado da lógica e da razão.

A universidade entrou com recurso contra a liminar e a derrubou. Bachinski levou a questão para o TJ, onde também, agora, perdeu a causa.

Por conta da morosidade das decisões da Justiça, Bachinski conseguiu concluir o curso, no ano passado, sem  frequentar as aulas de dissecação. Ele chegou a considerar a possibilidade de pedir transferência para o curso de filosofia, mas decidiu se formar em biologia e dar continuidade à sua luta contra a dissecação de animais. Agora formado, ele se dedica à pesquisa de métodos alternativos ao uso de animais no ensino de biologia e na pesquisa científica.

Não existe informação sobre a quantidade de animais sacrificados no Brasil nas universidades e no ensino médico.

Nos Estados Unidos, de acordo com dados citados por Bachinski, seis milhões de animais são mortos por ano e nos países europeus, cerca de 12,1 milhões. Mais de 50% das dissecações são de camundongos e ratos.

Bachinski disse que vai recorrer da decisão do TJ. Ele quer que a questão seja apreciada também pela mais alta instância da Justiça. Uma questão que permanece polêmica, ainda mais neste momento em que ratos estão sendo usados intensivamente em experiência de terapias com o uso de células-tronco, e os resultados têm sido promissores em vários países.

No Brasil, por exemplo, um grupo de pesquisadores está conseguindo recuperar com células-tronco os movimentos de ratos paraplégicos, o que dá uma perspectiva otimista a quem sofre de algum tipo de paralisia física.

Bachinski, certamente, não conseguirá entre os paraplégicos nenhuma adesão a sua causa.

Com informação do site do IHU (Instituto Humanitas Unisinos).

> Mariana se desespera e chora, mas salva cão que dono jogou no rio.
agosto de 2010

> Casos de maus-tratos a animais.

Comentários

Leandro disse…
Pesquise pelo Canadá e o fim da experimentação em animais, você terá mais lados para expor a questão.

http://www.anda.jor.br/2010/11/08/canada-declara-se-livre-da-experimentacao-animal-em-faculdades/

Tudo o que vai volta. Todo o sofrimento causado aos animais voltará aos que fizeram, e eu espero.
Anônimo disse…
Esse rapaz é, de fato, obscurantista. Ele está mais preocupado com os ratos do que com os humanos.

Se a pesquisa dos brasileiros tivesse obtido algum êxito quanto à paralisia mental, além da física, um dos beneficiados no futuro poderia ser Bachinski

Mas um dia a ciência chega lá.
Anônimo disse…
Concordo com o Bachinski, é os bichinhos sentem a mesma dor e medo q as pessoas!
Noé disse…
Esse cidadão deveria ter escolhido mesmo outra profissão... o sacrifício de animais é uma prática triste, mas sem a qual não estaríamos avançando pelo bem de pessoas que sofrem de doenças e limitações até então incuráveis... muito alarde por nada, essa babaquice não vai mudar o mundo! ainda bem!
Jéssica Leite disse…
Ele tá certissimo! não há diferenças sentimentais entre animais e humanos..acham que podem fazer teste em animais pq eles não pensam?então seria aceitável fazer testes em crianças com problemas mentais tbm né?! só estão preocupados consigo mesmo..
P. Lobo disse…
Jéssica, parece que você não entendeu o espírito da coisa: as experiências que usam ratos visam, inclusive, a cura de rianças com problemas mentais às quais você alude.

Quer você queira ou não, Jéssica, este mundo é cruel, e muitas vezes é preciso fazer opções.

Você, pelo jeito, já fez as suas: entre a cura de crianças com déficit mental e a sobrevivência dos ratos, você ficam com os ratos.
Mickey disse…
ainda bem que um minoria minúscula e totalmente incapaz de mudar as coisas pensa como esse rapaz... se ele estivesse numa cadeira de rodas, será que pensaria assim?!? duvido! felizmente a decisão judicial foi sábia!!!
P. Lobo disse…
Pois é, Jéssica, esta é você: prefere os ratos à cura de crianças paraplégicas ou portadoras de deficiência mental, entre tantos outros doentes que um dia serão beneficiados com as pesquisas com o uso de células-tronco.

Esta é você e disso se orgulha porque sofre de alguma distorção psicológica.

Ainda assim Jéssica, veja só, se eu tiver de escolher, escolho você e não aos ratos.
Juruá du Bf disse…
Pessoal,
ao invés de ficarem se atacando deveriam debater de modo maduro.
É indubitável que o uso de animais tenha levado a algumas descobertas, porém sua contribuição vem sendo superestimada e seus riscos subestimados. Há muitos problemas em se extrapolar dados de outras espécies para a espécie humana.
Deveriam refletir um pouco os que acham que a matriz animal é a única possível para produzir conhecimento. Há muito sendo desenvolvido em assunto de métodos substitutivos.
Para os que não sabem o uso de animais no ensino já foi abolido em muitos países, como Inglaterra, Canadá entre muitos outros. E a tendência é a abolição total na Itália, onde 70% das universidades não usam e nos EUA onde 90% já aboliram.
O que Róber defende é um ensino humanitário que alie a boa ciência crítica aos valores éticos tão necessários a uma boa conduta profissional e acima de tudo como cidadãos. Sendo a objeção requisitada por ele, um direito consagrado na constituição e reconhecido por muitos países no mundo todo, onde existem leis específicas garantindo o direito dos estudantes de biomédicas de não participarem de práticas não curativas com animais.
Toda pessoa independente de crenças filosóficas, políticas e religiosas tem o direito de cursar faculdade e é isto que países como a Itália tem se consagrado como local onde se respeita a liberdade de crenças e pensamento ao defender.
Objeção de Consciência!!!!
Informen-se antes de criticar ou defender!
Anônimo disse…
Caro Juruá, você cita países desenvolvidos em que é possível substituir o uso de animais por meios de pesquisa "alternativos"... mas, como estamos num país ridículo, desgraçado e miserável como o Brasil, é de tamanha ingenuidade acreditar que essa realidade vai mudar por aqui...
Anônimo disse…
Por uma questão de coerência, as pessoas que querem impedir que ratos e outros bichos sejam usados como cobaias deveriam não se medicar com drogas desenvolvidas com a ajuda desse tipo de pesquisa.

Se assim fosse, garanto que muitas dessas pessoas teriam graves problemas de saúde. Algumas, certamente, já teriam morrido.
Anônimo disse…
realmente, o que vai, volta... espero que volte com tudo! Inocentes foram vitimados.

aí, eu pergunto:
A)com tantos presos no país, que estão apodrecendo em celas imundas e maquinando as mais diversas porcarias
B)são experimentos e aulas "voltados para o homem" e inocentes são judiados

Por quê não são usados os presos como cobaias?
Não me venha com essa hipocrisia de "direitos humanos", integridade e direito à vida, pois vale tanto quanto uma bela cagada em privada nova.
Aquela corja, inclusive afirma "eu não tenho nada a perder", portanto
A)puxam gatilhos e esfaqueiam por nada
B)matam com a tranquilidade de quem dorme o sono dos justos
C)estupram e violentam com a maior naturalidade

Usando presos como cobais é mais fácil aprender anatomia, ver, "in loco" a aplicação de medicamentos ou quaisquer outras subsâncias...

CAMPANHA: "cência, use presidiários como cobaias"
Anônimo disse…
Sou mais matar animais do que humanos com erros.
Anônimo disse…
Concordo com o Bachinski, os animais sentem a mesma dor e medo que os humanos!

Existe um documentário chamado "Não Matarás" sobre uso de animais em pesquisa. O documentário mostra que é possível pesquisar sem matar tantos animais. Em algumas aulas, eles matam coelhos só pra mostrar a eficácia de um veneno que já é conhecido a muitos anos. Muitos animais morrem por dia apenas pra ilustrar aulas simples. Não basta falar? Tem que matar um animal pra se ensinar algo simples?
Yuri disse…
Ajudo a matar animais todos os dias pra me manter vivo e com quantias ideais de proteina.
Qual a diferença entre matar animais pra viver e matar animais pra aprender a salvar vidas?
Sapinho disse…
Acho que o que pode ser feito é o trabalho da dor e do medo que tanto dizem as pessoas, suprimindo esses sentimentos; o animal não dissipará esse energia negativa na carne, e poderá servir a um propósito maior, a uma humanidade que ainda não sabe experimentar de forma eficiente sem tirar a vida, ou causar sofrimento.
Anônimo disse…
concordo
Anônimo disse…
espero que quando vc tiver um filho, ele não tenha déficit mental.