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Religião, ateísmo, teoria da evolução e astronomia

sábado, 28 de novembro de 2015

História trágica mostra o que há em comum entre Islã e TJs

Ambas as religiões
 creem no fim do mundo
por Ali Sina

Outro dia eu assisti a um documentário no YouTube chamado Devoção Mortal (Deadly Devotion). Era a história verídica de Kim Anderson, uma mulher que cresceu como Testemunha de Jeová e nunca questionou sua fé. Ela se casou com um homem que também era Testemunha de Jeová, Jim Kostelniuk, e tiveram um filho e uma filha.

Como todos os Testemunhas de Jeová, Kim e Jim estavam esperando o fim do mundo e o retorno de Cristo em 1975. Muitos crentes venderam suas propriedades, fazendeiros pararam de trabalhar, jovens deixaram de estudar e a maioria dos devotos vendeu suas casas. O fim do mundo era iminente.

Muitas previsões já tinham sido feitas pelas Testemunhas de Jeová sobre a segunda vinda de Cristo e o advento do Reino dos Céus, e cada uma delas foi frustrada. Entre tais previsões estão as de 1878, 1881, 1914, 1918, 1925 e finalmente 1975. Cada vez que essas profecias não se materializavam, muitos seguidores deixavam a Igreja. Porém muito mais seguidores nela permaneciam.

Quando o ano 1975 chegou e nada aconteceu, Kim começou a ter dúvidas. “Se a Igreja estava errada neste ponto tão crucial, em que outras coisas ela poderiam estar enganada?”,  perguntou. Mas Kim, como verdadeira devota, não permitiu que os fatos destruíssem sua fé. E como não podia viver com um apóstata, ela recebeu permissão dos superiores da Igreja para se divorciar do marido.

A religião Testemunha de Jeová tem muito em comum com o Islã. Entre as semelhanças, está o fato de que uma mulher divorciada não tem respeito na sociedade. As amigas de Kim a rejeitaram. Ela não tinha amigos e não tinha vida fora da Igreja. O único jeito de recobrar seu status era achando outro marido. Finalmente, ela foi apresentada a outro homem Testemunha de Jeová e se casou com ele.

Como os muçulmanos, as Testemunhas de Jeová não podem namorar. O resultado disso é que eles somente podem conhecer a pessoa com quem se casam de maneira superficial.

O segundo marido de Kim demonstrou ser um psicopata. Ela veio a perceber sua péssima decisão no dia do seu casamento. Enquanto o tempo passava, o seu novo marido se tornou mais abusivo e, sendo também ele criado como Testemunha de Jeová, ele acreditava que as mulheres deveriam servir aos maridos, então ele a controlava.

Finalmente, Kim decidiu contar para os responsáveis pela igreja e pediu a permissão para se divorciar de seu marido abusivo. Mas, assim como no Islã, embora a apostasia do marido seja motivo para um divórcio, o abuso marital não é. Para seu azar, os mentores da Igreja ficaram do lado do homem e mandaram que ela fosse obediente ao marido.

Traída pelos mentores da Igreja, ela finalmente recobrou a lucidez e percebeu que eles não falavam em nome Deus. Ela juntou a coragem e escapou, levando os filhos consigo. Seu marido abusivo a encontrou, a perseguiu, e um dia entrou em sua casa atirando nela e nos filhos até que estivessem todos mortos.

A história de Kim é de partir o coração.

Este texto com tradução de Khadija Kafir é parte de um artigo de Ali Sina, que é o pseudônimo de um ex-muçulmano nascido no Irã que mora no Canadá. Sina é fundador do Faith Freedom Internation, que ajuda ex-muçulmanos em todo o mundo. O título do texto é de autoria deste site.





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