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sexta-feira, 8 de março de 2013

Sociedade de Genética endossa crítica de biólogo a Malafaia

Nota da entidade diz que não se
pode ignorar meio século de avanço
A SBG (Sociedade Brasileira de Genética) publicou em seu site nota endossando a resposta do biólogo Eli Vieira ao pastor Silas Malafaia.

Em vídeo, Vieira contestou a afirmação que Malafaia fez em uma entrevista ao SBT segundo a qual “ninguém nasce gay, homossexualismo é um comportamento”.

O biólogo, que está fazendo doutorado em genética em Cambridge (Reino Unido), afirmou que estudos comprovam haver uma contribuição do gene na manifestação sexual, a exemplo do que ocorre com o meio em que se vive.

Na nota, a SBG afirmou que a orientação sexual humana é, de fato, “influenciada tanto pelos genes como também pelo ambiente”.

“Há fortes evidências de que o substrato neurobiológico para a orientação sexual já esteja presente nos primeiros anos de vida”, afirmou a nota. “Não há evidência de nenhuma variável ambiental controlável capaz de modificar de maneira permanente a orientação sexual de um indivíduo.”

Em vídeo, em uma tréplica, Malafaia acusou Vieira de ter cometido “erros que chegam a doer” ao confundir descoberta científica (que pode ser comprovada em laboratório) e teoria científica. O pastor foi agressivo ao chamar o biólogo de “rapazinho” e de “pseudo doutor em genética”, entre outras coisas.

Depois, embora estivesse desprezado as fontes mencionadas por Vieira, Malafaia deu crédito ao vídeo de um anônimo que acusou o biólogo de ter distorcido dados científicos, de omitir informações e manipular números. O site “Verdade Gospel”, do pastor, reproduziu o vídeo com o título “Pseudo geneticista que combateu pr. Silas é desmascarado”.

A nota da SBG ressaltou que “alegar que a genética nada tem a contribuir na compreensão da origem deste comportamento é ignorar meio século de avanços na nossa área”.

Para a SBG, trata-se de uma questão científica e, como tal, está desvinculada do debate ético sobre orientação sexual e identidade de gênero. Mesmo assim a entidade se mostrou preocupada com esse debate, citando o caso de Alan Turing (1912-1954), o pai do computador, que sofreu incompreensão, inclusive do governo britânico, por ser homossexual.

“Desejamos um mundo mais igualitário, em que as pessoas não sejam julgadas pela sua orientação sexual ou identidade de gênero, mas apenas pela firmeza de seu caráter”, finalizou a nota.

Íntegra da nota.






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