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Religião, ateísmo, teoria da evolução e astronomia

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Fiança liberta ateu egípcio condenado por blasfêmia

Saber Aber
Aber foi atacado na prisão:
"Tive a sorte de continuar vivo"
 
A Justiça do Egito libertou mediante pagamento de fiança o estudante de ciência da computação e blogueiro Saber Aber (foto), 27. Ele conseguiu, assim, o direito de recorrer em liberdade da sentença que o condenou a três anos de prisão sob a acusação de blasfêmia e desprezo à religião.

Em setembro, após sofrer ameaça de linchamento, Aber foi preso em sua casa por ter sido denunciado de ser o responsável pela postagem no Facebook do filme americano anti-islã “A Inocência dos Muçulmanos”.

A polícia e o Ministério Público não conseguiram provar ter sido ele o autor da postagem, mas obtiveram em seu computador materiais tidos como ofensivos a Maomé.

Não há informação sobre o valor da fiança, mas Saber disse não “haver preço alto para a liberdade”.

A sair da prisão, na quinta-feira (12), ele mostrou a um jornalista uma cicatriz em seu pescoço. Contou que foi agredido pelos detentos com uma lâmina depois que eles souberam por um guarda que estava ali por insultar o Islã. “Eu tive sorte de continuar vivo”, disse.

Saber lamentou não ter votado no domingo (16) no reverendo do presidente Mohamed Mursi que, se aprovado, introduz no país uma Constituição com fortes influências islâmicas. Contagem preliminar indica que haverá aprovação.

Saber afirmou que, com a nova Carta Magna, tende a aumentar o número de prisão de blogueiros ateus e de todos que forem acusados de blasfêmia, além de representantes das minorias religiosas. “A Constituição islâmica vai limitar ainda mais a liberdade de expressão e a criatividade”, disse. Para ele, Mursi quer implantar uma teocracia no país.

Kariman Mesiha Khali, mãe de Saber, é cristã coopta. Ela disse que a sua religião também tem sido perseguida. Citou o caso do professor de uma escola coopta que em 2011 foi condenado a seis anos de prisão por ter colocado na internet caricaturas consideradas ofensivas ao islã e a Morsi. Acrescentou que duas crianças cooptas, uma de 9 anos e outra de 10, chegaram a ser detidas sob a acusação de blasfêmia.

Com informação da UNCUT, entre outras fontes.

Egito condena ateu a três anos de prisão por ‘insulto à religião'
dezembro de 2012

Ateísmo

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