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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Egito condena ateu a três anos de prisão por ‘insulto à religião'

Crime de Saber foi postar no Facebook
trailer do "A Inocência dos Muçulmanos"
A Justiça do Egito condenou Alber Saber (foto), 27, estudante de ciência da computação e blogueiro, a três anos de prisão por ter insultado a religião muçulmana.

Em meados de setembro, ele publicou em uma página de ateísmo no Facebook o trailer do polêmico filme anti-islã Innocence of Muslims ("A Inocência dos Muçulmanos"). Uma pessoa divulgou que ele era o administrador da página, e sua casa foi cercada por uma multidão que ameaçava linchá-lo. Kariman Mesiha Khali, sua mãe, pediu socorro à polícia, que evitou o linchamento, mas levou o rapaz para a cadeia, colocando-o à disposição da Justiça.

Saber foi enquadrado em um artigo do Código Penal que proíbe o uso da religião para “promover pensamento extremistas com a intenção de criar dissidência ou insulto à religião abraâmica”.

Kariman, que é cristã coopta, disse que a condenação foi um absurdo, porque o seu filho apenas quis, no Facebook, expressar a sua descrença. “Isso é uma injustiça pura.”

“Faz três meses que não consigo comer e dormir direito, porque só tenho autorização para vê-lo 10 minutos por semana”, disse. “Ele é apenas alguém que diz o que pensa, e as autoridades não podem acusá-lo de incitamento à violência.”

Para Hassiba Hadj Sahraoui, diretor da Anistia Internacional no Oriente e África do Norte, o veredicto da Justiça foi “ultrajante” porque condenou uma pessoa por considerar crime a manifestação de opinião na internet.

Ele disse que, em vez de arquivar o caso, a Justiça indeferiu a convocação de testemunhas essenciais para defesa, além de não permitir investigações para apurar a denúncia de Saber de que, na prisão, um policial incitou os detentos a agredi-lo.

A Anistia Internacional teve que pedir ao governo do Egito para que Saber fosse mudado de cela, porque na em que estava o esgoto era a descoberto e não havia luz e água limpa.

Uma foto de Saber ilustra a capa do relatório divulgado nesta semana pela IHEU (União Internacional Humanista e Ética) sobre a perseguição a ateus no mundo.

No Egito, já houve recentemente condenação por blasfema. Gamal Massoud Abdou, 17, foi condenado a três anos de prisão, e Bishoy Kamel a seis anos postagem de charges no Facebook.

Na Indonésia, Alexander Aan foi condenado a dois anos de prisão por ter escrito no Facebook que Deu não existe e publicado charges de Maomé.

Também por expressar sua descrença na rede social, os jovens Jabeur Mejri e Ghazi Beji foram condenados pela Justiça da Tunísia a 7,5 anos de prisão.

Na Turquia, o pianista e ateu Fazil Say enfrenta na Justiça a acusação de “blasfêmia” por um comentário que fez no Twitter.

Na Grécia, Phillipos Loizos está sendo acusando de insultar a religião por ter “zombado” de milagres no Facebook.

No Afeganistão, Irã, Maldivas, Sudão, Mauritânia, Paquistão e Arábia Saudita descrente corre o risco de ser condenado à pena de morte.

Dia da prisão de Saber

video

Com informação do New Humanist, entre outras fontes.

Sete países têm lei de pena de morte a ateus, revela relatório
dezembro de 2012

Ateísmo

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