Veríssimo, filho do escritor Erico Verissimo, nunca escondeu sua falta de crença em divindades.
Nesse texto narra um encontro imaginário na porta do paraíso, onde o protagonista, um ateu convicto, é recebido por uma simpática recepcionista.
Ao declarar não ter religião, ele se depara com a burocracia celestial e a ausência de um lugar específico para descrentes, em um texto que, na verdade, era uma crítica sutil à rigidez dogmática das instituições religiosas.
Luis Fernando Veríssimo tratava a questão da fé e da religião como uma escolha individual e, acima de tudo, uma “suposição”.
Em outra crônica, ele refletiu sobre o “poder do que é, afinal, apenas uma suposição”, referindo-se à ideia de um Deus criador, que sobrevive aos “desafios da razão, independentemente de provas”.
A morte, para Veríssimo, era um tema a ser encarado com humor, ainda que resignadamente.
“No fim, pensando bem, a vida é uma grande piada. Acontece tudo isso com a gente, e a gente morre… que piada, né? Que piada de mau gosto”, disse ele em entrevista, demonstrando sua visão descomplicada e realista sobre o fim da vida, desprovida de qualquer esperança em um paraíso ou vida após a morte.
> Com informação deste site e de outras fontes.
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