Professor de Harvard afirma que ateus não são confiáveis para cargos públicos

Professor da conceituada
 universidade americana não
 confia em quem não se
compromete com Deus


O professor Adrian Vermeule, de direito constitucional de Universidade de Harvard (EUA), escreveu no Twitter que ateus não são confiáveis para ocupar cargos públicos ou para serem integrantes de juri popular, porque não fazem juramento a Deus.

Ele fez a afirmação ao comentar uma pesquisa segundo a qual evangélicos brancos temem que ateus lhes retirem direitos se tiverem oportunidade.

A Constituição de sete Estados norte-americanos proíbe a nomeação de ateus para cargos públicos, o que é um absurdo, mas essa determinação raramente é aplicada.




Até por isso, o professor de direito constitucional de Harvard deveria defender a isonomia de direitos entre as pessoas, e não reforçar preconceito contra ateus.

O professor Vermeule tem sido muito criticado na internet, com argumento de que, por exemplo, ele pouco sabe da própria Bíblia, embora pareça que a tem em alta consideração.

Mateus 5:34-37 diz:

Eu, porém, vos digo que de maneira nenhuma jureis; nem pelo céu, porque é o trono de Deus;

Nem pela terra, porque é o escabelo de seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei;

Nem jurarás pela tua cabeça, porque não podes tornar um cabelo branco ou preto.

Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna
.

Entre os comentários no Twitter à declaração do professor, há um que se destaca pela ironia:  "Religiosos nunca fizeram mal a ninguém. A história mostra que os cristãos sempre muito gentis, muito compassivos, certo?"


Com informação com Twitter e de outras fontes.



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Comentários

  1. Assistente Religioso6 de janeiro de 2020 08:44

    https://padrepauloricardo.org/episodios/por-que-a-igreja-permite-o-juramento-se-jesus-o-proibe

    Nosso Senhor Jesus Cristo, em seu famoso “Sermão da Montanha”, é taxativo ao proibir juramentos. Ele diz:

    Ouvistes também que foi dito ao antigos: “Não jurarás falso”, mas “cumprirás os teus juramentos feitos ao Senhor”. Ora, eu vos digo: não jureis de modo algum, nem pelo céu, porque é o trono de Deus, nem pela terra, porque é o apoio dos teus pés, nem por Jerusalém, porque é a cidade do Grande Rei. Também não jures pela tua cabeça, porque não podes tornar branco ou preto um só fio de cabelo. Seja o vosso sim, sim, e o vosso não, não. O que passa disso vem do Maligno. (Mt 5, 33-37)
    Diante de uma proibição tão clara, como pode a Igreja permitir - muitas vezes exigir - o juramento de seus filhos? Ensina o Catecismo da Igreja Católica, que jurar “é invocar a Deus como testemunha do que se afirma. É invocar a veracidade divina como garantia da nossa própria veracidade”(1250).

    Na época de Jesus, o juramento em nome de Deus era algo bastante rotineiro, tanto que no Livro do Eclesiástico há uma longa lista de conselhos para que as pessoas não jurassem em vão. O primeiro é este: “Não acostumes a tua boca ao juramento: muitas têm sido as quedas por causa dele” (Eclo 23, 9-17), seguido de outros na mesma linha.

    Surgiu, então, a pergunta se jurar era um ato da religião. Foi Santo Tomás de Aquino, o grande Doutor Angélico, em sua Suma Teológica que esclareceu a dúvida escrevendo uma questão inteira a respeito do tema. No artigo 4, ele afirma:

    Como foi dito, quem jura invoca o testemunho divino para confirmar o que disse. Nada, no entanto, é confirmado senão por algo mais certo e mais firme. Por isso, quando jura por Deus, o homem confessa que Ele é mais firme, já que as suas palavras são verdadeiras e que Deus conhece todas as coisas. (Suma Teológica, II-II, q. 89, a.4)
    Portanto, o juramento é um ato de virtude: da virtude da religião (latria). A Sagrada Escritura comprova essa afirmação quando na Carta de São Paulo aos Coríntios, diz: “Por minha vida, tomo a Deus como testemunha: foi para vos poupar que não voltei a Corinto” (IICor 1, 23). Ou ainda: “Escrevendo estas coisas, afirmo diante de Deus que não estou mentindo” (Gal 1, 20). O exemplo de São Paulo retira toda dúvida acerca da liceidade de um juramento.

    Sendo assim, como o juramento pode ser realizado? Santo Tomás também ensina que são necessárias três coisas: 1. necessidade, pois não é permitido jurar levianamente; 2. verdade, pois não se pode jurar em falso; 3. justiça, pois não é permitido jurar para causar uma injustiça. Os três requisitos garantem que o juramento prestado é lícito e virtuoso.

    No entanto, nem todo juramento é solene como quando se põe a mão sobre os Santos Evangelhos ou se erguem os três dedos invocando a Santíssima Trindade etc., existem juramentos mais simples, os quais ensejam comprometimento da mesma forma.

    Alguns dizem respeito ao presente e ao passado, afirmando uma verdade que já aconteceu ou está acontecendo. E existem também os chamados promissórios que atestam uma vontade de realizar algo no futuro.

    O juramento é tão importante que já fez inúmeros mártires, dentre eles, o triste episódio ocorrido logo após a Revolução Francesa, quando os jacobinos quiseram que o clero católico assinasse uma constituição totalmente contrária a Deus e à Igreja. Os padres ‘juramentados’ eram os únicos que podiam exercer o ministério. Muitos se colocaram diante de Deus como testemunhas, mártires e, para não jurarem em falso, derramaram seu sangue.

    Assim, quando Deus é invocado como testemunha, a palavra do homem é elevada e o nome se coloca diante de Deus como mártir e testemunha da verdade divina.

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    Respostas
    1. Assistente Religioso8 de janeiro de 2020 11:49

      O texto da Bíblia é grande. O grande antes era pequeno. O pequeno, que cresceu, é a história de Adão e Eva, na qual Deus cometeu o erro de colocar o fruto proibido perto de Adão e Eva, pois se Deus quisesse que Adão e Eva não morressem, Deus teria colocado o fruto proibido fora do alcance de Adão e Eva. Em mateus 6, 19-20, Jesus disse para guardarmos riquezas no céu, não na terra, pois no céu, os ladrões não roubam, na terra, sim. Ora, Deus, que mora no céu, guardou a própria riqueza, o fruto proibido, na terra, perto de Adão e Eva, pois se Deus é onisciente, então Adão e Eva eram os ladrões. E se Deus não é onisciente, por precaução, o fruto proibido deveria ter sido guardado fora do alcance de Adão e Eva. E quando Deus mandou o homem trabalhar no mesmo tempo em que foi feita a Terra, mas não mandou o homem fazer a própria Terra. Deus só pensou no tempo de serviço, reforçando que o erro, o pecado foi de Deus. E para corrigir esse erro, Deus deve fornecer a vida eterna para todos nós e deve fornecer poder para que cada um de nós crie o próprio planeta, onde cada um de nós deve ter o poder de criar os próprios frutos, assim ninguém usará dinheiro.

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  2. PRIMEIRO ESSE IDIOTA TEÍSTA PRESUNÇOSO, SEM NOÇÃO, NÃO ENTENDE NADA DO QUE É E O QUE SIGNIFICA SER UM ATEU DE VERDADE, PARA ELE TER ESSE PRECONCEITO, SEGUNDO ELE ACHA QUE POR SER PROFESSOR EM HARVARD, QUE ELE É O DONO DA VERDADE, QUE PODE FALAR TANTA BESTEIRA E ASNEIRAS SEM NENHUM FUNDAMENTO, PORQUE DEVE ACHAR QUE SEU CARGO LHE CONFERE ALGUMA AUTORIDADE PARA ISSO, LEDO ENGANO, ESSE IMBECIL SÓ EVIDENCIOU QUE, NÃO É A FUNÇÃO QUE FAZ OU DÁ CREDIBILIDADE AO INDIVÍDUO, É A SUA CAPACIDADE, MAS COMO NEM TODOS QUE OCUPAM CERTAS FUNÇÕES SÃO POR MERITOCRACIA E SIM POR CONVENIÊNCIA, NOS ESTADO UNIDOS TAMBÉM TEM DISSO, MESMO QUE NÃO SEJA COMO AQUI NO ESGOTO BRASIL, NÃO É DIFÍCIL IMAGINAR PORQUE CERTAS PESSOAS COM FORTE TENDENCIA TEÍSTA OU IDEOLÓGICA PATRIÓTICA, CHEGAM A OCUPAR CERTAS FUNÇÕES EM NAÇÕES ONDE RELIGIÃO E PATRIOTISMO ANDAM JUNTOS, MESMO APESAR DA FAMA DE UMA UNIVERSIDADE COMO HARVARD, NÃO É POR ACASO QUE EM PLENO SÉCULO 21 NOS ESTADO UNIDOS AINDA TEM ESCOLAS QUE PREGAM O CRIACIONISMO E NÃO O EVOLUCIONISMO, SERÁ QUE ESSE PROFESSOR TEÍSTA COM TODOS SEUS PRECONCEITOS PRIMITIVOS LECIONARIA EM UNIVERSIDADES DE NAÇÕES VERDADEIRAMENTE CIVILIZADAS COMO AS ESCANDINAVAS, NA SUÍÇA, HOLANDA E ETC? INFELIZMENTE NA CIÊNCIA TAMBÉM EXISTE CIENTISTAS TEÍSTAS, ATÉ PORQUE DIFERENTEMENTE DO MUNDO DOS TEÍSTAS, O MUNDO DA CIÊNCIA É LIBERAL E NÃO SUPRIME A LIBERDADE DE PENSAMENTO DAS PESSOAS OU DE SEUS INTEGRANTES, SÓ QUE ESTES CIENTISTAS TEÍSTAS CERTAMENTE VIVEM UM ETERNO CONFLITO EXISTENCIAL E ATÉ CRISE DE IDENTIDADE, JÁ QUE ESTES VIVEM A ROTINA DE DESCONSTRUIR, DESMITIFICAR E DESCREDIBILIZAR TUDO E TODOS OS DOGMAS QUE ELES ACREDITAM E SEGUEM, RESUMOS ESTES CIENTISTAS PROVAVELMENTE SERÃO SEMPRE CIENTISTAS TÃO FRUSTRADOS QUANTO MEDÍOCRES, MESMO PORQUE SER ATEU NÃO É UMA OPÇÃO MUITO MENOS DE MOMENTO COMO SER TEÍSTA, SER ATEU É UMA CONCLUSÃO QUE LEVA AS CONVICÇÕES DOS ATEUS, DE QUE É IMPROVÁVEL E RACIONALMENTE INACEITÁVEL A EXISTÊNCIA DE DEUS. http://wwwanarchynow.blogspot.com/

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Paulo Roberto Lopes é jornalista

profissional diplomado. Trabalhou

no jornal centenário abolicionista

Diario Popular, Folha de S.Paulo,

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em outras publicações.

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