Orar para o próximo faz bem, mas só para aquele que quer se livrar da culpa de não ajudar de verdade

[notas de um ateu] Quando em grupos virtuais familiares alguém posta pedido de orações para, por exemplo, crianças que passam fome na África, eu me irrito e penso responder que quem estiver mesmo condoído que mande dinheiro para compra de comida ou se voluntariar para ajudar essa gente.

Orar para quem tem fome, para vítimas de catástrofes, para doentes, ah!, tenha dó, isso é hipocrisia demais e eu não aguento.

Balbuciar um pai-nosso ou seja lá o que for só faz bem para quem ora, porque dá a sensação de que está se ajudando com a interseção divina, como se o todo poderoso não soubesse de quem passa dificuldades e precisasse ser avisado com orações.

Se fosse tão fácil assim, não haveria desgraça no mundo. Era só distribuir pelo WhatsApp uma corrente de orações ou pedir no Facebook cliques em pedidos de ajuda a Jesus. Ou em uma missa colocar no altar uma lista com nomes de pessoas que necessitam de atenção física ou espiritual.

Isso é fácil e, além de tudo, coisa de crente preguiçoso.

Eu nunca soube que um grupo de orações tenha acabado com a fome de alguma aldeia da África ou em regiões de pobreza do Brasil.

Eu gostaria que as pessoas com um mínimo de discernimento considerassem duas ponderações:

1ª Deus não existe, logo de nada servem as orações;

2ª Deus existe, mas é surdo.

Quem quiser rezar que reze, se isso lhe faz bem, mas que também ajude efetivamente quem precisa. Que contribua com uma entidade assistencial séria (igreja pentecostal não vale), doe sangue, visite um asilo de velhinhos esquecidos pela família e por aí vai.

A TV digital ABC Comedy, da Austrália, lançou um vídeo sobre a inutilidade das orações.

É gozado e triste ao mesmo tempo. Veja.

 



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