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Estudo diz que fertilidade dos religiosos ameaça secularização



A alta taxa de filhos dos religiosos representa uma ameaça à secularização das sociedades.

Mais religiosos
têm média
 alta de filhos
Estudo publicado na revista Evolutionary Psychological Science concluiu que o uso cada vez mais expressivo de contraceptivos por parte de não religiosos vai condenar a secularização ao desaparecimento.

“[Isso] é irônico porque, inicialmente, os anticoncepcionais foram desenvolvidos por secularistas e, agora, o controle da natalidade vai reduzir sua representação nas próximas gerações”, escreveram os autores do estudo.

A conclusão teve como base pesquisa feita sobre a religiosidade de 4.000 estudantes dos Estados Unidos e Malásia.

Verificou-se que quanto mais religiosa uma pessoa mais filhos ela tem.

Na Malásia, pessoas sem vinculação religiosa têm 1,5 filho por casal, bem abaixo da média geral da população.

Nos Estados Unidos, a diferença não é pequena — 3,04 filhos para pais não afiliados à religião e 3,2 para os religiosos—, mas ainda assim a sucessão das gerações acabara enfraquecendo a ideia secularista, no entendimento do estudo.

Os muçulmanos estão no grupo das pessoas mais religiosas e os judeus e budistas no das que guardam distância das crenças.

O estudo considerou que há pais religiosos que têm filhos sem religião e vice-versa, mas o que prevalece é a herança genética.

Endossou pesquisas de outros estudos segundo as quais a crença em determinadas religiões é transmitida biologicamente, além da cultura.

Com informação da Evolutionary Psychological Science.

Envio de correção.


Crianças 'sem Deus' têm forte senso de moralidade, diz estudo

Editor deste site
Paulo Lopes é jornalista
Trabalhou no jornal 
abolicionista Diario Popular, 
Folha de S.Paulo, revistas da
Editora Abril e em outras 
 publicações. 
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