Regulamento do Concurso de Fotos Que Estado laico é este?

Livro "Por que as pessoas acreditam em coisas estranhas"
O autor da melhor foto 
ganhará o livro "Por que
 as pessoas acreditam
 em coisas estranhas",
de Michael Shermer
1 - O participante terá de enviar foto para paulopes.weblog@gmail.com que mostre desrespeito ao Estado laico brasileiro e consequentemente à Constituição Federal. Valem flagrantes de símbolos religiosos ou expressões de crenças em espaço público, como escolas, assembleias, câmaras municipais, hospitais municipais e estaduais, praças, ruas e rodovias.

2 - A foto deverá ter qualidade para publicação e o seu envio automaticamente concede autorização para uso no blog e em redes sociais.

3 - Cada participante pode mandar quantas fotos quiser, cabendo ao editor do blog a decisão sobre qual ou quais publicar.

4 - O participante terá de informar o local e a cidade de onde a foto foi tirada. Se não quiser que seu nome seja publicado, terá de avisar no e-mail e criar um nickname. O e-mail não será divulgado.

5 - Foto que já tenha saído na internet poderá ser publicada a título de informação, mas quem a enviar não concorrerá ao prêmio.

6 - O editor escolherá o autor da melhor foto. O prêmio será o livro “Por que as pessoas acreditam em coisas estranhas – Pseudociência, Supertições e Outras Confusões de Nossos Tempos” (384 págs, R$ 65, JSN Editora), de Michael Shermer.

7 - O concurso termina no dia 30 de setembro.

Independentemente do concurso em si, a ideia é reunir fotos que mostrem a banalização do desrespeito ao Estado laico. A expectativa do blog é contar com a colaboração de quem tem apreço pela laicidade, sem a qual a democracia se torna inviável. #EstadoLaicoJá.

Por que as pessoas acreditam em Coisas Estranhas
resenha da editora JSN do livro de Shermer 

Poucos podem falar com mais autoridade pessoal das crenças humanas do que Michael Shermer. Ele conta que se tornou cético depois de uma odisseia de dez anos pelo mundo da saúde alternativa e das terapias para melhorar a aptidão física.

Em seu livro, Shermer aborda sob uma ótica estritamente científica temas como a negação do Holocausto, o criacionismo, as experiências de quase morte e a paranormalidade. Segundo ele, nada supera o método científico, que envolve a obtenção de dados para formular e testar as explicações dos fenômenos naturais, desenvolvido inicialmente nos séculos XVI e XVII.

Para Shermer, as pessoas acreditam em coisas estranhas porque faz parte da natureza humana procurar padrões, conexões de eventos, mesmo onde na verdade não existe nada.

Seu livro serve como uma bússola ajudando a navegar pelo “frequentemente confuso desfile de afirmações e crenças que nos são apresentadas como histórias e padrões que fazem sentido”. Mas, acima de tudo, o autor demonstra que o cético não é um cínico nem um niilista. “O ceticismo é uma abordagem provisória das afirmações, é a aplicação da razão a todas as ideias”, diz.

 “O ceticismo é um método, não uma posição. Os céticos não entram numa investigação fechados à possibilidade de que o fenômeno seja real ou a afirmação seja verdadeira. Quando dizemos que somos céticos, queremos dizer que precisamos ver evidências concretas antes de acreditar.”

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Religião no Estado laico.

Comentários

  1. O concurso das fotos certamente vai ser quente, mas se fosse pra premiar a maior afronta ao Estado Laico em si, não tenho dúvidas de que a final seria entre o Cristo Redentor do Rio de Janeiro e a Catedral Católica de Brasília.

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    1. Só que o Cristo Redentor não foi construído pelo Estado, mas sim por doações feitas pelos fiéis católicos.
      Eu não acho que a estátua em si seja uma afronta, pois o Estado não construiu, apesar de fiéis da Igreja Batista se sentirem ofendidos desde antes da construção.
      Porém a "entrada grátis para católicos" sim é uma afronta, já que eu considero a estátua como um patrimônio histórico pertencente a todos os brasileiros.

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    2. O terreno do Cristo Redentor foi doado pelo Estado.

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  2. Então faça isto, fotografe e envie ao endereço da "promoção".

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  3. não vi prêmio algum ai, só um amontoado de fotos gratuitas para escolher quais entram no livro
    =P

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  4. Ôpa, vou participar com algumas fotos.

    Estátuas não vale a pena fotografar, porque isso é considerado "arquitetura" e entra na chata discussão sobre importância histórica.

    Mas crucifixos em paredes de tribunais, escolas e prédios públicos está valendo. Assim como frases em placas de monumentos. E livros financiados com dinheiro público.

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  5. Car@s,

    Esse concurso me fez lembrar um belíssimo poema, do poeta Eduardo Alves da Costa, No Caminho com Maiakovski. Que diz, mais ou menos, assim:

    “... Tu sabes,
    conheces melhor do que eu
    a velha história.
    Na primeira noite eles se aproximam
    e roubam uma flor
    do nosso jardim.
    E não dizemos nada.
    Na segunda noite, já não se escondem:
    pisam as flores,
    matam nosso cão,
    e não dizemos nada.
    Até que um dia,
    o mais frágil deles
    entra sozinho em nossa casa,
    rouba-nos a luz, e,
    conhecendo nosso medo,
    arranca-nos a voz da garganta.
    E já não podemos dizer nada.

    (...)

    E por temor eu me calo,
    por temor aceito a condição
    de falso democrata
    e rotulo meus gestos
    com a palavra liberdade,
    procurando, num sorriso,
    esconder minha dor
    diante de meus superiores.
    Mas dentro de mim,
    com a potência de um milhão de vozes,
    o coração grita - MENTIRA!”

    Enfim, nada que eu escreva pode atingir esse nível de profunda sensibilidade, demonstrada pelo poeta, apontando o quanto os (in)tolerantes ao gritarem, espernearem, da forma mais histérica, por “pluralidade”. Não são capazes de perceber que suas “máscaras” vão caindo pelo caminho.

    E que, no fundo, almejam o sectarismo. E que nada além do que às suas próprias vozes, intransigentes, possa ser ouvido...

    Em tempo: Para quem quiser ler o poema completo: (vale a pena)

    http://www.culturabrasil.pro.br/caminhocomaiakovski.htm

    Sem mais, abraços!!

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  6. Ainda não recebi o aceite de minha postagem; caso não receba, não há problema; pegue uma nota de 5 reais ou então uma das novas cédulas... é a minha foto para o concurso

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  7. isso é coisa pra quem nao tem o que fazer, estado laico?
    pra vc paulopes a democracia ainda nao esta consolidada por causa da religiosidade das pessoas que compoe o estado?
    enquanto todos deveriam lutar por um estado minimo, tem os idiotas que querem fazer o estado ser maior e policiar cada vez mais as pessoas, sem falar nos altos tributos que pagamos, deixa de ser idiota, quem sustenta esse estado sao as pessoas que na sua maioria sao religiosas talvez 90% delas, e voce ainda quer enfiar um estado maior de guela abaixo em todos?
    porque nao fazer uma campanha pra acabar com os privilegios dos governantes, dos funcionarios publicos, e outras autarquias?
    nao querem é perseguir os religiosos, pq sabem que aqui no Brasil, sao pacificos, ta na hora de começar meter processo em ateu idiota com perseguiçao religiosa, se voce nao acredita em Deus, problema seu, viva sua descrença em paz, pq se incomodar tanto com a religiosidade alheia?
    nao vejo campanha idealizada por ateus pra fotografar o descaso do estado com a saude publica, com a segurança, com as escolas, e faculdades, fazer campanha contra simbolos religiosos? é brincadeira.

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    1. Izaque, você só entenderá o significado dessa campanha o dia que for obrigado a explicar ao seu filho o que é o bicho papão e que ele não criou o Universo só porque "a maioria" das pessoas acredita nisso.
      Até lá, porque não segue seu próprio conselho e vai viver sua crença em paz, deixando de lado esses ateus idiotas que só querem aumentar o poder do Estado pra perseguir os religiosos?

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    2. Fugiu da clínica, Isaque? Suspendeu a medicação tarja preta?

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    3. Eu sinto na pele a falta de pacifismo deles. Os padres me processam para adquirir uma capela rural e as terras ao lado para instalação de antenas de rádio particular de um deles. Usam a polícia, inventam crimes, agente deles quebrou a objetiva de minha câmera, enfim, nesta cruzada usam os procedimentos da inquisição, com total apoio do judiciário, do MP e do prefeito.

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