Dutra tentou banir do Brasil em 1949 as Testemunhas de Jeová



Presidente pediu ao Ministério Público
que movesse ação contra a seita

por Eduardo Banks
para Paulopes

Muito antes da iniciativa do presidente Wladimir Putin de banir as Testemunhas de Jeová da Rússia, o presidente Eurico Gaspar Dutra (1946-1950), na foto, assinando em conjunto com o ministro Adroaldo Mesquita, editou o decreto 27.395, de 3 de setembro de 1949, tornando ilegais as atividades da "Torre de Vigia de Bíblias e Tratados".

Atualmente, essa organização religiosa está sendo acionada pelo Ministério Público Federal em ação civil pública que apura possível incitação dos seus líderes ao preconceito contra ex-membros da seita.

Eurico Dutra suspendeu por seis meses o funcionamento da "Torre de Vigia" e, no artigo 2º. do Decreto, deu ordem ao Ministério Público Federal para que promovesse ação judicial para a dissolução da entidade.

O Decreto faz referência, ainda, ao processo nº. 21.165-49, do antigo Ministério da Justiça e Assuntos Interiores, de onde teria partido a recomendação ao presidente da República para encerrar com as pregações das "Testemunhas".

Desconheço o resultado da ação judicial que o MPF recebeu a determinação de propor.

Contudo, se o banimento das Testemunhas de Jeová tivesse prevalecido até os nossos dias, como queria o presidente Dutra, muitas crianças e adultos não teriam morrido por deixarem de receber transfusões de sangue; um contingente alto de brasileiros não renunciaria aos seus direitos civis e políticos (pois não haveria mais a seita para que a ela se convertessem), e a população das periferias dos grandes centros urbanos não seria hoje importunada de manhã por duplas batendo à porta para "falar de Jeová".

Teríamos hoje, enfim, um Brasil melhor e sem a presença de uma seita que mata seus próprios membros e rouba a família e os amigos de quem foge dela.


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O que há em comum entre Islã e Testemunhas de Jeová


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