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Ciclo de palestra on-line mostra por que é preciso ter confiança na ciência

Crisley Santana | Jornal da USP Ao longo dos séculos, as ciências ganharam importância fundamental, não só por explicarem fatos acerca do Universo, mas também por serem grandes responsáveis pela evolução da humanidade. Mas elas são totalmente confiáveis ou devem ser questionadas?

Um evento promovido pelo grupo de pesquisa Teoria e História do Conhecimento (TeHCo), do Instituto de Física (IF) da USP, em São Paulo, possui como objetivo debater esta questão.

Trata-se do Por Que Confiar nas Ciências? Epistemologias para nosso tempo, um ciclo de palestras com especialistas de diversas áreas científicas, como filosofia, ciências da natureza (física, química) entre outras.

Por meio de encontros on-line, os cientistas irão debater assuntos como a crise de confiança na ciência, quais os problemas e desafios dela, além de desmistificar conceitos envolvidos na teoria da evolução e no mundo subatômico, por exemplo.

“Confiar na ciência vai além de respostas simplificadas. Apesar de didáticas, algumas respostas simplificam demais a questão, outras idealizam, criando visões caricatas sobre o que seria o método científico”, disse o coordenador do evento, professor Ivã Gurgel, do Instituto de Física.

Ele destacou que parte das motivações do evento também está no combate ao chamado negacionismo, cada vez mais frequente e, em muitos casos, perigoso. “Movimentos de negação da ciência cada vez mais visíveis, como o antivacina, por exemplo, podem trazer problemas muito sérios à saúde pública”.

“Pessoas que estão na academia e na Universidade precisam chamar à responsabilidade e talvez começar a construir respostas que tenham a elaboração que o trabalho acadêmico exige, mas que também dialoguem com a sociedade”, ressaltou Gurgel.

As palestras ocorrem segunda, quarta e sexta-feira, às 14 ou 17 horas, e são exibidas no canal do TeHCo no YouTube.

A programação completa está disponível no portal do Instituto de Física

Cientistas têm
de reagir ao
negocionismo



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