Bancada do PCdoB apoia o perdão da dívida de R$ 1 bilhão de igrejas

A expectativa de que um partido de esquerda seja defensor da laicidade de Estado não se confirmou no caso da dívida de R$ 1 bilhão de igrejas com a Receita Federal.

Ata da plenária da Câmara dos Deputados do dia 15 de julho de 2020 mostra que um único deputado do PCdoB, Daniel Almeida, da Bahia, não votou por estar ausente.

Concordaram com o cancelamento da dívida os deputados Alice Portugal, Jandira Feghali, Márcio Jerry, Orlando Silva, Perpétua Almeida, Professora Marcivânia e Renildo Calheiros.

Eleitores pediram pela internet uma explicação à deputada Feghali, e ela disse que seguiu a “orientação da bancada”, sem explicar qual seria o interesse do PCdoB em beneficiar as igrejas com dinheiro público, neste momento de crise econômica que afeta principalmente os mais pobres.

O Congresso Nacional aprovou o projeto de lei no qual o deputado Davi Soares (DEM-SP) tinha enfiado uma emenda com o perdão da dívida.

O deputado é filho do pastor R.R. Soares, cuja igreja, a Internacional da Graça, é uma das maiores devedoras da Receita.

O ministro Paulo Guedes, da Economia, pediu ao Bolsonaro que vete a emenda, mas a tendência é o presidente deixar passar, para agradar os evangélicos. 

Feghali: voto fechado
com a bancada.
A evangélica?

Com informação da Câmara dos Deputados, rede social e de outras fontes. Foto de divulgação.


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