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Psicóloga diz como é possível manter o equilíbrio emocional em tempo de pandemia

A psicóloga Lívia Guimarães Lopes (foto) vê risco no fato de que o isolamento compulsório leve as pessoas em quarentena “a se automedicarem sem orientação adequada”.

Ela explica que “a solidão pode ser considerada mais crítica do que portar uma doença mental”.

PSICÓLOGA LÍVIA LOPES
ADVERTE QUE A AUTOMEDICAÇÃO
É 'EQUIVOCO PERIGOSO' 

“A socialização  é parte da essência do ser humano porque internaliza a percepção do pertencimento do coletivo, como valores, hábitos, os referenciais que outras pessoas proporcionam, costumes e crença", diz a psicóloga.

"A privação do convívio com amigos e parentes pode significar a perda de significação e afetar emocionalmente as pessoas".

Em seu consultório, em Barueri, bairro de Alphaville, na Grande São Paulo, a psicóloga tem atendido pessoas com estão com dificuldade de lidar emocionalmente com a pandemia, inclusive com o temor de contrair o novo coronavírus.


Lívia Lopes aponta três fatores essenciais para suportar com menos danos psicológicos um período de isolamento social, como este, o da quarentena do coronavírus.

O primeiro fator é tomar consciência de que somos seres únicos e que uma regra que serve para muitos nem sempre serve para cada um de nós.

“Uma rápida pesquisa na internet permite-nos achar várias orientações gerais de estratégias para esse período de reclusão por causa da epidemia do coronavírus, diz ela. Podemos achar em várias línguas e para culturas diferentes"

Mas a psicóloga ressalta que não podemos esquecer que somos seres únicos, o que significa que não existe uma regra que sirva para todos. Cada pessoa é um mundo à parte.

O segundo fator que Líva Lopes destaca é atentar para a inscrição que se via na entrada do Oráculo de Delfos, na Grécia Antiga: 'Conhece-te a ti mesmo'.

Isso significa, de forma sucinta, que "quanto mais me identifico com o que sou e sinto maior é a minha capacidade de estar sozinho ou de viver situações de stress".

Segundo Lívia Lopes, atualmente  vemos uma grande quantidade de pessoas utilizando medicações sem orientação médica, para impedir que entrem em contato com suas próprias emoções, pois acreditam que conseguem resolver suas questões sem ajuda, ou com a ajuda desses medicamentos.

A automedicação é muito perigosa e é preciso buscar bons profissionais da área da saúde."Me preocupa que neste momento de pandemia haja uma busca maior por esse tipo de medicação, sem orientação adequada."

O terceiro fator essencial neste momento é que se busque o equilíbrio, em todos os aspectos: alimentação, sono, informação, trabalho, tarefas,  atividades físicas e o que mais fizer bem para aquele indivíduo. Ter saúde é ter equilíbrio.

"Na rotina de confinamento é buscar atividades que me fazem bem: leituras, músicas, filmes, alimentos hobbies,  relacionamentos", explica. 

Sobre as informações que estão circulando em todas as mídias digitais é muito importante "buscar fontes confiáveis de informação e não sobrecarregar sua saúde mental com dados que não contribuem para o seu bem-estar".

Lívia Lopes  informa que "neste período,  como todos os profissionais da área de saúde, os psicólogos também estão à disposição para atendimentos. O atendimento pode ser feito inclusive  online".

Portanto, diz ela, quem estiver com dificuldade de suportar a quarentena e o distanciamento social imposto pela pandemia deve procurar um profissional que possa auxiliá-lo na obtenção do equilíbrio psicossocial.

Com informação de entrevista da Lívia Maria Lopes e de seu site.  Link de seu WhatsApp profissional.









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Paulo Lopes é jornalista
Trabalhou no jornal 
abolicionista Diario Popular, 
Folha de S.Paulo, revistas da
Editora Abril e em outras 
 publicações. 
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