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Secularização na Espanha tende a se acelerar com novo mandato do ateu Sánchez

A permanência de Pedro Sánchez (PSOE) na presidência do governo da Espanha tende a acelerar a secularização do país, reduzindo a influência da Igreja Católica nas políticas públicas.

Sánchez anunciou que dará prioridade à economia, mas vai manter em sua agenda temas como a aprovação de uma lei que permita que as pessoas possam recorrer à eutanásia para ter uma morte digna, em casos de doenças terminais com sofrimento.

Ele pretende, também, estabelecer uma neutralidade de fato do Estado em relação a todos as denominações religiosas.

Entre outras medidas, isso significa que Sánchez vai expurgar o ensino religioso do currículo escolar, reforçando as aulas sobre educação secular.

O presidente do governo tem plano de criar condições políticas e judiciais para obrigar a Igreja Católica a devolver os imóveis que foram registradas indevidamente no nome dela. A questão envolve milhões de euros.



Primeiro-ministro interino desde o começo de 2018, Sanches se manteve no poder por intermédio de uma votação apertada, com a diferença de dois votos, graças a uma coalização de esquerda, do PSOE com o Podemos.

Trata-se da primeira coalização política desde a restauração da democracia da Espanha, em 1978.

Pedro Sánchez, que é ateu, tomou posse no dia 8 de janeiro de 2020, em cerimônia simples, sem símbolos religiosos nem juramento com a mão sobre a Bíblia.[Video abaixo]

A sua primeira posse já foi secular.

Com data de 4 de janeiro, uma carta aos católicos assinada pelo cardeal Antonio Canizares Llovera, de Valência, diz que “a Espanha enfrenta uma situação crítica, uma verdadeira emergência para o nosso futuro".

Ele pediu orações e missas especiais para “salvar a Espanha”.



Com informação do site católico Crux e de outras fontes.





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Paulo Lopes é jornalista
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abolicionista Diario Popular, 
Folha de S.Paulo, revistas da
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