Justiça do Rio nega pedido de entidade católica para remover Jesus gay do Netflix

Associação católica não
 gostou ver Jesus tendo um
 caso com 'Orlando",
o diabo encarnado

A juíza Adriana Sucena Monteiro Jara Moura, do Rio, negou pedido de uma entidade católica para remover do Netflix o especial de Natal do Porta dos Fundos, que apresenta Jesus como homossexual.

A juíza disse que, se atender a demanda, seria "inequivocamente censura decretada pelo Poder Judiciário”.

O pedido foi apresentado pela Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura, para que o grupo de humor ofendeu milhões de católicos porque retrata “Jesus como um homossexual pueril, Maria como uma adúltera desbocada e José como um idiota traído”.

Em sua decisão, Adriana Moura argumentou, também, que não viu no curta metragem "nenhuma ocorrência de crimes contra a religião, violação aos direitos humanos, incitação ao ódio ou discriminação".

Além do mais, segundo ela, “juiz não é crítico de arte”.



Para ela, o que a Associação Centro Dom Bosco pede não faz sentido, porque o "filme controverso está sendo disponibilizado para exibição na plataforma de streaming da ré Netflix, para os seus assinantes”.

“Ou seja, não se trata de exibição em local público e de imagens que alcancem aqueles que não desejam ver o seu conteúdo. Não há exposição a seu conteúdo a não ser por opção daqueles que desejam vê-lo. Resta assim assegurada a plena liberdade de escolha de cada um de assistir ou não ao filme e mesmo de permanecer ou não como assinante.”

A Associação Centro Dom Bosco já tentou censurar outros vídeo do Porta dos Fundos, mas não conseguiu.

Com informação de O Estado de S.Paulo e de outras fontes.



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Comentários

  1. Cristontos putos com a retração homossexual de seu mito. Passaram a história toda queimando quem não professasse a mesma fé. A conta está chegando. Resta calar a boca e aceitar o fim de mais uma mitologia.

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  2. http://www.ihu.unisinos.br/78-noticias/595246-o-que-se-sabe-sobre-a-sexualidade-de-jesus-houve-um-evangelho-erotico

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EDITOR DESTE SITE

Paulo Roberto Lopes é jornalista

profissional diplomado. Trabalhou

no jornal centenário abolicionista

Diario Popular, Folha de S.Paulo,

revistas da Editora Abril e

em outras publicações.

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