Igreja dos EUA gasta US$ 10,6 mi em lobby para não indenizar vítimas de pedófilos


Entre 2011 e 2018, a Igreja Católica norte-americana gastou em oito Estados US$ 10,6 milhões com lobistas para impedir ou dificultar aprovação de legislação que a colocasse como responsável pelos atos dos padres pedófilos.

É o que revela um estudo feito pelos escritórios de advocacia Williams Cedar e Seeger Weiss.

Nos Estados Unidos, as atividades lobistas estão previstas na lei.

A Igreja Católica tentou interferir na legislação sobre indenização por danos psicológicos e físicos das vítimas por preferir zelar pelas suas finanças e não pela recuperação de fiéis abusados.

O advogado Stephen Weiss disse que o estudo comprova que a Igreja Católica se recusou sistematicamente por décadas a assumir suas responsabilidades pelos padres depredadores sexuais.

Ao mesmo o papa Francisco pregava tolerância zero com os estupradores da Igreja.

Do total dos gastos, metade (US$ 5,2 milhões) corresponde à Igreja na Pensilvânia, Estado cujo grande júri e procuradores-gerais foram firmes na apuração de denúncias contra os padres pedófilos.

Em seguida, na lista de “investimento” contra as vítimas, está a Igreja do Estado de Nova Iorque, com US$ 2,9 milhões.

Em nenhum momento, no período captado pelo estudo, a Igreja Católica informou seus fiéis que parte do dízimo estava indo para o financiamento do lobby contra a indenização às vítimas de abuso.

50% dos gastos do lobby foram
feitos no Estado da Pensilvânia


Com informação do estudo de Williams Cedar e Seeger Weiss.





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EDITOR DESTE SITE



Paulo Lopes é jornalista profissional diplomado.
Trabalhou no jornal centenário abolicionista
Diário Popular, Folha de S.Paulo, revistas da
Editora Abril e em outras publicações.