Procurador da Pensilvânia acusa o Vaticano de acobertar padres pedófilos

"Padres e bispos
 mentiam para
 as autoridades"

O procurador-geral da Pensilvânia (EUA), John Shapiro, afirmou na terça-feira, 28 de agosto de 2018, ter evidências de que o Vaticano sabia do acobertamento de denúncias de abuso sexual contra cerca de 300 padres daquele Estado.
“Temos provas de que o Vaticano sabia dos abusos, mas não posso falar especificamente do papa Francisco”, afirmou em uma entrevista à NBC.

“Há exemplos específicos de onde o abusos aconteciam, onde os padres iam, onde os bispos iam e mentiam aos paroquianos, mentiam às autoridades, mentiam ao público, mas depois documentavam tudo em arquivos secretos que compartilhavam várias vezes com o Vaticano”, disse Shapiro.  


Ainda assim, segundo o procurador,  muitos religiosos não podem ser processados por causa do tempo entre os abusos e a investigação. 

Pelo menos, segundo ele, “nós devolvemos às vítimas suas vozes, permitimos que elas tivessem suas verdades compartilhadas, e sabemos que, ao compartilharem suas verdades, outras vítimas vão aparecer e compartilhar suas verdades”.

Desde a publicação do relatório, em meados de agosto de 2018, até hoje, mais de 700 chamadas para uma linha especial foram recebidas para relatar casos de abusos.

“Se pudermos agir em um desses casos, contra qualquer ‘cura predatória’ ou qualquer outra que tenha sido encoberta, nós o faremos”, afirmou Shapiro.

“É horrível pensar o que esses homens de Deus fizeram com essas crianças e depois tiveram que encobri-las intencionalmente para proteger esses padres da justiça.”

Com informação das agências.


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