Padre e 3 falsas freiras julgados por crime de escravidão em Portugal

por Maria Fernanda Guimarães

Um padre e três falsas freiras da Fraternidade Missionária Cristo Jovem, de Requião, Vila Nova de Famalicão, cidade do Distrito de Braga, Portugal, vão ser julgados por 9 crimes de escravidão. A ordem religiosa católica, de origem francesa, estabeleceu-se em Portugal há mais de 70 anos.

Padre Joaquim Milheiro entre seu advogado
e a falsa freira Maria Isabel Silva,
uma das acusadas. MP desconfia de
mais vítimas, além das nove  

O Ministério Público da cidade de Guimarães acusa os quatro responsáveis, assim como a instituição religiosa, de sujeitarem jovens noviças a "um clima de terror que as mantinha em regime de total submissão, sem possibilidade de reação", com castigos corporais, trabalhos pesados e humilhações físicas e psicológicas.

Injúrias e humilhações

Segundo o Ministério Público, as nove jovens noviças que passaram pela Fraternidade Missionária de Cristo Jovem sofreram “agressões físicas, injúrias, pressões psicológicas e castigos de diferentes tipos, sujeitas a trabalhos pesados, humilhações constantes e acesso restrito a comida, cuidados médicos e espaços de liberdade”.

As noviças recebiam castigos com chinelos mangueiras, chicotes e uma delas foi até obrigada a comer fezes de cão, numa verdadeira demonstração de sadismo.



O padre Joaquim Milheiro e três mulheres que com ele gerenciavam a Fraternidade Missionária de Cristo Jovem maltrataram mulheres noviças durante trinta anos. Uma delas acabaria se suicidando em 2004, houve um processo, reaberto em 2015 o que grou o julgamento de ontem, 29 de maio de 2019.

Com O PúblicoCorreio da Manhã, RTP


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EDITOR DESTE SITE



Paulo Lopes é jornalista profissional diplomado.
Trabalhou no jornal centenário abolicionista
Diário Popular, Folha de S.Paulo, revistas da
Editora Abril e em outras publicações.