Polícia identifica fanático religioso que fez ameaça de morte a Débora Diniz


Antropóloga é
 defensora da
 descriminalização
do aborto

[notícia]

A Polícia Civil do Distrito Federal identificou o autor de ameaças à antropóloga e professora do Instituto de Bioética da Universidade de Brasília Débora Diniz. Ela é pesquisadora da área de direitos reprodutivos e uma ativista na defesa da descriminalização do aborto, e foi uma das oradoras da audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o tema.

A PCDF não divulgou o nome do homem, mas ele foi identificado como H.G.M, tem 42 anos, e mora na cidade de São José dos Pinhais, no Paraná [mapa abaixo].

Ele não confessou o crime, mas a polícia comprovou a autoria de atos a partir de mensagens enviadas ao site da organização da professora, Anis. 

Entre as ameaças e injúrias, ele enviou mensagens desejando a morte da docente e proferiu palavras de baixo calão. Pelo que disse, trata-se de um fanático religioso.


O homem não foi preso. A equipe da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) coletou provas, apreendeu o disco rígido (HD) e encaminhou as informações ao Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) para abertura de denúncia por ameaça e injúria. 

Consultado pela Agência Brasil, a assessoria do MPDFT não soube informar se já havia inquérito aberto sobre o caso.

Segundo a delegada-chefe da Deam, Sandra Melo, não é possível admitir qualquer tipo de tolerância. 

“A gente tem que debater nossos posicionamentos no campo da argumentação, e não atentando contra o direito do outro. Nós não vamos admitir. A legislação brasileira tem dispositivos para que possamos enquadrar”, disse a delegada.

Em nota, a Anis informou que as primeiras denúncias foram feitas no dia 16 de maio e que a decisão foi por manter sigilo para preservar as investigações. 

A entidade considerou as ameaças uma iniciativa grave de silenciamento de defensores de direitos humanos que refletem um discurso de ódio contra alguém de quem se discorda.


Com texto e informação da Agência Brasil e de outras fontes.


Defensora da legalização do aborto deixa Brasília por causa de ameaças

Uma a cada cinco brasileiras já fez aborto, mostra pesquisa

Pastora luterana afirma que a Bíblia não criminaliza o aborto



Não grite 'assassina' à mulher que abortar por causa do zika

A responsabilidade dos comentários é de seus autores.

Comentários

-------- Busca neste site