Cristãos da Europa são mais intolerantes com imigrantes, apura estudo


Estudo feito
em 15 países
inclui os cristãos
 não praticantes

da rfi

Os cristãos da Europa do Oeste, praticantes ou não, têm mais tendência a criticar imigrantes e muçulmanos. A constatação é de um estudo do instituto Pew Research Center, que ouviu pessoas de 15 países publicado.

A pesquisa foi feita em agosto de 2017 com 24.599 adultos da Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Irlanda, Itália, Noruega, Holanda, Portugal, Suécia, Suíça e Reino Unido. 

Na França, 45% dos cristãos praticantes – em sua maioria católicos ou protestantes – declaram que “o Islã é fundamentalmente incompatível com a cultura e os valores do país”, contra 20% de cidadãos sem religião.


O fenômeno é ainda mais forte na Alemanha, com 55% dos cristãos praticantes contra as minorias, tendência encontrada em apenas 32% dos sem religião.

Na Itália, 63% dos cristãos são contra as minorias. Além disso, apesar dos pedidos do papa Francisco e das Igrejas Protestantes para que os fieis tenham empatia com a crise migratória, os cristão são mais favoráveis à diminuição da imigração do que os sem religião.

A Itália, que sofre com uma migração intensa desde 2015, se distingue com uma taxa elevada de 63% dos cristãos praticantes favoráveis à redução da imigração contra 36% dos que não tem prática religiosa. 

O Portugal é o país mais tolerante nesse quesito, com apenas 33% dos praticantes que exigem uma política migratória mais restritiva (26% dos sem religião tem essa opinião).

O centro de pesquisas Pew observa que os católicos têm mais tendência a intolerância religiosa do que os protestantes, como é o caso da Alemanha: 31% dos fieis ao papa dizem ter “a impressão de serem estrangeiros em seu próprio país” em razão do número de mulçumanos, contra 19% dos herdeiros de Lutero.


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