Igrejas dos EUA têm sido tímidas em combater apego às armas

por Massimo Faggioli
para o jornal L'Unità

Nos EUA o apego à 
Bíblia e o ao fuzil
 andam juntos
Ainda não se sabe se o massacre de Newtown irá mudar a atitude do norte-americano médio com relação às armas: os anteriores, principalmente a partir de Columbine High School, em 1999, não conseguiram.

Nos Estados Unidos, contam-se mais de 15 mil mortes por armas de fogo a cada ano (os números variam), e ele é um país desde sempre acostumado à violência. As estatísticas dizem que, nos EUA, há menos violência do que nas décadas anteriores, e que nos país circulam mais armas, mas essas mesmas armas estão nas mãos de uma parte numericamente descendente de norte-americanos: uma minoria, mas cada vez mais armada.

Também por esse motivo, o caso de Newtown não é uma exceção à regra, mas exatamente a regra de uma América em que o fetiche pela arma (não só pistolas e fuzis, mas também, recentemente, arcos e flechas supertecnológicos) tende a se ocultar em camadas restritas da população.

Reduzir a gênese do atentado à mentalidade perturbada do agressor equivaleria a ignorar um dos elementos típicos do cenário moral norte-americano. No seu "Democracia na América", Alexis de Tocqueville descrevera a viagem à conquista do novo mundo como a aventura into the wild do homem norte-americano armado com "uma Bíblia, um machado e um jornal".

Desde então, o mundo norte-americano mudou muito, mas não se atenuou a radical diferença com o mundo europeu quanto à percepção moral da violência e da posse de armas. Mas, ao lado dessa diferença entre a mentalidade norte-americana e a do resto do mundo sobre as armas nas mãos da população civil, cresceu também a distância entre os dois extremos da moral norte-americana, fruto da polarização cultural do país: a pro-guns e anti-abortion de um lado, e a anti-guns e pro-abortion de outro.

De um lado, os liberais acreditam na necessidade de um maior controle sobre a circulação das armas no território dos EUA e na total liberdade de escolha das mulheres acerca do aborto; de outro, os ativistas antiabortistas estão entre os mais aficionados àquela interpretação à segunda emenda da Constituição norte-americana que dá aos cidadãos o direito de portar armas.

Mas a jurisprudência constitucional sobre a segunda alteração é afetada por um fundamentalismo jurídico que passou da Bíblia para a Constituição – também graças aos juízes católicos da Suprema Corte, hoje nada menos do que seis dentre nove.

Esquece-se de que aquela emenda pretendia dar aos cidadãos o direito de se armar não para se defender do crime ou das violências domésticas, mas sim dos abusos do governo em uma América desde sempre desconfiada do poder, especialmente o do governo federal.

Os Estados Unidos da América são um país excepcional com relação ao mundo inteiro quanto à intensidade do sentimento religioso e quanto ao fascínio pela violência e pela morte: as duas coisas estão ligadas. O apego à Bíblia e ao fuzil muitas vezes andam juntos: não é por acaso que o Moisés de Hollywood, Charlton Heston, tornou-se o mais famoso porta-voz da National Rifle Association, o lobby capaz de fazer eleger deputados e senadores, e capaz de impedir qualquer tentativa de aprovar leis sobre o controle das armas.

O presidente dos Estados Unidos, sumo pontífice da religião norte-americana, tomado pela emoção, é a imagem da impotência desse pontífice de ter razão não só do lobby da NRA, mas também daquela grande fatia de norte-americanos que veem no direito de portar armas a última linha de defesa simbólica contra o governo, a política, os intelectuais, os gays, os meios de comunicação, o cosmopolitismo.

Aquelas crianças mortas, as lágrimas dos seus pais e de todos os pais dos EUA são os sacrifícios humanos que a América deixa se impor pela religião do fuzil. Até agora, as Igrejas norte-americanas foram tímidas sobre a questão das armas, muito mais tímidas do que sobre outras questões pro-life: é hora de que o controle das armas comece a fazer parte da "cultura da vida" na América religiosa. Até então, a religião das armas continuará ceifando vítimas.

Massimo Faggioli é historiador italiano, professor de história do cristianismo da University of St. Thomas, em Minneapolis-St. Paul, nos EUA. A tradução do texto acimam foi feita por Moisés Sbardelotto para IHU Online.





Fuzis americanos citam a Bíblia: 'Eu sou a luz do mundo'
janeiro de 2010

Comentários

  1. Os EUA, são intransigentes na garantia dos direitos do cidadão. O Aluno em questão ja apresentava disturbios mentais. Ja no Brasil nossos direitos são outorgados e o povo é prostrado.
    As armas são ferramentas de dissimulação. Com a nossa politica de abate do cidadão comum, apenas incentivamos a criminalidade , que ja não teme nenhuma represalia e age com total liberdade.
    Como deixaram armas entrarem na escola ? Antes que se façam comparações primeiro repensem a nossa segurança publica, sabidamente ineficiente.

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    1. Isso mesmo! Tem que espancar os crioulinhos que traficam cocaína. enquanto os moradores do Leblon, filhos riquinhos de globais e de desembargadores, põem meio quilo de crack na lareira em pleno verão!

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    2. Warner, o que está esperando pra fazer suas malas e se mudar para os USA, país cujo pensamento da maioria está afinadíssimo ao seu?

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    3. Nenhuma força divulga o total de suas armas. O inimigo não pode saber. É uma estrategia. As armas são ferramentas de dissuasão. O que eu defendo é que os fascinoras tenham receio, e nunca a certeza da tranquilidade. Alguem colocaria na porta de casa uma placa indicando aqui não temos armas ou temos ? A atual politica esta aumentando a criminalidade assustadoramente. É isso. Não se pode admitir que uma criança entre na escola com um fuzil de assalto usado em guerras. Que marginal tenham acesso irrestrito a essas armas, que são traficadas ate pelas forças armadas e pela policia. Armas de defesa o cidadão saudavel mentalmente deveria ter o direito de usar em sua defesa. Calibres restritos a uso civil. Ou alguem ajudar esses ladroes noiados e malucos que nos matam sem reação.

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  2. Impedir que crimes assim ocorram é impossível, podemos tratar os doentes mentais, limitar ou impedir o porte de armas melhorar a segurança das escolas. Das três barreiras a mais barata é limitar ou impedir o porte de arma, policiar todas as escolas para lidar com malucos armados ou monitorar todos os malucos é impossível. Claro que proibindo o porte de armas ainda teríamos armas ilegais, mas elas ficariam mais caras e inacessíveis, o que já diminuiria as mortes decorrentes.
    Agora compare o Japão com os EUA em relação a criminalidade, é obvio que um controle bem feito em relação as armas faz toda a diferença.

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    1. Pela quantidade de vezes que esse tipo de coisa já aconteceu por lá, acho estranho que não tenham tomado uma atitude ainda.

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    2. "Claro que proibindo o porte de armas ainda teríamos armas ilegais, mas elas ficariam mais caras e inacessíveis..."

      Assim como no Brasil, desde a lei do desarmamento? Caruê, em que País você vive? Com relação ao Japão, como é a lei sobre armas lá? Os japoneses são proibidos de ter armas?

      A verdadeira causa está em um mundo, que vem sendo doutrinado a milênios, de que existe uma "moral absoluta" derivada de um ser imaginário...

      Todas as atrocidades que aconteceram nos colégios americanos, foram provocadas por pessoas regidas por esta moral.

      "Tirem todas as armas de fogo dos homens e eles se matarão a facadas.

      Tirem todas as facas e eles se matarão a pedradas.

      Tirem todas as pedras e eles se matarão a socos e pontapés.

      Cortem os pés e as mãos e eles continuarão se matando a cabeçadas e dentadas.

      Seria então a solução, arrancar suas as cabeças?"


      Essa é pra pensar...

      Um forte abraço

      Ferreira

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    3. Sr.(a) Ferreira, só está se esquecendo de um detalhe: facas, pedras, socos, pontapés, cabeçadas e dentadas não chegam aos pés do poder de destruição das armas de fogo.

      Ruggero

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    4. O Japão é um dos pais desarmado, eles foram muito eficientes provavelmente por ser um pais pequeno e isolado pelo mar. Concordo que pessoas assim vão encontrar algum meio de matar, mas é obvio que com uma faca ou na porrada é quase impossível matar tantas pessoas.
      Existe uma tribo em que quando os homens tem algum desentendimento suas mulheres escondem as facas para que não haja morte no grupo.
      Esta é para pensar...

      A LEI do desarmamento não foi ganha, a industria armamentista convenceu o povo de que devemos ter este direito. Embora culturalmente não tenhamos uma população armada, esta população desarmada escolheu assim, a contra gosto do governo que agora busca meios alternativos para retirar as armas das ruas. Como campanhas na qual vc entrega sua arma ilegal sem qualquer represaria.

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    5. Sr. Ruggero, a analogia foi direcionada aos instintos primitivos do ser humano; é obvio que não podemos comparar armas de fogo com facas e socos. Segundo seu entendimento; de onde vem toda esta fúria homicida? Gostaria de ler sua opinião.

      Sr. Caruê; no japão existe pena de morte e até mesmo o castigo com varas. Não se esqueça que não estamos falando de um Pais "catequizado".

      Com relação às tribos indígenas, seria maravilhoso que pudéssemos viver tal como eles. Em sua opinião isto é realmente possível? Como poderíamos transformar isso em realidade?

      Na questão do desarmamento; como vivemos em um País muuuito atrasado; creio que temos penas brandas demais para os criminosos; principalmente aqueles ditos "incorrigíveis"; daí concordo com o Sr. que o Japão seria um ótimo exemplo a ser seguido - de novo: lá tem pena de morte.

      Em minha singela e humilde opinião, dificultar o acesso as armas ao cidadão de bem; ao mesmo tempo em que se criam mais e mais mecanismos jurídicos para "facilitar" a vida dos criminosos, é mais perfeito exemplo de como induzir/incentivar indiretamente o crime. Isso é apenas mais um dos absurdos que infelizmente ocorrem em nosso País.

      Bom, essa é apenas minha opinião, respeito quem pensa diferente e até aprecio ouvir o contrário.

      Abraços a todos

      Ferreira

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    6. Sou contra a pena de morte, pois o sistema é imperfeito logo vai mandar pessoas inocentes para a morte é só questão de tempo ate mandar um preto pobre e inocente para a forca. Ter um sistema mais rígido, acredito que não seja o ideal, prefiro que exista um sistema mais inteligente que prenda quem realmente é uma ameaça, os presídios estão lotados de mulas(pessoas presas por levar pequenas quantidades de drogas) e ladrões de ´´galinha``.
      O meu objetivo ao citar as tribos indígenas é dificultar o acesso as armas para homens tomados por uma insanidade causem um dano menor. Este homem louco provavelmente teria feito menos vitimas com uma arma de menor poder.

      Precisamos sobretudo de um judiciário rápido e forte o bastante para punir os criminosos de colarinho branco, os peixes grandes.

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    7. Ferreira, nossa atual politica, atraves dos maus exemplos assistidos diarimente, obviamente incentiva a criminalidade. É ingenuiade deixar que a segurança publica atua sozinha, ela não da conta. É preciso que o estado de exemplos para que os bandidos ou candidatos a bandidos mudem de ideia.

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    8. Caruê, É verdade nosso judiciario não poderia ser responsavel pela pena de morte, pois ele não consegue julgar nem briga de transito, antes que os carros se desmanchem. Nos EUA, se compra fuzil de guerra pelo correio, ja pensou aqui o carteiro seria assaltado. Imagine se não temos segurança nem para entregar um presente de natal.

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    9. Ferreira, a simples posse da transmite sensação de poder ao dono. Você se sente (bem, depende de cada indivíduo, mas...) mais forte que aqueles desarmados. Instinto de predador, mesmo. E, só para provocar: a religião ajuda a incitar esse instinto. Quem já foi a um culto evangélico, principalmente, vê como eles falam em poder. Aliás, ao lado de "demônio", "poder" é a coisa que eles mais falam. Outro fato sintomático é aquela igreja que, para atrair novos fiéis, está (ou estava, depois dessa tragédia duvido que terão a cara de pau e insensibilidade de continuar com a artimanha) oferecendo curso de tiro. Uma das frases mais repetidas pelos crentes, vinda da Bíblia, é "tudo posso naquele que me fortalece". Muçulmanos, por sua vez, cometem atentados (que vitimam homens, mulheres e crianças) achando que estão praticando os desígnios de Alá. O genocida da Noruega que matou 80 pessoas é um cristão ultradireitista. Há outros fatores que incitam a violência, mas, como é objeto de discussão do site, a religião é o fator que considero dos mais fortes e nocivos nesse assunto.

      Ruggero

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    10. Vejo o rosto dessas crianças que perderam a vida por causa de um babaca armado e leio na net os comentários de total insensibilidade e/ou completa hipocrisia dos adoradores de Jeová (tipos "é a vontade de deus", "mistérios de Deus", "que Deus as tenha", etc.) e sinto náuseas: essa gente ainda ora para um tal ser "superpoderoso" que: estaria lá no momento do crime e nada fez; saberia do momento da tragédia e nada fez; tinha poder para salvar as crianças e também os adultos e... nada fez! Daí aparece um FILHO DE UMA ÉGUA falando em livre-arbítrio! Que p... de livre arbítrio é esse?! Esse "ser supremo" respeita a escolha de um traste ordinário em matar crianças e desrespeita a escolha dessas crianças que, obviamente, era viver!!! Omissão é crime! Ainda mais quando se tem (supostos) poderes imensuráveis! Louvar e orar para esse canalha?! PQP!!! Qualquer um que, tendo poderes, deixa uma criança morrer, é digno de desprezo, asco, repulsa!

      E agora eu chego ao ponto que tem a ver com o post em questão: se as pessoas procurassem mais se inteirar das leis, dos direitos e deveres de cada um, ao invés de perder tempo em igrejas, provavelmente votariam em políticos preparados para um mandato que visasse a um controle eficiente e severo de armas, sem ficar fazendo as vontade$ da indústria bélica.

      Basta de as pessoas deixarem as vidas de seus filhos sujeitas à 'vontade' de um mito grotesco! Essa matança nos EUA e outras partes do mundo só acabará quando pararem de pedir proteção e se tornarem, eles, cidadãos, agentes protetores.



      Ruggero

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  3. Por que isso não acontece em Israel, por exemplo? Por que lá muita gente anda armada. Um saca a arma e muitos acabam com ele. Acho que o problema não e´a arma, mas os loucos que as tem. Ninguém normal sai por aí atirando em crianças, mas quem não atiraria no maluco para defendê-las? Não seria um modo de diminuir a tragédia? O que tem de ser feito é um bom curso preparatório, acompanhamento do proprietário da arma, etc. Ou seja, rigor! Mudar a cultura do povo. Tá cheio de PM, policial civil, federal e até bombeiro, inclusive de folga, andando armado por aí, e as tragédias tem aumentado? Não. O problema é arma na mão de criminoso e gente despreparada. Se todo mundo portasse arma, e nossa cultura fosse outra, não haveria tantos crimes. Aqui o cidadão de bem não pode ter arma, o criminoso tem e a usa. O que o Brasil precisa é educação e salários, e acabar com a impunidade. Aí ninguém vai precisar carregar quase 2 quilos de aço na cintura. A mudança que precisamos é de cultura, não mais armas.

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  4. Paulo Lopes,
    frequentemente me sinto abismado com o nível dos 'comentários' que vejo na sequência de suas notícias, matérias ou artigos. No nível do rancor, da violência verbal, da falta de bom senso, do sentimentalismo, textos vingativos, irracionais que refletem posições egocêntricas, retrógradas, mediocres.
    Hoje, um senhor postou que o HIV mata mais que as armas. Mas que comparação canhestra, desumana, míope, rancorosa e preconceituosa.
    Fico a me perguntar então qual a eficácia de sua linha de 'combate'. Sim, porque você também encara seu ofício na internet como uma linha de combate, não é? É preciso fazer as pessoas raciocinarem, refletirem, não acha?

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    1. Nisso eu concordo contigo.

      Vemos aqui, assim como nas ruas, a maioria com sentimentos revanchistas, egoístas, etc. Veja como reagem quando é postada uma matéria sobre a prisão de acusados de crimes sexuais: A maioria manifesta desejo de revanche atroz, esperando que o acusado seja barbarizado na prisão. Também fazem ameaças a quem defende relacionamentos amorosos entre adultos e menores, agindo iguaizinhos aos puritanos religiosos mais histéricos.

      Nesta matéria, vemos claramente que os leitores não perceberam que a crítica é voltada à cultura estadunidense, ao tipo de valores morais.

      Enfim, isso demonstra que em países como USA e BRA, mesmo ateus e pessoas sem religião estão profundamente influenciados por princípios e valores fundamentalmente religiosos.

      Não há esperança de mudança, nem a curto e nem a médio prazo. Lamentavelmente...

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  5. Eu acho muito fácil dizer que a culpa é das pessoas, e não das armas. Claro que as armas não terão culpa de nada, são objetos. Mas o que eu quero dizer é porque permitir armas? Como o anon acima disse, o que o Brasil (e outros países) precisa é de educação e salários. Mas mesmo não tendo isso, proibir armas é uma forma de evitar que as armas caiam facilmente nas mãos de idiotas como esse que matou as crianças. Acho que os EUA deviam fazer o mesmo, mas lá ninguém faz ABSOLUTAMENTE nada contra armas, nem mesmo as próprias igrejas, que supostamente deveriam pregar "Não matarás"... Ah é, esqueci que o cristianismo é uma religião centralizada na morte.

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  6. Paulo,
    frequentemente fico abismado com as declarações, a guisa de comentários, que encontro na sequência de suas notícias, artigos e matérias em geral. Textos chulos, raivosos, de baixo nível, egocêntricos, desumanos mesmo.
    Hoje, por exemplo, a respeito da recente matança em mais um colégio nos EUA (ver artigo acima), um senhor de meia idade postou que o 'HIV mata mais que as armas'. Mas que comparação tacanha, vil, medíocre, sem bom senso, irracional, preconceituosa.
    Fico então a me perguntar se não seria necessário um novo enfoque, que privilegie a humanidade latente em todos, sejamos de qualquer religião ou de nenhuma religião. É preciso estimular as pessoas a pensarem, refletirem. Não acha?

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    1. Acho, mas está é uma longa discussão, talvez sem conclusão, porque acho que a perversidade também faz parte do que você chama de "humanidade".

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    2. Pensamento crítico e libertário por aqui é como uma gota de óleo no oceano.

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  7. Certamente os pró-abortos estão mui felizes, afinal a maioria das mortes foram de crianças e os abortistas adoram ver crianças mortas ou existe diferença entre se matar uma criança que está no ventre da mãe ou se matar uma criança de 4,8 ou 10 anos?

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    1. Psicopata detected

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    2. Falacias...apenas falacias

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    3. Vocês, teístas, já preferem que a criança nasça e cresça para que vocês matem. Mas a diferença é que os abortistas, em sua maioria, defendem o aborto em situações de risco à mãe, ou em resultado de estupro, ou anencefalia. Nada me tira da mente que os teístas só se preocupam com crianças porque elas, doutrinadas desde cedo, serão a fonte de sustento dos vagabundos parasitas da igreja. Em suma, um bando de interesseiros hipócritas, os mesmos que, obviamente, não irão ajudar no sustento da criança fruto de estupro, no enterro da mãe que morreu (assim como o bebê) numa gravidez de risco e chance zero de sobrevivência, e nem vão chorar com a mãe do anencéfalo que virá a morrer dias após o parto. Farto da hipocrisia de vocês, crentes.

      Ruggero

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    4. Se a mãe morrer numa gravidez de risco, os abutres teístas ganham duas vezes, afinal, além do novilho ser doutrinado na disciplina religiosa (para ser um soldado perpetuador do sistema) também servirá de alimento para os orfanatos que suas instituições administram para captar recursos da sociedade (recursos em todos os sentidos).

      Quanto aos "abortistas", vale lembrar que independente dos motivos para abortar, não se trata de matar uma criança, mas esperar que os hipócritas reconheçam isso seria utópico demais!

      Ademais, diante do exposto no artigo principal, tal frase retrata perfeitamente o sentimento dos "pró-vida":

      "Vocês, teístas, já preferem que a criança nasça e cresça para que vocês matem."

      #FATO

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    5. Se não é capaz de perceber a diferença entre um embrião e uma criança concebida e em plena formação vivendo no mundo exterior, então só pode sofrer de psicopatia mesmo.

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  8. Comentario muitas vezes são criticas a outros comentaristas, ate de ordem pessoal, e acabam saindo do foco da reportagem

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    1. Sim, o seu comentário inicial já se dirige de forma repreensiva aos outros leitores antes mesmo que eles comentem. Sem contar que você mais direcionou a questão para a realidade brasileira, saindo do foco da reportagem.

      Quantos paradoxos, não?

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    2. Bros obrigado por ler meus comentarios. Fico feliz por ter ibope.

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  9. Sinceramente não vi nexo no texto. O autor simplesmente associa o conservadorismo em relação ao controle do porte de armas com o conservadorismo religioso. Não vejo ligação alguma. É colocar todos que tem uma opinião contrária à sua no mesmo saco.

    Não gosto de armas, mas não vejo na proibição do uso ou na sua restrição algo útil. Um exemplo é o Brasil, onde o porte de arma é complexo de ser obtido, além de caro, e a violência não é menor do que nos EUA (pelo contrário, é maior [1]).

    Mas temos sim sérios problemas quanto à questão cultural. Algo que você possa usar para tirar a liberdade de outra pessoa implica em sensação de poder. E prazer pelo poder é algo que nenhum ser humano - em minha opinião - está imune.

    Sou totalmente contra as campanhas de desarmamento no Brasil, por motivos já conhecidos, como o fato de a maioria absoluta dos crimes serem cometidos com o uso de armas não legalizadas e pelo fato de deixar a população cada vez mais a mercê daqueles que não ligam para a lei e têm acesso fácil a armamento. Aí fica na mão do Estado proteger as pessoas. Mas os quinhentos e tantos anos de Brasil estão aí para mostrar que o Estado é extremamente ineficiente nesta função. Creio que outros países tenham histórias semelhantes.

    A questão do controle sobre as armas é complicado, principalmente em relação à cultura. Como a cultura é disseminada principalmente pelos meios de comunicação em massa, imaginem se o governo cria uma lei proibindo a veiculação de armas de fogo em filmes, revistas ou games, para impedir que isso influencie as pessoas? Seria uma afronta à liberdade de expressão ou não.

    Ao meu ver uma melhoria poderia ser um controle maior sobre a venda e o registro de armas, mas sem burocracias que impedissem que as pessoas tivessem acesso à estes objetos. Da mesma forma como há o controle e registro da posse de veículos automotores. Neste caso, controlar não implica em impedir, já que qualquer um pode ter um carro, tendo passado por treinamento e pagando tributos sobre ele.

    Não possuo armas de fogo, não gosto de armas de fogo, mas isto não me dá o direito de achar correto que quem precise ou queira não possa ter.

    [1] http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/12/121218_armas_brasil_eua_violencia_mm.shtml

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  10. O problema não está no porte ou na posse de arma em si, mas sim na extrema facilidade, no pouco critério e no pouco ou nenhum treinamento para se obter uma arma de fogo. A Suíça está ai que não me deixa mentir!

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  11. Solução para o problema das armas nos EUA:

    http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=fdofmd7yj04

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  12. Como será que está, agora, a cara dos pastores daquela igreja que oferece curso de tiro para atrair fiéis?...

    Ruggero

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    1. Pois é. E depois falam sobre igrejas "combater apego às armas"...

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  13. Uma duvida de entendimento. Em que se referencia esta parte do artigo?

    ...Mas a jurisprudência constitucional sobre a segunda alteração é afetada por um fundamentalismo jurídico que passou da Bíblia para a Constituição – também graças aos juízes católicos da Suprema Corte, hoje nada menos do que seis dentre nove...

    Obrigado

    Antônio Ferreira



    Leia mais em http://www.paulopes.com.br/2012/12/igrejas-dos-eua-tem-sido-timidas-em-combater-apego-as-armas.html#ixzz2FW1fa4MX
    Paulopes informa que reprodução deste texto só poderá ser feita com o CRÉDITO e LINK da origem.

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  14. Temos muitos pontos de vista contrarias quanto as armas aqui.

    Armas foram feitas para MATAR sim, mas isso não quer dizer q é sua unica utilidade.
    Pegamos o kendo(estilo de luta japones que utiliza espadas), seu principal objetivo era ensinar a se matar com uma espada, entretanto passou a ser uma forma de luta marcial para se desenvolver o corpo e a mente!
    Arma de fogo é lazer para muitas pessoas, fazendo bem para o corpo e mente tambem!
    O problema não é o porte de armas, e sim a pessoa que usa a arma, alguns usarão sua arma somente como uma ferramente para se vingar de algo e outros como lazer.
    Mtos falam sobre acidentes que podem ocorrer, mas acidentes simplismente ocorrem, seu filho pode morrer de escurregar e bater a cabeca( e isso acontece mto mais vezes do que filhos q atiram no amigo).
    O problema nao é ter armas, e sim para o que usa-las!

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