Ex-freira Elizabeth, 73, conta como virou militante ateísta

Elizabeth Murad
'Quando saí [do
 convento], era como eu 
tivesse renascido'
Elizabeth Murad (foto), de Fort Pierce (EUA), lembra bem do dia em que saiu do convento há 41 anos. Sua sensação foi de alívio. Ela tocou as folhas de cada árvore pela qual passou. Ouviu os pássaros enquanto seus olhos azuis percorriam o céu, as flores e grama. Naquele dia, tudo lhe parecia mais belo.

“Quando saí, era como se eu estivesse renascido”, contou. "Eu estava usando de novo os meus sentidos, querendo tocar em tudo e sentir o cheiro de tudo. Senti o vento soprando em meu cabelo pela primeira vez depois de um longo tempo." Ela ficou 13 anos em um convento franciscano de Nova Jersey.

Hoje, aos 73 anos, Elizabeth é militante ateísta. É filiada a uma fundação que denuncia as violações da separação entre o Estado e Igreja. Ela tem lutado contra a intenção de organizações religiosas de serem beneficiadas com dinheiro público. Também participa do grupo Treasure Coast, de humanistas seculares.

Em sua casa ela tem uma foto em preto e branco tirada há 50 anos onde aparece com o hábito de freira. Guarda essa foto como marco de uma época em que suas dúvidas se acentuaram, questionando a sua fé. "Foi o começo do que sou hoje."

Elizabeth nasceu em um lar católico. Ia à missa aos domingos, se confessava a cada duas semanas e às sextas-feiras sua família se abstinha de carne. “Uma vez, comi carne por engano em uma sexta-feira”, disse. "Então corri sem parar até a igreja para me confessar. Eu não queria ir para o inferno."

Um dia uma irmã entregou em sua classe uma história em quadrinhos sobre como se tornar “noiva de Cristo”. “Eu pensei ser o tipo de vida que gostaria de ter", disse. "As meninas da classe viviam chorando por causa dos meninos que não gostavam dela, e eu decidi que não ia desperdiçar minha vida daquele jeito. Eu preferia fazer algo mais significativo.”

Ela entrou no convento quando se formou no ensino médio. "Ela pensou que foi chamada por Deus", disse o pediatra James Oleske, irmão de Elizabeth. “Minha mãe e meu pai ficaram muito chateados, mas concordaram porque acreditavam que ela estava em busca de sua felicidade”, afirmou. "Mas eu sabia que ela não pertencia ao convento."

Não demorou para que Elizabeth começasse se frustrar, porque, como já achava o seu irmão, ela percebeu que a vida em um convento conservador não fazia sentido.

Ela se lembrou, por exemplo, de um episódio no convento nos anos 60 que se deu com a  implantação dos ensinamentos do Concílio Vaticano II.

"Havia um grande problema sobre as mudanças que tinham de ser feitas em nossos hábitos”, disse. "Nós passamos horas discutindo se o hábito devia ser na altura do joelho ou abaixo. Eu me levantei e disse: ‘Por que estamos falando de joelhos? Não deveríamos nos concentrar em fazer o bem para a comunidade, ou algo assim?'"

A madre superiora não gostou da rebeldia de Elizabeth e, como castigo, deixou-a por uns tempos sem o anel de casamento com Deus.

Toda sexta-feira Elizabeth, a exemplo das demais irmãs, tinha de cumprir o rito da mortificação corporal, chicoteando as costas com uma corrente. "Eu não conseguia acreditar que havia um Deus que queria aquilo para nós."

Quando Elizabeth falou no convento sobre suas dúvidas e incertezas, foi encaminhada a um psiquiatra e a um retiro espiritual. Então ela concluiu que tinha chegado o momento de deixar o hábito. E chamou Oleske para tirá-la do convento.

Oleske disse que a readaptação da irmã à vida secular não ocorreu de imediato naqueles anos 70. Ela continuava a não usar maquiagem e com frequência esquecia sua bolsa nos locais em que passava, porque, como freira, não a usava. Andava curva, com as mãos cruzadas, como na época em que esteve no convento. “Ela interagia com as pessoas como se fosse freira”, contou o irmão. "Ela era uma mulher adulta, mas agia como uma adolescente precoce, com poucas experiências de vida."

Na tentativa de se reencontrar, Elizabeth pesquisou o judaísmo e o budismo, mas não se sentiu atraída por nenhuma das duas crenças. "Não demorou muito para perceber que eu estava falando para mim mesmo”, disse. “Então decidi que não queria nada com religião.”

Em 1976, ela foi contratada como assistente de serviço social (profissão na qual se formara após sair do convento) em Miami, onde conheceu James Murad, com quem se casou. “Nós nos apaixonamos.” O casamento durou 29 anos e só se acabou com a morte de James, aos 70 anos.

James era ateu e humanista, e Elizabeth aderiu o estilo de vida do marido, tornando-se a militante que é até hoje.

O marido foi importante na transformação de Elizabeth em uma humanista secular, mas ela lembrou que uma conversa que teve com sua mãe talvez tenha sido mais.

"Eu tinha 10 anos e estava sentada na minha cama. Minha mãe, que penteava meu cabelo, do nada me disse: 'Você sabe, eu realmente admiro as pessoas ateias. Elas podem ser amáveis ​​apenas por uma questão de serem boas. Sua bondade não tem nada a ver com ir para o céu’".

"Isso, o que ela me disse, ficou comigo toda a minha vida."





Com informação do TCpalm.

'Meu nome é Teresa, fui pastora metodista e agora sou ateia'
maio de 2012

Comentários

  1. um mundo sem religiões, um mundo bem melhor !!

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    1. "Imagine there's no heaven
      It's easy if you try
      No hell below us
      Above us only sky
      Imagine all the people
      Living for today"

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    2. Saiu de uma cadeia e caiu em outra.

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    3. manda ela ir lá pro meio dos ateus, China, coreia do norte...não tem nenhuma diferença do lugar q ela estava cativa.


      murmurador

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    4. Ainda bem que você assume que é só um murmurador, afinal, é leviano e só fala bobagens mesmo!

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    5. Um mundo sem prisões de pensamento, é que será um mundo melhor. Como alguém disse aqui, saiu de uma cadeia e deixou-se prender por outra...O que estas pessoas com sensibilidade aguçada, certa "tendência" de procurarem razões extraordinárias para vida, NÃO DEIXAM DE PROCURAR...é o tal do sentido metaexistencial , supraordinário, que é o tal do sentido altruísta maior...É incrível como até a literatura é A MESMA...Percebi o tom "piegas" da narrativa, como se fosse o hagiológio de uma "santa" atéia...Quanta bobagem! Um misticismo por outro, uma fé por outra, uma sensação de que existe algo, por outra que não existe alto, uma certeza infantil por uma dúvida sistemática...! O que ela precisava, coitada, era de casamento. Não foi o "suposto ateísmo" do marido, mas o seu companheirismo, e isso pode ser vivido no casamento(muitas vezes não!) como no convento ou qualquer outra parte. NÃO TINHA VOCAÇÃO nenhuma pra freira, porque vocação não brota de fuga, nem de desejos "ardentes" de feitos, de "autênticas" expressões de ideais...É o mesmo fervor dos ateus, em suas causas e milícias pseudo-revolucionárias, suas exaltações missionárias! Acho que o mundo de amanhá rejeitará as duas posturas, porque ambas são fanáticas, fundamentalistas e visionárias.

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    6. Groselhas e mais groselhas. Lindas palavras inúteis.
      Pqdrocha.

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    7. tinha q ter ido soltar a franga, tirar o tempo q ficou lá vendo as coitadas presas do romanismo.


      concordo com o MURMURADOR.

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    8. Um mundo sem idealismos é que seria um mundo melhor.

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  2. Ela achou a verdade em um convento !

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  3. Uma prima minha sonhava em ser freira, depois de 1 ano em um convento desistiu totalmente desse "sonho". Motivo: Lesbianismo entre freiras. Depois ela virou evangélica e viu também que aquilo não era vida e depois de anos e anos de terapia ela virou atéia.

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    1. Lesbianismo não é sinônimo de estupro. Alguém tentou forçá-la a manter relações afetivo/sexuais com outras mulheres, foi isso? Ou ela era homofóbica e não tolerou conviver com a homoafetividade alheia mesmo...

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    2. Bom questionamento!

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    3. Talvez nenhuma das duas coisas, nem forçaram ela a nada, e nem ela era homofóbica.
      Só não aturou a hipocrisia de um local onde existe lesbianismo, mesmo a bíblia considerando pecado, ou simplesmente por freiras fazendo sexo entre si, depois de jurar não fazer com ninguém.
      Talvez, simplesmente por isso, ela viu que a verdade não estava ali.

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    4. "conviver com a homoafetividade alheia mesmo..."\
      mas se estamos falando de uma religião, automaticamente estamos abolindo tais opções ou praticas, não?

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    5. acho que ela era homofóbica mesmo

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    6. Também acho, até por que fez questão de enfatizar o "lesbianismo".

      Por que não disse apenas que estava incomodada com as relações afetivo/sexuais que ocorriam por lá?

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    7. Tentaram forçar ela a fazer sexo.

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    8. Então não misture tentativa de estupro com "lesbianismo".

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    9. nao entendi, lesbianismo é a religiao das lesbicas? lol

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    10. Deve ser, pois a sexualidade das lésbicas é a homossexualidade. Logo, "lesbianismo" deve ser algum tipo de religião, pelo menos é o que deve pensar as pessoas que usam esse termo.

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    11. deveria ser lesbianidade o termo certo para a orientação.

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    12. É um engano folclórico se pensar que no meio de freiras há farta tendência e práticas de lesbianismo. Embora haja farto material, e as inevitáveis homoafinidades femininas, como as que são visíveis (e inquestionáveis, pelo preconceito machista) ENTRE HOMENS; o mundo do clero regular feminino é indiscutivelmente frígido, refratário às expressões SEQUER DA AMIZADE ELETIVA, pois tudo é visto como desvio da adoração irrestrita, do serviço incondicional ao terrorismo do hábito. Uma moça não pode ter "amizade exclusiva"(linguagem delas) com outra, não porque seja prenúncio de lesbianismo, mas porque é particularismo, parcialidade, tendencia ao individualismo...E na suposta vida comunitária, ou o ideal que formam dela, TUDO DEVE SER COMUM. As conversas sempre em rodas, as proibições de andarem duas a duas, os eventos todos em coletivo, e as constantes "separações"(coisa típica de freira, separar uma aluna da outra), entre as afinidades, ou simpatias...São um verdadeiro terror anti-lesbianismo, uma espécie de profilaxia da paixão sáfica. Em certo sentido, elas têm um que de prudencia e razão, nenhuma instituição sobreviveria, com base em tais panelinhas, casinhos e outras homoexclusividades, ainda mais num ambiente SÓ DE MULHERES. Daí a coisa ser tão militar, tão "evangélica", porque as associações de mulheres protestantes, seminários de educadoras cristãs, e outros quartéis da feminilidade eclesiástica evangélica, são todas iguais, a cópia da cópia. Sei disso porque fui professora de grego em instituições de ambas correntes. Não há o que se esperar de bom de uma mulher de pastor que dirige um seminário para moças, nem de uma freira. São híbridos da feminilidade, verdadeiros sargentos de saia. Talvez haja alguma ou outra fanchona, mas fatalmente se trairá, e será execrada. O reduto é mais de sado-masoquismo, que propriamente de lesbianismo.

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    13. pode ter sido a reação homofóbica conforme mencionado pelo Anônimo 4 de novembro de 2012 20:52, na verdade internalizado por anos de criação, afinal a homofobia está mais relacionada com a criação vivida na infância do q propriamente com a religião. Q o digam alguns ateus homofóbicos. Mas deixo claro q isso é apenas conjetura. O Pablo Aaron dos Santos também foi razoável ao mencionar a hipocrisia. Agora, não vamos generalizar: nem todo convento de freiras tem lesbianismo, muito do q se diz por aí também tem ar folclórico como diz o Anônimo5 de novembro de 2012 22:02. Abraços.

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  4. "Toda sexta-feira Elizabeth, a exemplo das demais irmãs, tinha de cumprir o rito da mortificação corporal, chicoteando as costas com uma corrente."

    Mano, escreve um livro sobre isso ai a la "50 tons de cinza" que vai vender horrores.

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    1. Isso mesmo. Se não existisse a religião, ela poderia ter levado uma vida plena desde o começo, sem ter passado por esse episódio sombrio que usurpou parte da existência desta e de tantas outras pessoas!

      Que bom ela ter saído a tempo, mas o ideal é que ela - e nem ninguém - nunca tivesse sido persuadida a ingressar naquele lamaçal.

      Quanto antes a religião for extinta, mais pessoas poderão ter uma vida plena!

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    2. Se não existisse A CIVILIZAÇÃO, você quer dizer. Porque a religião faz parte desta , e é sua principal instituição "civilizadora", junto com a Escola, a guerra dos sexos, a divisão social do trabalho, a ditadura do gênero, tudo contando com a religião, como FORÇA REPRESSORA da liberdade sexual e sua maior controladora. Mas aí não haveria humanidade como a conhecemos hoje; e sim a do passado, totalmente castradora e de culpas administradora. O fato DA RELIGIÃO SER A PRINCIPAL INSTÂNCIA de administração desta culpa, via ofertas, sacrifícios e dádivas, indica justamente que há uma classe que USA o clero pra receber tais oferendas e iludir com falsas promessas. E nós sabemos MUITO BEM QUEM, não adianta dar uma de covarde e mandar por o guizo no pescoço do gato. Tem é que ir mesmo.

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  6. Que fantástico! Muito bom ver gente que se livrou das amarras dos dogmas. :)

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  7. Satanás o Único e Verdadeiro. Eu Sou.4 de novembro de 2012 21:36

    Porque ser uma crente devota ? O que ela esperava receber em troca de sua devoção .?

    A verdadeira liberdade é conhecer a mim , como único soberano e provedor de suas necessidades.

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    1. Amém. Lúcifer é o Senhor.
      Sem abstinência, só indulgência...

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  8. Muito legal o post.
    Quando a pessoa vira atéia ou agnóstica depois de uma experiência religiosa, ela tem muito mais bagagem e experiências no assunto. Tem histórias pra contar.

    Winston Smith

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    1. Winston Smith

      Sim. Conhecimento e experiência são muito importantes para dar sustentação àquilo que acreditamos e às lutas que escolhemos lutar.

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    2. Por isso você conhece bem a Bíblia e a história do cristianismo sob a ótica cristã, afinal, isso é essencial para que você possa defender de a religiosidade de maneira mais persuasiva, não é mesmo?

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    3. Anônimo4 de novembro de 2012 22:14

      Não, meu caro anônimo. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Para a defesa da religiosidade não é necessário conhecer a Bíblia, mas, sim, conhecer:

      1 - DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DO HOMEM E DO CIDADÃO DE 1789

      Artigo 10º - Ninguém pode ser inquietado pelas suas opiniões, incluindo opiniões religiosas, contando que a manifestação delas não perturbe a ordem pública estabelecida pela Lei.

      2 - DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS DE 1948

      Artigo XVIII - Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular.

      3 - CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988

      Art. 5º - VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;

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    4. defender
      v. 1. Tr. dir. Dar auxílio a, proteger. 2. Tr. dir. Falar a favor de, interceder por. 3. Tr. dir. Patrocinar ou advogar a causa de. 4. Tr. dir. Abrigar, resguardar. 5. Pron. Livrar-se, resguardar-se.

      Mas não é novidade o Willian Papp fingir que não compreendeu que o termo "defender" foi colocado no sentido de que ele faz apologia ao discurso religioso, afinal, agir de forma dissimulada é uma especialidade dele!

      Só mais um fundamentalista ardiloso e desonesto...

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    5. Para saber que possui o direito de defender a religiosidade é necessário conhecer tais leis, mas para defendê-la (apologizá-la) de forma convincente, é necessário conhecer sua doutrina, sim.

      Mas o ateu com alma de cristão finge não ter compreendido isso.

      O mal de malandro é achar que todo mundo é otário!

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    6. Senhores anônimos.

      Vocês não percebem os absurdos que falam?

      O outro achou que meu poste dizia que eu não defendia a liberdade e o direto das pessoas terem religião.

      E o outro diz que é necessário conhecer a doutrina religiosa para se poder defender a liberdade e o direto das pessoas terem religião.

      Quer dizer, então, que para eu defender a liberdade e o direito dos muçulmanos de serem muçulmanos e de praticarem o islamismo eu tenho que conhecer a doutrina islâmica?

      Mesmo raciocínio para o judaísmo, xintoísmo, hinduísmo, zoroatrismo. Por favor, senhores, olha a coerência. Pensem antes de falarem.


      Eu disse que eu não preciso conhecer a bíblia para defender o direito que todas as pessoas tem de serem religiosas, terem uma religião, praticarem uma religião. É necessário, apenas, conhecer a nossa lei e os institutos que a inspiraram e inspiram as constituições de outros países.

      Para ficar claro: eu defendo o direito das pessoas poderem ter crenças religiosas e as manifestarem do jeito que quiserem, desde que, evidentemente, essas crenças e manifestações não infrinjam a Lei.

      Ficou claro, senhores?

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    7. "O outro achou que meu poste dizia que eu não defendia a liberdade e o direto das pessoas terem religião.

      E o outro diz que é necessário conhecer a doutrina religiosa para se poder defender a liberdade e o direto das pessoas terem religião.. "


      Cara, pra distorcer a interpretação alheia de forma tão descarada assim, você só pode ser o rei dos trolls, não é possível! Não duvido que neste momento você esteja dando altas gargalhadas demoníacas com tamanha trollagem que você faz!

      O cara distorce tudo, fingindo que não entendeu, daí ainda tem o maior CINISMO de insinuar que os outros é que não estão sabendo interpretar as palavras dele!

      Don't feed the trolls...

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    8. Será que ninguém mais percebe as trollagens desse Willian Papp não???

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    9. É. Lamentável. Não ficou claro.

      Eu me esforço para ser compreendido, mas, sem sucesso.

      Preciso me esforçar mais.

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    10. Plunct Plact Zum Plim!5 de novembro de 2012 12:23

      "O outro achou que meu poste dizia que eu não defendia a liberdade e o direito das pessoas terem religião"

      " E o outro diz que é necessário conhecer a doutrina religiosa para se poder defender a liberdade e o direito das pessoas terem religião.. "

      Que outro? Onde? Quando?

      Plunct Plact Zum 4 de novembro de 2012 22:50

      " Para saber que possui o direito de defender a religiosidade é necessário conhecer tais leis, mas para defendê-la (apologizá-la) de forma convincente, é necessário conhecer sua doutrina, sim."




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  9. Essa historia dela merecia um filme!!!! Belissima.

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  10. Coragem para mudar, não basta so a vontade. Muitos vivem vidas infelises, representando personagens para si mesmas.

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  11. Acreditem em Jesus... E sejam escravos do senhor.
    Dizer que um crente é mais feliz do que um cético é como dizer que um bêbado é mais feliz que um sóbrio

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    1. a ultima vez que eu li o novo testamento tinha uma passagem sobre servir, jesus lavando os pés dos discípulos e afins..

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  12. Se não existisse a religião, ela poderia ter levado uma vida plena desde o começo, sem ter passado por esse episódio sombrio que usurpou parte da existência desta e de tantas outras pessoas!

    Que bom ela ter saído a tempo, mas o ideal é que ela - e nem ninguém - nunca tivesse sido persuadida a ingressar naquele lamaçal.

    Quanto antes a religião for extinta, mais pessoas poderão ter uma vida plena!

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    1. O que é uma coisa meio triste de saber, já que o conceito por trás da religião e dos mitos sempre existirão. Mesmo que 99% da humanidade seja laica e atéia, sempre haverão aqueles que preferem o delírio sobrenatural

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    2. Pelo menos será cada um acreditando SOZINHO no que quiser, mas sem persuadir terceiros a fazer parte de seus devaneios!

      Não sou contra a fé alheia, desde que ela seja realmente alheia e sem fazer nenhum proselitismo a ninguém!

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  13. William Papp

    Você foi compreendido, sim. Porém, é um tanto ingênuo de sua parte achar que vão dar o braço a torcer.
    Não quero dizer com isso que todos devem concordar com você ou que você sempre está certo. Eu já discordei de suas opiniões algumas vezes neste blog e a discordância levando ao aprendizado é totalmente saudável.
    Agora compreender, ainda que não concorcando com, a opinião do outro é primordial para um bom entendimento e uma troca de conhecimento, mas nem todos estão dispostos a isso, acham que o debate é uma batalha onde há o vencedor e o derrotado. Não, num debate sério e amistoso, como deveria ser neste blog, todos devem sair ganhando, anônimos e não-anônimos, ateus ou teístas, religiosos e não-religiosos.

    Winston Smith

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    1. Perfect! Muito bom mesmo, Winston. Parabéns pelo belo raciocínio.

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  14. Winston Smith

    Sem dúvida. Nada melhor que um bom debate, um debate que até pode ser acalorado, mas, nunca, desrespeitoso. Debater é importante e nos faz crescer intectualmente. Eu sempre digo, e concordo com você, que quando entramos num debate devemos entrar com a disposição de mudarmos de opinião, obviamente, se nos for apresentado, de maneira clara, precisa e racional, uma opinião melhor.

    Esse blogue oferece uma oportunidade de discutirmos assuntos tão tabus que deveríamos aproveitá-la.

    O ser humano, como diria o Pondé, é banal. Quando dado a ele a oportunidade de se expressar livremente ele se manifesta de maneira tola. Sem generalizações, é claro.

    Creio que esse seja o preço da liberdade de expressão: ter que garimpar num lamaçal de bobagens alguma coisa de valor. É tarefa árdua e cansativa, mas, não devemos e nem podemos desistir. Isso seria a vitória dos tolos, inúteis, fúteis, banais. Não queremos isso. Sigamos, então, o conselho do filósofo e político Edmund Burke:

    "Para o triunfo do mal só é preciso que homens bons não façam nada."

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    1. Fanboy de Pondé, Reinaldo Azevedo e Olavo Carvalho...

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    2. "O ser humano, como diria o Pondé (...)"

      Parei aqui.

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  15. William Papp

    Sim, concordo com o que você disse. Sempre tento entrar num debate disposto a aprender, e com todos mesmo, anônimos e não-anônimos, ateus e não-ateus. Por isso é um tanto desapontador quando eu tenho que esclarecer diversas vezes meu ponto de vista para gente que não quer debater, e sim tumultuar, e que são mestres no Ad Nauseam, e nem tanto no Ad Hominem.
    Não tenho paciência, oratória desenvolvida (ainda) e nem internet de qualidade pra me dedicar a todo momento pra esclarecer que eu não quis dizer o que ELES transcreveram, por isso as vezes me exalto ou mando 3 ou mais postagens idênticas para não deixá-los sem resposta (meu celular não grava comentários e muitas vezes trava quando o comentário é longo).

    (Continua)

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  16. (Continuando)

    Foi freqüentando este blogue que eu passei a aceitar meu ateísmo agnóstico e a resistir a influência religiosa na qual eu entrei (influenciado) desde criança, criando laços de amizade com pessoas totalmente voltados a influência religiosa, com os quais eu ainda não sei como proceder agora (ainda não contei, e tenho receio de contar, por questão de afeto e, confesso, medo de suas reações para comigo e com meus pais, que não merecem ouvir besteiras por algo que não tem a ver com eles, mas vão ouvir, e religiosos que são, se deixar levar pelo que falam, destruindo todo o ambiente familiar, que sou ateu.
    Ou seja, com todos estes problemas, que são meus somente, e de mais ninguém, é bastante broxante ter que perder tempo com trolls enquanto eu poderia estar aprendendo coisas mais interessantes, e, com isso, poder lidar melhor com meus problemas, que, repito, são meus, somente meus, mas semelhante ao de muitos ateus que, antes de tudo, querem uma vida mais digna, e não detonar ninguém num blog e vencer um debate.

    Winston Smith

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    1. Arrumem um quarto vcs dois

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    2. Winston Smith

      Concordo com você. Boa sorte com seus pais e espero que você resolva seus problemas.

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    3. Falsa solidariedade por interesse de ter um "aliado no blog", detected.

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  17. Quanta rasgação de seda, hein!

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  18. Muito bonita a sensação de liberdade experimentada por essa senhora logo que deixou o convento. Mais pessoas deviam sentir isso. Imagino as mulheres islâmicas se livra do daquela religião machista e tirânica...

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  19. "Elas podem ser amáveis ​​apenas por uma questão de serem boas"

    Esse é o cerne da verdadeira bondade e moralidade

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  20. "eu nao acreditava que havia um deus que queria aquilo pra nos.".. e o que muitos pensam a respeito de coisas que aocntecessem ao seu redor, mais se para pra avaliar sera que ali vigorava as leis de deus? ainda nao vi na biblia que devemos nos castigar por pecados, muito pelo contrario devemos buscar o arrependimento. Deus ja entregou seu proprio Filho pra sofrer por nos, entao pra que ele ainda precisaria ver as pessoas se auto mutilando? e leseira, as pessoas nao entenden o que e lei dos homens s as leis de Deus. o que havia la era uma lei humana, nao era a vontade de deus que ninguem faça isso. Ele da amor e nao dor, e isso que muitos nao entyendem e por ignorancia acabam se afastando Dele.

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  21. a unica coisa que ela fez de certo foi se livrar daquele modo errado que as leis modam como certo baseando -se erroneamente na vontade de Deus,mais pior foi que caminhou pra um abismo mais profundo, o do acaso, e se o acaso rege, por acaso eele proteje?,.. ai fica a pergunta,.....

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  22. mais uma vitima da religião que se liberta. Só não sei o que o ateismo poderia colocar no lugar.

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    1. O ateísmo não coloca nada no lugar. Ele apenas abre espaço para que a pessoa coloque o que ela quiser por sua própria consciência, e não pela consciência alheia, conforme é o caso da crença religiosa.

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    2. o ateísmo não pode compensar o sentimento religioso, o questionamento é esse. E o sentimento religioso faz parte do humano. O ateísmo é estéril e sem objetivo. É limitação, coisa que o sentimento religioso não tolera, pois quer a totalidade da realidade, do sentido, do propósito, etc.

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    3. Sentimento faz parte do humano? Sentimento religioso é fruto do sistema. Pode até fazer parte de um cidadão em determinada cultura, mas não é intrínseco da natureza humana e nem mesmo da civilização em si.

      Sentimento religioso é meramente cultural.

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    4. Nesse ponto, eu tenho tendencia a concordar. Ainda não me provaram ao contrário.
      Pqdrocha.

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    5. Precisa colocar algo no lugar? Há algo mais que a própria realidade? veja o mundo, viva no mundo. Sentimentos religiosos são meramente alternativas para não vivenciar essa realidade (ilusão).
      Pqdrocha.

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    6. Nâo. Sentimento religioso é sentimento que quer transcender. Não se trata somente de cultura.

      a busca pelo sentido, pelo propósito, pela moralidade correta, entre outros, é sentimento religioso. Mesmo o cientista-humanista-materialista ateu-mega-full também o sente, mas o direciona geralmente ao universo. Poucas pessoas se conformam com a visão mecanicista da "máquina vazia e sem propósito" que o ateísmo traz junto consigo.

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    7. Agora você já entrou no campo do achismo subjetivo. Portanto, paciência...

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    8. entrei não. Mesmo o tal "deslumbramento" é mencionado pelo Dawkins (ateu militante-mega-plus) em seu livro. O deslumbramento faz parte do sentimento religioso.

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  23. Não foi a toa que o Mikail Bakunin afirmou que religião é escravidão. O problema é que o ser humano tem o poder de ser acostumar com algo, poder este as vezes para seu bem, e outras para o seu mal. que alegria de viver pode ter um ser humano na submissão, na autoanulação gratuita? que sentido pode ter uma existência dedicada a adoração a um suposto ente invisível de perfil judeu? Poucos tem a coragem de ser sinceros consigo próprios e se libertarem desta mentira institucionalizada.

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  24. É uma pena que ela tenha desistido! Ela está certa quando afirma que Deus não iria querer aquele modo de viver e os sacrifícios. Se ela e a mãe dela tivessem conhecido o Deus da bíblia, saberiam que de fato fazer o bem, não tem nada haver com ir para o céu. A bíblia diz que não somos salvos pela obras!! Se ela não tivesse procurado Deus em religião ou em pessoas e sim na bíblia, o teria encontrado!!

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  25. Aquele deus que pediu ao pai que sacrificasse se filho?

    Aquele deus que teria supostamente(NT) mandado seu suposto filho para uma missão suicida? Ou será outro?

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  26. Lendo a história desta mulher, percebe-se que o problema dela não é contra Deus, mas contra a religiosidade castrativa da comunidade religiosa que frequentava e da família da qual fazia parte. Essas exigências absurdas de abstinência de carne e confissão, a vida enclausurada em um convento, tudo isso é tradição humana, jamais foi algo exigido por Cristo ou pelos apóstolos. Foi o mesmo tipo de problema que levou o falecido escritor português José Saramago a se declarar ateu, como tantos outros que confundem Deus e igreja.

    Em tempo: aos "ateus-modinha" que crêem que o mundo sem fé em Deus seria melhor, procurem se informar sobre como é a vida em países oficialmente ateus, como China, Coréia do Norte, Vietnã e Cuba, onde uma pessoa pode ser presa e até executada pelo simples fato de ser pega fazendo uma oração ou portando uma Bíblia. Falar mal da fé alheia é fácil, quando se vive em um país tolerante como o Brasil, que tem essa tolerância exatamente por ter sido criado baseado em uma cultura cristã. No máximo um ateu ouve crítcas, e tem o direito de criticar os cristãos também, mas agredido ou preso, por ser ateu ou por ser cristão, ninguém é. Se esses defensores do ateísmo acham que a vida em uma terra sem nenhuma noção de Deus é melhor, experimentem viver em um desses países citados acima. Garanto que mudariam de opinião em menos de um mês e implorariam para voltar para um país cristão. É só o que tenho a lhes dizer.

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    1. Quem lhe contou isso, crentolinho, sobre China, Corféia, Vietnan e Cuba?

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  27. Mto Bom o site, e o trecho final representa uma das essências o ser humano, poder ajudar fazer o bem, em troca do bem e não de ir para o céu ou outra asneira do gênero ... haha

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EDITOR DESTE SITE

Paulo Lopes é jornalista profissional
diplomado. Trabalhou no jornal centenário
Diario Popular, Folha de S.Paulo,
revistas da Editora Abril e em
outras publicações.