Atirador da Noruega

Atirador cristão norueguês pede absolvição ou morte.
abril de 2012

Cristão de extrema direita diz merecer medalha por massacre.
fevereiro de 2012

Vocalista do Iron Maiden chama terrorista cristão de ‘cuzão’.
agosto de 2011

Atirador norueguês é irmão de sangue de Bin Laden, afirma escritor.
agosto de 2011

Direita euroupeia se inspira nos piores vilões da cristandade - os templários.
por Edson Aran em julho de 2011

Caso norueguês mostra que religião aliada à política amplifica conflitos.
por Headbanger Ateu em julho de 2011

Atirador da Noruega é adepto da religião 'faça você mesmo'.
por Paolo Naso em julho de 2011

Massacre do cristão fanático na Noruega tem a ver com o Brasil.
por Jean Wyllys em julho de 2011

Atirador da Noruega diz ser de uma nova ordem de Cavaleiros de Cristo.
julho de 2011

Ideias erradas continuam a ser o verdadeiro motor da história.
por João Pereira Coutinho em julho de 2011

Para atirador norueguês, 'mistura de raças no Brasil é devastadora'.
julho de 2011

Polícia prende suspeito dos ataques a Oslo - é um norueguês hostil ao islã.
julho de 2011

Atirador de Realengo.    Fanatismo religioso.

Comentários

Anônimo disse…
O que o norueguês destruiu não foi a diferença, que em sua insanidade preconceituosa e fóbica desejava eliminar - não matou senão os da própria identidade étnica e social-; mas a própria fantasia de sociedade idealizada perfeita, homogeneizada pela suposta eugenia, de uma elite cultural, socioeconômica; que prseumidamente deve espelhar, como num reflexo político e ideológico; a supremacia etnocêntrica do elemento antropológico dolicocéfalo louro e caucasiano, ocidental e cristão. Curiosamente, ele é exatamente o fenótipo dessa ilusão, e parecia alimentar, com a fantástica obsessão religiosa e esotérica; o seu ideário com tais ilusões e simbolismos de grandiosidade, realeza e nobreza; - comumente presentes no imaginário coletivo da humanidade ocidental, colonizada pela cultura eurocêntrica -; como "distintivos" da "superioridade" e da "isoformia": um mundo branco e perfeito, de pessoas também brancas e perfeitas(porém não imaculadas). Ao imaginar-se vítima de uma sociedade que não mais preza de modo máximo nem absolutiza, estes pseudovalores raciais ou éticos; cada vez mais desmentidos pelas evidências científicas e reprovados pela quase unanimidade do senso crítico hodierno; a personalidade do Cavaleiro da Neoeugenia, ou Juiz Messiânico da Restaração da Cristandade e das Cruzadas; coartou, surtou e simplesmente se destroçou. Espécie de prenúncio e prefiguração nele personificada, do Arcanjo exerminador que toca a trombeta do Juízo Final; desencadeou a ira homicida contra os destruidores imaginários do seu mundo de perfeição: os próprios representantes perfeitos da sociedade de perfeição decadente. Aos seus olhos, traidores do paraíso, verdadeiras serpentes enganosas, que resolveram admitir "estranhos", "alienígenas" (estrangeiro e estranhos possuem em comum o mesmo radical, em latim ALIEN, como louco, e alienado); ao convívio que na sua presunção devia restringir-se aos ELEITOS, os intocados pela contaminação das terras de FORA da Noruega, o novo paraíso terreal. Ele era o querubim da Guarda do Novo Éden, mas como no mito das origens, não expulsou de lá a serpente, mas o decaído e decadente casal. Não foi aos "forasteiros" que aniquilou com seu ódio paranóico (como em todas as paranóias, o elemento é apenas exteriorizado, mas permanece o interno, o interior, como o verdadeiro objeto da perseguição ideal); mas os próprios "puros" e "perfeitos" de sua ancestralidade, culpados pela queda e pela maldição da miscigenação global.
Anônimo disse…
Ainda resta um elemento mais atávico, sobre o qual não seria menos importante analisar: qual o histórico familiar e pretérito infanto-juvenil deste cidadão do paraíso do Velho Mundo? Sua afetividade e sexualidade? Há muito material para uma anamnese, que seria pertinente aos investigadores da psicopatologia criminal investigar. Essa onda de neoeugenia no mundo, esses focos de revivescência do nazismo, sugerem muito mais que as avaliações bastante fundamentadas do politólogo permitem interpretar. Não é só o self-made religioso e psicológico global. Há uma ditadura velada de unitarismo e uniformismo, sobretudo incentivados pelo fascismo midiático,impondo o modelo de inclusão como também o de sacramentalização do etnocentrismo. Por esta perspectiva ditatorial, todo o mundo tende a se ocidentalizar, embranquecer e cristianizar. Veja-se na prática os próprios gays empoderados militanto politicamente para matrimonializarem-se e tornarem-se "família" homoparental. Seria muito interessante descobrirmos mais elementos elucidativos, neste caso do terrorista cristão norueguês, para entendermos não só os mecanismos do fundamentalismo religioso, mas também do midiático confessional, que por ser religioso, não deixa de ser perigoso e também eminentemente nocivo e letal.
Danilo Robson Beutenmüller.