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Acupuntura é ineficaz e pode ter efeito colateral, conclui estudo

Agulhas têm
 causado infecções
 nos pacientes

Embora enaltecida como uma poção da sabedoria milenar do Oriente, a acupuntura seria, na verdade, uma farsa, porque não acaba como dores e, pior, pode ter efeitos colaterais.

É o que concluiu um estudo que utilizou análises de revisão da acupuntura feitas em diversos países, incluindo da Ásia.

Publicado no periódico Pain, o estudo constatou que a acupuntura é inócua contra dores de cabeça, ombros e colunas, o mesmo se verificando com as causadas por doenças como câncer, artrite reumatoide e cirurgias em geral.

Verificou-se um único caso de eficácia, na neutralização de dores no pescoço.

O estudo mostrou que a terapia pode ter efeito colateral, dependendo da habilidade e da prevenção de quem espeta as agulhas.

Registrou que tem ocorrido com frequência infecções de pacientes por causa de agulhas contaminadas por bactérias.

Há casos também de perfurações de pulmões, com complicações que levam pacientes à morte.

Constatou que há pacientes que se sentem bem com a acupuntura por causa do efeito placebo. A convicção de que a terapia dará resultado provoca uma reação benéfica do organismo.

O efeito placebo foi confirmado por pacientes que se sentiram bem com a aplicação, sem que eles soubessem, de uma simulação com o uso de prosaicos palitinhos que tocaram em seu corpo, sem perfuração, em pontos aleatórios, não naqueles mapeados pela acupuntura.

Ao comentar o estudo, a médica americana Harriet Hall disse que “a acupuntura é o melhor placebo que existe”.

"A terapia combina uma mística oriental a um ritual elaborado. O paciente relaxa durante o tratamento, e o terapeuta é persuasivo, confiante e carismático", disse ela à Folha.

O Brasil é um dos poucos países que reconhecem a acupuntura como especialidade médica e é o único que tem um programa de residência médica para essa suposta terapia. Há inclusive atendimento pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Com informação do estudo e Pain.




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