Procurador-pastor expulsa feitiçaria de palestra a pais



por Aline dos Santos
para Campo Grande News

Convocada sob pena de multa de até R$ 18 mil para quem faltasse, a palestra sobre evasão escolar do procurador de Justiça e pastor Sérgio Harfouche (foto) em Dourados, que lotou o estádio Douradão na última quinta-feira (dia 25), terminou com a expulsão da feitiçaria e abriu, mais uma vez, a polêmica sobre o Estado Laico.

Harfouche
atropelou o
Estado laico
No começo da oração, o pastor foi advertido pelo grito de um dos participantes de que ele "não estava na igreja". Então, Harfouche consultou o público de dez mil pessoas e, diante do apoio da maioria, retomou a ardorosa oração.

“Tira fora toda a maldade, a rebelião, a incredulidade, a bruxaria, fica fora feitiçaria, idolatria, derramamento de sangue, uso de drogas, indisciplina, infrações”, disse Harfouche.

Nas redes sociais, o vídeo abre discussões sobre o Estado Laico, que defende que a religião não deve ter influência nos assuntos do Estado.

“Apesar da nobreza do ato e da conduta dos agentes públicos envolvidos, seria recomendável que nesse tipo de evento não houvesse nenhum aspecto religioso envolvido”, afirma o advogado constitucionalista André Borges.

Ele explica que a Constituição Federal tem como um dos princípios de que religião não se envolva com a República. Contudo, a mesma legislação prevê isenção de impostos para os templos religiosos.

Questionado se transformou evento oficial do Ministério Público em ato religioso, Sérgio Harfouche afirma que a Constituição Federal foi promulgada em nome de Deus e que o ECA (Estatuto da Criança e Adolescente) prevê desenvolvimento espiritual.

“Não promovi coisa religiosa nenhuma. O artigo terceiro do ECA prevê que a criança tem direito ao desenvolvimento espiritual. Tem pais que falam que fazem de tudo. Digo que em último caso ora com ela. Deus faz parte da nação brasileira. O Brasil não é ateu, ser laico não é ser ateu. Não entendo porque isso. É tão mais relevante tirar essa molecada da rua, da boca de fumo e colocar na escola”, afirma Harfouche.

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