quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Estudante de Curitiba foi vítima do ‘chuta que é macumba’

Menina apanhou porque apareceu
em foto com roupa do condomblé
Agnes, de 14 anos, postou em seu Facebook no dia 30 de agosto deste ano uma foto em que aparece ao lado de sua mãe e uma amiga, todas com roupas do candomblé.

No dia seguinte, no Colégio Estadual Alfredo Parodi, em Curitiba (PR), logo na primeira aula, ela sentiu na pele o significado da expressão “chuta que é macumba”.

Uma colega disse que não poderia ficar perto de alguém que “servia ao diabo” e chutou Agnes, que caiu, batendo a cabeça na parede. O seu rosto ficou roxo (foto acima).

Desde então Agnes não voltou à escola porque está com vergonha. O seu irmão de 11 anos também não consegue comparecer às aulas.

Dega Maria Pascoal, a mãe da vítima, contou que quando, naquele dia, foi pegar seus filhos na escola ficou sabendo, já no portão, que Agnes estava sangrando.

“Vi minha filha com o rosto machucado, sangrando, um galo enorme da testa. E ela me falou: ‘Essa menina me chamou de macumbeira. Disse que a senhora não presta, que a senhora é uma doença’”.

Dega levou a filha para um hospital e depois registrou Boletim de Ocorrência em uma Delegacia de Polícia.

A religião da agressora tem sido mantida sob sigilo.

A expressão popular “chuta que é macumba” se aplica à comida e bebida que seguidores de cultos afrodescentes deixam ao ar livre para suas divindades. Há pessoas que chutam essas oferendas porque acreditam que podem sofrer algum tipo de mal, por passa perto.

É a primeira vez que se tem notícia de que uma adolescente é chutada por esse motivo.

O grave é isto: substituir coisa por gente, que tem assim suprimida sua dimensão humana, significa um avanço para o topo da violência — onde tudo é permitido.

Com informação do Extra e foto de arquivo pessoal.





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