MP apura legalidade de templos da Universal em presídios


Nenhuma outra religião foi convidada
para inauguração de espaço 'ecumênico'

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro instaurou procedimentos para apurar se os 43 templos que a Igreja Universal vai construir em presídios daquele Estado terão, de fato, caráter ecumênico.

Embora todas as igrejas possam usar esses espaços, nenhum representante de outras denominações religiosas foi convidado para participar da inauguração dos dois primeiros templos dentro dos presídios.

A Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Sistema Prisional e Direitos Humanos, do Ministério Público, quer ter as garantias de que os templos são mesmo para todos os credos, incluindo os de origem africana.

O cônego Manuel Manangão, da Arquidiocese do Rio, disse que achou estranho o governador Luiz Fernando Pezão ter autorizado a construção dos templos sem consultar outras religiões.

Para ele, a administração desses espaços ecumênicos será de difícil administração, já que as entidades religiosas inscritas no sistema penitenciário do Rio são cerca de oitenta.

O babalorixá Ivanir dos Santos não tem dúvida de que houve violação do Estado laico brasileiro.

“Não se pode construir um templo religioso dentro de um complexo de prédios públicos”, disse.

A intenção da Universal é ter um templo em cada um dos presídios do Brasil.

Com informação de “O Globo” e de outras fontes e foto da Igreja Universal.

Envio de correção.

Universal investe para obter o monopólio da fé nos presídios


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