Universal investe para obter o monopólio da fé nos presídios



A Igreja Universal do Reino de Deus tem plano de abrir um templo em cada um dos presídios brasileiros, de modo a obter o monopólio da fé nesses locais.

A ofensiva da Igreja de Edir Macedo começou no Estado do Rio de Janeiro, onde já obteve autorização do governador Pezão para abrir 43 templos.

Os dois primeiros templos já foram inaugurados — um na Cadeia Pública Joaquim Ferreira e outro no Instituto Penal Plácido de Sá Carvalho, ambos na cidade do Rio.

A Universal arcou com as despesas com a construção dos templos prisionais, mas ainda assim a iniciativa poderá ser contestada na Justiça pelo Ministério Público porque a laicidade do Estado brasileiro impede o envolvimento da administração pública com religião.

Para rebater o argumento de que está sendo beneficiada pelo Governo do Rio, a Universal diz que os seus templos são “ecumênicos”, podendo, portanto, ser utilizados por padres e pastores de outras igrejas evangélicas.

Contudo, é preciso saber como esse ecumenismo vai funcionar na prática, tendo em vista que dificilmente um padre pediria ao pastor “dono” de um templo prisional o “favor” para usar o espaço em um horário disponível.

O mesmo vale para pastores de igrejas evangélicas que têm a Universal como inimiga.

O governo do Rio argumenta que os templos vão ajudar na ressocialização dos presos.

As igrejas evangélicas já têm uma forte presença nos presídios, e nem por isso os presos estão sendo ressocializados.

O sistema penitenciário precisa de uma profunda reforma e de dinheiro para a construção de presídios, e não de proselitismo religioso.

Igreja vai construir 43 templos prisionais no Rio

Com informação do jornal Extra.

Envio de correção.

Preso que não paga dízimo à Universal sofre discriminação