sexta-feira, 6 de maio de 2016

Neurocientista Suzana diz sofrer discriminação por ser ateia

"Em nosso país, ser ateu é feio"
A brilhante neurocientista Suzana Herculano-Houzel (foto), que está deixando o Brasil para se tornar professora  e pesquisadora em uma universidade americana, se sente discriminada no Brasil por ser ateia.

Obviamente, não é por esse motivo que ela está saindo do país, mas, sim, pela falta de condições para o desenvolvimento da ciência no Brasil.

De qualquer forma, o preconceito que sofre por não crer em Deus soma-se aos seus descontentamentos com o Brasil.

Em outubro de 2010, em seu blog “Uma neurocientista de Plantão”, ao comentar a campanha eleitoral de então, com Dilma Versus Serra, ela criticou o povo brasileiro por desejar um candidato temente a Deus, embora o Brasil seja laico.

“Em nosso país, ser ateu é feio”, escreveu.

Para os brasileiros, “ateus não são confiáveis. Ateus não podem ser chefes de Estado nem devem confessar em cadeia nacional a sua não crença”, escreveu.

Ela disse que até então, seguindo um conselho de sua mãe, nunca falava em público sobre o seu ateísmo, mas que naquele momento tinha resolvido declinar sua não crença porque ficou revoltada com as campanhas políticas dominadas pelo discurso religioso.

“Resolvi que não me calo mais: sou ateia, sinto-me discriminada por causa de minha crença na não existência de um Deus (nem de vários), e agora vou fazer ativamente campanha em prol do respeito à não crença.”

Ela escreveu que estava cansada de ser discriminada.

“Quero ter direito à liberdade de exercer minha não religiosidade e a não ser considerada pior do que religiosos por eu não crer em Deus.”

“Defendo os direitos dos religiosos de curtirem suas crenças em paz (...), mas está na hora de os não religiosos terem respeitada a sua não crença.”

Ela finalizou seu texto com a afirmação de que, mesmo em cadeia nacional, passaria a dizer claramente que é ateia.

“Não acho necessário invocar um Deus Criador, onipresente e onisciente para explicar o mundo. Não acredito que ele exista.”

“Faço o bem porque acredito em fazer o bem e acredito nas pessoas, e não por temor a um Deus.”

O seu artigo no Journal of Comparative Neurology sobre o número de neurônios no cérebro humano, publicado em 2009, tem sido um dos mais acessados da publicação.

Suzana diz por que o cérebro humano é especial


Com informação do blog "A Neurocientista de Plantão" e de outras fontes e foto de divulgação.






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