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Religião, ateísmo, ciência e astronomia

sábado, 8 de novembro de 2014

Prefeito evangélico afronta MP com promoção de evento gospel

Olarte usa dinheiro público para
beneficiar sua crença religiosa
O prefeito Gilmar Olarte (43), na foto, de Campo Grande (MS), promoveu no dia 31 de outubro a “Quinta Gospel”. Estima-se que o evento custou R$ 600 mil aos cofres públicos.

Filiado ao PP, Olarte decidiu, assim, afrontar o MPE (Ministério Público Estadual), que recomendou a suspensão do evento religioso.

De acordo com a Constituição, o Estado brasileiro é laico, o que significa que nenhuma instância de governo pode se envolver direta e indiretamente com crença religiosa.

A realização do evento beneficiou a religião do próprio Olarte. Ele é pastor evangélico, além de empresário e radialista.

Vereadores criticaram Olarte por ele parecer ser prefeito somente dos evangélicos.

O certo, segundo eles, seria o prefeito promover eventos também para fiéis de outras religiões, incluindo as de matriz afro-brasileira, que são as crenças mais discriminadas por fiéis de outras religiões.

O promotor Gerson Eduardo de Araujo, do MPE, abriu inquérito civil para apurar se Olarte, ao insistir no evento religioso, cometeu improbidade administrativa.

No dia 30 de outubro, o MPE já tinha anunciado uma ação civil pública contra a prefeitura para que o evento fosse cancelado.

O argumento da ação foi de que o prefeito não pode favorecer determinados grupos e religiões, devendo se pautar pelo “interesse público, e não por dogmas religiosos”. O prefeito ignorou, colocando-se acima da Constituição.

Na terça-feira (4), o MPE voltou a advertir o prefeito que ele não pode favorecer sua religião nem outra qualquer. Olarte terá de se manifestar no prazo de 10 dias.

Com informação das agências e foto de divulgação.





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agosto de 2014


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