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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Deus mentiu a pastor ao afirmar que Marina seria presidente

Salles disse que "voz de Deus"
avisou que Marina seria eleita
Quando Marina Silva (PSB) estava em ascensão nas pesquisas de intenção de votos e parecia certo que disputaria o segundo turno das eleições, o pastor André Salles (foto) disse ter recebido de Deus a revelação de que ela seria a próxima presidente do Brasil. “O Senhor tem esse propósito para a vida dela, de ser presidente do Brasil.”

“Tem coisas que você escuta a voz de Deus como quando Deus falou com Samuel", disse o pastor que levou Marina a se tornar evangélica há anos e que em 2010 apoiou a candidatura de Dilma. “No caso dela, vejo um caminho de luz. Literalmente. A Marina seguindo por um caminho de luz. É um caminho de luz e ela caminha para frente.”

Como Deus é onisciente, enxerga tudo que vai acontecer no futuro, como acreditam os cristãos, a conclusão é de que Ele mentiu para o pastor Salles, sabe lá com que propósito. Deus, afinal, não é tão fiel como os evangélicos acreditam.

Outros pastores se apresentaram como porta-vozes de Deus para anunciar que chegou a hora de uma evangélica se tornar presidente do Brasil. Ana Paula Valadão, do Ministério Diante do Trono, embora de maneira enviesada, disse que a eleição da Marina para a presidência significaria a tomada de evangélicos por “aquela área mais temida das trevas” [a da política]. Mas, segundo ela, “as portas do inferno não prevalecerão contra igreja do Senhor”, [porque] “é chegada a hora da Igreja”.

Entre os evangélicos, houve quem protestasse contra o tom “talibã” da pastora e cantora gospel.

A própria Marina achava que seria eleita para cumprir os desígnios de Deus. Ela passou a acreditar nisso porque tinha desistido de pegar uma carona no avião cuja queda matou Eduardo Campos (PSB), abrindo espaço para ela se tornar candidata pelo PSB.

Outro pastor que apostou na ida de Marina para o segundo turno foi Silas Malafaia, que no começo da campanha eleitoral, com apenas quatro tweets, fez a candidata tirar de seu programa de governo o apoio à união entre pessoas do mesmo sexo. A partir desse ato, segundo analistas políticos, Marina começou a perder sua chance de concorrer com Dilma no segundo turno.

Por quase todo o decorrer da campanha eleitoral do primeiro turno, os candidatos se esforçaram para obter os votos dos evangélicos, como se eles fossem dados em bloco e seriam decisivos na seleção de quem iria disputar o segundo turno. Mas não foi isso que se verificou.

Aparentemente, os votos dos evangélicos se fragmentaram entre os candidatos.Isso explica em parte a derrota de Marina, que ficou com 21,32% do total dos votos, e do pastor Everaldo (PSC), que teve uma votação pífia (0,75%).

Com informação das agências e imagem do Youtube.





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setembro de 2014


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