Kadija (ou Cadidja) estuda na Paraíba por conta de um convênio entre o Brasil e a Guiné Bissau.
De acordo com testemunha, houve um desentendimento porque o vendedor teria feito para Kadija um gesto obsceno ou uma cantada grosseira e depois, em um bate-boca, ele teria dito “pega essa negra-cão”.
O rapaz prestou esclarecimento à delegada e foi solto.
Juvanira disse que o vendedor negou ter usado expressões racistas, até porque ele afirma ser negro. De acordo com a delegada, Kadija, na versão do rapaz, correu atrás dele depois de tê-lo empurrado.
“O que houve foi uma discussão simples.”
A estudante teve de ser internada para se acalmar e já foi liberada.
SUBSTITUIÇÃO - atualização às 17h30
Agora à tarde, Duciran Van Marsen Farena, procurador da República e presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos do Homem, de Paraíba, pediu à Secretaria de Segurança do Estado a substituição da delegada Juvanira.
Ele argumentou: "Dizer que não há racismo em chamar o outro de "negro cão" ou "negro safado" é revelar desconhecimento da lei. Se vítima e agressor vivessem juntos, será que a delegada iria dizer que houve apenas injúria e vias de fato, para não aplicar a Lei Maria da Penha?”
O pedido dele foi atendido.
De fato,não é racismo,é injuria racial,racismo seria ele atentar contra toda a etnia.
ResponderExcluirMas como o senso comum tem um belo senso de justiça,faz pressão para que culpem uma delegada.
As leis anti-racismo tem efeito contrário, pois as pessoas são induzidas a ignorar as pessoas "protegidas" para evitar problemas com a lei.
ResponderExcluirSempre que um assunto não nos diz respeito diretamente, mas ainda assim queremos opinar,penso que deveríamos usar nosso poder de empatia com os envolvidos (atingidos), colocando-nos hipoteticamente no lugar dessas pessoas, assim certamente nosso senso de justiça ficaria mais apurado.
ResponderExcluirWander
Essa delegada sabe ler? Digo ler, simplesmente, nem precisa de interpretar muito: ler e entender a superfície mais óbvia de um texto? Acho que não...
ResponderExcluirOs negros merecem nossa gratidão e respeito. Por justiça - pois branco, o chamado fidalgo, ocioso e parasita não trabalhava -; afinal, foram eles, os negros , que construiram engenhos, neles se escravizaram, e muito labutaram para alimentar esta nação...Semelhante sacrifício de suas vidas para que hoje todos comêssemos, fizeram os negros nas fazendas de café, nos latifúndios cacaueiros.
ResponderExcluirNão sou obrigado a aceitar a cor negra ou a etnia afro se não faz parte do meu gosto subjetivo, ou preferência ideal - ambos geralmente direcionados para o branco louro de olhos azuis, POIS AFINAL SOMOS COLONIZADOS -; mas a respeitar, SIM.
Se não tivessem os negros dado sua contribuição estética, musical, religiosa, folclórica, sexual, erótica; nem tivesse havido a miscigenação e a morenização da nossa população...seríamos um país sem graça nenhuma. Já morei na Europa por décadas e sei o quanto é insípido (além de fedorento!) esse ideal desbotado que chamam de "etnia dominante". Não tive o privilégio de nascer negra, nem ao menos morena, mas ter a pele branca não me impede de reconhecer a IMACULADA COR DE UM POVO que, como diz o conhecido refrão...SEMPRE LIMPOU O QUE O BRANCO SUJAVA...eita branco sujão!
Realmente, o povo negro tem um historia dificil, mas não quer dizer que só por causa disso é necessario que seja uma "raça" privilegiada. QUer igualdade? Entao que TODOS, polacos, brancos, indios, pardos, negros e asiaticos sejam todos iguals e tenham todos os mesmo direitos, pois realmente, biologicamente falando TODOS são iguais. Com as mesmas aptidões fisicas e mentais. Daqui a pouco teremos uma raça que tera privilegio até de ter lugar vago em assentos de transporte publico, como gestantes e idosos, ou então pagar meia entrada em ingressos de cinemas, teatros ou museus. Como Aposentados ou estudantes.
ResponderExcluirTomara que esse tempo não chegue. Digo o mesmo para Escolha sexual. A escolha não deveria ter diferença nenhuma, nem leis que protegam essas escolhas.