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Um em cada dez adultos no mundo abandona a religião da infância

Levantamento em 117 países mostra que o cristianismo sofre as maiores perdas líquidas, enquanto o grupo dos sem religião apresenta maior crescimento.

A desfiliação religiosa avança pelo planeta. Um novo estudo do Pew Research Center, Washington (EUA), mostra que um em cada dez adultos com menos de 55 anos abandonou a religião da infância.

Em 2020, as pessoas com religião somavam 76% da população mundial. O número caiu um ponto percentual em dez anos. O declínio ocorre porque muitos adultos deixaram a identidade religiosa herdada.



O Paulopes já destacou que fenômeno semelhante ocorre no Brasil. O país vive uma transição religiosa acelerada, com o crescimento constante dos sem religião e o recuo do catolicismo tradicional.

Conforme o Pew Research Center, 10% dos adultos entre 18 e 54 anos mudaram de grupo. Eles migraram para outra crença ou decidiram não ter mais religião. O estudo analisou 117 países.

A pesquisa foca em jovens adultos porque a transição costuma ocorrer nesta fase. Foram verificados dados de cristãos, muçulmanos, budistas, hindus e pessoas que se declaram sem religião definida.

O grupo sem religião reúne ateus, agnósticos e pessoas que não seguem uma denominação específica. Globalmente, 91% dos adultos mantêm a crença da infância, o que os pesquisadores chamam de retenção.

Hindus e muçulmanos lideram a fidelidade, com 99% de retenção. Apenas 1% dos jovens criados nessas fés abandonou o grupo. Entre os criados sem religião, 93% permanecem assim na vida adulta.

Os cristãos são os que menos mantêm a tradição familiar. Apenas 83% dos adultos criados no cristianismo continuam na religião. Os budistas têm a menor taxa de retenção do mundo, com 78%.

A maioria das mudanças ocorre por desfiliação. Pessoas deixam a igreja e não buscam outra. Entre os budistas, 19% agora não têm religião. Outros 3% trocaram o budismo por uma crença diferente.

O cristianismo registra as maiores perdas gerais. Para cada 100 adultos criados como cristãos, 17 deixaram a fé e apenas 5 se converteram. O resultado é uma perda líquida de 11 pessoas.

O grupo dos sem religião teve ganho líquido de 16 pessoas para cada 100 criadas sem crença. O crescimento se deve à alta taxa de adesão de novos membros vindo de outras religiões.

No Islã e no Hinduísmo, o impacto da mudança foi pequeno. O número de pessoas que entram e saem desses grupos é equilibrado. Entre 2010 e 2020, o cristianismo caiu 1,8 ponto percentual no mundo.

A mudança de religião é mais frequente em locais com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) alto. Em 51 países desenvolvidos, 18% das pessoas entre 18 e 54 anos trocaram ou deixaram a religião.

Em países pobres, a mudança é rara. Onde o IDH é baixo, apenas 3% dos jovens adultos abandonaram a fé da infância. O desenvolvimento econômico e a educação influenciam a liberdade de escolha.

Alguns países com pouca mudança possuem leis que punem quem deixa a religião oficial. Argélia, Brunei, Egito e Malásia penalizam quem sai do Islã. Estados da Índia têm leis contra a conversão.

No Brasil, o cenário de pluralidade cresce. Reportagem do Paulopes mostra que o crescimento dos sem religião no Brasil reflete uma busca por autonomia individual diante de dogmas rígidos.

O estudo do Pew Research Center reforça que a secularização acompanha o progresso social. Onde há mais estudo e renda, as pessoas sentem-se mais seguras para questionar ou abandonar religiões.

Com informação de Pew Research Center (https://www.pewresearch.org) e Paulopes (https://www.paulopes.com.br)

Ateísmo cresce na Suíça e grupo sem igreja vira maioria

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