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Igrejas dos EUA perdem um terço dos frequentadores após a pandemia

Os autodeclarados progressistas foram os mais propensos a desistirem dos cultos

Do total de norte-americanos que frequentavam os templos até o início da pandemia da Covid, um terço deles não retornou aos cultos após o fim das restrições a serviços de religiosos, para impedir a contaminação do coronavírus. 

A conclusão é do estudo "Fé após a pandemia: como a Covid-19 mudou a religião americana", feito pela Survey on American Life e American Enterprise Institute.

Dan Cox, um dos autores do estudo, afirmou que provavelmente as pessoas que não voltaram aos templos são aquelas cujos laços com a religião já eram fracos. A pandemia foi um empurrão para uma decisão que estava sendo adiada.

No caso dos jovens de 18 a 29 anos, que compõem a faixa etária de maior taxa de não retorno, já havia antes da pandemia a tendência de desistência de cultos presenciais.

Entre os norte-americanos que deixaram de frequentar os templos estão pessoas doentes, como os imunodeprimidos e suas famílias, que acessam cultos digitais, mas se trata de um envolvimento superficial com as religiões, às vezes de poucos minutos.


O estudo usou dados da Pesquisa de Referência Religiosa Americana de 2022, da Enterprise e Universidade de Chicago, que ouviu 9.425 adultos sobre frequência do culto.

A comparação desses dados com as entrevistas feitas entre 2018 e o início de 2020, para as mesmas perguntas e universo de pessoas de igual identidade religiosa, revelou que os mais propensos a faltarem ao cultos são os autodeclarados progressistas (46%), aqueles que nunca se casaram (44%) e americanos com menos de 30 anos (43%).

Os menos propensos a não desistirem dos serviços religiosos são os conservadores (20%), quem tem mais de 65 anos (23%) e os casados (28%).

No grupo dos desgarrados dos templos estão os católicos brancos (46%), católicos hispânicos (47%), protestantes brancos (51%) e judeus (54%).

Estudo confirma tendência de
maior propensão de desligamento
dos templos por parte da
população mais jovem

O pesquisador Cox prevê que as pessoas que raramente frequentam os templos tendem ao rompimento com as religiões organizadas, colocando as denominações em apuros. “Existem milhões de pessoas nessa categoria.”

Se isso se confirmar, disse Cox, haverá uma "polarização religiosa", com pessoas devotas de um lado e, de outro, aquelas que não têm nenhum envolvimento com religião.

Ele disse que chegará um momento em que ficará difícil o diálogo entre os mais religiosos e a maioria que não quer nenhuma experiência religiosa. 



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