Testemunha de Jeová compara a transfusão de sangue a estupro

O Hospital Unimed de Piracicaba teve de recorrer à Justiça para, por intermédio de uma transfusão de sangue, tirar a vida de uma paciente de risco de morte. 

Internada desde julho, a professora J.P., 58, é fiel das Testemunhas de Jeová, religião que proíbe esse procedimento da medicina por considerar o sangue sagrado.

O juiz Lourenço Carmelo Tôrres sentenciou: "[...] a religiosa não pode se sobrepor ao direito à vida".

P.J. recorreu à Justiça acusando os médicos de tortura e que o ato da transfusão é como se fosse "um estupro". Pediu aos médicos indenização de R$ 30 mil.

"A ideia de sedar um cidadão e submetê-lo a um tratamento médico invasivo soa totalmente descabido, inaceitável e irracional", argumentou.

Antes de saírem da faculdade, os médicos prestam juramento para salvar vidas. Portanto, para eles, deixar uma pessoa morrer é que "inaceitável".

As Testemunhas de Jeová são fundamentalistas. A interpretação que fazem da Bíblia, quanto à transfusão, não é compartilhada por nenhuma outra religião.

Fundamentalismo
religioso impõe recusa
ao sangue salvador 

> Com informação da Justiça.

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