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Sob ameaça de perder isenções, TJs da Austrália concordam em aderir à reparação de danos de abuso

As Testemunhas de Jeová da Austrália concordaram finalmente em participar do Esquema Nacional de Reparação (NRS, na sigla em inglês), que foi criado com apoio do governo para indenizar as vítimas de abuso sexual infantil cometido por pessoas ligadas a instituições religiosas e laicas.

O NRS começou a valer no dia 1º de julho de 2018. Quem tiver queixa poderá se inscrever até 30 de junho de 2027, quando termina o plano de ajuda material, jurídica e psicológica.

A Igreja Católica foi uma das primeiras a aderir à iniciativa.

As crianças e os adultos que sofreram abuso quando eram menores de idade ligadas às Testemunhas não estavam podendo se inscrever porque a igreja vinha resistindo em participar do NRS.

O argumento das Testemunhas de Jeová era de que já tinham o seu próprio plano de reparação de danos, sendo, portanto, desnecessária a sua participação no Esquema Nacional.

Governo e entidades criticaram duramente as lideranças das TJs, porque, com a sua não adesão ao plano oficial, elas estariam acobertando a real dimensão dos abusos dentro da instituição.

Além disso, não há transparência nos julgamentos de pedofilia pelos anciões (pastores) dos tribunais internos das Testemunhas de Jeová. Há denúncias de que as supostas vítimas são pressionadas a não levarem adiante as suas denúncias, para que escândalos em potencial não sejam investigados pelas autoridades.

Para as TJs, alguém pode denunciar um integrante da igreja por abuso sexual se o crime tiver sido presenciado por pelo menos uma pessoa, o que não ocorre na maioria dos casos. Por motivos óbvios, um predador sexual de criança procura sempre não ter testemunha.

Os líderes da Igreja na Austrália só resolveram a aderir ao NRS quando o governo anunciou que a instituição ia perder o direito às isenções fiscais e outros benefícios concedidos a entidades filantrópicas.

Isso pode ser interpretado que as TJs estão mais preocupadas com o seu fluxo de recursos que com a reparação dos danos as suas vítimas de violência sexual.

Para justificar o recuo, as TJs emitiram nota dizendo que elas “acreditam que é sua responsabilidade perante a Deus respeitar e cooperar com as autoridades”.

Se é assim, por que demoraram tanto para tomar a decisão? 

Os líderes da igreja podem mentir e serem hipócritas. Não é pecado? Jeová faz uma exceção para eles?

Em vários países pastores das TJs
abusam de crianças, de acordo com
denúncias já apuradas

Com informação do site do NRS e sites da Austrália e foto reproduzida da rede social.



Ex-TJs do Brasil acusam igreja de proteger predadores

Comentários

  1. "Entidades filantrópicas" de igrejas, apenas engodo.
    E já começa por corrupção de menores em se permitir crianças e adolescentes à religiosidade, Deus e afins. Se o quiserem, que seja quando adultos, onde até poderão escolher qual crença ou mais sabiamente, descrença.

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