Justiça condena igreja evangélica barulhenta a indenizar vizinha

Pastor se defendeu dizendo
 que a reclamação da vizinha
 é 'intolerância religiosa'

A 35ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo condenou uma igreja evangélica a indenizar em R$ 2 mil uma vizinha do templo por causa do barulho de instrumentos musicais durante os cultos. 

A mulher recorreu à Justiça contra o Ministério Nacional de Igreja em Células em Itapevi (SP) porque o barulho estava acima de 61 decibéis, que é o limite que as pessoas podem aguentar sem danos nos ouvidos.

Medição da prefeitura confirmou que o culto produzia som muito elevado.

A mulher, cujo nome não foi revelado, pediu que a indenização fosse de R$ 12 mil, o que foi negado pela Justiça.

A Igreja alegou que o culto só se realizava uma vez por semana, das 18 às 21h, e que estava sendo alvo de intolerância religiosa da vizinha do templo.

O desembargador Sergio Alfieri manteve a condenação.

Com informação do Tribunal de Justiça de São Paulo e da “A Folha Hoje”.






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Comentários

  1. Eles são bem rigorosos pra aprovar alvará pra boates, tem que ter isolamento acústico e um monte de burocracias, pra igreja qualquer um abre, sem burocracia nenhuma, sem regra nenhuma, sem respeito nenhum.

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  2. Assistente Religioso14 de janeiro de 2020 11:08

    "A Igreja alegou que o culto só se realizava uma vez por semana, das 18 às 21h, e que estava sendo alvo de intolerância religiosa da vizinha do templo. "

    Deus condenou Adão e Eva por terem comido o fruto proibido só uma vez.

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EDITOR DESTE SITE

Paulo Roberto Lopes é jornalista

profissional diplomado. Trabalhou

no jornal centenário abolicionista

Diario Popular, Folha de S.Paulo,

revistas da Editora Abril e

em outras publicações.

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