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Silas Malafaia minimiza atentado à bomba à sede do Porta dos Fundos

O pastor Silas Malafaia disse que desaprova o atentado à sede do Porta dos Fundos ('jogaram lá um coquetel-molotov, isso não é cristão'), mas acrescentou que não se trata de uma intolerância religiosa, diferentemente, portanto, segundo ele, do que a imprensa tem divulgado.

Para o pastor de extrema-direita, os humoristas é que foram intolerantes porque zombaram de Jesus ao apresentá-lo com gay, no Especial de Natal 2019, no Netflix.

Supostos terroristas católicos, que se identificam como “Comando de Insurgência Popular Nacional da Grande Família Integralista Brasileira”, assumiram a autoria do atentado.

Em um vídeo, um porta-voz dos terroristas diz: "Reivindicamos uma ação direta revolucionária que procura justificar os ataques de todo o povo brasileiro contra uma atitude blasfema, burguesa e atipatriótica que grupo de militantes marxistas culturais Porta dos Fundos captada quando produz o seu Especial de Natal”.



A pregação de Malafaia em seu canal no Youtube [ver abaixo] reproduz um tom acima do discurso dos supostos radicais católicos.

Ele chama os integrantes do Porta do Fundo de "idiotas esquerdopatas" e "apoiadores do Luladrão".

"A ideologia deles [comediantes] está falida e agora eles querem esculhambar o cristianismo, e a imprensa e o Ministério Público não fazem nada."

Malafaia afirmou que os comediantes cometeram o crime previsto no artigo 208 do Código Penal, que estabelece detenção de um mês a um ano ou multa a quem "escarnecer de alguém publicamente por motivo de crença".

O pastor desafiou os comediantes a fazerem um vídeo sobre Maomé gay.




Com informação do canal no Youtube de Malafaia e do Globo.





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Comentários

  1. Politico pode roubar ... pode tirar merenda das escolas ... pode desviar dinheiro de hospitais ... e esses "integralistas" sô se preocupam com alguém que faz uma sátira de uma coisa que não existe ... Que belo exemplo de cristãos defensores da "família" e dos "bons costumes" nessa piada pronta chamada brasil ...

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  2. Crime hediondo

    Um bebê é estuprado por um monstro pedófilo.
    Isso acontece na vida real, e é uma coisa absurdamente cruel, um crime hediondo.
    Nem preciso dizer o quanto isso é repugnante e desumano.
    Mas o que Deus e Jesus ficam fazendo enquanto o estupro acontece?
    Qualquer pessoa em sã consciência, e acredito que até mesmo um criminoso como um Marcola ou um Beira Mar, arriscaria a própria vida para interromper esse ato desumano.
    Mas e o Deus que tudo vê, tudo sabe e tudo pode, o que faz?
    E o filho dele?
    Ficam apenas olhando?
    Punir o criminoso depois até a nossa falha Justiça humana faz.
    Para a vítima não interessa se o criminoso vai para a cadeia, forca ou inferno, o que ela quer é ser salva.
    Se isso faz parte de um plano de um Deus, não salvar o bebê, é uma obscena e doentia prevaricação!
    Um Deus que cura seus fiéis de coceira a câncer, segundo eles juram acontecer, tem o poder de parar um ato tão terrível, não tem?
    Nada fazer para salvar um pobre bebê é um ato tão desumano, cruel e digno de um psicopata, que não pode ser tolerado, devendo ser punido.
    Que deus é esse que nada faz mesmo tendo poderes para tanto?
    Como o deus não é capaz de ter dignidade suficiente para impedir ou interromper um ataque de um pedófilo a um pobre bebê, por que devo louvá-lo?
    Eis aí um personagem fictício que é uma mostra da estupidez humana.
    Seus ensinamentos são simplórios, alguns tolos, outros absurdos.
    Um personagem fictício que não merece louvor algum. @ateuindiferente

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  3. Por isso que países religiosos são mais violentos que os países onde o ceticismo prevalece, quem é cético se questiona mais, questiona mais o mundo ao ser redor, enquanto que o crente justifica tudo, até terrorismo.

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Paulo Lopes é jornalista
Trabalhou no jornal 
abolicionista Diario Popular, 
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