Pular para o conteúdo principal

Justiça dos EUA condenada Testemunha de Jeová por abusar de duas meninas

Moriah teve de ouvir
de pastores da seita que
 a culpa era dela

A Justiça de King County Maleng, em Kent (EUA), condenou o Testemunha de Jeová Elihu Rodriguez, 32, a cinco anos de prisão por ter abusado sexualmente de duas meninas que frequentavam a congregação.

Em troca de uma pena branda, ele confessou os crimes.

O nome de Rodriguez foi incluído na lista nacional de predadores sexuais, para alertar a vizinhança de onde estiver.

Moriah Smith (foto), 20, uma das vítimas, resolveu sair do anonimato para contar a sua história.

Disse que Rodriguez começou a seduzi-la com presentes (roupas e celular), e, ela, ingenua, não desconfiou de nada.

Até que, quando faltavam cinco dias para ela completar 15 anos, em outubro de 2012, Rodriguez a estuprou na casa dela, onde vivia com seu pai, um respeitado ancião [pastor] das Testemunhas de Jeová.

Outros abusos ocorreram nos próximos três meses.

Confusa sobre o que estava ocorrendo e envergonhada, Moriah se calou.

"Não entendia nada sobre sexo. Tive medo de decepcionar a Deus, porque achava que eu poderia ter evitado."




Moriah mudou-se em 2013 para Fairfield, Washington, e lá procurou um salão da Igreja e denunciou Rodriguez a três anciãos.

Ela sofreu outro baque porque os pastores falaram que a culpa era dela. 

"As Testemunhas de Jeová usam a Bíblia para envergonhar a vítima."

Ela não conseguia dormir e quando comia, vomitava.

Os médicos diagnosticaram que Moriah estava com transtorno de estresse pós-traumático.

Tinha ataques de pânico e qualquer odor a deixava irritada, até o de uma colônia.

Pensou em se matar e chegou a escrever uma carta de suicida. 

Mas ela conseguiu reagir e apresentou o caso ao Tribunal Superior de King, em Washington, em julho de 2018.

"Finalmente isso acabou", disse ela, após o anúncio do julgamento, em novembro de 2019.

"Posso continuar minha vida sabendo que o trauma valeu a pena, que não passei por isso tudo por nada."

Os pais de Moriah, quando souberam que sua filha tinha sido molestada, romperam com ela. 

Quem conhece um pouco as Testemunhas de Jeová sabe que é assim mesmo: esses fanáticos passam por lavagem cerebral a ponto de odiarem a própria família — filhos, pais, avôs e tios, enquanto congregações acobertam pedófilos.

Moirah deixou de frequentar a seita já há algum tempo.

Com informação da NBS News e de outras fontes.



Saiba por que a seita Testemunhas de Jeová é um paraíso para pedófilos

Testemunhas de Jeová recorre para não pagar US$ 35 milhões por acobertar pedófilo

Corpo Governante das Testemunhas de Jeová abrigou molestador por 36 anos

41 pessoas contam a jornal que foram abusadas por Testemunhas de Jeová




Comentários

Post mais lidos nos últimos 7 dias

90 trechos da Bíblia que são exemplos de ódio e atrocidade

Deputado estadual constrói capela em gabinete. Ele pode?

Ateu manda recado a padre preconceituoso de Nova Andradina: ame o próximo

Mescla da política e religião intimida ateus no Brasil. E defendê-los e defender a razão

Veja 14 proibições das Testemunhas de Jeová a seus seguidores

Como as memórias são armazenadas em nosso cérebro?

No noticiário, casos de pastores pedófilos superam os de padres

Fé de pais TJs não supera direito à vida de um bebê, decide juíza

Marcha para Jesus no Rio contou com verba de R$ 2,48 milhões

A prefeitura do Rio de Janeiro liberou R$ 2,48 milhões para a realização ontem (sábado, 19) da Marcha para Jesus, que reuniu cerca de 300 mil evangélicos de diferentes denominações. Foi a primeira vez que o evento no Rio contou com verba oficial e apoio institucional da Rede Globo. O dinheiro foi aprovado para a montagem de palco, sistema de som e decoração. O pastor Silas Malafaia, um dos responsáveis pela organização da marcha, disse que vai devolver R$ 410 mil porque o encontro teve também o apoio de sua igreja, a Assembleia de Deus Vitória em Cristo. “O povo de Deus é correto”, disse. “Quero ver a parada gay devolver algum dinheiro de evento.” Pela Constituição, que determina a laicidade do Estado, a prefeitura não pode conceder verba à atividade religiosa. Mas o prefeito Eduardo Paes (PMDB), que compareceu à abertura da marcha, disse que o seu papel é apoiar todos os eventos, como os evangélicos e católicos e a parada gay. A marcha começou às 14h e contou com sete trios

Só metade dos americanos que dizem 'não acredito em Deus' seleciona 'ateu' em pesquisa