Igreja Anglicana do Canadá vai acabar em 20 anos, revela pesquisa

Maioria dos integrantes
 da Igreja é de idosos;
jovens não querem saber
de religião nenhuma

A Igreja Anglicana do Canadá vai desaparecer em 20 anos se não conseguir atrair os jovens.

Em 1961, ela tinha 1,3 seguidores, caindo para 357.123 em 2017. E o declínio se mantém acelerado. A maioria dos fiéis é composta por idosos, que estão morrendo.

As informações são de um relatório encomendado pela igreja.

Com base em dados da Igreja, a estimativa foi feita cinco vezes, cada uma delas por metodologia diferente, e o resultado sempre o mesmo, do fim inevitável da religião.

O resultado foi apresentado pela arcebispa Linda Nicholls, a dirigente da Anglicana no Canadá, durante o Conselho do Sínodo Geral, em novembro de 2019, em Mississauga, Ontário.

Linda Nicholls pediu "criatividade"
aos líderes da Igreja para atrair os jovens

O padre Neil Elliot foi autor do relatório.

"As projeções de nossos dados indicam que não haverá membros, participantes ou doadores na Igreja Anglicana do Canadá a partir de 2040", disse ele.

Nicholls tentou mostrar otimismo, apesar da perspectiva sombria para a Igreja.

Ela afirmou que é preciso haver da parte dos líderes da Igreja "perseverança, resistência e criatividade" para despertar o interesse das novas gerações.

"Não enfrentamos nossos desafios sozinhos", disse, porque "confiamos no senso de comunidade e na promessa da graça de Deus".

Geoff Woodcroft, bispo da diocese de Rupert's Land em Manitoba e noroeste de Ontário, admitiu que o relatório mostra um futuro "terrível" para a Igreja Anglicana do Canadá.

Ainda assim ele disse que não se pode perder a esperança e encarar o desafio de "tentar novas experiência" para manter a Igreja viva.




Para atrair jovens, Igreja Anglicana investe em templo com academia e café

Igreja Anglicana deixa de citar Satanás na liturgia do batismo

Padre anglicano homossexual vai se casar com ateu

Reino Unido tenta dar novas utilidades a templos fechados




Comentários

EDITOR DESTE SITE



Paulo Lopes é jornalista profissional diplomado.
Trabalhou no jornal centenário abolicionista
Diário Popular, Folha de S.Paulo, revistas da
Editora Abril e em outras publicações.