Fóssil de cobra com patas encontrado na Argentina confirma teoria de Darwin

Concepção artística da
 cobra cujo fóssil foi
encontrado na Argentina

Pesquisadores da Universidade de Flinders, Austrália, encontram na Argentina um esqueleto de serpente com patas traseiras, o que seria uma das melhores provas da teoria da evolução de Darwin.

A Najash Rionegrina tem seu nome derivado da palavra Nahash (cobra em hebraico) e por seu esqueleto ter sido encontrado na província argentina de Río Negro.

O fóssil possui restos de patas traseiras, o que mostraria o quanto o corpo das cobras evoluiu até se tornar mais flexível como as atuais. Elas seriam uma evolução de antigos lagartos.

Durante os primeiros 70 milhões de anos de evolução, o animal ainda se movia sobre um par de patas traseiras.

De acordo com Alessandro Palci, pesquisador da Universidade de Flinders, além do desaparecimento das patas traseiras, outras mudanças na estrutura do animal teriam surgido ao longo do tempo, como indicaria o fóssil.

"A Najash tem o crânio mais completo, tridimensionalmente preservado de uma serpente antiga. Isto está nos fornecendo uma grande quantidade de novas informações sobre como a cabeça das serpentes evoluiu. Tem algumas, mas não todas as juntas flexíveis encontradas no crânio de serpentes modernas. Sua orelha é intermediária entre a dos lagartos e das cobras atuais, e diferente destas, tem o osso da face bem desenvolvido, que também é remanescente dos lagartos", afirmou Palci.

Ainda segundo Mike Lee, pesquisador do Museu do Sul da Austrália e da Universidade de Flinders, a "Najash encontrada mostra como as cobras evoluíram dos lagartos em passos evolutivos, tal como Darwin predisse".

Com informação da Science Advances, com ilustração de Raúl O. Gómez, da Universidade de Buenos Aires.



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EDITOR DESTE SITE



Paulo Lopes é jornalista profissional diplomado.
Trabalhou no jornal centenário abolicionista
Diário Popular, Folha de S.Paulo, revistas da
Editora Abril e em outras publicações.