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Rabino passa herpes a bebê em ritual ao sugar ferida da retirada do prepúcio

O Departamento de Saúde de Nova York alertou os médicos em comunicado que houve novo caso de contaminação do vírus da herpes em um bebê por intermédio de um ritual do judaísmo ultraortodoxo.

Durante o metzitzah b'peh [um exemplo no vídeo abaixo], em meio a orações, o rabino corta o prepúcio do bebê, sem anestesia, e após estanca o sangramento da ferida com a boca.

Trata-se do primeiro caso de herpes neonatal relacionado ao ritual judaico desde março de 2017.

A criança foi circuncidada no oitavo dia de vida, de acordo com que determina a crença desses judeus, e as erupções causadas pelos vírus se manifestaram dez dias depois na genitália, virilha e nádegas.

Os responsáveis pelo menino demoraram a levá-lo a um hospital porque desconheciam dos sintomas da doença.

Se não tratado a tempo, o herpes pode ter consequências graves, como a cegueira.

Em 2012, a prefeitura de Nova Yorque aprovou uma lei determinando que o metzitzah b'peh só pode ser realizado com uma autorização por escrito dos pais ou responsáveis pelo bebê.








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Paulo Lopes é jornalista
Trabalhou no jornal 
abolicionista Diario Popular, 
Folha de S.Paulo, revistas da
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