Organização inclui mais 7 mil espécies na lista de extinção

Cercopithecus roloway, que
 habita  a Costa do Marfim e Gana,
é uma das espécies de primatas
 mais ameaçadas

por Deutsche Welle

Mais de 7 mil espécies de animais e plantas foram acrescentadas no dia 18 de julho de 2019 à Lista Vermelha de espécies ameaçadas divulgada pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). A organização afirmou que a destruição da natureza causada pela ação humana é a principal responsável pela ameaça sem precedentes de extinção de espécies.

A organização analisou a vulnerabilidade de 105.732 espécies em todo o mundo. Destas, 28.338 correm o risco de extinção. Segundo a IUCN, espécies icônicas de primatas, raias, peixes e árvores entraram agora para a lista como criticamente ameaçadas.

Embora cada grupo de organismos enfrente ameaças específicas, o comportamento humano, incluindo pesca predatória e desmatamento, foi o maior causador da queda nas populações de animais e plantas.

"Essa atualização mostra como os humanos superexploram a fauna e a flora selvagem. Precisamos acordar para o fato de que conservar a diversidade da natureza é de nosso interesse", afirmou Grethel Aguilar, diretora-geral interina da IUCN.

A atualização da Lista Vermelha confirma um relatório divulgado pelas Nações Unidas em maio sobre o estado do meio ambiente. O documento revelou que mais de um milhão de espécies enfrentam a ameaça da extinção devido às atividades humanas. 

O relatório citou ainda que mais de 90% das espécies marinhas de peixes são pescadas além ou até o limite da sustentabilidade.

A IUCN destacou uma série de peixes, marinhos e de água doce, que agora entraram na categoria de criticamente ameaçados, estando à beira da extinção. Duas espécies de raias são as que mais correm risco iminente de extinção entre os animais marinhos.

Já, no Japão e no México, mais da metade e mais de um terço, respectivamente, de peixes de água doce estão ameaçados.

A nova lista revelou ainda que sete espécies de primatas, seis na África e um no Peru, estão mais perto de desaparecerem, incluindo o macaco Cercopithecus roloway, que habita a Costa do Marfim e Gana. Há menos de 2 mil indivíduos selvagens restante. A caça e a destruição do habitat são os principais responsáveis por essa ameaça.

Segundo a IUCN, 40% de todos os primatas da África Central e Ocidental estão ameaçadas de extinção. "Espécies alvos de humanos para a alimentação tendem a se tornar ameaçadas muito rapidamente. Espécies em ambientes muito desmatados para a agricultura também acabam sendo impactadas", afirmou Craig Hilton-Tylor, diretor da Lista Vermelha.

Na França, uma em cada cinco espécie está ameaçada devido às mudanças climáticas e às atividades humanas. Na Lista Vermelha, também foram incluídas árvores e cogumelos que correm o risco de desaparecer.
Deutsche Welle é uma emissora da Alemanha que produz jornalismo em 30 idiomas.






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EDITOR DESTE SITE

Paulo Lopes é jornalista profissional diplomado.
Trabalhou no jornal centenário abolicionista
Diario Popular, Folha de S.Paulo, revistas da
Editora Abril e em outras publicações.